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By Rádio Studio FKMMusicMusic Interviews
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Podcast Studio FKM episodes

  • Richard Neves

    Richard Neves é músico, de Tiradentes - MG. Vivendo em Belo Horizonte desde 2010, o tecladista, produtor e autodidata já trabalhou com grandes nomes da  música brasileira tais como Milton Nascimento, Ivete Sangalo, Samuel Rosa, Paula Lima, Ney Matogrosso e artistas de expressão em MG, como Sérgio Pererê, Maurício Tizumba, Raquel Coutinho e outros mais.

    Internacionalmente produziu trilha sonora para abertura do 5th International Meeting Of Sosial Solidary, Manilla, Filipinas (2013). Participou também do projeto canadense The Tree Of Music (2014), como compositor.

    Atualmente  além de produzir artistas de Belo Horizonte e São Paulo, Richard  é tecladista da banda mineira Pato Fu de Fernanda Takai.

    Banda brasileira pop rock formada no ano de 1992 em Belo Horizonte por Fernanda Takai.

    35 min
  • Fabiana Santiago

    Fabiana Santiago é uma artista radicada em Petrolina - PE, apaixonada pela cultura nordestina.

    Voz e presença de palco marcantes, são suas marcas. Uma das cantoras mais premiadas do Vale do São Francisco. Licenciada em música, produtora e professora de música, Fabiana começa sua estrada na música em Petrolina-PE aos 14 anos. Natural de Barueri-SP, foi no coral da Igreja Nossa Senhora da Conceição que amadureceu por 7 anos a certeza que se realizaria na música.

    Durante este período foi convidada e assumiu como backing vocal de Ednaldo Fonseca “O Juiz Sanfoneiro” e em seguida também como backing vocal de Targino Gondim. Em sua carreira se apresentou com Elba Ramalho, Dominguinhos, Gilberto Gil, Geraldo Azevedo, Nonô Germano, Sorriso Maroto, Vanessa da Mata, Ana Carolina, Roupa Nova e André Rio. Participa frequentemente de grandes eventos como sua apresentação no maior bloco de carnaval do mundo em 2020, o Galo da Madrugada.

    Ativamente engajada na sociedade de Petrolina, promove o projeto Show Divas do Vale que realiza em parceria com as empreendedoras do Vale do São Francisco. Premiada diversas vezes com suas canções e como melhor intérprete, Fabiana reúne sua experiência e amor pela boa música para começar uma nova etapa: seu primeiro trabalho autoral Florescer.

    O isolamento de 2020 faz nascer em Fabiana a necessidade de expressar em seu trabalho a força da mulher, a expressão do amor e naturalmente o fez em belíssimas canções. Todas inspiradas nas emoções que orbitam o universo feminino. Seu primeiro trabalho autoral frutifica no árido isolamento social para alimentar os corações que se permitem desfrutar da refinada música nordestina de Fabiana Santiago.

    33 min
  • The Mode Depeche Mode Tribute band

    O projeto nasceu em 24 de agosto de 2013 no MOD Variete Club - Balcarce 563 (San Telmo), fruto de um show na apresentação de uma coletânea de bandas de Tributo chamada "Depeche Mode Tributo Argentino Vol 3", que foi produzida por nosso atual Manager Ricardo Lerin, que inclusive foi quem escolheu o nome THE MODE.

    Gabriel Stanizzo, que é o cérebro programado e musical da banda, encontrou Steve Bryan no YouTube cantando Enjoy the silent, e logo o convidou para participar do encontro como convidado do Corus, seu projeto de synthpop da época, que entre outras coisas covers de Erasure e Depeche Mode, naquela noite tanto o público de San Telmo presente, quanto nosso empresário e produtor Ricardo Lerin, viram o potencial e a semelhança particular em som e imagem com o Depeche Mode, e nessa mesma noite o projeto nasceu com o objetivo de sempre crescer como banda tributo. De 2013 até hoje como evolução tocamos o Support Kart Uenala membro hoje produtor do Depeche Mode, fomos escolhidos como suporte no Information Society Luna Park, e a mesma banda Depeche Mode nos escolheu em um concurso chamado Takeover, que escolheu fãs e projetos que demonstrava amor pela banda, e fomos escolhidos como a melhor banda da América Latina pelo som e pela particularidade dos nossos shows, que imitavam a estética e a parafernália da banda, isso não deu acesso por um dia ser quem conseguiu o Facebook Oficial da banda, e fizemos vários posts incluindo vídeos do The MODE, a história e tudo relacionado ao que chamamos entre os fãs, a Devoção ao culto chamado DEPECHE MODE. Uma honra e um grande privilégio para nós.

    Os espetáculos são elaborados, seguindo a imagem, estética de cada espetáculo ou Tour do DEPECHE MODE. Um verdadeiro desafio conseguir encontrar o som certo, como a interpretação de cada membro, no caso de Steve que personifica Dave Gahan e tem um trabalho árduo e detalhado, como o que Ignacio também contribui em seu papel como Martin Gore, o som , a imagem, o contexto do visual, tudo muito milimétrico. O Depeche Mode é uma banda muito detalhada, e tentamos seguir esse conceito. Gabriel é quem tem o papel de estudar, procurando cada som dos bancos de sintetizadores e samplers, como a bateria eletrônica certa para cada Faixa. Atualmente estamos exibindo um show semelhante ao GLOBAL SPIRIT TOUR, que foi a turnê que o DM apresentou em La Plata em 2018, e incluímos em nossas fileiras dois grandes músicos como Urkel nos coros, sintetizadores e guitarra, e Gaby Muscio na bateria , o resultado foi ótimo e durante a pandemia apresentamos no Teatro Coliseo com Esgotado, este último espetáculo, que será apresentado em Streaming no dia 18 de dezembro pelo nosso canal oficial no Youtube, e conta com o apoio de Fan pages de países como EUA, México, Paraguai, Uruguai, Brasil, Barcelona, ​​​​Itália, Chile, Peru entre outros... Em breve com todos os horários disponíveis em nossas redes sociais. Todos convidados a curtir um momento de grandes clássicos do Depeche Mode.. 

    Muito ensaio e seguindo a evolução natural da sala, o conceito é a GLOBAL SPIRIT TOUR e os Hits do DEPECHE MODE, mas temos mais um show preparado para os fãs em que o conceito vai de 1980 a 1990 a parte mais eletrônica do a banda, onde sintetizadores, samplers e máquinas de ritmo são o fator predominante, essa data será 20 de novembro no The Roxy em Palermo, e é mais um show para os fãs, em que há músicas que o DM não toca mais ao vivo, e o O som é muito da época do 101 ou World Violation Tour, na época em que Alan Wilder estava presente, integrante que deixou a banda e foi o cérebro criador do reconhecido som do DEPECHE MODE.


    The MODE Depeche Mode Tribute band


    Redes Sociais

    Youtube

    https://www.youtube.com/c/TheMODEDepecheModeTribute/videos

    Instagram

    https://www.instagram.com/themodeoficial/

    30 min
  • Marcia Tauil

    Márcia Tauil

    Nascida em 2 de dezembro, o Dia do Samba, e radicada em Brasília, cidade que adotou e se sente adotada por ela.

    Cantora, compositora, produtora e professora de canto. Atua há quase 40 anos em carreira solo e em formações de música popular. Atuou ao lado de músicos como Roberto Menescal, Eduardo Gudin, Paulo César Pinheiro, Paulinho Nogueira, Danilo Caymmi, Emílio Santiago, Miúcha, Vânia Bastos, Sabrina Parlatore, Tavito, Cristovão Bastos, entre outros. Seu primeiro álbum, Águas da Cidade, foi lançado em 1999 pela gravadora Dabliú Discos com produção de José Carlos Costa Netto. Seu segundo álbum, Sementes no Vento, foi lançado em 2003, no Brasil e no Japão, numa parceria das gravadoras Dabliú Discos e Ward Records. Em 2007, é A PRIMEIRA MULHER A VENCER COMO COMPOSITORA, o Festival Viola de Todos os Cantos, realizado e televisionado por afiliadas da TV Globo. Em 2009, retorna ao Festival e é a PRIMEIRA BI-CAMPEÃ do citado evento. Em 2013, figura entre as Cinco melhores cantoras brasileiras da década, pelo Blog Mais Cultura Brasileira do crítico e escritor Marcelo Teixeira. Em 2013, TROFÉU DESTINADO A NOVOS TALENTOS VOCAIS em Mococa/SP, é NOMEADO COMO MÁRCIA TAUIL.  Em 2017, a canção COLHEITA, de sua autoria, é inserida em trilha sonora do programa LAZINHO COM VOCÊ com Lázaro Ramos, TV Globo, ao lado de composições de Chico Buarque e Milton Nascimento. Em 2017, Márcia Tauil vence o FESTIVAL DA RÁDIO NACIONAL como MELHOR INTÉRPRETE . Em 2019 lança dois álbuns autorais de forma independente; Música do Bem, com parcerias com Zé Caradípia e Reginaldo Mil e Melhor Agora, com participação de Ivan Vilela. Em 2019, é finalista no Prêmio Profissionais da Música como Cantora. Em 2019, MÁRCIA É AGRACIADA COM O TROFÉU GRÃO DE MÚSICA, POR CARREIRA E TRAJETÓRIA, junto a nomes como Bia Bedran e Rolando Boldrin. Em 2020, ao lado de Felix Junior, lança o álbum Pro Menesca, com participação de Roberto Menescal e Adriano Giffoni, e o single Japa, cantado em japonês. Em 2021 lança os Singles Amanhecendo, com Felix Junior,  e Vagamente, também com Felix Junior com participação de Roberto Menescal e Sabrina Parlatore. Também em 2021, lançou, ao lado de seu parceiro Felix Junior, o álbum PRO MENESCA Vol.2 e ao lado de Ana Lélia e J.Pingo os Singles Clareou e Amor nas Estrelas.

    Também lançou recentemente o Single solo Quem disse que não




    37 min
  • Diana HP

    O terceiro álbum da cantora e compositora brasileira Diana H.P., Fazer e Cantar, aproveita a energia progressiva da música dos anos 1960 a 1980 para nos dar uma visão de um futuro musical groovy, sensual e espiritual. Jazz Bastards, seus brilhantes músicos e produtores acompanhantes, são a banda ideal para esta exploração retro-futurista.

    Diana H. P. é o herdeiro da revolução ocorrida no início dos anos 1970 em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, estado do sudeste do Brasil. Tomou o codinome Clube da Esquina do título da música e do álbum histórico de Milton Nascimento e da troca criativa que fluiu por todo o grupo de artistas esclarecidos ao seu redor. Os músicos e poetas que compunham o Clube da Esquina fundiam seu virtuosismo inspirando-se na genialidade destemida dos reformistas do jazz, do rock psicodélico e do Álbum Branco dos Beatles, além de tradições musicais regionais e nacionais. É um álbum que repercutiu entre grandes músicos internacionais como Wayne Shorter, Herbie Hancock e Earth Wind & Fire e abriu uma janela para um futuro de ousadia e liberdade no Brasil enquanto o país estava atolado nos grilhões da ditadura militar.

    Diana H. P. nasceu em uma família musical em Belo Horizonte. Seu pai, Yuri Popoff é um renomado baixista, compositor e pesquisador e sua mãe, a flautista Lena Horta, é irmã de Toninho Horta, guitarrista do Clubeda Esquina e músico influente cujo recente álbum Belo Horizonte ganhou o Grammy Latino 2020, compartilhou por sua banda Orquestra Fantasma com quem ambos os pais de Diana também tocam.

    Desde muito jovem, sempre foi um sonho de Diana fazer sua própria música. Em Minas Gerais e depois no Rio, onde seus pais se estabeleceram, ela dominou a arte de fazer melodias e harmonias em canto, flauta e piano, estudando e praticando música clássica e jazz, ao mesmo tempo em que ouvia com atenção uma ampla gama de músicas brasileiras, africanas, Música popular americana e europeia.

    Seus horizontes se alargavam a cada encontro e viagem. Aos 21 anos começou a trabalhar em suas composições com músicos do mundo clássico e aos 23 realizou seus primeiros concertos. Em 2013, após cinco anos de trabalho, incluindo um passado em Londres antes de se mudar para Paris, Diana Horta Popoff lançou o seu álbum de estreia Algum Lugar (Quelque part). O álbum foi recebido calorosamente. O ilustre compositor da MPB (Musica Popolare Brasilero), Ivan Lins, escreveu o efusivo texto introdutório e Márcio Borges, autor de Clube da Esquina, fez a letra da música Além do Fim. Essa colaboração, um retorno às raízes criativas de sua família, ficou mais apertada com o passar do tempo. Para Amor de Verdade, Márcio Borges escreveu três textos para ela em 2018.

    A magia entra em ação! Seus vocais suaves desenham melodias delicadas sobre um fundo de bossa-jazz. O álbum foi lançado na Europa, Brasil e também no Japão.

    Com Fazer e Cantar, Diana encontrou o seu lugar e confessa-o. Assumindo o apelido de Diana H.P., ela é uma versão ampliada de si mesma, fiel aos valores de seu passado, mas pronta para enfrentar os desafios do presente e construir um futuro mais saudável e feliz. Assim como os artistas do Clube da Esquina de seu tempo, Diana H.P. confia em sua imaginação para superar os perigos de seu tempo. Fazendo e Cantando, porque se você parar de sonhar, a vida fica despojada, e Diana H.P. canta incansavelmente e vai fazer você cantar.


    1 hr 8 min
  • Severino Ayres

    O cantor e compositor paraibano Severino Ayres une o folk rock progressivo ao regionalismo da música nordestina. Severino tem três singles e dois albuns lançados, sendo o segundo deles, Grown Up Emancipation, listado entre os 10 melhores de 2019 pelo blog potiguar O inimigo. Severino recebeu ainda o prêmio nacional de 3a melhor canção no XX e Festival (2021), promovido pela Secretaria de Cultura de São Paulo, com a música Flowers in Bloom. Em 2020 Severino participou como artista convidado na Semana Internacional da Música de São Paulo, na premiação promovida por Gabriel Thomaz, líder da banda Autoramas. O baterista e jornalista Charles Gavin comparou o estilo do paraibano a Belquior e Zé Ramalho, para ilustrar a integração entre rock, regionalismo e letras imagéticas da arte de Severino. Segundo Gi Ismael, do Jornal União (PB), o cantor transpira influências de Bob Dylan e David Bowie. O último disco de Severino, um EP ainda inédito, foi gravado no Rio de Janeiro com a produção do renomado guitarrista Paulo Rafael, parceiro de Alceu Valença por 40 anos, falecido em 2021. Estes e outros trabalhos autorais são apresentados ao vivo no show Severino Elétrico, juntamente com releituras de clássicos do Velvet Underground, David Bowie, Pink Floyd e Os Mutantes. Nos palcos, o paraibano é acompanhado por Beto Preah (bateria), Adriano Ismael (baixo) e Marcos Rosa (guitarra).


    43 min
  • Paulo Fernandez PFZ

    Paulo Fernandez apresenta "PFZ Ao Vivo Na Garagem".

    EP faz um retrospecto de várias fases da artista

    Paulo Fernandez apresenta seu novo trabalho – PFZ Ao Vivo Na Garagem. Com sete faixas autorais, captadas ao vivo nos estúdios Veredas e Aurora em São Paulo, o repertório tirado dos dois últimos lançamentos do artista, Urbana Idade (2017) e Além Trópico (2020), preza pela simplicidade e o registro fiel do momento das apresentações. Vislumbrando novos caminhos e horizontes musicais, o artista entrega ao público um EP que reforça sua assinatura como cantor e compositor atemporal, que passeia de forma elegante em gêneros como o Afrobeat, o Jazz, o Rock Progressivo e a MPB.

     

    Entre 2018 e 2019 tive a oportunidade de realizar apresentações ao vivo – Conta PFZ – algumas delas para públicos reservados de até 50 pessoas. Essas audições permitiram o registro em áudio e vídeo com considerável qualidade. Com a pandemia, e a impossibilidade de realizar shows desde 2020, surgiu a ideia desse projeto que chega às plataformas digitais neste mês.

    PFZ Ao Vivo Na Garagem abre com Cheiros Temperos, faixa que recebeu um belíssimo videoclipe gravado nos principais pontos turístico de Salvador. A música tece elogios à Bahia, suas belezas e delicadezas - Em Itaparica / Senhor do Bonfim / Filhos de Gandhi / Grande magia / Afro-mistura / pura poesia / Bahia / Bahia

     Na faixa seguinte, o artista atualiza Foi o Saci ou Fui Eu, gravada no EP Além Trópico. Lúdica, a música soa como uma conversa de criança que mescla assuntos sérios e sisudos, como as perdas ao longo do dia, da vida e questiona de quem é a responsabilidade sobre atos e fatos. O ritmo "marcial" marcado pela bateria em alguns trechos, não é à toa. Ele remete a um momento político e faz parte desse questionamento - Onde foi parar minha paz, um pé de meia, o anel / Será que o Saci Pererê passou por aqui e pegou / Onde foi parar minha voz, minha cabeça, o meu chão / Será que perdi minha vez e o coração por um triz?

    Pedra do Querer é outra deliciosa surpresa no disco, composta nos anos 1990, tem como tema o Desejo, um dos sentimentos mais originais e genuínos da natureza humana. A letra, e o próprio movimento dos acordes e melodia, fazem uma alusão a elementos da Geologia, área de atuação do artista - Em cada beijo, uma ilusão / Em cada cena, caminho e corpo ao léu / Em cada cama, o mapa da solidão / Desejo, desejo, desejo

    O disco fecha com a faixa de trabalho Perigo. Também composta no início dos anos 1990, é uma canção que valoriza o Pop Rock e tem uma pegada Indie que dá o tom exato e confortável para a voz bem particular de Paulo Fernandez. Segundo ele, Perigo é também uma questão de perspectiva, para alguns, a simples possibilidade de uma paixão iminente representa um enorme perigo - Nada tão simples como os dias / Noites claras, lua cheia / E mil sussurros no ouvido / Que perigo / Que perigo / Que perigo pro coração

    Fugindo dos eventuais excessos de pós-produção, PFZ e os músicos que o acompanham há um bom tempo apresentam um trabalho ao vivo bem definido com registros consistentes. Além das composições originais e audaciosas, sua habilidade como cantor é vista em todas as canções, das mais antigas às mais atuais, revestindo sempre cada canção com sua única e elegante voz.

     

    1 hr 5 min
  • Marcos Valle

    Novo disco de Marcos Valle arrisca até na onda do rap

    Em Cinzento, artista retoma velhas parcerias, mas convida também letristas improváveis

    Foi de uma espécie de provocação de Rafael Ramos que nasceu Cinzento. Enquanto Marcos Valle produzia com Roberto Menescal um disco de Fernanda Takai, o dono da Deck, sem rodeios, sugeriu que ele gravasse pelo selo. Ao ponderar que já estava lançando Sempre por uma gravadora europeia, ouviu de volta que não haveria problema. “Espero o tempo que for necessário, mas quero que você pense no assunto”, sugeriu Ramos. Assim surgia o novo disco do cantor, compositor e tecladista carioca, que estreou nos palcos em 1963. São 12 faixas. Duas autorais e as outras em parceria com Bem Gil, Moreno Veloso, Alexandre Kassin, Zélia Duncan, Jorge Vercillo, Paulo Sérgio Valle, Ronaldo Bastos, Domenico Lancelotti e o rapper Emicida, que entrou com duas letras. Valle, aos 76 anos, admite já ter perdido a conta de sua discografia, mas imagina que tenha alcançado cerca de 40 títulos.

    “Naquela época, Rafael estava relançando em vinil alguns discos meus mais antigos, entre eles, Previsão do tempo, de 1973. Mencionou a possibilidade de usá-lo como modelo: 'Na verdade, quero que você faça o que quiser'. Quando falou aquilo, não tive nenhuma dúvida”. Previsão do tempo é uma obra com poucos instrumentos. “Comecei, então, a pensar que poderia muito bem gravar um nos moldes do outro, mas que não o imitasse. E, simultaneamente, as melodias foram aparecendo em minha mente”.

    Era março de 2018. De imediato,  fez quatro melodias e pediu aos convidados que mergulhassem um pouco no Previsão. “Pensei no Moreno Veloso, Bem Gil, Kassin e Domênico e mandei logo uma para cada um. Moreno fez Redescobrir, uma letra de amor, sutil, interessante e que casou perfeitamente com a melodia”. Valle entendeu que aquele era o caminho a seguir. “O Bem Gil fez Se proteja. Tem muito balanço, por isso coloquei uns metais em cima. Ele acertou perfeitamente. O Domênico fez a letra de Pelo sim, pelo não, na qual vê a vida passando através da janela do carro. É mais agitada, com um outro ritmo que fiz ali na hora”.

    Alexandre Kassin contribuiu com a letra de Lugares distantes. “Continuei a criar e me veio uma ideia que foi de gravar o 7/8, um ritmo meio jazzístico. Me lembrei que já tinha feito algo parecido com o Jorge Vercillo, Numa corrente de verão. Vercillo adorou a ideia e daí surgiu Só penso em jazz, que ficou um tema delicioso”.

    Valle lembra que já tinha feito uma música com a parceria de Zélia Duncan, ainda não gravada, e a dobradinha agora reaparece em Rastros raros. “A melodia se encaixava perfeitamente na minha ideia, a trouxe para o disco”.

    O irmão Paulo Sérgio não poderia ficar de fora deste trabalho. “Na verdade, já fizemos muitas músicas juntos, porém, já tem um tempo que não damos continuidade com a parceria. Mandei-lhe uma valsa pop e ele me devolveu com uma belíssima letra. Eu havia dito: 'Paulo, faça algo mais espiritual, mais etéreo'. E Nada existe se encaixou lindamente na melodia”.

    Posto 9, a nona faixa, Valle havia gravado no disco Jet-samba (2005), da Dubas, de Ronaldo Bastos, que desta vez cuidou da letra. “Ficou ótimo, descrevendo exatamente o Posto 9, uma Ipanema mais antiga, com Tom Jobim... Enfim, todo aquele clima dos anos 60 e 70. Ficou superatual”.

    Valle conta que o produtor musical Marcus Preto, quando soube que ele estava gravando um disco na Deck, imaginou uma parceria com Emicida. “Preto achava que funcionaria muito bem e falou com o rapper, que gostou muito da ideia. Adorei a possibilidade, pois gosto muito do que já ouvi dele. Mandei uma melodia. Reciclo, ao mesmo tempo que tem balanço, tem também uma poesia muito forte”.


    42 min
  • Barcelonistas Pop Rock

    Barcelonistas Pop Rock

    A banda nasceu em 20 de agosto de 2020 do encontro entre Duda Rangel (carioca, letrista, compositor e vocalista) com Elias Agnello (paulista e baterista) para trabalharem as composições de Duda Rangel.

    O objetivo do projeto musical é fazer uma sonoridade pop nacional anos 80 e 90 com a inclusão nos arranjos de peso como de bandas como Foo Fighters, Pearl Jam e Aerosmith.

    Duda Rangel teve um projeto musical autoral  na década de 90 chamado Contrato de Risco, um projeto pop nacional e chegaram a gravar uma fita demo para assinarem contrato com  Poligram, infelizmente por motivos de brigas internas e desacerto comercial o projeto fracassou .

    Durante 30 anos Duda Rangel seguiu outros caminhos fora da música e à 1 ano atrás foi convidado por Elias Agnello para trabalhar suas músicas e letras.

    Complementam os Barcelonistas Pop Rock, Alec Candia (paulista e guitarrista) e Saulo Simon ( baixista e vocalista). A banda tem como seu bunker os estúdios SLP em Canoas no bairro Mathias Velho onde acontecem os ensaios todas as 5a feiras.

    Nesse  1 ano de trabalho os Barcelonistas Pop Rock tem mais de 25 músicas autorais prontas e está em plena divulgação no mês de Setembro e Outubro, de 2 singles e o primeiro vídeo clipe oficial da sua musica ” Refém de mais ninguém “.


    1 hr 18 min
  • Amanda Garruth

    Com quatro álbuns e 14 músicas autorais gravadas, a cantora Amanda Garruth celebra, em 2021, 15 anos de caminhada musical. A artista independente comemora o amadurecimento profissional, as parcerias e as conquistas na trajetória musical. Sua discografia e o repertório autoral coincidem com a democratização das produções musicais, proporcionada pela internet, e acompanham as mudanças e modernizações no setor fonográfico ao longo dos últimos anos.

    “Percebo a cena musical atual dividida entre artistas da grande mídia e artistas locais. Eu sou uma artista local e independente, que faz Música no seu próprio tempo e por meio de seus próprios investimentos; que é estimulada pela busca da expressão artística; que precisa se dividir entre Música e outras atividades”, explica.

    Amanda descobriu sua inclinação para a Música tardiamente, já com 21 anos, em 2003. Começou a fazer aulas de canto por curiosidade e foi se apaixonando pelas sensações, descobrindo o poder transformador da Música. Hoje, Amanda entende que a descoberta de sua musicalidade foi, e continua sendo, uma poderosa ferramenta de autoconhecimento na sua vida.

    A iniciação como letrista também foi despretensiosa. Ela conta que escrevia poemas por lazer e catarse. Anos depois, o músico Jorge Canaan mostrou-lhe que esses poemas poderiam virar músicas. “Eu queria gravar um CD para divulgação e não conhecia compositores. Assim, com letras musicadas por ele e seu parceiro Franklin Gama, eu me tornei letrista. Isso foi em 2007”, conta.

    Seu processo criativo não é constante. Amanda depende bastante de ócio e apaziguamento para liberar a criatividade. “Eu tenho um bloco de anotações em que escrevo ideias soltas ou textos inteiros. Uma letra, para mim, pode surgir da observação de um objeto de arte, de um sentimento ou de uma reflexão minha. Eu me baseio no meu íntimo e nas elaborações que faço da vida. Eu espero o meu tempo para, então, escrever. Eu não quero compartilhar algo que ainda esteja mal resolvido em mim.”

    Formada em Letras, ela percebe a importância de sua formação acadêmica para sua faceta de letrista. O curioso é que, na época da faculdade, não imaginava que um dia se envolveria com Música.

    O talento musical vem da família materna, através de seu avô Dario Garruth, um clarinetista capixaba. Por meio do trabalho musical, Amanda fortaleceu vínculos com o Espírito Santo, especialmente Cachoeiro de Itapemirim, onde sempre divulgou seus discos, tendo excelente acolhida pela mídia local.

    “Sou uma cantora que se compreende mais como artista do que como cantora. Ainda, posso dizer que sou uma artista/cantora em formação de maneira exposta ao público. Sou muito autocrítica”, revela. Ela confessa que prefere palco a estúdio. Além da troca com as pessoas, que é o grande fator motivador, acrescenta que o palco também dá mais liberdade de errar e consertar espontaneamente. “O estúdio me deixa tensa, devido à pressão que eu coloco em mim mesma para eu ter que ser perfeita, sabendo que não serei, pois sou humana. A Música sempre me ajuda a lidar com meu perfeccionismo.”



    1 hr 6 min

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A Studio FKM nasceu em 2016 no mesmo dia de abertura dos jogos no Rio de Janeiro, 5 de Agosto de 2016 às 00h. Desde 2017 vem realizando entrevistas com artistas e bandas do meio musical brasileiro, tanto pop-rock como da MPB e temos o prazer e a honra de divulgar a cultura musical brasileira para o mundo através da nossa transmissão on-line.

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