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Podcast Studio FKM episodes

  • Backstage entrevista Kauan Calazans

    Kauan Calazans lança novo single, ‘Libélula’


    Quando morava em uma casa na árvore, num momento de profundo autoconhecimento, Kauan se deparou com uma libélula que todo dia pousava no mesmo galho. Até que um dia o galho quebrou e a libélula tomou outro rumo definitivamente. Isso fez Kauan refletir sobre como os momentos são passageiros em nossas vidas, embora muitas vezes transformadores e como a beleza da simplicidade nos conecta com o universo, levando à composição de ‘Libélula’.

    O ex-membro da banda Folks tem mais de 15 anos de estrada. Ele já participou de grandes festivais como Rock in Rio, SXSW (que rendeu uma tour nos EUA), Festival Suíça Baiana etc. Além de dividir palco com grandes artistas como The Kooks, Marky Ramone, O Rappa, Frejat e Raimundos.

    “Busco compartilhar boas energias e força pela minha arte”, conclui Kauan.

    Direto da Redação Marco Fukuyama


    44 min
  • Backstage entrevista Coelho músico, um dos fundadores do Biquini

    O Biquini Cavadão é uma banda de rock, formada em 1985, no Rio de Janeiro (RJ). Composto por Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarrista), Miguel Flores da Cunha (tecladista) e Álvaro “Birita” Lopes (baterista), atualmente, o grupo tem como músicos convidados o baixista e produtor Marcelo Magal e o saxofonista Walmer Carvalho. A banda fez parte da segunda geração de bandas dos anos 1980.

    Bruno Gouveia, Álvaro Birita, Miguel Flores e André “Sheik”, que eram colegas de terceiro ano do Colégio São Vicente de Paulo, decidiram tocar junto com mais alguns amigos, num sarau, resolveram fazer daquela ousadia um hábito. Após muitas formações, ouviram em uma visita do amigo Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso) a inspiração do nome da banda, com ele dizendo que “Se eu tivesse essa idade, só pensaria em mulher, carros e biquíni cavadão”.

    Carlos Coelho, indicado ao Grammy como produtor musical e compositor, é guitarrista do Biquini Cavadão, uma das bandas de Rock mais bem sucedidas do Brasil, com 36 anos de estrada, mais de 2.500 apresentações realizadas no Brasil, Europa e Estados Unidos, mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e mais de 20 lançamentos em LPs, CDs, DVDs e Blurays.


    Carlos Coelho tem mais de 250 composições gravadas pelo Biquini e por outros artistas, e participou como artista convidado em CDs e DVDs de Leila Pinheiro, Cidade Negra, Jammil e Uma Noites, Vinny, MC Buchecha, entre outros. Confira outras matérias especiais conosco.

    Ao ser questionado, pelo Versos e Prosas, o que gosta de ouvir, em momentos fora do trabalho, o guitarrista do Biquini fez questão de destacar músicas e artistas que nunca ouviu, anteriormente. “Músicas que ouvi a vida toda e sempre conhecer artistas novos, mas procuro também ouvir artistas antigos que nunca conheci a obra, só conhecia de nome”, afirmou.

    Carlos Coelho disse que, quando está com os amigos em uma festa, em total clima de descontração, não é lá muito chegado a ouvir música. “Prefiro conversar, música me distrai muito, quando toca tenho que parar tudo para ouvir. E gosto de ouvir alto, não gosto de som ambiente”, revelou.

    Por sua vez, em um churrasco de domingo com a família, Coelho deixou claro que, quando ele é o DJ da festa: “Quando me pedem para selecionar o repertório, gosto de músicas antigas”.

    Já quando toca ao violão, Carlos Coelho o faz de maneira despreocupada, mas revela um detalhe importante. “Sou capaz de tocar por horas e horas, mas sempre as músicas que eu conheço, não gosto de ficar atendendo pedidos, rsrsrs”, brinca o músico.

    Já no caro, encarando o caótico trânsito do Rio de Janeiro, o guitarrista do Biquini Cavadão afirma gostar de surpresas e, para isso, escolhe aquele velho companheiro, amigo de todos. “Rádio, gosto de ser surpreendido”.

    Ao comentar o que costuma cantar, enquanto toma banho, Caros Coelho foi direto ao assunto. “Tomo banho em minutos, não dá tempo nem de cantar uma música”.

    Carlos Coelho, ao ser pedido para montar sua playlist para o Versos e Prosas, julgou ser uma missão bastante complexa, mas listou alguns nomes que compõem sua lista predileta. “Muito difícil, mesmo. Ouço de Cher, Beatles, Led Zeppelin, Julio Iglesias, música francesa, mexicana… Tudo!”, finalizou o guitarrista do Biquini Cavadão.

    Criado como EP para o dia dos namorados,

    12 de Junho se consolida como vigésimo álbum de estúdio do Biquini


    Produzido por Paul Ralphes, já está nas plataformas o álbum 12 de Junho, vigésimo da carreira do Biquini. Entre regravações de clássicos da banda e lados-B, a pauta do disco nasceu de um repertório romântico para o dia dos namorados do ano passado, através de um EP com capa em movimento, um dos pioneiros, na época. “É algo recorrente na discografia do Biquini: após um disco de estúdio, onde há sempre um debate muito intenso sobre o que queremos gravar ou dizer, revisitamos a nossa obra ou mesmo a obra de alguém. Assim foi com o disco Ilustre Guerreiro, de 2018, após o disco As Voltas Que O Mundo Dá.


    43 min
  • Studio ao vivo entrevista Fabiano Moreira

    Cia Alvo faz releitura expressionista do Apocalipse no Metaverso

    A peça O passageiro fica em cartaz gratuitamente até o dia 30 de

    setembro

    Espetáculo também está em cartaz presencialmente em São Paulo

    Até o dia 30 setembro amantes do teatro poderão acompanhar gratuitamente no Metaverso o espetáculo O passageiro, uma montagem inédita da Cia Alvo que desafia as convenções do teatro tradicional e oferece uma visão expressionista e metafórica do Apocalipse. Explorando a complexidade do tema por meio da linguagem corporal e dos sentidos, a montagem, com apenas dois atores em cena, proporciona uma experiência teatral que transcende as palavras, mergulhando o espectador nas profundezas da experiência humana.

    O Apocalipse é um tema que, mesmo nas traduções contemporâneas da Bíblia, permanece misterioso e enigmático. Assim, O passageiro convida o público para refletir sobre seu significado profundo e multifacetado. Utilizando figurinos deslumbrantes e maquiagem criativa para expressar a narrativa rica em emoção e simbolismo, a produção combina elementos de moda contemporânea com fragmentos distópicos, criando um contraste visual que é ao mesmo tempo chocante e belo.

    A maquiagem desempenha um papel igualmente importante na peça, transformando os atores em seres que são tanto angustiados quanto majestosos. Com traços marcantes e cores

    mórbidas, é usada para transmitir a profundidade dos personagens e suas jornadas emocionais ao longo da história.

    “Uma das características mais intrigantes de O passageiro é a ausência de respostas ou caminhos de reflexão óbvios”, explica a atriz Karina Bonetti. “Em vez disso, a peça é como uma charada que não tem uma única resposta certa, convidando o público a explorar suas próprias interpretações e reflexões sobre o conteúdo apresentado. Essa montagem tem características expressionistas e não se propõe a imitar a realidade como ela é. Na verdade, foge do teatro mais tradicional que segue o realismo, que nem seria possível, já que o livro do Apocalipse não é escrito de forma realista”, pondera a atriz.

    “Toda a dramaturgia foi pensada em camadas desenvolvidas separadamente”, comenta Fabiano Moreira, diretor do espetáculo. “Uma camada de áudio com músicas compostas exclusivamente para o espetáculo e interpretadas ao vivo por um dueto de violino e sax, e outra camada estética com toques de surrealismo no cenário para provocar o imaginário coletivo. É importante destacar o trabalho de corpo dos atores, que compõe toda a dinâmica audiovisual. Todas essas camadas que compõem o espetáculo são para proporcionar ao espectador uma experiência impactante sobre a releitura do Apocalipse”, finaliza o diretor.

    O passageiro ficará em curta temporada presencialmente no Teatro Alvo em São Paulo e no Metaverso, que terá tutoriais explicativos para guiar o expectador, com orientações simples para garantir uma imersão sem contratempos. Para mais informações sobre o espetáculo, siga a Cia Alvo no Instagram: @ciaalvo.



    45 min
  • Backstage entrevista Paulo Azeviche

    Paulo Azeviche lança o single solar mediterrâneo “Drago”


    Já está disponível nas plataformas digitais o single “Drago” (Paulo Baiano/Marcos Sacramento) gravado por Paulo Azeviche.

    A partir de janeiro de 2023, Paulo Azeviche decidiu revisitar seu primeiro disco, de 2013, e extrair dele faixas para serem relançadas nas plataformas. Os takes originais foram restaurados e remasterizados para trazer uma versão com o som modernizado e mais potente.

    “Drago” ainda não havia sido gravada por ninguém quando Paulo Azeviche estava em busca de músicas para integrarem o disco “Abaixo a Cueca”. Além de composições próprias e de folclore, Paulo Azeviche decidiu, seguindo conselho do cantor Edy Star (que participou da faixa-título do primeiro disco de Paulo), buscar composições novas, inéditas. Foi então que, questionando o produtor do disco, Paulo Baiano, surgiu uma versão demo de “Drago”, imediatamente escolhida por Azeviche.

    Juntos, em estúdio, Paulo Baiano e Paulo Azeviche desenharam este arranjo marítimo, mágico e mediterrâneo para a faixa, com um canto apaixonado de pé de ouvido, criando o primeiro registro oficial desta bela obra que, anos depois, foi regravada pelos próprios autores.

    A faixa foi gravada em agosto de 2012 no Escritúdio Cobaia, na Cinelândia, Rio de Janeiro. O disco que ela integrava foi lançado somente em versão física em março de 2013. A música não chegou a ser trabalhada como single, recebendo somente agora o destaque merecido.

    Marcos Sacramento estava em temporada de shows no sul da França. Em uma pequena praia na região de Nice, só havia uma cabana pequena de venda de bebidas, onde Marcos viu o Drago. Um rapaz marroquino, de uns 19 ou 20 anos, um garçom. Ele estava deitado na praia, de bermuda, sem camisa, já que não havia freguês: um corpo lindo. Marcos ficou inebriado com sua beleza. Ele parecia o Aladdin. Então nesta mesma casa onde estava hospedado, Sacramento escreveu a letra e enviou por e-mail para Paulo Baiano, que foi extremamente rápido, já criando a melodia para a letra e enviando a música pronta também por e-mail quando Sacramento ainda estava lá, a esta altura, em pleno verão europeu. Ele frequentou a casa onde Marcos e a amiga estavam hospedados para drinques e conversa. E, de repente, ele sumiu. Talvez nem estivesse legalizado na França. E nunca mais foi visto. O que se guardou de tudo isso foi o nome icônico, “Drago”, muito fantasioso, e a imagem bonita dele. Tudo era fascinação: começo de verão, sul da Europa, aquele homem lindo, a praia, o azul do mediterrâneo.

    Em sua discografia dos anos 2000, muito dedicada ao samba, Marcos Sacramento não teve a oportunidade de inserir uma balada pop como “Drago” em seus discos, gravando-a somente em 2017. A gravação de Paulo Azeviche é de 2013. Sacramento não deu nenhuma sugestão a Paulo Baiano para a parte harmônica e melódica. Este, porém, soube imprimir o clima mediterrâneo francês deste amor platônico ao buscar inspiração em Henri Salvador, que foi um grande sucesso mundial nos anos 50, considerado um dos precursores da bossa nova. A inspiração harmônica e melódica vem deste artista e do desejo de projetar na obra uma energia solar mediterrânea, diferente do sol carioca, ainda que a música tenha sido feita com um no mediterrâneo e o outro no Rio de Janeiro.

    Paulo sempre esteve vinculado à luta pela liberdade sexual e identitária, liberdade de expressão artística. Já escreveu para teatro-musical e foi mentorando do cantor e compositor Dani Black no curso “Compositor Extraordinário”, onde fez diversas e importantes novas pontes. A mentoria trouxe novos acessos ao campo sutil da criatividade e, cada vez mais, Paulo Azeviche se sente à vontade e preparado para transformar em música sua visão purpurinada e bethânica do mundo.


    58 min
  • Backstage entrevista Glauco Lourenço

    Canções em Chinês é o terceiro álbum do cantor e compositor Glauco Lourenço

    Como aconteceu nos dois primeiros álbuns, muito bem recebidos pela crítica especializada, este novo álbum é totalmente autoral - todas as músicas compostas por Glauco Lourenço e, dessa vez, todas as letras escritas por Suely Mesquita. Somam-se agora 30 parcerias dos dois artistas gravadas nos três álbuns - oito em Abalo Sísmico, nove em Bebe Chuva e agora 13.

    A canção que dá título ao álbum foi a 1a composta no final de 2019. "A música Canções em Chinês me fez querer produzir outro álbum e abriu uma nova fase de composições. Decidi fazer um novo trabalho só com letras da Suely e a convidei pra passar o Carnaval de 2020 lá em casa e trazer todas as letras que tinha. Isso foi uns 20 dias antes do lockdown. O trabalho me ajudou a atravessar o isolamento e lidar com tudo o que vivemos. Foi uma sorte!"

    Glauco assina a produção e direção musical. Os arranjos foram criados com a participação dos músicos que o acompanham - João Gaspar (guitarra, dobro, violão), Edu Szajnbrum (bateria e percussão) e Bruno Migliari (baixo fretless) - aliás, os mesmos que o acompanharam no primeiro disco, Abalo Sísmico. A parceira Suely Mesquita faz participação especial em 3 faixas - Lanternas Negras, O Mesmo Ar, e Homens Sapiens.


    Glauco Lourenço

    Discografia:

    Abalo Sísmico (2007)

    Bebe Chuva (2011)

    Canções em Chinês (2023)

    Glauco Lourenço canta desde 1991 e começou a compor em 1996. Já se apresentou na Sala Baden Powell, no Sesc Copacabana, no Sesc Pompeia (SP), no Teatro Café Pequeno, nas Casas Casadas, no Espaço Cultural Sérgio Porto, na Sala Funarte Sydney Miller, entre outros.

    Em agosto de 2010 participou do programa "Som Brasil" (Rede Globo), em homenagem a Toquinho, e cantou 'Sei lá' e 'O Pato'.

    As canções Bebe Chuva e Realejo foram gravadas por Suely Mesquita em seus álbuns, Sexo Puro e Microswing, respectivamente.

    Em 2005, integrou a trilha sonora do longa-metragem 'Diabo a Quatro', interpretando a canção 'Sweet Darling', escrita por Pedro Luís e Alice Andrade, diretora do filme.


    Glauco Lourenço lança segundo single de novo álbum

    Lançou “Pássaros”, 2º single do album “Canções em chinês” que sai em julho.


    “Pássaros” é o 2º single de “Canções em chinês”, terceiro álbum do cantor e compositor brasileiro Glauco Lourenço, a ser lançado em julho de 2023, com 13 canções inéditas - todas compostas por ele, com letras de Suely Mesquita. A música já está disponível nas plataformas digitais. A faixa terá clipe no canal do YouTube do artista. O primeiro single “A Poesia", está disponível nas plataformas digitais e no Youtube

    A canção é muito conectada ao momento em que vivemos, mas também se relaciona com o passado e com o futuro - a história se repete e irá se repetir. A letra é uma espécie de manual de instruções de como atravessar esses tempos e não perder a saúde e a felicidade - "... é melhor ter em mente que vamos apenas passar...". Inspirada na atmosfera de tensão de Os Pássaros de Hitchcock e na agressividade de algumas canções da banda System of a Down, a voz de Glauco flutua inabalada pela hostilidade do ambiente. “Pássaros” é um rock suavizado pela voz de Glauco.




    1 hr
  • Backstage entrevista Marcelo Magal baixista da banda Biquini

    Marcelo Candido de Lima Cortez (São Paulo, 26 de dezembro de 1978), mais conhecido como Marcelo Magal, é um músico, compositor e produtor musical brasileiro. Atualmente, é baixista da banda Biquini.

    Aos onze anos de idade, Magal sabia que seu caminho estava seguindo em direção a música, quando ouviu pela primeira vez o som da banda norte-americana, Guns N' Roses.

    Formado em publicidade e propaganda, iniciou sua carreira na música em 1995 como guitarrista, tocando com bandas de rock independentes em São Paulo. Em 2001 destacou-se com a banda Dick Vigarista.[carece de fontes]

    Em 2002, juntou-se a Rodolfo Abrantes e Canisso (Raimundos), Fernando Schaefer (Pavilhão 9), Marcus Ardanuy e Dj Bob, com a banda Rodox, onde ficou até 2004, ano em que a banda encerrou as atividades.

    Após o fim da banda Rodox, Magal entrou para banda O Surto e em 2006 lançou o álbum "De onde foi que paramos mesmo?", onde também foi coprodutor. Em 2008, deixou a banda.

    No mesmo ano (2008), foi convidado para a produção musical do segundo DVD da banda Biquini, intitulado “80 vol.2 – Ao vivo no Circo Voador”, disco em homenagem ao rock nacional com versões de clássicos dos anos 80.

    Neste mesmo ano, Magal é convidado tornando-se baixista da banda e começa a escrever em definitivo a sua história junto a Biquini.

    Em 2010 produziu o single “Acordar pra sempre com você” com participação do vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira. Single este lançado por sua atual banda Biquini Cavadão.

    Em 2011, a convite da cantora americana Beth Hart, participou do seu show no maior festival de música da Dinamarca, o SmukFest, onde foi acompanhado por Bruno Gouveia e Carlos Coelho. E segundo Magal, foi uma das melhores experiências como músico.[carece de fontes]

    Em 2013 produziu o décimo álbum, intitulado “Roda Gigante”, em parceria com Carlos Coelho, guitarrista da banda. O resultado dessa produção foi a indicação ao Grammy Latino de 2013, com a música “Roda Gigante”, como melhor canção brasileira.

    Em 2015 produziu o DVD “Me Leve Sem Destino”, junto com Carlos Coelho, em comemoração aos 30 anos da banda Biquini.

    Em 2019, a banda faz uma homenagem a Herbert Vianna, vocalista da banda Paralamas do Sucesso, gravando um DVD intitulado “Ilustre Guerreiro”.

    Em 2020/2021, durante a pandemia que atingiu o mundo todo, Marcelo se dedicou as gravações do álbum “Através dos Tempos”, que foi lançado em 2022.


    50 min
  • Backstage entrevista Paula Santoro

    Paula está lançando “Sumaúma”. O álbum tem participação de compositores como Arthur Verocai, João Bosco e João Donato.

    A inspiração para o nome do álbum vem da árvore tropical Sumaúma, cuja imensa copa é voltada para o astro rei e cuja raiz, a sapopema, é firme e musical (como instrumento percussivo ela é utilizada para a comunicação entre tribos amazônicas).

    O artista plástico Advanio lessa, fez um trabalho sobre a natureza e Paula fez as fotos de divulgação se vestindo das obras dele.

    Em “Sumaúma”, Paula Santoro dá voz a canções leves e solares como a copa da árvore que a inspira, e densas e profundas como suas raízes.

    O álbum tem participação de compositores como Arthur Verocai, João Bosco e João Donato e recria, de forma contemporânea, a sonoridade dos anos 70.

    A inspiração, tanto para o nome do álbum como da canção, vem da árvore tropical Sumaúma, cuja imensa copa é voltada para o astro rei e cuja raiz, a sapopema, é profunda e musical (como instrumento percussivo ela é utilizada para a comunicação entre tribos amazônicas).

    Se o novo álbum da cantora fosse um LP, as primeiras canções seriam uma espécie de Lado A. Dizer que se trata de um lado A solar quase não é uma metáfora, tal a sensação – real - de sol da manhã no mar que já invade em “Yê Melê”, a primeira faixa, um canto para Yemanjá composto em 1968 pelos bossa-novistas Chico Feitosa e Luís Carlos Vinhas. E que continua de forma evidente na segunda, “Na boca do sol”, estupenda canção pop de Arthur Verocai e Vitor Martins, lançada no cultuado álbum de estreia de Verocai em 1972. Prossegue na sensual exuberância percussiva do maxixe moderno “Sassaô”, um raro João Bosco letra e música dele, lado bezaço de 1989. E desemboca na bossa-bolero – na verdade um levíssimo lullaby – que João Donato e seu irmão e parceiro Lysias Ênio fizeram para a mãe, “Ê lala lay ê”, lançada em 2001, de versos infantis e solares, “Vejo lá no céu sorrindo/Ê lala lay ê/O sol se abrindo”, a própria mãe como um sol da manhã confortável, a iluminar e aquecer tudo, e não uma noturna e convencional cantiga de ninar.

    Na verdade, “Sumaúma”, para Paula Santoro, é mais que uma árvore e um álbum musical, como ela diz no poema que escreveu para conceituar o disco:

    “Sumaúma é minha visão "poéticoimagéticomusical" sobre a nossa existência.

    Eu visto a natureza para me saber parte dela. Eu sou árvore. Eu sou Sumaúma”

    Por isso, na concepção visual do álbum, Paula literalmente se despe e se “veste” de árvore e se amalgama com a natureza, tanto na capa e contracapa - num quadro criado pelo artista plástico Menote Cordeiro - quanto nas fotos de Márcia Charnizon em que Paula interage com as obras do artista plástico Advânio Lessa.

    Como cantora, em cada faixa põe a voz a serviço da canção: da canção pura, solar, para fruição, do Lado A; à canção densa, política, bela, para se refletir, do Lado B. A artista como o tronco da árvore, entre a copa e a sapopema da Sumaúma, cantando ora para a imensidão do Universo ou às profundezas da Terra. Ou como na canção que dá título ao álbum e talvez defina a busca da própria música, da arte (e do mistério das Sumaúmas): “Algum lugar/Além do cais, além da dor”.


    1 hr 3 min
  • Backstage entrevista Patricia Ahmaral

    Patricia Ahmaral está lançando Jardim da Noite Esses Dia canção inédita, composta por Zeca Baleiro sobre poema de Torquato Neto, com participação de Paulinho Moska.

    Com participação especial de Paulinho Moska, a cantora mineira Patrícia Ahmaral lança “Jardim da Noite Esses Dias canção inédita, composta por Zeca Baleiro sobre poema de Torquato Neto.

    O single já está disponível nas plataformas digitais e antecipa mais uma faixa do repertório do álbum A Coisa Mais Linda Que Existe - Patrícia Ahmaral Canta Torquato Neto - vol.2, segunda parte de um projeto duplo em que a intérprete gravou parcerias musicais do poeta piauiense, no primeiro songbook dedicado a esse autor.

    O poeta piauiense Torquato Neto 1944-1972, multiartista, um dos mentores da Tropicália e letrista em obras seminais na história da canção brasileira moderna, segue com uma impressionante produção póstuma, desde sua morte há 50 anos. Além de documentários, reuniões, teses acadêmicas, mostras em torno de seu legado artístico, sua criação musical encontra-se em plena construção, em parcerias da lavra de novas gerações de autores e autoras. É o caso de Jardim da Noite Esses Dias, que o compositor Zeca Baleiro cunhou no ano de 2018, num dos contatos com a poesia de Torquato. A faixa, ainda inédita em disco, acaba de ser gravada pela cantora Patrícia Ahmaral e já está disponível nas plataformas digitais. Ao modo confessional do poeta, a canção abre com os versos repara a cor do dia reparo a torre da TV não há madrugada mais fria do que esses dias sem você e traz uma emocionante participação do compositor e cantor Paulinho Moska , dividindo a interpretação com Patrícia.

    Com produção musical do multiinstrumentista Rogério Delayon, o single é o segundo e último, antecipando o repertório do álbum A Coisa Mais Linda do Existe - Patrícia Ahmaral canta Torquato Neto - vol.2, segunda parte do projeto duplo, em que Patrícia canta músicas de Torquato feitas com Gilberto Gil, Edu Lobo, Caetano Veloso, Jards Macalé, Chico César, Nonato Buzar, Carlos Pinto, entre outros nomes. O primeiro single deste volume 2 foi Go back Sérgio Britto e Torquato Neto, faixa lançada em abril https://found.ee/goback.

    Zeca Baleiro revela que compôs “Jardim da Noite Esses Dias, a partir da leitura de Torquatália - Do lado de dentro Editora Rocco, 2004, livro do escritor e jornalista Paulo Roberto Pires, que reúne toda a produção escrita conhecida de Torquato Neto. Curiosamente, coerente ao aspecto fragmentário que marca a obra do autor piauiense, trechos do mesmo poema são citados na canção Chapada do Corisco, de 1972, com Carlos Pinto, também parceiro de Torquato em Três da Madrugada e Todo dia é dia D e, mais recentemente, em Cor do Dia Jabuti Fonteles e Torquato, faixa do álbum Torquato Neto - Inéditas Entre Nós 2019, produzido com autores do Piauí. Há uma composição de Carlos Galvão, conterrâneo e contemporâneo do poeta, sobre o poema Jardim da Noite”, mas que permanece inédita.

    Com 10 faixas, A Coisa Mais Linda do Existe - Patrícia Ahmaral canta Torquato Neto - vol.2 será lançado na íntegra, no início de junho próximo. Nele, Patrícia gravou exclusivamente canções de letras mais líricas de Torquato, em que ele versa sobre o amor. Assim como Go back e Jardim da Noite Esses Dias, outras obras, como Um dia desses eu me caso com você Torquato Neto e Paulo Diniz, O nome do mistério Torquato Neto e Geraldo Azevedo e Pra dizer adeus Torquato Neto e Edu Lobo dão o tom do repertório.

    J

    54 min
  • Backstage entrevista Lia Paris

    Será, é o novo single da artista Lia Paris com feat com o cantor Léo Quintella. O single faz parte da série de músicas acústicas que a cantora vem lançando e que farão parte do seu primeiro disco acústico previsto para o final deste ano. A música foi escrita por Lia e pelo compositor, artista e empresário Ivo Mozart, parceiro de Lia também em outras faixas lançadas por ela anteriormente como “Coração Cigano” e “Meus Caminhos”.

    O duo com Léo Quintela se deu por uma forma inusitada, Lia se apaixonou pela voz dele em um stories no instagram postado por uma amiga, e logo sentiu que seria a voz perfeita para o dueto que imaginava na música que nasceu assim, em dueto com Ivo anos atrás. Lia entrou em contato com Leo, que se identificou com a música e topou na hora. Dali se encontraram para gravá-la e começaram uma amizade. Leo que está gravando seu segundo disco, gravou e lançou o primeiro durante a pandemia, e, com um remake do clássico “Meu Sangue Ferve por Você” de Sidney Magal, esteve como música tema na novela “Cara e Coragem”, estrelada em 2021 no horário 2 da Globo.

    A música foi apresentada pela primeira vez no show da Lia no palco do Estéreo MIS, no Museu da Imagem e do Som, onde Leo foi convidado especial. O dueto foi um dos pontos altos do show com grande apreciação do público presente.

    Lia que com seu trabalho autoral transita entre o indie, o pop, e a MPB, tudo isso sem nunca abandonar o flerte com o eletrônico, entrega mais uma vez, uma canção romântica de mão cheia! A artista havia mostrado seu lado cancioneiro lá no seu primeiro álbum com a delicada “ Por do Sol” música que compôs aos 12 anos de idade e com “ Sua constelação” no álbum homônimo, e as mais recentes “ Nosso Trato”,“ Divino”, “ Veneno do Escorpião” e “ Your Universe. O que é muito interessante no trabalho da artista, é a maneira que a ela gosta de explorar os caminhos da produção musical, experimentando suas composições em versões completamente diferentes, como fez com “Nosso Trato” que está em versão eletrônica no álbum MultiVerso, e em versão acústica lançada mais recentemente.

    O single “Será”, vem para reforçar essa forma de expressão na carreira da artista, que segundo ela sempre existiu, mas aflorou de vez durante a pandemia, quando passava muito tempo sozinha com o seu violão. Foi então que surgiu a vontade de mostrar pela primeira vez, as músicas mais cruas, como as compõem, em voz e violão e alguns poucos elementos, se despindo de grandes produções para deixar apenas o essencial da canção.

    A música foi produzida por Pedro Kremer, multi instrumentista, produtor e fundador da banda Cachorro Grande. A faixa conta com violão e percussão gravados por Pedro e violão de baixo por Johnny Zanei. Já as gravações de voz foram gravadas pelo engenheiro de som Tofu Valsechi no estúdio La Cocina de Dudu Marote. Tofu, é ganhador do Grammy Latino como engenheiro de som pelo álbum Amarelo de Emicida, e foi também responsável pela mixagem e masterização de “Será”. A arte da capa foi pintada a quatro mãos por Lia e P.A Alai, em alusão a um pôr do sol em um dia de verão, isso pois a artista queria uma imagem que representasse o orgânico da canção, e a mistura agridoce entre a melancolia e a esperança que ela sente na música que fala sobre um relacionamento que está no fim ou quem sabe apenas começando. O single sai dia 25 de agosto em todas as plataformas digitais pela Yoyo Records e distribuidora The Orchard.


    45 min
  • Backstage entrevista Paulão Velhas Virgens


    Apesar de, nestes 36 anos de trajetória, terem se notabilizado pelo “rock danado”, A Banda das Velhas Virgens não se furta à oportunidade de fazer incursões eventuais (ou até frequentes) em outros gêneros musicais (vide Carnavelhas – 3 discos, bloco, etc.), sempre levando em conta que quanto mais a gente mistura, mais saboroso fica o guisado musical. Eis que para as Festas Juninas de 2023 a aposta é um xote autoral de raízes nordestinas (com uma guitarra com um leve cheiro de D’yer Mak’er - Led Zeppelin) e uma trama que evoca o que poderia ser um inocente argumento de novela das 6h da tarde, tendo a participação especial de Tato Cruz (Falamansa) e da nossa Carmem Miranda punk Maria Alcina. A música, composta despretensiosamente na primeira metade dos anos 90 por Paulão de Carvalho virou hit de praia na mesma época no violão andarilho de Alexandre “Cavalo” Dias, caindo no esquecimento assim que o sol daquele verão se pôs.

    A saga de Rodrigo e Alice Procurando Chifre em Cabeça de Cavalo remete a casais icônicos da MPB, como Eduardo e Mônica Legião Urbana, Léo e Bia Oswaldo Montenegro e Vanderley e Odilon A Nível de João Bosco e conta a ingênua história do casal que, imaginando uma iminente traição do cônjuge, queixa-se aos progenitores, ambos percebendo que suas suspeitas são infundadas. A letra brejeira e bucólica evidencia um enredo construído claramente num período pré-virtualidade, onde um bilhete substitui o WhatsApp e cujo final romântico evoca uma camisola como ferramenta de sedução. Tato Cruz faz a voz do pai que tranquiliza o filho sobre as escapadas da esposa. Já Maria Alcina faz a mãe que argumenta que a prova da inverídica traição nada mais é que um engano da filha esquecida. Mais detalhes, por favor, deem play na canção.

    Em 2023 as Velhas Virgens tem estreitado sua ligação com a estética musical nordestina, tendo incluído divertidos clássicos do forró de duplo sentido Sandro Becker, Clemilda, entre outros no repertório de seu trio elétrico carnavalesco, além de lançar uma canção inédita a embolada “Não Vai Prestar” em parceria com os reis do improviso, Caju e Castanha.

    Sempre bom lembrar que à frente do Falamansa há 25 anos, Tato Cruz já vendeu mais de 8 milhões de discos, gravou 11 álbuns, três DVDS e ganhou um Grammy Latino. (Obrigado pela gentilíssima participação, Tato! Positividade)

    A diva Maria Alcina foi alçada à elite da MPB com uma apresentação arrebatadora no Maracanãzinho, interpretando "Fio Maravilha" (Jorge Benjor) vencendo a fase nacional do Festival Internacional da Canção de 1972, além de ter em seu repertório sucessos como “Kid Cavaquinho” (João Bosco/Aldir Blanc), tendo ainda, durante seus mais de 50 anos de carreira, ganho o Prêmio da Música Brasileira como melhor cantora e melhor CD, Troféu Imprensa, além de ser figurinha carimbada em programas de TV com seus figurinos ousados e irreverencia. Seus últimos lançamentos incluem um CD com composições inéditas feitas especialmente para ela por Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes e ainda um disco dedicado ao repertório de Caetano Veloso.

    As Velhas Virgens, modestamente a maior banda independente Brasil, tem 19 CDS lançados, cinco DVDs, uma marca de cerveja, grife de moda, bloco de carnaval e milhares de fãs espalhados pelas redes sociais e pelos botequins da Via Láctea. Entre os artistas que gentilmente fizeram participações especiais em trabalhos da banda, cabe citar Adriana Lessa (atriz) , Andreas Kisser (Sepultura), Benito Di Paula, Caju e Castanha, Celso Viáfora, Clemente Nascimento (Inocentes), Digão (Raimundos), Edgard Scandurra (Ira), Eduardo Araújo (Jovem Guarda), Laert Sarrumor (Língua de Trapo), Luiz Carlini, Marcelo Nova (Camisa de Vênus), Nasi (Ira), Nuno Mindelis, Oswaldo Vecchione (Made in Brazil), Paulo Miklos (Titãs), Pepeu Gomes, Pit Passarel (Viper), Rita Lee, Roberto Frejat, Roger Rocha Moreira (Ultraje a Rigor), Sergio Hinds (O Terço) ,Terra Celta, Wandi Doratioto (Premê), aos quais Tato Cruz e Maria Alcina acabaram de se juntar.



    45 min

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