
Sign up to save your podcasts
Or


Jesus inaugura seu ministério público pela força do Espírito Santo. Embora Jesus comece a pregar na sua cidade natal, Nazaré, ele receberá uma resposta negativa, que o leva a dizer: “Nenhum profeta é aceito em sua pátria” (Lc 4,24). Deus, porém, pode transformar essa rejeição em bênção, abrindo o caminho da Boa-nova aos pagãos. Eis o movimento do Espírito Santo. O seu poder e dinamismo não podem ser acorrentados. Ele prepara o coração humano para receber a Palavra do Senhor. A pregação eficaz da Palavra de Deus requer a compreensão do papel e do poder do Espírito Santo. Somente ele pode mudar o coração e transformar a vida de uma pessoa. No Evangelho de Lucas, o Espírito Santo se manifesta na origem das ações de Jesus, como no episódio aqui narrado. Na sinagoga, casa de oração e catequese, Jesus faz a leitura do profeta Isaías. O texto desenha os traços do Messias, o Libertador, aquele que fará reviver todos os marginalizados da sociedade. Após a leitura, em atitude de quem ensina (senta-se), Jesus proclama solenemente: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura”. Em outras palavras: “Eu sou o Messias anunciado pelo profeta”.
Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”
Pessoas em grande número, movidas pela fome de ouvir a Palavra de Jesus, permanecem com ele num lugar deserto. Cheio de compaixão, porque elas parecem ovelhas sem pastor, Jesus tem disposição para ensinar-lhes muitas coisas. Bem de tardezinha, a fome se apodera de todos, e surge um impasse: como alimentar tanta gente? Jesus não se apresenta como super-homem, capaz de fazer tudo sozinho. Rejeita a sugestão de comprar e propõe a partilha. Organiza cuidadosamente o povo e, usando o que eles têm (cinco pães e dois peixes, cuja soma simboliza a totalidade), sacia a fome de todos. Os dons de Deus são abundantes e, se forem repartidos, satisfazem a todos e ainda sobra muita coisa. A nós, discípulos do Mestre, cabe colaborarmos para que a ninguém falte o pão material e o pão espiritual. O dom de Deus é maior do que a capacidade humana. Aprendamos com Jesus a não ser egoístas, mas solidários, partilhando o que temos e somos com nossos irmãos e irmãs, sobretudo os mais pobres e sofredores.
"Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. E sua fama espalhou-se por toda a Síria."
No primeiro dia do ano, sempre há esperança de que o ano que começa seja melhor. Temos de olhar sempre para a frente, confiantes. A alegria que animou os pastores quando se encontraram com a Família de Nazaré deve contagiar-nos também a nós, assim como todos os que ouviram os pastores. A alegria aumenta ao celebrar a grande festa de Maria, Mãe de Deus e nossa. Encontrar-se com Maria, ao lado de José, cuidando de Jesus, foi motivo de alegria para os pastores, gente simples e trabalhadora que cuidava do rebanho. Olhando o exemplo deles, podemos nos inspirar e, ao longo deste ano, contemplar o grande mistério do amor de Deus para com cada um de nós. Deus amou tanto a humanidade que quis se tornar um de nós. Os pastores foram os primeiros a receber a boa notícia da chegada do Messias, e os primeiros a divulgá-la. Procuremos, ao longo do ano, divulgar as boas notícias que acontecem ao nosso redor; sem, contudo, fechar os olhos às injustiças, à miséria, à dor que atingem muitos de nossos irmãos e irmãs. A exemplo de Maria, meditemos em nosso coração as maravilhas de Deus em nosso favor.
"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. No princípio, estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito."
Enquanto a Família de Nazaré estava no templo de Jerusalém cumprindo os preceitos legais a respeito do Filho, a profetisa Ana é mais uma testemunha que louva a Deus por causa do menino. Ana é uma mulher idosa que viveu servindo no templo e cumprindo seus deveres para com Deus. Ela reconhece em Jesus o Messias, glorifica o Senhor e divulga a boa notícia entre aqueles que “esperavam a libertação de Jerusalém”. Com esse menino se realiza a chegada definitiva da salvação, que o povo aguardava conforme as velhas profecias. Essa boa notícia ainda necessita de mulheres e homens dispostos a levá-la a todos os povos e nações. Depois de concluídas as funções no templo, a Família Sagrada volta a Nazaré, onde o menino, agraciado por Deus, crescia, se fortalecia e se preparava para assumir a missão que o Pai lhe confiara.
“Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te transpassará a alma”.
Os Santos Inocentes não chegaram sequer a tomar consciência de si mesmos. Suas vidas não puderam desabrochar, seus lábios foram impedidos de louvar a Deus, porém seu sangue inocente banhou a terra e ficou à espera de outro sangue inocente, o de Jesus, derramado em resgate da humanidade pecadora. Santos Inocentes Mártires, primeiro elo de uma interminável cadeia de outros inocentes, cujas vidas são interrompidas, às vezes por motivos levianos: abortos, guerras e acidentes de várias espécies. A matança dos inocentes deixa na história uma marca repugnante e nos faz repudiar com veemência a insana e cruel atitude de qualquer pessoa que se apodera da vida alheia ou própria para destruí-la. Senhor da vida é somente Deus. Os Santos Inocentes Mártires são celebrados desde o século VI.
"No primeiro dia da semana, Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava."
From the publisher's feed