O Assunto

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  • Dor nas costas – um problema de saúde mundial
    Os sintomas se multiplicam como um contágio. Dores na coluna, na lombar e no pescoço, cuja origem se dá no modo de vida: muito tempo sentado e pouca ou nenhuma atividade física - um quadro que se acentuou na pandemia e que lidera as motivações para afastamentos do trabalho. Para tratar do tema, Natuza Nery conversa com o médico Francisco Sampaio Júnior, neurocirurgião especialista em coluna vertebral do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Neste episódio: - Francisco Sampaio justifica por que estamos, em sentido figurado, diante de uma “epidemia de dores nas costas”: 80% das pessoas tem, teve ou terá este problema, segundo a OMS; - Ele relata que recebe em consultório pacientes com menos de 10 anos, e alerta que é um quadro ainda mais grave porque crianças estão em “desenvolvimento ósseo, articular e muscular”. “Essa geração vai sofrer mais e antes”, lamenta; - O médico explica o que é um “pescoço de texto”, uma condição identificada recentemente, e que se relaciona com o aumento no uso de smartphones e tablets: “Aumento de 100% a 150% de carga nos discos intervertebrais”; - E, por fim, Francisco alerta para a importância dos exercícios físicos para evitar a sobrecarga na região. “O corpo humano não foi feito para ficar parado. Parou, deu problema”, conclui.
    22 min
  • Terror no Rio Grande do Norte: a situação carcerária
    Desde o início da semana, mais de 30 cidades do estado – entre elas a capital Natal – foram tomadas por uma onda de crimes: atentados a tiros e incêndios a prédios públicos, comércios e veículos. Ao longo dos dias, a violência dos ataques aumentou, sob a orientação de líderes de facções criminosas que estão detidos no sistema prisional. A Força Nacional de Segurança desembarcou no estado com 100 militares e deve ser reforçada por mais 120 homens para dar fim à situação. Para entender o que motivou o levante contra a população, Natuza Nery conversa com Bárbara Coloniese, perita do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, e Juliana Melo, antropóloga e pesquisadora da UFRN. Neste episódio: - Bárbara revisitou unidades prisionais do estado e relata que pouco mudou desde o massacre de Alcaçuz, em 2017. Ela descreve condições “insalubres” para os detentos: alimentação “precária e imprópria para consumo”, acesso limitado à agentes de saúde, superlotação e agressões de agentes penitenciários; - Juliana explica como e por que os detentos se revoltaram contra a tutela do Estado: eles sofrem “violações de direitos” - como choques elétricos e maus tratos com familiares – e apelam à violência. “Quanto mais uma prisão é violenta, mais uma sociedade é”, afirma; - A antropóloga descreve a origem e o avanço das organizações criminosas pelo território brasileiro. No caso do Rio Grande do Norte, explica que as duas facções mais poderosas podem ter se unido; - E ela demonstra ceticismo em relação à política de enviar as lideranças de facções para presídios federais: “Mais violações de direitos humanos e expansão do crime organizado”.
    32 min
  • Etarismo – como ele leva a outras violências
    O caso da universitária de 40 anos alvo de piadas de três estudantes no interior de São Paulo não é isolado. Com a população vivendo cada vez mais, é preciso desconstruir preconceitos sobre a idade “padrão” para cumprir determinadas tarefas. E o chamado etarismo – ou idadismo - é porta para outros tipos de agressão. A OMS calcula que 15% da população idosa do planeta sofre com algum tipo de violência: agressões, maus-tratos, violência psicológica e roubos dentro da própria família. Para entender o que é o etarismo e os meios para combatê-lo, Natuza Nery conversa com Naira Dutra Lemos, professa da Unifesp e membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerentologia, e Bibiana Graeff, professora do curso de gerentologia da USP. Neste episódio: - Naria diz que o etarismo, a discriminação por idade, não é exclusiva do envelhecimento: “é quando a idade faz com que o preconceito aconteça”, citando também casos contra crianças e adolescentes; - Ela explica por que o preconceito em relação às pessoas mais idosas é a porta para casos de violência física e psicológica; - Bibiana detalha os tipos mais frequentes de violência contra idosos: “negligência, abandono, e depois, todos os tipos de violência psicológica”, situações que levam ao “silenciamento” de pessoas idosas; - E aponta caminhos para desconstruir o preconceito de idade, com investimento em políticas públicas e educação formal e informal sobre o envelhecimento; “a base de tudo é a educação e a cultura”, conclui.
    28 min
  • A falência do banco SVB e os efeitos no Brasil
    A maior corrida bancária da história dos EUA aconteceu na semana passada. Em um dia, as retiradas chegaram a US$ 42 bilhões, depois que o Silicon Valley Bank resolveu vender parte de seus investimentos – reflexo da alta dos juros da maior economia do mundo. Com os saques recordes, logo ficou claro que o SVB não teria dinheiro suficiente para pagar seus clientes. Resultado: o banco quebrou. Dois dias depois, o Signature Bank também precisou de intervenção federal. O temor de uma crise parecida com a de 2008, fez o governo Joe Biden anunciar medidas para evitar um efeito dominó. Para entender as causas e as consequências da quebra do banco, Natuza Nery recebe a economista Monica de Bolle, professora e pesquisadora que fala direto de Washington.
    28 min
  • A falência do banco SVB e os efeitos no Brasil
    A maior corrida bancária da história dos EUA aconteceu na semana passada. Em um dia, as retiradas chegaram a US$ 42 bilhões, depois que o Silicon Valley Bank resolveu vender parte de seus investimentos – reflexo da alta dos juros da maior economia do mundo. Com os saques recordes, logo ficou claro que o SVB não teria dinheiro suficiente para pagar seus clientes. Resultado: o banco quebrou. Dois dias depois, o Signature Bank também precisou de intervenção federal. O temor de uma crise parecida com a de 2008, fez o governo Joe Biden anunciar medidas para evitar um efeito dominó. Para entender as causas e as consequências da quebra do banco, Natuza Nery recebe a economista Monica de Bolle, professora e pesquisadora que fala direto de Washington. Neste episódio:
    - Monica explica as características do SVB, banco focado em startups e empresas de biotecnologia. “Era um banco de nicho que cresceu e cresceu muito, principalmente nos anos mais recentes, com a explosão das startups”;
    - Detalha os fatores que criaram a “tempestade perfeita” para a corrida bancária que levou à falência do SVB: dificuldade das startups se financiarem, o ciclo de alta dos juros nos EUA e clientes “hiperconectados”;
    - Aponta as diferenças da crise bancária atual em relação a de 2008, e analisa o que o episódio do SVB deixa de lição para o mercado financeiro dos EUA, um sistema sem regulação centralizada;
    - E avalia as possíveis consequências para o Brasil, onde empresas também vivem uma crise de crédito: “Se as empresas começam a não ter capacidade de pagamento, começa a repercutir no sistema bancário”, refletindo na alta de juros, diz.
    28 min
  • Navalny: o homem que desafiou Putin
    Crítico do líder russo, Alexey Navalny jogou luz em alguns dos escândalos do Kremlin e mobilizou protestos no início da década de 2010. Em 2020, seu nome se tornou mundialmente conhecido, depois de ele ter sido envenenado. Tratado na Alemanha, o opositor de Vladimir Putin retornou à Rússia e foi preso – seu paradeiro é até agora desconhecido. A investigação sobre a tentativa de matá-lo, conduzida pelo próprio Navalny, é o tema de um documentário premiado no Oscar. Para entender quem é o homem considerado “pedra no sapato” do presidente russo e explicar seu passado contraditório, Natuza Nery recebe a jornalista brasileira Marina Darmaros, que entrevistou Navalny em 2011, e Daniel Sousa, comentarista da GloboNews e criador do podcast Petit Journal. Neste episódio: - Marina relembra a efervescência de protestos em 2010, quando Navalny emergiu como líder da oposição, e por que o ativista resolveu voltar ao país depois de ser envenenado: “Não existe carreira política no exterior”, ao lembrar que uma de suas ambições era tornar-se presidente; - Ela relata o encontro que teve com ativista em 2011 e o “clima de suspense” que já havia em torno de Navalny à época; - Daniel aponta como Navalny é “uma liderança política extremamente popular” e, mesmo preso, mantém a posição de principal antagonista do presidente russo; - Ele analisa como a maneira com que Putin trata o opositor revela o status da Rússia atual, “um regime que vem se fechando ao longo do tempo”, diz. E conclui como é interessante para Moscou manter Navalny vivo.
    26 min
  • 5 anos do assassinato de Marielle Franco
    Às 21 horas da noite de 14 de março de 2018, a vereadora pelo Psol e seu motorista, Anderson Gomes, foram emboscados e executados no centro do Rio de Janeiro. Imediatamente, autoridades brasileiras e representantes de quase todo o mundo condenaram o crime de motivação evidentemente política e cobraram que houvesse investigação independente e rápida identificação dos assassinos. Cinco anos depois, dois ex-policiais militares foram acusados pela execução, mas ainda não se sabem quem e por que encomendou a morte de Marielle. Agora, sob determinação do ministro da Justiça, Flávio Dino, a PF abriu inquérito do caso e vai atuar em uma força-tarefa com a polícia civil e o MP do Rio. Para recapitular cada detalhe das investigações e esclarecer o status jurídico do caso, Natuza Nery recebe Vera Araujo, repórter que cobre o crime desde o início pelo jornal O Globo e autora do livro “Mataram Marielle”, e Rafael Borges, presidente da comissão de segurança pública da OAB-RJ e coordenador da pós-graduação em advocacia criminal do Ceped. Neste episódio: - Vera aponta as falhas que atrapalharam a investigação, as acusações de interferência no caso e os episódios nos quais delatores tentaram desviar a atenção dos policiais, em um jogo de poder entre milícias em guerra. “Eles não tinham ideia de que o assassinato teria tanta repercussão”, afirma; - a jornalista conta a reação da família de Marielle diante das investigações e o que motivou o pedido – e a recusa do STJ – de federalização do caso. “Já estava no governo Bolsonaro e a família não confiava na esfera federal”; - Rafael explica o que significa a abertura de inquérito pela PF e quais são os requisitos necessários para a federalização do caso: “É inegável que os agentes da PF poderiam ter contribuído muito mais se estivessem na investigação desde o início”; - Ele recorda que a execução de Marielle ocorreu sob intervenção e a “segurança pública do estado era cuidada por um general do Exército” - o interventor era Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro.
    35 min
  • Coronel Cid: o faz-tudo de Bolsonaro
    Oficial com mais de 20 anos de Exército, Mauro Cid foi escalado para a função de ajudante de ordens do ex-presidente pouco antes da posse, em 2018. Nos quatro anos de mandato, ultrapassou todos os limites de suas funções e conquistou a confiança irrestrita de Bolsonaro – com quem esteve envolvido em diversos escândalos, entre eles a divulgação de fake news em lives presidenciais, a suspeita de rachadinha no Planalto e o mais recente, o das joias milionárias enviadas pelo governo saudita. Para definir o perfil de Mauro Cid e relatar seus passos nos bastidores, Natuza Nery recebe Guilherme Mazui, repórter do g1 em Brasília, e Andréia Sadi, colunista do g1 e apresentadora e comentarista da GloboNews. Neste episódio: - Guilherme descreve as funções do tenente-coronel como ajudante de ordens da Presidência: ajudava em lives, filmava o “cercadinho” e até encaminhava pagamento de demandas particulares da família Bolsonaro: “Ganhou confiança e se tornou conselheiro do presidente”; - Sadi conta que até o último dia de mandato de Bolsonaro, o ajudante de ordens “se escalou como o artilheiro” do governo: Cid teria se oferecido para ir pessoalmente à alfândega do aeroporto de Guarulhos para resgatar as joias trazidas da Arábia; - Ela explica o papel de Mauro Cid na tentativa de livrar o ex-presidente do escândalo das joias, e como o discurso muda a cada passo da investigação: “A justificativa deles é de que uma coisa é o presidente, outra é a Presidência”; - Por fim, Sadi detalha a quais investigações o tenente-coronel está submetido – inclusive aquela na qual ele pagaria as contas de Bolsonaro irregularmente. E informa que os dois, o ex-presidente e seu ajudante de ordens, seguem em contato: “Uma fonte me disse que, se alguém sabe de Bolsonaro, com certeza é o Cid”.
    31 min
  • A ditadura da Nicarágua e a relação Lula-Ortega
    Ao mesmo tempo em que o ditador Daniel Ortega acirra sua cruzada autocrática para permanecer no poder, uma comissão independente enviada pela ONU ao país reforçou que o governo vem cometendo violações graves e sistemáticas contra opositores. No Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dos oito países que produziram o documento, apenas um se recusou a condenar os crimes: o Brasil. Para explicar o que vem acontecendo no país da América Central e as relações entre Ortega e Lula (PT), Natuza Nery conversa com Paulo Abrão, professor visitante na Universidade Brown (EUA) e assessor sênior da ONG Artigo 19, e com o sociólogo Celso Rocha de Barros, colunista do jornal Folha de S.Paulo e autor do livro “PT, uma história”. Neste episódio: - Paulo relata a escalada de protestos e de repressão violenta por parte do governo e de grupos paramilitares que marcou a guinada autoritária de Ortega, em 2018: “O tempo aprofundou o Estado de exceção e submeteu o povo a práticas de terrorismo de Estado”; - Ele lembra que, assim que eclodiu a crise política no país, a Igreja Católica “assumiu o papel de mediação” com o governo, mas, posteriormente, entrou na lista de organizações perseguidas, junto de partidos de oposição, ONGs e a imprensa; - Celso retoma as relações entre a fundação do PT (1980) e a revolução sandinista (1979), que compartilhavam do ideal de “socialismo democrata”, para explicar o silenciamento do partido em relação aos desvios do regime de Ortega: “É um erro do PT”; - O sociólogo compara e aponta as diferenças entre o momento político internacional em que Lula assumiu seu primeiro mandato e agora: “Havia muitos países com esquerda democrática. Agora, uma ditadura pode queimar o filme da esquerda em todo o continente”.
    27 min
  • O déficit de mulheres na política
    Nas eleições de 2022, o número de candidatas eleitas à Câmara dos Deputados cresceu, mas ainda de forma muito tímida: enquanto as mulheres são 53% do eleitorado, ocupam 17,7% das cadeiras no parlamento. Em 2020, dos 5.560 municípios brasileiros, apenas 677 elegeram prefeitas. São números que classificam o Brasil na 140ª posição entre os 190 países avaliados por um ranking global de representatividade feminina. Os problemas enfrentados por mulheres em cargos políticos, no entanto, são globais: as primeiras-ministras de Finlândia, Nova Zelândia e Escócia, já sofreram com ataques misóginos. Para analisar esse cenário, Natuza Nery conversa com a cientista política Mônica Sodré, diretora executiva da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade. Neste episódio: - Mônica avalia o peso da violência e da falta de apoio financeiro que as mulheres enfrentam dentro de estruturas partidárias e de poder público - e de que modo as mudanças na legislação vêm ajudando na inclusão de gênero: “Mas ainda não são suficientes”; - Ela explica que os partidos políticos são “fundamentais para o jogo eleitoral e institucional” da democracia, mas são majoritariamente dirigidos por figuras masculinas: “A primeira barreira é a campanha, a segunda é a eleição e a terceira barreira é dentro do parlamento”; - A cientista política aponta quais modelos adotados internacionalmente apresentaram resultados melhores na atração e manutenção de mulheres em cargos públicos, e apresenta proposta para garantir espaço a deputadas e vereadoras nas mesas diretoras do Legislativo.
    26 min

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

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