O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta terça-feira (6), que indicará o atual titular da Advocacia Geral da União (AGU), André Mendonça, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro tem reafirmado a intenção de indicar um evangélico ao posto no Supremo, lembra o Poder360 (https://bit.ly/3xql9rQ). O presidente também busca um perfil amigável e com alguma relação pessoal.
O Advogado Geral da União é um dos pastores auxiliares da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília, aponta o Estadão (https://bit.ly/2TGAZji). Criada há cinco anos, a Esperança tem 115 integrantes e segue uma linha divergente do pensamento dominante no meio evangélico, considerado mais conservador. A Igreja evita temas políticos e já manifestou desacordo com iniciativas do presidente, como a defesa de armas de fogo. Mendonça é a segunda indicação de Bolsonaro ao STF. A primeira foi o ministro Nunes Marques.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou no Supremo contra a privatização total dos Correios. Segundo Aras, a Constituição Federal proíbe a venda de 100% do serviço, como planeja o governo, destaca o Poder 360 (https://bit.ly/3wlWIub). O tema chegou ao STF depois que a Associação dos Profissionais dos Correios entrou com uma ação. A privatização precisa do crivo do Congresso e a ideia do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é submeter o tema a votação até o mês que vem, informa O Globo (https://glo.bo/3ym4V2W).
Os senadores que integram a CPI da Covid viram novos indícios de falhas na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo Jair Bolsonaro em depoimento colhido nesta terça-feira (6). A servidora do Ministério da Saúde que atua como fiscal do contrato, Regina Célia Silva Oliveira, admitiu que o processo de aquisição ficou sem fiscalização por cerca de um mês. Regina também disse que apesar disso não viu nada de “atípico”, reporta a Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3AyBNaC).
Ainda sobre o caso da Covaxin, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) apontou diversos erros e “manipulações” em documentos apresentados pelo governo para rebater as acusações de irregularidades nas negociações. A lista de problemas inclui: marca e logotipo desenquadrados, erros de inglês e de português, mistura de idiomas e divergência na quantidade de doses.
Os documentos citados por Tebet foram exibidos no mês passado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, lembra O Globo (https://glo.bo/3hhwHIa). Na época, o governo defendeu que havia três versões do documento – e que uma delas seria fraudada.A senadora apontou o exato oposto. Ela disse que a primeira versão, dita como falsa pelo Planalto, tem marcas de legitimidade, relata o G1 (https://glo.bo/3wprbr8).
O contrato da Covaxin foi firmado em 25 de fevereiro e previa um total de 40 milhões de doses a um valor de R$ 1,6 bilhão. Nenhuma dose do imunizante chegou ao país e no último dia 29 o governo suspendeu o contrato, depois de suspeitas de corrupção.