Quer ajuda com os seus investimentos? Acesse: investir.experato.com.br/fale-com-um-assessor /
As ações asiáticas encerraram a semana no terreno positivo, direção contrária dos futuros em Wall Street, após os dados mostrarem resiliência econômica e pressões inflacionárias persistentes que vão consolidando as expectativas de novas altas nas taxas de juros nos EUA e na Europa.
O índice de ações Stoxx 600 da Europa recua junto com os futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100, enquanto as ações japonesas contrariaram a tendência, subindo 1,4% após o Banco do Japão deixar sua taxa de juros de curto prazo em -0,1% na primeira reunião do novo presidente Kazuo Ueda, que manteve seu teto de 0,5% para os títulos de 10 anos, lançando uma revisão na política monetária que pode levar até 18 meses para ser implementada.
Os mercados permanecem tensos, já que os dados recentes, que mostram um aumento surpreendente nas pressões inflacionárias nos EUA, reforçaram as expectativas de um aumento da taxa de juros do Federal Reserve em maio e possivelmente em junho.
Na Europa, uma recuperação do crescimento na França e uma expansão acima da prevista na Espanha alimentaram as esperanças de que a Europa possa evitar uma recessão, mas um aumento nos preços ao consumidor reforça a necessidade de novos aumentos nas taxas do Banco Central Europeu.
Nesta quinta-feira, as ações dos EUA tiveram o maior ganho diário desde janeiro, graças aos sólidos ganhos de empresas de tecnologia, incluindo Meta Platforms e Intel Corp. Isso antes da teleconferência da Amazon e dos resultados decepcionantes da Snap Inc. e do Pinterest.
A recuperação das ações do setor bancário devido aos resultados sólidos dos bancos de grande porte também ajudou a reavivar o apetite pelo risco.
Entre as commodities, os preços do petróleo caminham para a sexta queda mensal consecutiva, pressionados pelas preocupações com a desaceleração nos EUA e na Ásia.
Por aqui, a assembleia de acionistas da Petrobras aprovou, nesta 5ª feira, um aumento de 9% nos salários dos diretores da estatal, incluindo o presidente Jean Paul Prates –cujo salário foi de R$ 116 mil para R$ 126 mil. O reajuste do grupo é menor que os 43,88% propostos pelo Conselho de Administração.
Em 22 de março, o Conselho de Administração da Petrobras havia aprovado um reajuste de 43,88%, que elevaria o salário de Prates a cerca de R$ 167 mil. Nesta 5ª feira, o presidente da estatal afirmou em nota que não votou pelo aumento do próprio salário.
“Cabe esclarecer que me abstive da decisão tomada pelo colegiado, assim como outros 3 conselheiros, que, como eu, deverão permanecer no conselho”, disse. Segundo Prates, aqueles que votaram a favor, “tiveram como base a percepção de oportunidade de melhoria dos valores de remuneração”, com referência em outras empresas do mercado. No edital de convocação da assembleia de acionistas, a Petrobras afirmou que a remuneração total anual em 2022 do presidente e dos diretores executivos equivale a 18,19% e 54,85% do praticado pelo mercado, nessa ordem.