Ontem o Presidente turco tomou posse para um novo mandato de 5 anos com poderes alargados. Em virtude de uma reforma recentemente adoptada na Constituição turca, foi suprimido o posto de primeiro-ministro e o chefe de Estado que doravante controla todo o poder executivo, pode promulgar decretos, pode eleger 6 dos 13 juízes do Conselho dos Juízes e Procuradores, pode nomear os membros do Banco Central e desde já nomeou próximos no seu governo restrito, designadamente o seu genro no pelouro da economia, o que tende a suscitar ainda mais a desconfiança dos seus habituais parceiros, como não deixa de observar António Dias Farinha, director do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Lisboa.