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ejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio do Papo de Psiquiatra!
Hoje, mergulhamos em um tema que frequentemente é mal compreendido: a Resiliência.
É muito comum acreditarmos que ser resiliente é ser "invulnerável" ao estresse, agir como um super-humano ou uma "máquina de produtividade" que reprime emoções.
No entanto, a psiquiatria e a ciência mostram exatamente o oposto.
Neste bate-papo, exploramos a verdadeira definição desse conceito e como ele se relaciona com a nossa saúde mental.
O que abordamos neste episódio:
A verdadeira definição: O termo vem da física e descreve a capacidade de um material (como um elástico) absorver um impacto, de se deformar e, depois, voltar à sua forma original. Resiliência não é rigidez nem a ausência de sofrimento.
O mito da invulnerabilidade: Tentar ser uma máquina sem sentimentos ou praticar a esquiva emocional funciona apenas a curto prazo, mas a longo prazo está associado a desfechos de desregulação emocional.
A importância de sentir: Processar e reconhecer como um evento difícil nos "deformou" emocionalmente é um passo fundamental para a melhora e para o aprendizado.
Fatores modificáveis: A resiliência não é um traço fixo e imutável, mas uma adaptação que pode ser desenvolvida. Discutimos como propósito, autoestima, senso de maestria, suporte social, flexibilidade cognitiva e espiritualidade aumentam a nossa proteção.
O peso do ambiente: A capacidade de superação não é apenas individual. Um ambiente tóxico, como uma cultura de trabalho péssima, pode quebrar até as pessoas mais resilientes e levar ao burnout.
Evidências na adversidade: Estudos longitudinais e dados sobre trauma mostram que a maior parte das pessoas expostas a eventos graves não desenvolve transtornos como o estresse pós-traumático.
Acesse o nosso novo site para conferir o sumário completo de todos os nossos episódios e encontrar materiais adicionais: papodepsiquiatra.com.br.
Ouça, compartilhe e nos ajude a espalhar informação de qualidade sobre saúde mental!
Hosts:
Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas
Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Dr. Pedro Rosa @drpedrogomesrosa
Neste novo episódio do Papo de Psiquiatra, abordamos um tema antigo da prática clínica, mas que tem se tornado cada vez mais intenso e agudo nos consultórios: a aversão e o receio excessivo em relação ao uso de psicofármacos. Debatemos como a cautela desmedida, muitas vezes impulsionada pela internet, tem prejudicado a saúde dos pacientes.
Ouça e compartilhe para ajudar a combater o estigma na saúde mental!
Hosts:• Dr. Pedro Gomes Rosa• Dr. Marcelo Brañas• Dr. Marcos Croci
No episódio de hoje, o quarto e último da nossa série especial, recebemos a Dra. Joana Portolese, psicóloga, especialista em neuropsicologia e doutora pela USP com particularidade em autismo. Neste bate-papo aprofundado, focamos no complexo universo do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, debatendo as nuances de um cenário diagnóstico cada vez mais prevalente. Temas Abordados:- O Fim dos Estereótipos Históricos: A desconstrução dos antigos protótipos do adulto autista, que antes se resumiam apenas à figura do "pequeno gênio/professor" ou a quadros graves com dependência, autoagressividade e ausência de fala. - A Explosão de Diagnósticos: Como o período da pandemia impulsionou a busca por explicações para desafios contínuos de ansiedade, humor deprimido e dificuldades em relacionamentos e interações sociais. - Autismo no Mercado de Trabalho: Os obstáculos enfrentados por profissionais que possuem alta performance técnica, mas esbarram na dificuldade de decodificar as nuances políticas e sociais do ambiente corporativo (como reuniões e o "momento do café"). Discutimos também o impacto do medo do estigma no ambiente profissional. - O Desafio do Diagnóstico Diferencial: Por que diagnosticar adultos não é uma tarefa simples. Explicamos como todos nós possuímos traços em uma curva mediana, mas o diagnóstico se consolida a partir da frequência, intensidade e duração que geram um prejuízo real e significativo na identidade e nas relações. - O Perigo da Desinformação: Uma análise crítica sobre como as redes sociais e os questionários autorespondidos na internet podem gerar um desserviço, fomentando o autodiagnóstico equivocado baseado apenas em recortes de sintomas. - Instrumentos de Avaliação: O papel de ferramentas como o Autism Quotient e o módulo para adultos da escala ADOS como orientadores, reforçando que a avaliação final e a interpretação do prejuízo são sempre fundamentadas na soberania do julgamento clínico. - Fatores de Risco e Prevalência: O impacto do acesso à informação e capacitação médica, somado a fatores genéticos, ambientais (como idade materna/paterna, prematuridade, estresse gestacional) e mudanças no padrão cultural. - Adaptações na Prática Clínica:Como psiquiatras e psicólogos devem ajustar a sua comunicação nos atendimentos, traduzindo as manifestações clínicas (como a rigidez e a seletividade) de forma lógica e objetiva para o paciente, ajudando-o a compreender as repercussões funcionais na sua autonomia, gestão financeira e desenvolvimento de carreira. Acesse o nosso novo site recém-lançado para conferir mais materiais!. Convidada: Dra. Joana Portolese @joanaportoleseHosts:• Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa • Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Neste episódio do podcast Papo de Psiquiatra, os anfitriões Marcelo Branhas, Marcos Cross e Pedro Rosa recebem a neuropsicóloga Joana Portolese para uma conversa profunda sobre as particularidades do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em mulheresJoana é doutora pela Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Protec (Programa de Transtorno do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria da USP), trazendo uma visão especializada e baseada em evidências sobre o temaDurante o bate-papo, exploramos por que o diagnóstico de autismo historicamente tem sido mais frequente em meninos (cerca de 3,4 meninos para cada menina) e como a ciência está mudando a forma de enxergar o fenótipo femininoPrincipais tópicos abordados neste episódio:A Camuflagem Social (Mascaramento): Entenda como as mulheres com autismo frequentemente observam e "encenam" comportamentos sociais para pertencer a um grupo, o que exige um grande esforço cognitivo e gera extrema exaustão mentalDiagnósticos Tardios e Comorbidades: Descubra por que 47% das mulheres recebem outros diagnósticos, como ansiedade ou depressão, antes de finalmente chegarem ao diagnóstico correto de TEA na adolescência ou fase adultaInteresses Restritos nas Meninas: Como os interesses restritos femininos (como colecionar bonecas ou focar intensamente em marcas de maquiagem) costumam ser mais socialmente aceitos e passam despercebidos em comparação aos comportamentos externalizantes dos meninosVulnerabilidade e Relacionamentos: A maior suscetibilidade de mulheres autistas a sofrerem violência, abusos e entrarem em relacionamentos abusivos devido às dificuldades na cognição social e na percepção das "entrelinhas"Tratamentos e Intervenções: A importância de abordagens terapêuticas focadas na mulher, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para o nível 1 de suporte, além do uso de métodos como ABA e o apoio multidisciplinar (Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia)Assista para entender como o reconhecimento dessas diferenças de gênero no autismo pode ajudar na busca por diagnósticos mais precisos e melhor qualidade de vida para as mulheres autistas.🔔 Não se esqueça de: 👍 Curtir o vídeo se este conteúdo foi útil para você! ✅ Se inscrever no canal para não perder os próximos episódios do Papo de Psiquiatra. 💬 Deixar seu comentário abaixo: você se identifica com o conceito de camuflagem social abordado pela Joana? 📢 Compartilhar este vídeo com familiares, amigos e profissionais da saúde para espalhar a conscientização!Convidada: Dra. Joana Portolese @joanaportoleseHosts:• Dr. Pedro Gomes Rosa @drpedrogomesrosa• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
No episódio de hoje do Papo de Psiquiatra, recebemos a Dra. Joana Portolese, psicóloga com mestrado e doutorado, neuropsicóloga e uma grande referência no diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste bate-papo, dissecamos as bases clínicas do autismo, desde a avaliação na infância até os critérios contemporâneos de neurodesenvolvimento.
Temas Abordados:
A Evolução Histórica do Diagnóstico: Como a compreensão do autismo mudou desde a primeira descrição clínica de Leo Kanner em 1943 e a observação das altas habilidades por Hans Asperger. O marco de 1980 com a entrada no DSM-3 e a consolidação do termo "espectro" por Lorna Wing e Uta Frith, até chegar à classificação atual no DSM-5 (2013) como um transtorno do neurodesenvolvimento.
Os Dois Pilares Centrais (Critérios do DSM-5): O diagnóstico do TEA baseia-se em dois eixos principais. O primeiro é o prejuízo na comunicação e interação social. O segundo é a presença de comportamentos restritos e repetitivos. Discutimos como esses sintomas variam em gravidade através dos níveis de suporte 1, 2 e 3.
Sinais Precoces na Infância: O que os pais e pediatras devem observar no rastreio precoce a partir dos 18 meses. A diferença entre a timidez e a falha na intenção comunicativa, observada na ausência de comportamentos como apontar, mandar beijo ou dar tchau. O padrão de rastreio visual em bebês autistas a partir dos 6 meses, que frequentemente evitam a "zona T" do rosto (olhos, nariz e boca) e fixam a atenção em luzes, sons e movimentos.
Processamento Sensorial e Seletividade Alimentar: A hiper ou hiporresponsividade sensorial como um elemento central do diagnóstico dentro do critério de comportamentos restritos e repetitivos. Por que algumas crianças com TEA podem se fascinar com o barulho rítmico de um avião, mas se incomodam profundamente com o barulho social das palmas em um "parabéns". A diferença clínica entre a rigidez alimentar (como comer apenas alimentos de cor amarela) e a aversão real a texturas.
O Perigo dos Testes Inespecíficos e a Avaliação Real: O diagnóstico de autismo é soberanamente clínico. Discutimos o perigo de utilizar escalas de triagem (como a SRS) para atestar quadros complexos, pois elas contêm itens inespecíficos como "brincar sozinho" ou "dificuldade em fazer amigos". Explicamos a função real de instrumentos padronizados e entrevistas estruturadas (como as escalas CARS, ADOS e ADI-R).
Ouça e compartilhe nas redes sociais! No nosso próximo episódio, abordaremos o diagnóstico do Autismo em Adultos e o aumento da prevalência.
Convidada: Dra. Joana Portolese @joanaportolese
Hosts:• Dr. Pedro Gomes Rosa @drpedrogomesrosa• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
No episódio de hoje recebemos a Dra. Joana Portolese, psicóloga com mestrado e doutorado, neuropsicóloga e uma indiscutível referência no diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste bate-papo fundamental, preenchemos uma lacuna do nosso podcast para dissecar as bases clínicas do autismo, desde a avaliação na infância até os critérios contemporâneos de neurodesenvolvimento.
Ouça e compartilhe nas redes sociais! No nosso próximo episódio, abordaremos o polêmico diagnóstico do Autismo em Adultos.
Convidada: Dra. Joana Portolese @joanaportolese
Hosts:• Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Chegamos ao episódio 200 do nosso podcast e para celebrar esse momento estamos lançando o nosso portal www.papodepsiquiatra.com.br, nele vocês encontrarão nossos episódios organizados por tema, além de poderem baixar material PDF de cada episódio.
Já ultrapassamos a marca de 800.000 visualizações e escutas unindo o Spotify e o YouTube. Isso só é possível graças ao boca a boca da nossa comunidade de pacientes, estudantes e profissionais da saúde.
Obrigado a cada um de vocês.
E não se preocupem: nesta mesma semana, também lançaremos um episódio completo e oficial abordando o Autismo com a nossa convidada Joana!
Hosts: • Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Episódio #199 - No episódio de hoje recebemos a Dra. Sthefanie Pallone, médica endocrinologista. Neste bate-papo, exploramos a profunda interface entre a endocrinologia e a psiquiatria, desmistificando crenças populares sobre hormônios e combatendo a medicalização de hábitos de vida através de exames fora de contexto.
Ouça e compartilhe nas redes sociais!
Convidada: Dra. Sthefanie Pallone @sthefaniepallone
Hosts: • Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa
• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas
• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Episódio 198 - Testosterona: além dos músculos e da libido
No episódio de hoje — o quarto da nossa série sobre endocrinologia — recebemos a Dra. Sthefanie Pallone, médica endocrinologista. Neste bate-papo, fazemos um debate franco e clinicamente necessário sobre a testosterona, desmistificando a busca por "atalhos" metabólicos para o bem-estar que frequentemente acabam criando problemas de saúde antes inexistentes.
Temas Abordados:
Performance vs. Saúde: O limite ético e biológico entre a reposição hormonal com indicação médica e o uso recreativo (e perigoso) para fins unicamente estéticos.
Testosterona em Homens e Mulheres: A fisiologia real, as verdades e os mitos da internet em torno da deficiência hormonal em ambos os sexos.
O "Chip da Beleza": A visão técnica sobre os implantes hormonais, a controvérsia no meio médico e por que as sociedades de endocrinologia alertam fortemente contra o seu uso indiscriminado.
Impacto Neuropsiquiátrico: A intersecção direta entre a endocrinologia e a saúde mental. Como o uso abusivo ou as oscilações desse hormônio afetam o humor, a cognição, a regulação de impulsos e o comportamento.
Ouça e compartilhe nas redes sociais!
Convidada: Sthefanie Pallone @sthefaniepallone
Hosts: • Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa
• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas
• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Episódio 197 - A era das canetas emagrecedoras
No episódio de hoje recebemos a Dra. Sthefanie Pallone, médica endocrinologista e especialista em metabolismo ósseo. Neste bate-papo, aprofundamos a discussão sobre a classe de medicamentos que revolucionou o tratamento da obesidade, mas que também trouxe o perigo da banalização estética.
Temas Abordados:
Mecanismo de Ação: Como as "canetas emagrecedoras" (análogos de GLP-1) atuam de fato na fisiologia humana, controlando a saciedade e o esvaziamento gástrico.
Tratamento Clínico vs. Uso Estético: A diferença fundamental entre a prescrição embasada para o controle da obesidade (uma doença crônica) e o uso indiscriminado por pessoas buscando emagrecimento rápido.
Riscos e Efeitos Colaterais: O que a evidência científica nos mostra sobre as complicações físicas e metabólicas do uso dessas medicações sem o monitoramento médico especializado.
Impacto no Comportamento Alimentar: Uma intersecção entre a endocrinologia e a psiquiatria sobre como esses inibidores de apetite afetam a relação do paciente com a comida e o manejo de transtornos alimentares.
A Falácia da "Pílula Mágica": Por que a medicação, de forma isolada e sem mudança de hábitos e acompanhamento multidisciplinar, não garante a sustentabilidade do peso a longo prazo.
Ouça e compartilhe nas redes sociais!
Convidada: Sthefanie Pallone @sthefaniepallone
Hosts:• Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
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