Putz, e agora?

Putz, e agora?

By Cassio PolitiBusiness
Download on the App Store

Putz, e agora? episodes

  • O aumento que ele recebeu fez o salário diminuir; daí ele foi empreender | Julio Cezar Sary
    Depois de perder as duas próprias formaturas trabalhando de corpo e alma para uma empresa de software, um profissional pediu reconhecimento e recebeu um aumento que o empurrou para a faixa do imposto de renda, fazendo o salário, no fim do mês, diminuir. Foi o estopim para empreender. Ajudando um irmão engenheiro químico com planilhas, descobriu um nicho escondido: laboratórios de ensaios que estouravam o limite do Excel e só tinham um concorrente, estrangeiro e caríssimo. Como programador, construiu ele mesmo a solução e, em 2006, lançou como SaaS antes de o termo existir por aqui, o que caiu como luva num mercado em que o pequeno não podia bancar servidor e o grande não queria essa carga. Hoje a empresa atende quase 250 laboratórios, é saudável e sem dívida, e a lição que ele carrega vem de dois verbos: dar propósito às pessoas e acompanhar de perto a execução, porque quem só faz a própria tarefa acaba sozinho na frente de batalha.

    Participantes:
    • Julio Cezar Sary, Diretor Comercial, Ultra LIMS.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    35 min
  • Ela precisava preparar a empresa para a IA sem apavorar a equipe | Milena Bizzarri
    Ela lidera o RH de uma empresa de contabilidade e auditoria, um dos ramos que mais aparece nas listas de profissões que a inteligência artificial vai extinguir, e via o time inteiro conviver com o medo de não ter futuro. O desafio era trazer a tecnologia para dentro sem que esse medo virasse resistência ou sabotagem. A sacada foi não impor nada: em vez de um treinamento obrigatório, criou um programa em que as pessoas se candidatam, o que transformou a ameaça do "robô que vem te substituir" numa oportunidade disputada de crescer. Com aulas curtas e casos do dia a dia, o programa já soma dezenas de projetos práticos e, mais que isso, contamina a empresa inteira com uma nova mentalidade. O aprendizado é que inovação de verdade não se impõe de cima, se constrói dando propósito às pessoas, porque a máquina não substitui o humano que carrega a confiança do outro lado.

    Participantes:
    • Milena Bizzarri, Diretora de Recursos Humanos, Marketing e Comunicação, Forvis Mazars.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    34 min
  • A pequena indústria não confiava em quem ela não via pessoalmente | Fernando Massenz
    Criada na Serra Gaúcha para desenvolver sistemas de gestão industrial, a empresa enfrentava a resistência de pequenos empresários que só confiavam no atendimento presencial. A necessidade imposta pela pandemia quebrou essa barreira cultural, forçando o mercado a aceitar reuniões e suporte virtuais. Com essa mudança, a operação ganhou eficiência, reduziu custos de viagem e transformou atendimentos gravados em base de conhecimento interno. Livre dos limites geográficos, a marca expandiu sua atuação para todo o país e passou a contratar talentos de qualquer região. A trajetória mostra que a tecnologia certa só prospera quando o mercado está pronto, exigindo inovação constante e visão de futuro.

    Participantes:
    • Fernando Massenz, Diretor Geral, Methos.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    29 min
  • Ele fechou a venda, mas a empresa era jovem demais para existir no papel | Léo Tristão
    Um vendedor experiente, mas sem nenhuma vivência em administrar um negócio, largou a consultoria onde trabalhava e fundou a própria empresa de tecnologia, apostando que venderia projetos e usaria a entrada para financiar as entregas. Fechou a parte técnica com uma grande multinacional, mas o setor de compras exigiu os três últimos balanços, e a empresa dele não tinha três meses de vida. Em vez de desistir (a barreira se repetiria em qualquer cliente grande), ele virou a lógica: em vez de convencer o cliente a assumir o risco, eliminou o risco do cliente, entregando o projeto para só receber depois, com a equipe trabalhando presencialmente na sede da multinacional para provar que era gente de verdade. Deu tão certo que o próprio cliente antecipou o pagamento, virou parceiro de 17 anos, e o método (jogar o risco do cliente lá embaixo, entrar e depois construir) virou o jeito da casa. Anos depois, quando uma crise quase derrubou a empresa, foram os clientes que ele sempre pôs em primeiro lugar que estenderam a mão, prova de que relacionamento de confiança é o que se colhe quando a conta aperta.

    Participantes:
    • Léo Tristão, CEO, Performa_IT.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    34 min
  • Ele vendeu a própria empresa e, no dia seguinte, virou funcionário dela | José Lopes
    Depois de mais de vinte anos como dono, tendo construído a própria agência e a levado para dentro de um grupo de tecnologia, um empreendedor português viu o grupo vender a empresa para uma das maiores agências do país. De um dia para o outro, ele deixou de ser dono e virou funcionário da compradora, sem mais a palavra final, com medo de virar apenas mais um cumpridor de ordens. Em vez de encolher, manteve o espírito de dono e, quando disseram no primeiro dia que um negócio que ele trouxe não venderia ali, decidiu provar o contrário com resultado, não com discussão. Esse mesmo negócio virou a base da equipe que ele lidera, e em cerca de dois anos ele chegou ao topo da estrutura, um dos diretores da agência que havia comprado a sua. A lição é dupla: a resiliência do empreendedor só vale quando termina em entrega, e se lidera muito mais pelo envolvimento do que pela imposição.

    Participantes:
    • José Lopes, Diretor de e-Commerce, LOBA.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    26 min
  • Faltavam oito dias para a festa de 25 anos quando o mundo fechou | Tábata Karvelis
    Uma empresa de eventos corporativos ia comemorar 25 anos com todas as cotas do ano vendidas quando, oito dias antes da festa, veio o lockdown e derrubou os cerca de dez eventos da grade. O risco era existencial: se devolvesse o dinheiro das cotas já pagas, quebrava. A coordenadora de branded content puxou a frente, entendeu antes de todos que um serviço de eventos seria o primeiro a ser cortado pelos clientes, e virou tudo para o digital em etapas, aproveitando um pequeno time de audiovisual que já tinha montado internamente. Foi cedendo espaço aos patrocinadores em crise, filmando na casa dos diretores de máscara e, por fim, construindo uma plataforma de evento online que, em setembro, reuniu quase quatro mil pessoas, o dobro do presencial. Fechou o ano sem devolver um real, e a lição ficou: não perca tempo com raiva do problema nem esperando o mundo voltar ao normal, porque o normal pode nunca mais voltar, ou ser outro.

    Participantes:
    • Tábata Karvelis, Gerente de Marketing, K2M.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    29 min
  • A transferência para os EUA e um convite para largar tudo chegaram no mesmo dia | Filipe Ferminiano
    Depois de seis meses convencendo a consultoria a transferi-lo, um estrategista finalmente recebeu, em plena pandemia de vistos escassos, o código para começar a imigração para os Estados Unidos, o sonho que perseguia. No mesmo dia, um ex-colega ligou convidando-o a virar sócio de uma pequena boutique de marketing no Brasil. Ele cancelou as reuniões, caminhou horas sozinho e escolheu empreender, não por coragem cega, mas por um cálculo honesto: a consultoria e os EUA sempre estariam lá, então o risco tinha volta. Cinco anos depois, a empresa cresceu várias vezes e já paga dividendos aos investidores, e ele construiu uma vida pessoal mais plena. A lição que carrega é decidir medindo o risco real e enxergando quem a escolha impacta, porque o dia em que parar de estar satisfeito com o que faz é o dia de mudar de novo.

    Participantes:
    • Filipe Ferminiano, Sócio, Zmes.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    32 min
  • Um caminhão que mais parecia um trio elétrico foi o estalo para uma empresa de dados | Daniel Luz
    Dois amigos recém-saídos da faculdade, um na área de qualidade de uma transportadora, outro cientista de dados num supermercado, perceberam numa mesa de bar que resolviam a mesma coisa: dado mal cuidado escondia problema, dado bem cruzado revelava dinheiro. Um amigo dono de restaurantes ouviu a conversa e virou o primeiro cliente, e no primeiro ano já eram seis projetos, sem nunca terem parado para fundar uma empresa. O desafio real não era técnico, era confiança: dois rapazes de vinte e poucos anos, em plena chegada da LGPD, pedindo para empresas abrirem o cofre mais sensível que tinham. A resposta foi transformar cada projeto em prova, medindo quanto dinheiro gerava para o cliente (um deles rendeu R$ 50 milhões em dois anos), até a desconfiança virar portfólio. A lição que ficou é que negócio bom nasce de uma dor real que alguém paga para resolver, não da afinidade de quem gosta de comida e por isso abre um restaurante.

    Participantes:
    • Daniel Luz, CEO e fundador, beAnalytic.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    32 min
  • A solução que ele foi buscar nos Estados Unidos estava dentro da própria empresa | Genilson Cavalcante
    Uma empresa de digitalização de Recife fechou, lá em 2012, um contrato pioneiro com uma grande companhia da área de saúde: ler, indexar e amarrar automaticamente milhares de guias médicas e anexos que antes eram conferidos na mão, folha por folha. O problema é que ela assinou sem saber ainda como entregar, e nada parecido existia no mercado. O fundador voou aos Estados Unidos com duas caixas de papel para testar a ferramenta de um parceiro global famoso, mas ela era lenta demais: processava um dia de documentos em dois dias e meio, quando o prazo era de cinco. A virada não veio de fora, e sim do time que ele tinha deixado pesquisando em casa: usar duas ferramentas comuns em série, uma rápida para o grosso e outra apurada para os 20% difíceis. Deu tão certo que a operação chegou a processar cerca de 2 milhões de guias por mês, e a lição ficou: antes de buscar a resposta lá fora, acredite mais na própria gente.

    Participantes:
    • Genilson Cavalcante, CEO, Green Paperless.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    38 min
  • O método que ele criou para uma startup virou uma empresa | Manoel Roldão
    Sem dinheiro nem gente para contratar programadores numa época de escassez, o líder de tecnologia de uma startup de mobilidade criou um método próprio: em vez de caçar o desenvolvedor pronto, buscava pessoas com potencial e as formava usando o backlog real da empresa como trilha de aprendizado. Funcionou tão bem que a startup virou a única do parque tecnológico sem dor de contratação. Ele propôs levar a ideia adiante em conjunto, mas a burocracia empurrou tudo para "o semestre que vem", e ele percebeu que aquilo era grande demais para ficar preso ali dentro. Largou aos poucos a startup e fundou a própria empresa, com dois braços amarrados de propósito, formação e serviço de tecnologia, porque o método só funciona ensinando com demanda real de cliente pagante. Hoje já formou mais de 1.500 pessoas, atravessou a pandemia reconstruindo o modelo presencial em algo nacional, e prova que a maior vantagem competitiva é enxergar antes dos outros o que é ameaça e o que é oportunidade, e ter a coragem de se mexer.

    Participantes:
    • Manoel Roldão, Fundador e CEO, Growdev.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    42 min

About Putz, e agora?

From the publisher's feed

No podcast "Putz, e agora?", exploramos aqueles instantes decisivos que definem nossos caminhos, mergulhando nas histórias de gestores que enfrentaram escolhas cruciais. Cada episódio revela a jornada…