Putz, e agora?

Putz, e agora?

By Cassio PolitiBusiness
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Putz, e agora? episodes

  • Ele foi estratégico ao procurar uma nova oportunidade mesmo frustrado | Giancarlo Trentini
    Aos 50 anos, um executivo viu a expectativa de virar sócio de um negócio em que vinha trabalhando havia tempo quebrar de forma inesperada, justamente na fase da carreira em que o mercado costuma filtrar candidatos com mais rigor. Em vez de disparar currículo para centenas de empresas, ele fez o oposto: filtrou, escolheu poucas oportunidades, estudou cada uma a fundo e, antes mesmo de ser chamado para entrevista, já desenhava o plano que entregaria naquela posição. Fez só dois processos seletivos, e na segunda rodada de um deles chegou com uma apresentação simples, sem identidade visual, só a substância do raciocínio. Foi aprovado, e o plano que levou para a entrevista é, hoje, praticamente o mesmo que executa no cargo. A lição que ficou é tripla: não se vitimizar é uma escolha, cada baque bem processado engrossa a casca, e vale sempre manter um plano B pronto, mesmo quando tudo parece estar indo bem.

    Participantes:
    • Giancarlo Trentini, Diretor de Vendas e Marketing, Proative.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    28 min
  • Primeiro ele aceitou, depois caiu a ficha sobre o tamanho da encrenca | Rodrigo Rabello
    Um executivo jovem, gerente de operações de uma grande rede de alimentação com vários regionais sob sua responsabilidade, foi convidado pelo fundador do grupo a assumir uma loja de 30 metros quadrados que dava prejuízo, tinha problemas de conceito, falhas operacionais e um sócio querendo sair. Aceitou, apresentou o diagnóstico, saiu da reunião satisfeito e só então percebeu o tamanho do passo que dera. Ainda sem dinheiro sobrando, comprou parcelado a parte do sócio que queria sair e mergulhou na operação como se fosse dono: fritou produto, conversou com clientes e ficou confinado estudando o que vendia mais e em qual dia, até identificar que a coxinha tinha potencial para sustentar um conceito próprio. Propôs uma nova marca focada exclusivamente em coxinha e sorvete soft, em pontos pequenos e com operação enxuta, que foi aprovada na hora e inaugurada numa loja de seis metros quadrados, faturando R$ 120 mil por mês. A rede chegou a mais de 200 unidades próprias, com retorno por loja superior ao de uma unidade padrão do grupo, e o aprendizado que ficou é que a inexperiência para calcular o erro pode ser, paradoxalmente, a única coisa que força alguém a ir fundo o suficiente para acertar.

    Host:

    * Cassio Politi (https://linkedin.com/in/cassiopoliti), Fundador – Tracto
    * Marco Bonera (https://www.linkedin.com/in/marco-bonera/?isSelfProfile=false), CEO – Techboard
    * Nelson de Sá (https://www.linkedin.com/in/nelson-de-s%C3%A1-6615271/), CIO – Techboard

    Convidados:

    * Rodrigo Rabello (http://www.linkedin.com/in/rodrigo-rabello-20a74066), Operations Director – Pague Menos

    Este episódio do Putz, e agora? é patrocinado por TechBoard.

    Especializada em segurança eletrônica, videomonitoramento e controle de acesso, a Techboard desenvolve e integra soluções tecnológicas que ajudam empresas a operar com mais segurança, controle e eficiência.
    44 min
  • Ele sempre formava talentos em casa, mas decidiu trazer líderes de fora | João Pellissari
    Sobrecarregado no operacional de uma empresa que sempre formou a própria mão de obra internamente, um fundador de consultoria de tecnologia viu, na mesma semana, duas pessoas de confiança, vindas de fora da área e de fora da empresa, sinalizarem que buscavam novas oportunidades. Contratá-las significava romper a própria cultura de formar gente em casa e, mais que isso, dar autonomia a estranhos numa operação que já rodava bem, com o risco real de que mexessem numa engrenagem estável. Em vez de trocar tudo de uma vez, ele manteve o relacionamento com os clientes enquanto os dois novos gestores construíam credibilidade só por dentro, conhecendo o time e os processos, e só depois de dois meses começou a soltar também o lado externo. A aposta deu certo porque o perfil comportamental dos dois foi bem avaliado, e eles ainda trouxeram práticas de gestão de fora que a empresa não tinha. A crença que caiu foi a de que ninguém é insubstituível, e a que nasceu foi contratar pela entrega, não só pelo salário, ganhando confiança para se desapegar aos poucos.

    Participantes:
    • João Pellissari, Fundador, Pellissari.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    25 min
  • Oito pessoas foram demitidas porque um cliente evaporou da noite para o dia | João Pellissari
    Uma empresa de tecnologia de recorrência, com cerca de 60 colaboradores, tinha no maior cliente (uma empresa de software que representava 10% do faturamento) uma operação de quatro pessoas dedicadas em tempo integral. Quando esse cliente foi comprado por um grande grupo bem no mês anterior à renovação do contrato, a operação foi cancelada da noite para o dia, sem telefone, e-mail ou contato algum para negociar. A saída prática, e dolorosa, foi demitir oito pessoas com anos de casa, sem nenhuma falha comportamental ou técnica, só a perda do contrato, uma decisão tomada com cuidado (feita toda numa segunda-feira, por princípio) mas que custou uma noite de sono e muita angústia ao fundador. O time que ficou, escolhido por performance, saiu mais coeso e com resultado melhor, e o choque acabou empurrando a empresa para fora da zona de conforto, ajudando a explicar o crescimento até mais de 100 colaboradores hoje. A lição que ficou é dupla: encarar o problema de frente em vez de escondê-lo, e nunca ser pego de surpresa por não simular cenários com antecedência.

    Participantes:
    • João Pellissari, Fundador, Pellissari.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    26 min
  • O sócio dividiu com ele o próprio salário porque foco era o nome do jogo | Rodrigo Passos
    Depois de duas tentativas de negócio fracassadas com importação, endividado e vendendo o próprio carro para pagar a última delas, um empreendedor recebeu do sócio o convite para abrir uma consultoria de tecnologia, a área em que sempre tinha trabalhado. A primeira reação foi recusar, cansado e sem fôlego para mais um risco, até o sócio soltar a frase que mudou tudo: "agora é a nossa área". Aceitou, mas com uma condição ousada: sairia do emprego e se dedicaria 100% ao negócio, em troca de metade do salário do sócio, que continuaria trabalhando. Em poucos meses, com projetos grandes vendidos, a empresa já pagava o salário dos dois, e o sócio também largou o emprego para construir juntos o que se tornaria um grupo de empresas de tecnologia. A lição que ficou é que não ter plano B, ainda que arriscado, é o que garante a dedicação total capaz de fazer o plano A dar certo.

    Participantes:
    • Rodrigo Passos, CEO e fundador, Active.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    35 min
  • A fusão chegou e ele percebeu que era o menor dos dois | Li Jorge Massari
    Um executivo de TI estava no auge de um projeto numa distribuidora de material hospitalar quando a pandemia fechou tudo e, semanas depois, veio o anúncio de uma fusão com uma empresa quatro vezes maior do mesmo grupo. Ele era o responsável de tecnologia do lado menor, sabia que os dois líderes de TI não caberiam no mesmo cargo e ainda carregava o peso de ter recusado uma proposta de outro grupo meses antes para entregar aquele projeto. Em vez de agir rápido para se proteger, passou algumas semanas observando o colega do outro lado antes de propor abertamente: vamos montar o melhor projeto possível e deixar a empresa decidir. Os dois passaram seis meses em videoconferências de oito horas diárias desenhando a nova companhia, e quando a análise técnica conjunta apontou que o ERP mais novo era melhor para escalar, o colega acatou mesmo sendo o dono do sistema mais antigo, e ali a parceria ficou confirmada. Nos três anos e meio seguintes, as duas frentes trabalharam juntas, migraram 22 empresas para uma única arquitetura em nuvem e levaram a distribuidora original a R$ 720 milhões de faturamento, prova de que, quando a fusão não é sua decisão, a pergunta que importa não é como se proteger, mas com quem é possível construir algo.Host:
    • Cassio Politi, Fundador – Tracto
    Convidados:
    • Li Jorge Massari, CIO – Farmácias Nissei
    • Nelson de Sá, CIO – Techboard
    Este episódio do Putz, e agora? é patrocinado por TechBoard.Especializada em segurança eletrônica, videomonitoramento e controle de acesso, a Techboard desenvolve e integra soluções tecnológicas que ajudam empresas a operar com mais segurança, controle e eficiência.
    38 min
  • Ele se inscreveu num reality show de churrasco e teve que contar isso para o chefe | Albervan Luz
    Num jantar-experiência com um chef conhecido, um executivo de tecnologia, sob efeito de algumas taças de vinho, se inscreveu de última hora num reality de churrasco amador que ia estrear na TV, escrevendo uma história quase folclórica sobre a própria infância amazônica, e esqueceu completamente do assunto. Semanas depois, foi selecionado, o que significava quase cinquenta dias de gravação longe do trabalho, bem no meio de um projeto importante de transformação digital. Decidiu que era uma chance única, um legado para os filhos, convenceu o chefe (que apostava que ele voltaria cedo) e foi. Chegou ao sexto lugar entre mais de dezesseis participantes, levando a culinária do Pará para a televisão nacional, e anos depois, já fora do "canto da sereia" que quase o tentou a abandonar a carreira, abriu com um amigo uma steakhouse que segue funcionando até hoje. A lição que ficou é que experimentar algo totalmente fora da própria área muda a perspectiva sobre quem você é.

    Prerfil da Butcher´s Kit: https://www.instagram.com/butcherskit/.

    Participantes:
    • Albervan Luz, Executivo e Consultor de Tecnologia, AI, CX e Transformação Digital.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    31 min
  • Quando ela acordou, havia 10 mil comentários negativos | Mayra Finamore
    Em abril de 2020, logo no início do lockdown, quando a internet virou serviço essencial, a gerente de marketing de um provedor acordou com ligações perdidas de diretores e mais de dez mil comentários negativos na conta da empresa no Instagram, sem fazer ideia de onde aquilo tinha nascido. Detetivando os comentários, descobriu que um streamer de games teve a internet apenas oscilar durante uma live, culpou a empresa publicamente, e os fãs dele inundaram a página, mesmo sem ninguém conseguir identificá-lo pelo nick de jogador. Conseguiram rastreá-lo, fizeram um acordo tratando-o como cliente corporativo, e ele se retratou publicamente, mas os comentários continuaram chegando mesmo assim. A virada veio ao perceber que era um punhado de contas comentando repetidamente, muito barulho de pouca gente ansiosa numa pandemia, e a decisão foi parar de brigar, sem apagar nem bloquear ninguém, só focar em entregar o serviço. Em poucos dias esfriou, a página cresceu organicamente, e a lição que ficou é que a calma numa crise vem da certeza de que o trabalho está sendo bem-feito.

    Participantes:
    • Mayra Finamore, Gerente de Marketing, Meet Tecnologia.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    35 min
  • Mandaram desligar a internet no meio do show | Mayra Finamore
    Um provedor de internet do interior de Minas, o sexto a entrar num mercado telecom já disputado, conseguiu patrocinar um show grande da dupla Henrique e Juliano, fornecendo toda a estrutura de rede para bastidores e um camarote com cinco mil pessoas conectadas, como demonstração ao vivo da qualidade do serviço. No meio do evento, com a ativação toda rodando, a internet simplesmente sumiu, derrubada por ordem de um gestor regional que temia que a rede não aguentasse o volume e caísse. Sem conseguir localizar ninguém acima dela, a gerente de marketing responsável usou a própria posição para mandar religar, colocando a própria responsabilidade em risco. A rede voltou e não caiu mais pelo resto da noite, e o diretor, encontrado só uma hora e meia depois, validou a decisão na hora. A lição que ficou foi manter o controle sem descontar em quem só cumpria ordens, e entender que discórdia interna se resolve com política, não com confronto.

    Participantes:
    • Mayra Finamore, Gerente de Marketing, Meet Tecnologia.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    25 min
  • A greve os obrigou a atravessar o Brasil de Fiorino para não perder tudo | Ismael Duarte Pereira
    Ao ganhar a primeira licitação pública, uma consultoria de Curitiba tinha que montar do zero uma filial a quase três mil quilômetros, em Maceió, com as máquinas configuradas e prontas para embarcar de avião. Minutos antes do voo, veio a notícia: a Secretaria da Fazenda local estava em greve e os equipamentos podiam ficar retidos, e atrasar numa licitação significa multa pesada ou até a proibição de contratar com o poder público por anos. Sem alternativa dentro do prazo, o sócio e o pai idoso de um dos fundadores atravessaram o país numa Fiorino lotada, motor 1.3, em que era preciso escolher entre ter força para andar ou ter ar-condicionado, dois dias tocando direto. Entregaram no prazo e seguraram o contrato por três anos. A lição só veio depois: descobriram que poderiam ter pedido prorrogação legalmente por um fato fora do controle deles, e aprenderam que a experiência não é receita pronta, serve para amadurecer e, da próxima vez, negociar em vez de se sacrificar no desespero.

    Livro "O Mito do Empreendedor", de Michael Gerber: https://www.amazon.com.br/Mito-do-Empreendedor-MICHAEL-GERBER/dp/655534296X/

    Participantes:
    • Ismael Duarte Pereira, Cofundador, Intelecto.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    35 min

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No podcast "Putz, e agora?", exploramos aqueles instantes decisivos que definem nossos caminhos, mergulhando nas histórias de gestores que enfrentaram escolhas cruciais. Cada episódio revela a jornada…