Cerca de 2000 apoiantes do presidente da Venezuela Nicolás Maduro desfilaram ontem pelas ruas de Caracas. Manifestaram o seu apoio à nova Assembleia Constituinte, designada a semana passada.
A Assembleia Constituinte, que rege a Venezuela com poderes absolutos, tem abertura oficial das sessões prevista para esta terça-feira no Palácio Legislativo.
A oposição, por seu lado, ignora esta nova Assembleia, que considera um instrumento de Maduro para se perpetuar no poder.
A Assembleia de Nicolás Maduro também não é reconhecida pelos Estados Unidos, União Europeia e governos de vários países latino-americanos.
Sobre a situação que se vive no país, a RFI ouviu Rui Lopes Carloto, empresário português residente há mais de quarenta anos em Caracas.
De acrescentar ainda que esta manhã, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos responsabilizou as forças de segurança da Venezuela pela morte de pelo menos 46 manifestantes e a detenção arbitrária de mais de 5000 pessoas.
O organismo da Nações Unidas acusa as forças de segurança da Venezuela de “maltratar” e “torturar” de forma “generalizada e sistemática” os manifestantes.