As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo primeiro conselho de ministros presidido pelo chefe de estado francês, Emmanuel Macron, ladeado pelo seu primeiro-ministro e secretários de estado.
Macron: a aposta ousada do pluralismo, é o principal título do vespertino LE MONDE. A composição do governo de Edouard Philippe testemunha a vontade de Macron de sacudir o mundo político. São 19 ministros e 4 secretários de estado da esquerda, da direita, do centro e da sociedade civil.
No seu editorial, um governo à imagem do presidente, LE MONDE nota que à excepção do primeiro governo de Michel Debré em 1959, associando gaulistas, independentes, democratas-cristãos, radicais e socialistas é com efeito sem precedentes sob a V República ver homens e mulheres de todos os horizontes políticos até agora antagonistas.
Por trás da distribuição aduladora, uma máquina de guerra liberal, replica em título, o jornal comunista, L'HUMANITÉ.
Sobretudo de direita, pertence ao jornal LIBÉRATION, que vê um verdadeiro exercício de equilibrista, no governo de Macron que entrega a parte de leão ao centro, à direita e aos liberais. O primeiro do governo da era Macron tenta respeitar equilíbrios e promessas de campanha.
Governo: Macron em marcha para o centro-direita, titula LE FIGARO. O Partido socialista e a França insubmissa denunciam as escolhas do presidente. Para os socialistas, o governo de Edouard Philippe vai muito longe à direita.
Por seu lado, sem papas na língua, Jean-Luc Mélenchon, da França insubmissa, diz taxativamente: é um governo de direito, ponto final, citado pelo FIGARO.
Um governo em equilíbrio, replica LA CROIX, acrescentando que tem uma sábia dosagem entre personalidades de direita, de esquerda e da sociedade civil.
No seu editorial, LA CROIX, sublinha ainda tratar-se de um governo de especialistas, com ministros que têm uma verdadeira experiência nas suas áreas.
A nível internacional, Trump fragilizado pelo memorando de Comey, destaca LE FIGARO, sublinhando que o Senado quer ouvir o ex-director do FBI e obter o memorando no qual acusaria o Presidente americano. Trump teria pedido a James Comey, para lhe jurar lealdade, com o ex-director do FBI a responder que no máximo seria honesto, segundo fugas do memorando chegadas às redacções do Washington Post e New York Times.
Por seu lado, LE MONDE, destaca o Irão e Rohani, o presidente cessante, à procura da perenidade ao ser candidato à sua reeleição nas presidenciais de 19 de maio e sonha ser o estabilizador da República islâmica.