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As ações asiáticas encerraram a quarta-feira com perdas generalizadas (exceção ao índice Hang Seng, em Hong Kong), com os futuros de ações dos EUA avançando após os fortes ganhos das grandes empresas de tecnologia Alphabet e Microsoft Corp, após o fechamento de Wall Street, o que ofereceu aos investidores alguma segurança em meio às contínuas preocupações com a saúde da economia.
Na Ásia, a fabricante de baterias LG Energy Solution divulgou lucro líquido no primeiro trimestre que superou as estimativas dos analistas e a SK Hynix, fornecedora da Apple, previu uma recuperação no setor de chips de memória ainda este ano.
Os contratos futuros do S&P 500 avançam, impulsionado em parte pela queda de 49% do First Republic Bank na véspera. Os futuros do Nasdaq sobem acima de 1%. A Alphabet, controladora do Google , e a Microsoft subiram no after market depois de fornecer um início auspicioso para a temporada de ganhos das chamadas Big Techs. As preocupações com os bancos regionais diminuíram um pouco depois que o PacWest Bancorp disse que os depósitos se recuperaram em abril.
Na Europa, as ações operam em queda após resultados decepcionantes. A produtora de software Dassault Systemes afundou mais de 6% depois de perder suas estimativas de receita. A fabricante holandesa de ferramentas para chips ASM International caiu mais de 10% depois de oferecer uma perspectiva morna para o resto do ano.
A Boeing e a Meta Platforms estão entre as empresas que divulgarão resultados nesta quarta-feira.
O alerta do First Republic Bank sobre a saída de depósitos reacendeu as preocupações sobre a saúde do sistema bancário regional após semanas de calmaria. O banco está explorando uma venda de ativos de até US$ 100 bilhões em hipotecas e títulos de longo prazo como parte de um plano de resgate, informou a Bloomberg nesta terça-feira. A turbulência levantou questões sobre o efeito do aperto agressivo do Federal Reserve na economia em geral e nos credores em particular.
Por aqui, a Câmara dos deputados aprovou nesta terça-feira, o regime de urgência para a tramitação do projeto de lei das Fake News em meio à pressão de um bloco de deputados e das Big Techs para retardar a análise do texto. A proposta saiu vencedora por um placar apertado: 238 votos a favor e 192 contrários e foi necessário o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), usar o regimento interno para diminuir a quantidade de votos necessários para aprovação.
Lira cobrou publicamente os líderes, durante a sessão, para que cumprissem um acordo feito em uma reunião que durou 3 horas na sua residência oficial. Sem chegar a um consenso, o presidente afirmou que o regimento interno lhe dava o direito a escolher três votações por legislatura para definir quórum e escolheu o menor para aprovar regimento de urgência do PL das Fake News.
Caso Lira não usasse do poder que tem, o governo precisaria de 257 votos para aprovar o regime de votação mais rápida. O regime de urgência acelera a tramitação de projetos, pois dispensa formalidades do regimento da Câmara.
Ainda em Brasília, o Senador Davi Alcolumbre (AP) deve ser o relator do projeto do novo arcabouço fiscal. Ele é um dos elos entre o Palácio do Planalto e o partido nascido da junção entre DEM e PSL.
O PLC (Projeto de Lei Complementar) do novo marco de contas públicas do Brasil está em tramitação na Câmara dos Deputados, sob a relatoria de Cláudio Cajado (PP-BA), e seguirá para análise de senadores caso seja aprovado em plenário. Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a proposição será votada até 10 de maio.