Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Maranata, vem Senhor Jesus! As Duas Testemunhas (Apocalipse 11) #rpsp
    Deus tem muitas testemunhas no mundo, das quais estas duas são exemplos. Testemunha é todo seguidor de Jesus que entende que tem uma missão, para a qual é enviada. A missão é anunciar que Jesus Cristo é o Senhor. Testemunha é aquele que prega a necessidade do arrependimento, representado pelas suas vestes de pano grosseiro, que, no Antigo Testamento, são usadas por quem reconhece o seu pecado. É preciso que as pessoas reconheçam que são pecadoras e que precisam de salvação. Testemunha é aquele que fica em pé pelo poder de Deus na sua vida, não pelas suas próprias forças. Testemunha é aquele que não desiste de proclamar as maravilhas da graça de Jesus. A testemunha vai aonde o avangelho precisa ser ouvido, seja em sua própria casa, seja no mundo inteiro, que é o seu campo missionário. A testemunha tem certeza de que está sob o cuidado de Deus, não importam os perigos. Todos somos chamados a testemunhar. Imaginemos os primeiros seguidores de Jesus. O Mestre pregou e foi morto. O Pai o ressuscitou e levou de volta para o céu. Antes de partir, disse que os seus seguidores deviam ser testemunhas do que ele fez e faz. Os seguidores começaram a pregar a Boa Notícia por todos os cantos. Então, a perseguição começa. Jesus os tinha advertido de que a perseguição viria, mas, quando ela veio, foi difícil. Quem está preparado para sofrer? A partir de Roma, capital do Império, vinham ordens para exilar, prender, matar. Havia uma maneira de se livrar: era declarando que César era o Senhor. Mas, como declarar que o imperador era deus se só Jesus Cristo é o Senhor? Como crer, contra as evidências do dia a dia, que o Senhor Deus e Pai e seu filho, o Messias, governavam o mundo, se o monarca romano comandava com mão de ferro? Quem vive em países onde não há liberdade de expressão sente a mesma pressão. Os seguidores de Jesus nesses países ainda pagam com a própria vida, como os primeiros cristãos. Quem vive em países onde podem cultuar livremente também sofre pressões, só que diferente. A pressão é para que sintam vergonha do evangelho de Jesus para que não o vivam e não o anunciem. Por isso, todos os dias precisamos declarar que Jesus Cristo é o Senhor, não importa que outras vozes reivindiquem o comando da História, seja o dinheiro ou a fama. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    37 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus: Profetize de Novo! (Apocalipse 10) #rpsp
    Feliz ano novo queridos!
    Que nesse novo ano, possamos continuar a profetizar, como João em Apocalipse 10, a despeito das frustração que 2021 possa ter deixado. Que 2022 possa ser uma ano em que permanecemos fiéis a Deus, nos momentos doces e amargos
    Para saber que Deus governa os céus e a terra, precisamos olhar para os seus anjos. Para saber que Deus fala, precisamos nos calar. Para saber que Deus age, precisamos confiar, em vez de pensar que ele esteja atrasado. Para saber que Deus vai cumprir o seu propósito e acabar com o mistério, precisamos pegar o livro que nos dá e levá-lo ao estômago. O problema é que o livro de Deus é primeiro doce e depois amargo. O livro de Deus é a Bíblia, o conjunto dos valores de Deus, dos pensamentos de Cima (Colossenses 3.1), dos desejos do Alto, do Caminho excelente (1Coríntios 12.31) para nós. Nós sabemos que o Livro de Deus é doce como o mel, mas precisa ser comido, mesmo que seja trabalhoso e inicialmente amargo. Ao comer a Palavra de Deus, não no sentido literal, mas no sentido espiritual, teremos nossa mente programada por Cristo e controlada pelo Espírito Santo. Comer a lei de Deus, a vontade de Deus, a Palavra de Deus, não é alienação, mas é ter clara consciência do que somos e do que o mundo é, do que podemos ser e do que o mundo pode ser. Comer o Livro é a melhor escolha. Voltar para o texto bíblico. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    39 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete Trombetas: parte 2 (Apocalipse 9) #rpsp
    Diante do mal no mundo e até mesmo na nossa família, nós nos perguntamos se o poder das trevas é sem limites. A resposta da Bíblia é clara: todas as coisas, até mesmo as ruins, acontecem sob a vontade de Deus. Deus não produz o mal. No entanto, ao dar ao homem plena liberdade, permite que o homem cometa crueldades. No entanto, essa liberdade humana tem limites, que Deus coloca. Ficamos perplexos porque gostaríamos que algumas coisas fossem diferentes, que Deus agisse de maneira diferente. Os papéis não podem ser trocados. Deus é amorosamente soberano. O livro de Apocalipse mostra claramente isso. Tudo o que acontece é do conhecimento de Deus. A maldade é filha da liberdade, mas a liberdade está sob o controle de Deus. O Apocalipse nos mostra Deus em ação para colocar as coisas no eixo. Não precisamos nos desesperar: Deus está no comando. Há pessoas que se arrependem e há pessoas que não se arrependem. Quem considera sua vida e não reconhece os pecados que cometeu, continuará cometendo os mesmos pecados, com prejuízo para todos. Podemos aprender, como na história que se segue, que nossos erros ferem as pessoas, mas que podemos ter a atitude correta quando isso ocorre. O treino dos jogadores de futebol profissional se encaminhava para o seu final. Foi então que um atleta, perto da grande área, deu um “carrinho” num colega. (Na gíria do esporte, dar um “carrinho”é tentar tirar a bola do adversário por meio de um recurso violento em que o jogador se atira contra o adversário, deslizando na grama, com os pés levantados. Quase sempre, o golpe é dado com o outro atleta de costas.) O jogador atingido foi diretamente do campo para o hospital, tão forte foi a pancada. Os exames logo permitiram o diagnóstico: fratura do tornozelo, o que exigia uma cirurgia e um afastamento de vários meses dos campos. O jogador violento ficou arrasado. Logo depois do incidente disse, ainda na beira do campo, que, se pudesse voltar no tempo, trocaria de lugar com o seu colega machucado. No hospital, chorou com o companheiro, que o perdoou. O gesto demonstra que todos somos capazes de errar. Crescemos quando, tendo errado, tomamos a atitude digna: a de pedir perdão, não para atender a uma expectativa dos outros, mas como um desejo profundo do nosso coração, de um coração arrasado pelo que fizemos, seja uma imprudência, um excesso, um deslize ou uma crueldade. Somos capazes de errar com o desejo de nunca mais errar do mesmo modo. Sejamos também capazes de pedir perdão e, se for possível, reparar o que fizemos ou minimizar as suas consequências, sem esperar retribuição. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    36 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete Trombetas do Apocalipse: parte 01 (Apocalipse 8) #rpsp
    Apocalipse funde visão e oração. Logo após a abertura do sétimo selo, o silêncio toma conta do céu por cerca de meia hora. Chegou o clímax. O silêncio prepara a imaginação para receber uma verdade inacreditável. Enquanto o conflito entre o bem e o mal decorria, subiam ao céu as orações de grupos de devotos do primeiro século, espalhados por todo o império romano. As imensas engrenagens de perseguição e zombaria se levantaram contra eles, que não tinham armas nem votos. Possuíam pouco dinheiro e nenhum prestígio. Ainda assim, não sofriam colapso nervoso nem fugiam, por um único motivo: oravam. Para que as orações fossem ouvidas, houve silêncio no céu durante meia hora. Enquanto isso, a ação se desenrolava: um anjo veio para a frente do altar de Deus com um incensário. Misturou as orações dos cristãos com o incenso (para purificá-las) e combinou tudo com o fogo (o Espírito de Deus) tirado do altar. Depois, colocou a mistura no incensário e arremessou-o de sua trincheira no céu. O incensário voou pelos ares e caiu na terra. Com o impacto, "houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto" (Ap 8:5). As orações que haviam subido, sem que os jornalistas da época percebessem, voltaram com uma força imensa — segundo a expressão de George Herbert, como "trovão inverso".
    A oração volta à história com efeitos que ninguém poderia prever. A terra em que vivemos se abala a cada dia por causa disso. A visão convence o cristão do potencial da oração. Com ela, temos acesso ao ambiente em que Deus é o centro em torno do qual a ação acontece. Todas as outras pessoas, eventos ou circunstâncias são secundários. O relacionamento direto com Deus ilumina a existência. Nem bênção nem ruína conseguem afastar o enfoque desse centro. Gente que ora não se deixa enganar por tamanho, influência, importância ou poder. Essas pessoas voltam as costas e ignoram os templos de Canaã e Assíria, Grécia e Roma, e se entregam à profundidade pessoal que se transforma em reverência diante de Deus e leva à intimidade com ele. E transformam o mundo. Oração é, na vida de fé, o ato em que entramos diante de Deus em postura consciente e deliberada de falar e ouvir — relacionamento do Criador com sua criação e dela com Ele. A qualquer tempo que nos concentramos, focamos os pensamentos e prestamos atenção, nós oramos. Orar significa ter consciência, exercitar a atenção, estimular e desenvolver a intensidade pessoal diante de Deus. Em todo o Apocalipse, em toda a Bíblia, Deus toma a iniciativa. Ele fala, mostra, ordena, abençoa. Para um processo de comunicação perfeito, a pessoa deve ver e ouvir o que Deus apresenta e fala. Em outras palavras, precisa orar. Depois, silêncio no céu por "cerca de meia hora" (Ap 8:1). Vivemos em um
    mundo barulhento. Gritam conosco, somos incitados, convocados. Todo mundo tem uma mensagem urgente para nós. O barulho nos cerca: telefone, rádio, televisão, aparelho de som. As mensagens são amplificadas a um nível ensurdecedor. O mundo é uma multidão, onde todos falam ao mesmo tempo e ninguém se dispõe, nem é capaz, de ouvir. Mas Deus ouve. Ele não se limita a falar; também escuta. Isso é maravilha ainda maior do que Ele falar. Raramente alguém ouve com atenção toda a mensagem. Poucas vezes vemos alguém entender o que gaguejamos, decifrar nossa fala desajeitada, elucidar, ajeitar e ouvir nossa sintaxe confusa — atenção a cada sílaba, compreensão de cada nuança. Alguém leva nossa mente e nossos sentimentos a sério. Quando isso acontece, percebemos a importância imensa do que falamos e sentimos. Adquirimos dignidade. Só saberemos se pensarmos e falarmos bem, se encontrarmos alguém que nos ouça. Silêncio no céu por cerca de meia hora: Deus está ouvindo. Tudo que falamos, cada gemido, murmúrio, tentativa de oração: Ele ouve tudo. Eugene PETERSON, Trovão Inverso: O livro do Apocalipse e a oração imaginativa
    55 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! Os 144 mil e a Grande Multidão (Apocalipse 7) #rpsp
    Não precisamos nos preocupar com o número dos salvos: 144 mil. Se confessamos Jesus como Salvador, estamos incluídos. Esse número indica a totalidade dos salvos. Para entender isso, lembremos que ele tem a seguinte equação: 12 é o número das tribos de Israel, multiplicado por 12 como o número de nações da terra, depois novamente multiplicado por 1.000. Trata-se de um modo de dizer que os salvos vêm de todos os lugares da terra, e não apenas da terra de Judá. É um modo de afirmar que o número dos salvos é ilimitado. O número está sempre em aberto, porque depende dos que vão dizendo “sim” ao convite de Deus. O número dos salvos não está fechado e nele cabem todos os que abrem o coração a Jesus, o Senhor. Os salvos são selados para a salvação. Ninguém os arrebata da mão do Pai. Apocalipse é essencialmente o Livro da Esperança. Ele foi escrito para seguidores de Jesus ameaçados com o exílio e com a morte. Ele foi escrito para nós, que temos nossa vida pressionada pelos senhores deste mundo, que recusam a salvação que o Cordeiro oferece. A esperança é esta: no final dos tempos, não importam as derrotas provisórias de agora, todos os que tivermos nossa vida lavada no sangue de Jesus iremos continuar nossa vida de serviço no céu. A tenda da vitória será estendida sobre nós. Todas aquelas necessidades que hoje nos limitam não nos limitarão mais. A fome, a sede, a escassez de qualquer tipo, a dor e a saudade não mais farão parte das nossas experiências, já que seremos apascentados pelo Cordeiro face a face e conduzidos para fontes de água viva. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    38 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! Os Sete Selos: A Última Palavra sobre o Mal (Apocalipse 6) #rpsp
    Uma das perguntas mais comuns que fazemos é: “Quando se fará justiça”? O ser humano faz essa pergunta há tanto tempo que a Bíblia está cheia delas. Todos cultivamos a ideia de que Deus impede que a injustiça prevaleça, sobretudo na nossa vida. A observação da realidade nos frustra. Nem sempre vemos o mal sendo castigado e o bem recebendo o devido prêmio. Quem não tem um amigo que esperou a vida toda por uma indenização trabalhista que nunca aconteceu, mesmo com a causa ganha em todas as instâncias? Quem já não se indignou com pessoas que fizeram fama e fortuna com dinheiro roubado e nunca foram condenadas por isso, passando a vida como modelos de honestidade? Quem já não sofreu com a doença na vida de uma pessoa correta em suas práticas, generosa com os outros e atenciosa quanto aos cuidados com o seu corpo? A vida nem sempre é justa. Inevitavelmente, perguntamos ou ouvimos: “Quando se fará justiça, Senhor?” Devemos ter em mente que não há uma resposta simples, mas podemos e devemos encontrar respostas que não aumentem a nossa dor. É fonte de consolo saber que o mistério terá um fim. Quando lemos o livro de Apocalipse ficamos cheios de esperança. É incômodo admitir que a justiça que esperamos para nós nem sempre é realmente justiça. Gostamos de ser juízes das nossas causas, como se fôssemos capazes de decidir de modo justo. É certeza de inspiração saber que a injustiça no mundo é um atentado contra a justiça de Deus, mas nem assim ele deixa de ser soberano. Gostaríamos que fosse diferente, mas o sol e a chuva vêm para todos, bons e maus (Mateus 5.45). Devemos crer no cuidado de Deus pelos seus. Cremos e devemos crer. Esse cuidado acontece quando as coisas são justas e também quando nos parecem injustas. É um desafio viver de maneira a criar oportunidades de mudança nos padrões deste mundo, para que haja justiça. Chegará o tempo em que a justiça será uma marca. Ela virá quando Deus julgar os nossos pecados. Nesse momento, a ira de Deus será aplacada. Temos grande dificuldade em aceitar a ideia de que Deus fique irado. A Bíblia diz que ele se ira. Entendamos. Quando lemos ou ou vimos falar de crimes de pais contra filhos, não ficamos indignados? Quando andamos pela nossa cidade e verificamos o descaso do poder público, com tantos buracos e tantos impostos, não ficamos indignados? Quando vemos a desigualdade entre as pessoas, como, por exemplo, o fato de que as mulheres ganham menos que os homens nos mesmos cargos, não ficamos indignados? O pecado deve provocar indignação em nós. Deus também fica indignado. Deus fica irado. O homem, criado parecido com ele, preferiu se afastar de Deus passando a cometer todos os tipos de pecados que atentam contra a sua própria dignidade e contra a dignidade dos outros. Deus ficou indignado. Deus ficou irado com o pecado. Até hoje ele fica indignado quando pecamos. Ele fica indignado porque isso nos afasta dele, que é santo. Ele fica indignado porque ele conhece as consequências dos nossos pecados e sabe o preço que teremos de pagar pela nossa escolha infeliz. A indignação divina é a indignação do amor. É por causa do seu amor por nós que Deus fica irado quando pecamos. Que podemos fazer quando pecamos? Devemos ficar com medo da ira de Deus? Sim! Devemos ficar indignados conosco? Sim! Há solução para nós? Sim! Deus providenciou a solução ao enviar Jesus para morrer em nosso lugar. Na morte de Jesus, os nossos pecados foram mortos. Na morte de Jesus, a ira de Deus morreu. A morte de Jesus reconcilia o homem com Deus (Romanos 5.1-2). Quem tem os pecados perdoados não precisa ficar perturbado (João 14.27), porque a dívida foi paga. Quem tem os pecados perdoados não precisa ter medo quanto ao futuro, que já está garantido. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    48 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! Pra onde caminha a História? (Apocalipse 5) #rpsp
    O coro de louvor agora é tomado pelas inumeráveis hostes de anjos do céu. Num círculo mais amplo, ao redor do trono, além dos seres viventes e os anciãos, estão as hostes angélicas, que agora iniciam seu próprio Cântico. assinalamos em várias oportunidades como João toma sua linguagem emprestada do Antigo Testamento. A ação de graças e o louvor do passado ressoam, agora, no cântico dos anjos.
    O hino dos seres viventes e dos anciãos falava da obra de Jesus Cristo mediante seu morte; os anjos, agora, enumeram as posses de Cristo em sua glória. Olhemo-los uma por uma. São sete grandes posses que pertencem ao Senhor ressuscitado.
    (1) A ele pertence o poder. Paulo chama Jesus: "Cristo, o poder de Deus" (1 Coríntios 1:24). Este é o fundamento da confiança na efetividade da obra de Cristo. Não é alguém que possa sonhar e nunca chegar a converter seu sonho em realidade. A Ele pertence o poder. Podemos dizer, triunfantes, com relação a Jesus Cristo: "Ele pode!".
    (2) A Ele pertencem as riquezas. "Ainda que era rico, por nós fez- se pobre", diz Paulo (2 Coríntios 8:9). O póprio Paulo fala das "inescrutáveis riquezas de Cristo" (Efésios 3:8). Não há promessa que Jesus Cristo faça que não possua os recursos para fazê-la efetiva. Não há pretensão dela que não seja capaz de satisfazer. Não há petição que nós possamos lhe fazer que Ele não esteja em condições de escutar. A Ele pertencem os recursos que são capazes de cumprir qualquer demanda.
    (3) A Ele pertence a sabedoria. Paulo chama Jesus Cristo "a sabedoria de Deus" (1 Coríntios 1:24). Jesus Cristo possui a sabedoria necessária para conhecer os segredos de Deus. Possui a sabedoria
    para conhecer o caminho, o modo de vida mais adequado segundo os propósitos de nosso Criador. NEle estão o conhecimento divino de Deus e o conhecimento prático de como solucionar os problemas da vida.
    (4) A Ele pertence a força. Cristo é capaz de desarmar os poderes do mal, Ele é Aquele que pode derrocar a Satanás (Lucas 11:22). Não há situação da que Ele não possa sair triunfante. Sua força é suficiente para vencer a todos os poderes que lhe opuserem resistência.
    (5) A Ele pertence a honra. Chegará o dia quando tudo joelho se dobrará diante dEle, e toda língua confessará que Ele é o Senhor (Filipenses 2:11). Estará entronizado no coração de todos os homens. Uma das coisas estranhas é que em nossos dias até os que não são cristãos confessam que nos ensinos de Cristo está a única esperança para o mundo em que vivemos.
    (6) A Ele pertence a glória. Conforme diz João: "Vimos sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1:14). A glória pertence por direito próprio a Deus e somente a Deus. Dizer que Jesus Cristo possui a glória equivale a dizer que é divino, e que compartilha os privilégios e direitos de Deus.
    (7) A Ele pertence o louvor. Esta é a culminação inevitável de tudo o que antecede. Jesus Cristo possui todas estas coisas, e todas e cada uma delas Ele as emprega para servir aos homens por quem viveu e morreu. Não se aferra a suas posses, não as usa para seu próprio beneficio mas sim as derrama no serviço dos homens. E, portanto, elevam-se para com Ele os louvores de todos os redimidos, sua gratidão por tudo o que ele tem feito por eles. É a única coisa que podemos dar a Ele, que possui tudo, a nós mesmos que somente possuímos a Ele. BARCLAY, The Revelation of John
    38 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! A Sala de Comando do Universo (Apocalipse 4) #rpsp
    João usa aqui uma imagem que era bem conhecida no mundo antigo. Diz que os anciãos oferecem suas coroas frente ao trono de Deus. Nos tempos antigos este era um sinal de submissão total. Quando um rei se rendia a outro rei, lançava sua coroa aos pés do vencedor. Às vezes os romanos levavam junto com seus exércitos uma imagem do Imperador, e quando conseguiam submeter a algum monarca, havia uma cerimônia na qual este devia pôr sua coroa aos pés da imagem do imperador. A descrição de João representa a Deus como o conquistador das almas dos homens; e a Igreja como o grupo dos que se renderam a Deus, os que abdicaram totalmente seu poder em favor dEle, tendo-o aceito, portanto, como Proprietário e Senhor. Não pode haver cristianismo sem submissão.
    A doxologia dos anciãos louva a Deus por duas razões:
    (1) Deus é Senhor e Deus. Este é outro detalhe que deve ter significado muito para os leitores na época de João, enquanto que para nós não é tão claro. A frase que diz Senhor e Deus é Kurios kai theos,
    frase que era o título oficial do imperador Domiciano, soberano de Roma. O imperador romano pretendia que todos o reconhecessem como Senhor e Deus. Era porque os cristãos não estavam dispostos a aceitar sua atribuição destes títulos que eram perseguidos e mortos. Chamar a Deus "Senhor e Deus"' era uma triunfante confissão de fé, a afirmação desafiante de que, para o cristão, Deus ocupa o primeiro lugar em todo o universo, e que ninguém pode tirar-lhe.
    (2) Deus é o Criador. É mediante o propósito e a vontade de Deus que todas as coisas que são vieram a existir. É bom lembrar que, embora o homem foi adquirindo muitos poderes, não possui o poder para criar. Pode alterar, reordenar, mudar as coisas; pode fazer coisas com materiais já existentes; mas somente Deus pode criar algo a partir do nada. E esta grande verdade significa que tudo o que existe pertence a Deus.
    Deve destacar-se que a doxologia marca três aspectos de Deus.
    (1) Louva a Deus por sua santidade (comparar com Isaías 6:3).
    Vimos em repetidas ocasiões que a idéia fundamental do conceito de santidade é a diferença, o estar separado e ser diferente com relação às coisas comuns; ser santo significa pertencer a uma categoria distinta da vida e do ser. Isto vale de maneira suprema com relação a Deus. Deus é diferente. Esta é, precisamente, a razão pela qual nos sentimos movidos à oração, à adoração e ao louvor de Deus. Se Deus fosse como nós, se fosse tão-somente uma pessoa humana desmesuradamente grande e gloriosa, não poderíamos adorá-lo. Conforme disse o poeta: "Como poderia te louvar se pudesse te compreender?" O mistério de Deus, sua diferença com relação a nós, é o que nos move à admiração em sua presença, e ao surpreso amor quando sabemos, além disso, que essa grandeza desce até nós para nos salvar.
    (2) Louva sua onipotência. Deus é o Onipotente ou Todo-poderoso. As pessoas para quem se escreveu o Apocalipse estavam vivendo sob a ameaça do império Romano; estavam sob a ameaça de um poder que nenhuma nação nem indivíduo tinha podido jamais resistir. Pensem o que pode ter significado para eles saber que atrás de si estava, disposto a defendê-los, nada menos que o Todo-poderoso. O simples fato de nomear a Deus deste modo implica a confiança no triunfo final e a segurança presente do cristão.
    (3) Louva a Deus por sua eternidade. Os impérios podem levantar- se e cair; Deus dura para sempre. Os homens poderão querer apagar da Terra a fé em Deus; mas ninguém pode apagar a um Deus eterno. Aqui temos a afirmação triunfante de que Deus permanece imutável no meio da oposição e a inimizade dos homens, perante qualquer rebeldia. Os homens e as coisas mortais podem surgir e mais tarde perecer, mas Deus permanece para sempre sem mudar de maneira nenhuma. BARCLAY, The Revelation of John.
    46 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete Igrejas: Parte 02 (Apocalipse 3) #rpsp
    A igreja tinha a cara da cidade. Em vez de transformar a cidade, a igreja tinha se conformado à ela. Laodicéia era a cidade da transigência e a igreja tornou-se também uma igreja transigente. Os crentes eram frouxos, sem entusiasmo, débeis de cará­ter, sempre prontos a se comprometerem com o mundo, descuidados. Eles pensavam que todos eles eram pessoas boas. Eles estavam satisfeitos com sua vida espiritual. A igreja de Laodicéia é a igreja popular, satisfeita com a sua prosperidade, orgulhosa de seus membros ricos. A religião deles era apenas uma simulação. Laodicéia era muito parecida com Sardes: um exemplo de cristia­nismo nominal e acomodado. A maior diferença é que em Sardes ainda havia um núcleo que tinha pre­servado a fé viva (3:4), enquanto que toda a igreja de Laodicéia estava tomada pela indiferença. Parecia que eles tinham tomado um banho morno de religião. Vejamos o diagnóstico de Cristo.
    Em primeiro lugar, Jesus identificou a falta de fervor espiritual da igreja (3:15). Na vida cristã há três tempe­raturas espirituais: 1) Um coração ardente (Lc 24:32); 2) Um coração frio (Mt 24:12), e 3) Um coração morno (3:16). Jesus e Satanás conhecem a maré espiritual baixa da igreja. Nada se informa sobre tentação, perseguição, negação, apostasia ou abalos nessa igreja.
    O problema da igreja de Laodicéia não era teológico nem moral. Não havia falsos mestres, nem heresias. Não havia pecado de imoralidade nem engano. Não há na carta menção de hereges, malfeitores ou perseguidores. O que faltava à igreja era fervor espiritual. A vida espiri­tual da igreja era morna, indefinível, apática, indiferen­te e nauseante. A igreja era acomodada. O problema da igreja não era heresia, mas apatia.
    Nosso fogo espiritual íntimo está em constante perigo de enfraquecer ou morrer. O braseiro deve ser cutuca­do, alimentado e soprado até incendiar. Muitos fogem do fervor com medo do fanatismo. Mas fervor não é o mesmo que fanatismo. Fanatismo é um fervor irracional e estúpido. E um entrechoque do coração com a mente.
    Jonathan Edwards disse que precisamos ter luz na mente e fogo no coração. A verdade de Deus é lógica em fogo. Muitos crentes têm medo do entusiasmo. Mas entusias­mo é parte essencial do Cristianismo. Não podemos ter medo das emoções, e sim do emocionalismo. Em segundo lugar, Jesus identificou que um crente morno é pior do que um incrédulo frio (3:15,16). Dessa forma, a igreja em Laodicéia não estava oferecendo nem refrigério para o cansaço espiri­tual nem cura para o doente espiritual. Era totalmente ineficaz e, assim, desagradável ao Senhor. É melhor ser frígido do que tépido ou morno. E mais honroso ser um ateu declarado do que ser um membro incrédulo de uma igreja evangélica. A quei­xa de Jesus contra os fariseus era contra a hipocrisia deles. Alguém que nunca fez profissão de fé e tem a consciência de sua completa falta de vida moral é muito mais fácil de ser ajudado que algum outro que se julga cristão, mas não tem verdadeira vida espiritual. A indiferença espiritual é pior do que a frieza.
    Uma pessoa morna é aquela em que há um contraste entre o que diz e o que pensa ser, de um lado, e o que ela lealmente é, de outro. Ser morno é ser cego à sua verda­deira condição.
    Em terceiro lugar, Jesus identificou que a autoconfiança da igreja era absolutamente falsa (3:17). O auto-engano e uma grande tragédia. A igreja era morna devido à ilusão que alimentava a respeito de si mesma. O amor ao dinheiro traz uma falsa segurança e uma falsa auto-satisfação. A igreja de Laodicéia enfrentou a tragédia de não ser o que se projetou ser e ser o que nunca se imaginou ser. Em quarto lugar, Jesus revelou que um crente morno, em vez de ser o seu prazer, provoca-lhe náuseas (3:16). Você só vomita o que ingeriu. Só joga fora o que está dentro. A igreja de Laodicéia era de Cristo, mas em vez de dar alegria, estava provocando-Lhe náuseas. LOPES, Apocalipse, o Futuro Chegou
    48 min
  • Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete Igrejas: Parte 01 (Apocalipse 02) #rpsp
    A ortodoxia da igreja de Efeso era deficiente num ponto. Estava desconectada da prática da piedade e do exercício do amor.
    Este era um fracasso que atacara sua vida cristã pe­las bases. O Senhor tinha ensinado que o amor mú­tuo devia ser a marca que identificasse a comunão dos cristãos (Jo 13:35). Os convertidos de Éfeso ti­nham experimentado este amor nos primeiros anos de sua nova existência; mas a luta contra os falsos mestres, e seu ódio por ensinos heréticos parece que trouxeram endurecimento aos sentimentos e atitudes rudes a tal ponto que levaram ao esque­cimento da virtude cristã suprema que é o amor. Pureza de doutrina e lealdade não podem nunca ser substitutos para o amor.
    Abandonamos o nosso primeiro amor, quando substi­tuímos o amor a Jesus pela ortodoxia e pelo trabalho (2:4). A luta pela ortodoxia, o intenso trabalho e as perseguições levaram a igreja de Éfeso à aridez. Uma esposa pode ser fiel ao seu marido sem amá-lo com toda a sua devoção. Ela pode cumprir com os seus deveres, mas não motiva­ da por um profundo amor. Assim era a igreja de Éfeso. A igreja é a Noiva de Cristo. Ele se deleita nela. Ele se alegra com ela. Jesus mesmo está preparando a sua noiva para o grande banquete de núpcias, para a festa das bo­das do Cordeiro. A Noiva de Cristo, entretanto, abandonou o seu pri­meiro amor. O amor é a marca do discípulo verdadeiro (Jo 13:34-35). Sem amor, nosso conhecimento, nossos dons, e nossa própria ortodoxia não têm nenhum valor. Jesus está mais interessado em nós do que em nosso tra­balho. Odiar o erro e o mal não é o mesmo que amar a Cristo. O trabalho de Deus não pode tomar o lugar de Deus na nossa vida. Deus está mais interessado em rela­cionamento com Ele do que em trabalho para Ele.
    Abandonamos também o nosso primeiro amor quan­do o nosso amor por Jesus é substituído pelo nosso zelo religioso. Defendemos nossa teologia, nossa fé, nossas convicções e estamos prontos a sofrer e morrer por essas convicções, mas não nos deleitamos mais em Deus. Não nos afeiçoamos mais a Jesus. Já não sentimos mais sauda­des de estar com Ele. Os fariseus eram zelosos das coisas de Deus. Observavam com rigor todos os ritos sagrados. Mas o coração estava seco como um deserto.
    O amor esfria quando nosso conhecimento teológico não nos move a nos afeiçoarmos mais a Deus. Conhecemos muito a respeito de Deus, mas não desejamos ter comunhão com Ele. Falamos que Ele é Todo-Poderoso como o profeta Jonas, mas O desafiamos com nossa re­beldia. Falamos que Ele é amável, mas não temos prazer em falar com Ele em oração.
    Não há nada mais perigoso do que a ortodoxia morta. Externamente está tudo bem, mas a motivação está errada. A máquina funciona, mas não é Cristo quem está no centro. O amor à estrutura é maior do que o amor a Jesus. Crentes fiéis, mas sem amor. Crentes orto­doxos, mas secos como um poste. Crentes que conhecem a Bíblia, mas perderam o encanto por Jesus. Crentes que sabem teologia, mas a verdade já não mais os comove. Crentes que morrem em defesa da fé e atacam a here­sia como escorpiões do deserto, mas não amam mais o Senhor com a mesma devoção. Crentes que trabalham à exaustão, mas não contemplam o Senhor na beleza da
    Sua santidade. Sofrem pelo evangelho, mas não se de­leitam no Evangelho. Combatem a heresia, mas não se deliciam na verdade.
    Abandonamos, ainda, o nosso primeiro amor quan­do examinamos os outros e não examinamos a nós mes­mos. A igreja de Efeso examinava os outros e era capaz de identificar os falsos ensinos, mas não era capaz de exa­minar a si mesma. Tinha doutrina, mas não tinha amor.
    A igreja identifica o mal doutrinário nos outros, mas não identifica a frieza do amor em si mesma. A igreja de Efeso estava tão ocupada com a separação do mundo, que esqueceu-se da adoração. A igreja de Éfeso tinha identificado o mal doutrinário nos outros, mas não a frieza em si mesma. Muito zelosa, mas vazia da maior marca cristã, o amor. Hernandes dias LOPES, Apocalipse, o Futuro Chegou
    1 hr 14 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…