Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Maranata, vem Senhor Jesus! As Sete chaves para se entender o Apocalipse (Apocalipse 1) #rpsp
    Nesta passagem se atribuem três grandes títulos a Jesus.
    (1) É a Testemunha em quem podemos ter confiança. Uma das idéias favoritas do Quarto Evangelho é que Jesus é a testemunha da verdade e das coisas de Deus. Jesus disse a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho” (João 3:11). E disse a Pilatos: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade” (João 18:37). Uma testemunha é acima de tudo, uma pessoa que fala a partir de seu conhecimento direto e em primeira mão. É uma pessoa que fala do que seus olhos viram e seus ouvidos ouviram. É por isso que Jesus é a testemunha de Deus. Porque veio de Deus, porque se identificou com a vontade de Deus, está capacitado a falar em primeira mão a respeito de Deus e sua verdade, tal como nenhum outro pode fazê-lo no mundo. Jesus é o único que possui um conhecimento direto de Deus.
    (2) Jesus é o primogênito dentre os mortos. A palavra primogênito é prototokos. Esta palavra grega pode ter dois significados.
    (a) Pode significar literalmente "primogênito". Se tiver este sentido a referência é à ressurreição. Jesus obteve uma vitória sobre a morte, na qual podem participar todos os que crêem nEle. (b) Visto que o primogênito era o filho que herdava os bens, a honra e o poder de seu pai, prototokos também significava "aquele que tem honra ou poder" ou "aquele que ocupa o primeiro lugar.". Quando Paulo se refere a Jesus como o primogênito de toda a criação (Colossenses 1:15), quer dizer que Jesus é o Senhor da criação inteira; a Ele pertence o primeiro lugar na honra e glória. Se tomarmos a palavra neste sentido, nossa passagem significa que Jesus é o Senhor dos mortos do mesmo modo como é o Senhor dos vivos. É provavelmente este o significado que devemos interpretar. Nada há neste universo ou em qualquer outro universo possível, entre os vivos ou entre os mortos, sobre o que Jesus Cristo não seja o Senhor. Portanto nada, na vida ou na morte, pode nos
    separar dEle.
    (3) É o Rei dos reis desta Terra. Há duas coisas que devem destacar-se aqui.
    (a) Esta é uma citação ou reminiscência do Salmo 89:27: “Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.”. Para os eruditos judeus esta era uma descrição do futuro Messias; portanto, ao qualificar a Jesus de Rei dos reis, está-se afirmando que Ele é o Messias prometido por Deus e tão longamente esperado.
    (b) Swete, de maneira muito bela, assinala a relação que há entre este título e a importante história das tentações. Nas tentações Satanás levou Jesus até “a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8-9; Lucas 4:6-7). O Diabo pretendia que todo o poder dos reinos deste mundo fora dado a ele (Lucas 4:6), e sua oferta a Jesus era dar-lhe uma participação nesse domínio se Ele se prostrasse para adora-lo. O mais maravilhoso é que Jesus obtém o que o Diabo lhe tinha prometido, e nunca teria podido dar-lhe, mediante o sofrimento da Cruz e o poder da Ressurreição. O Cristo ressuscitado é Senhor de todos os reis da Terra em virtude de sua cruz e de ter-se levantado dentre os mortos vitorioso: porque foi quando foi levantado na cruz que atraiu todos os homens a si mesmo (João 12:32). Não é transigindo com o mal, mas sim mediante o amor e a lealdade inamovíveis, capazes de aceitar até a cruz, que Jesus obtém a titularidade da soberania universal. BARCLAY, The Revelation of John
    1 hr 3 min
  • Andando na Luz: Ideias Tóxicas (Judas) #rpsp
    Judas diz duas coisas dos homens pervertidos aos quais ataca.
    (1) Que criticam tudo o que não entendem. Qualquer coisa que escapa à sua órbita e à sua experiência, vêem-na como desprezível e carente de valor. Em suas vidas não há lugar para as coisas e valores espirituais; e, portanto, consideram todas as coisas espirituais com desdém e menosprezo. As coisas do Espírito “são discernidas espiritualmente” (1 Coríntios 2:14, NVI). Eles carecem de discernimento espiritual e, em conseqüência, são cegos a todas as realidades espirituais e as menosprezam.
    (2) Deixam-se corromper pelas coisas que entendem. O que entendem são as demandas dos baixos instintos, que compartilham com os animais. Sua lei é a lei dos instintos desenfreados; seu modo de vida é deixar que os instintos que compartilham com os animais sigam seu curso; seus valores são os valores carnais; seu evangelho é um evangelho da carne. Os homens que Judas descreve perderam o sentido e consciência das coisas espirituais. As exigências de instintos animais são suas únicas realidades e normas de vida.
    O terrível disto é que a primeira condição é o resultado direto da segunda. O trágico da vida é que ninguém nasce sem um sentido das coisas espirituais, mas que pode perder tal sentido, até o ponto de que para ele todas as coisas espirituais deixem de existir. Um homem pode perder qualquer de suas faculdades, se deixar de usá-la. Isto nós podemos ver em coisas tão simples como um jogo ou uma habilidade. Se deixamos de praticar um esporte, perdemos a habilidade para jogá-lo. Se deixarmos a prática de uma habilidade — como tocar piano — nós a perdemos. Alguma vez podemos aprender os rudimentos de outro idioma, mas se não o lemos ou falamos, nós o esquecemos.
    Todos os homens podem ouvir a voz de Deus; todos os homens têm alguma consciência das coisas psíquicas, e todos os homens têm os instintos animais dos quais, em realidade, depende a futura existência da espécie. Mas se um homem insiste no curso de sua vida em ignorar a Deus, se fechar seus ouvidos e seus olhos a todos os valores e normas e vozes espirituais, se fizer de seus instintos o único critério de seus desejos, e o único motor de seu comportamento, então pode chegar o momento em que já não possa ouvir a voz de Deus, quando se tiverem esquecido os valores espirituais e quando já não dispuser de outra coisa para orientar sua vida que de seus urgentes desejos. No final o homem pode chegar a um ponto em que não veja nem sequer a necessidade de exercitar o domínio próprio, quando não puder ver nem sequer a beleza da castidade, quando já não o atrair a pureza, e quando a única coisa realmente importante em seu mundo seja a satisfação dos impulsos, instintos e desejos que surgem de sua natureza animal. E é terrível chegar a ser surdo para com Deus. BARCLAY, The Letter of Jude
    Não podemos escolher os colegas de trabalho, mas podemos escolher com quem nos assentamos à mesa ou quem convidamos para frequentar a nossa casa. Temos de ser humildes para reconhecer que, assim como podemos influenciar as pessoas, elas também podem nos influenciar. Devemos tomar cuidado com as pessoas superficiais. São como nuvens que o vento leva. Devemos tomar cuidado com as pessoas que trazem alegria, pois são como árvores secas. Devemos tomar cuidado com os que dominam a cena com suas piadas e suas bebedices. Devemos tomar cuidado com os que só pensam em si mesmos. Quem tem amizade com egoístas só perde. Devemos ter essas pessoas por perto, mas apenas para manter aberto o canal de comunicação sobre a graça de Deus. Mesmo nesse caso, devemos estar atentos para não tornarmos nossos os caminhos deles. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    41 min
  • Andando na Luz: Mirando os Bons Exemplos (3 João) #rpsp
    Estamos cercados de pessoas como Diótrefes e como Demétrio. Diótrefes é aquele que não aprende. Ele só quer ensinar. Só ele pode ensinar. Ele sabe todas as coisas. Diótrefes é aquele que não ouve e nunca se deixa pastorear. Acha que sabe para onde ir. Só são boas as coisas que ele diz. Só são bons os projetos que ele lidera. Diótrefes não cuida dos seus lábios. Ele fala sem pensar, porque fala o que pensa, sem se importar com as feridas que faz na alma dos outros. Diótrefes não respeita opiniões, não aprecia outras visões que não sejam as suas. Diótrefes é o dono da verdade sobre Jesus. Para ele, nem Jesus é o dono da verdade de Jesus. Devemos ficar longe de Diótrefes. Se somos como Diótrefes, devemos nos ajoelhar e pedir a Deus que nos perdoe e salve. Devemos ficar longe de Diótrefes, mas perto de Demétrio. Devemos ser como Demétrio. Demétrio tem um compromisso com a verdade, mesmo quando a verdade diz que ele está errado.
    A criança imita o seu pai. O que o seu pai faz é a coisa certa para ela fazer também. Por isso, os pais não devem se esquecer de que os seus exemplos, bons e ruins, serão seguidos pelos seus filhos. Nesse sentido, somos todos como crianças. Estamos sempre imitando. Nem sempre conseguimos imitar o que é bom. Devemos observar as pessoas e imitar o que houver de louvável nelas, mas sem nos comparar a elas. Cada pessoa tem uma história. Cada pessoa escreve a sua história. Se olharmos para a nossa vida, verificaremos que parte do que sabemos fazer aprendemos observando e imitando os outros. Não há problema nisso. O problema é nos compararmos, negando a nossa singularidade e a do outro. Se olhamos para outro no que faz de bom e procuramos fazer o que é bom também, fazemos bem. Quem imita o que é bom faz o bem. Quem faz o bem mostra que é um homem ou uma mulher de Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    23 min
  • Andando na Luz: Amor ou Tolerância? (2 João) #rpsp
    Nesta passagem se ilustra claramente o perigo que João via nos falsos mestres. Não se devia recebe-los; era preciso fechar-lhes a porta na cara; e negar-lhes hospitalidade seria a melhor maneira de pôr termo a operações desses mestres ambulantes. João vai mais longe ainda: nem sequer se devia saúda-los na rua. Saudá-los era como mostrar a outros que a pessoa simpatizava com eles; deve mostrar-se claramente a todo mundo que a Igreja não tem entendimentos nem tolerância com aqueles cujos ensinos destroem a fé. Esta passagem parece à primeira vista contrariar tudo o que o próprio João disse sobre o amor e a caridade cristãos. Temos que lembrar a situação. Houve uma época em que a fé dos cristãos poderia ter sido afogada e destruída pelas especulações dos hereges com sua pseudofilosofia. A própria existência da fé estava em perigo. Foi uma situação de perigo que não tem paralelos na civilização ocidental. A Igreja não ousava nem sequer parecer que contemporizava com essa destruidora corrosão da fé. Esses enganadores estão negando a realidade da encarnação e negando em conseqüência que Deus pode entrar na vida do homem. Se Deus só pudesse entrar na vida como um fantasma imaterial, o
    corpo estaria desprezado para sempre; não poderia existir nunca comunhão verdadeira entre o divino e o humano; não poderia haver salvação, pois Ele teve que fazer-se o que nós somos para nos fazer o que Ele é.
    Nos versículos 8 e 9, sob as palavras de João ouvimos as afirmações dos falsos mestres.
    Eles pretendem estar desenvolvendo o cristianismo; afirmam que o estão expressando em termos novos e melhores; que estão descobrindo com maior autenticidade o que ele significa. João insiste em que estão destruindo o cristianismo, minando o fundamento que foi posto e sobre o qual tudo deve edificar-se.
    O versículo 9 é extremamente interessante e significativo. traduzimos a primeira frase todo aquele que ultrapassa. O grego é proagón. O verbo significa ir adiante, ir na frente. Os falsos mestres diziam que eles iam na frente, que eram progressistas, que eram pensadores de vanguarda, que eram homens de mente aberta e aventureira. O próprio João era um dos mais aventurados pensadores do Novo Testamento. Mas ele insiste em que, por mais que alguém possa avançar, deve permanecer nas ensinos de Jesus Cristo, ou perderá contato com Deus.
    Esta é a grande verdade. João não está condenando o progresso do pensamento; tampouco está dizendo que a doutrina cristã seja algo estático, à margem de todo progrido; o que diz é que Jesus Cristo deve ser a pedra de toque de todo pensamento, e que quem se afasta de Jesus Cristo se afasta da verdade.
    João diria: "Pensem — mas que Jesus Cristo guie seus pensamentos. Pensem — e quando tiverem suas próprias idéias ponham-nas à luz de Jesus Cristo, e à luz da imagem que de Jesus Cristo nos dá o Novo Testamento".
    O cristianismo não é uma teosofia nebulosa, indefinida, descontrolada; está ancorado eternamente na figura histórica de Jesus Cristo. E, não obstante, citando novamente a C. H. Dodd, uma tolerância muito indulgente nunca pode ser suficiente. "O problema é achar uma maneira de viver com aqueles cujas convicções diferem das nossas com relação às questões mais importantes, sem quebrantar a caridade nem ser infiéis à verdade".
    Ali é onde o amor deve achar um caminho. A melhor maneira de destruir a nossos inimigos — disse Abraão Lincoln — é convertê-los em nossos amigos. Nunca devemos contemporizar com os mestres do erro, mas jamais estaremos livres da obrigação de procurar conduzi-los à verdade. BARCLAY, The Second Letter of John.
    22 min
  • Andando na Luz: Fugindo dos Ídolos (1 João 5) #rpsp
    Os deuses do passado tinham faces diferentes dos de hoje. Um dos deuses de hoje se chama consumismo. É no consumismo que a comparação encontra terreno propício para dominar. É no consumismo que a competição desabrocha sem culpa. Então, deixamos de ser cidadãos para nos tornarmos consumidores. O consumismo precisa de nós, mas dá um jeito de nos convencer de que precisamos dele. Suas profecias estão nos meios de comunicação e sabemos em geral que os anúncios são anúncios. O consumismo exerce seu controle por meio dos olhares do grupo de que fazemos parte (ou queremos fazer parte); só lhe pertencemos se consumimos o que ele consome. O consumismo não é o consumo, mas uma ideologia. Consumir não é satisfazer uma necessidade. O consumismo se satisfaz em si mesmo. O consumismo já é o ideal. O consumismo se vende como um projeto de vida. Ao nos seduzir, o consumismo se torna parte do nosso estilo de vida. O consumismo se torna um padrão, como uma estrada a ser naturalmente percorrida. É divertido consumir. A ideologia do consumo invade todos os desejos, todas as práticas e todas as instituições. Precisamos comer; o consumismo sugere para nós o cardápio e o restaurante. Precisamos dormir; o consumismo estabelece para nós o tipo e a marca do colchão. Precisamos morar; o consumismo nos fornece a arquitetura. Precisamos nos vestir; o consumismo dita para nós o modelo e a marca. Precisamos trabalhar; o consumismo nos orienta quanto à profissão. Precisamos estudar; o consumismo nos impõe o método e a escola. (Ou: nos impõe a escola, que nos impõe o método.) Precisamos cultuar; o consumismo dita para nós o estilo de culto e a igreja. Precisamos ler; o consumismo nos apresenta o autor e a editora. Precisamos dar nome aos nossos filhos; o consumismo nos oferece a restrita lista dos nomes bonitos. Precisamos viajar: o consumismo nos dá o roteiro. Precisamos nos divertir; o consumismo define para nós o espetáculo. Precisamos nos recolher, mas o consumismo nos garante que ainda precisamos acelerar. Podemos ir no nosso ritmo, mas o consumismo fixa a velocidade, que tentamos seguir, mesmo que além do nosso fôlego. Como nos dizem que todos estão indo, como não iremos para lá também? Já amealhamos o suficiente, mas o consumismo nos amedronta dizendo que é pouco. Dizemos que as pessoas são o que elas são, mas o consumismo nos traz à realidade de que as pessoas são o que elas compram. Diziam-nos que consumíamos para viver, mas agora nos dizem que vivemos para consumir. Sabemos que Jesus disse que não devemos andar ansiosos para fazer o que temos de fazer, mas o consumismo retruca: “Garanta já o que você quer”, e ficamos confusos. Se queremos nos divertir verdadeiramente, no sentido de nos alegrarmos verdadeiramente, precisamos cuidar para não sermos seduzidos por ilusões, que são mentiras que brilham diante de nós. Quem teve um encontro com Deus e recebeu sua alegria vive momentos de emoção, busca-os até, mas não põe neles a sua felicidade; busca-os, mas cuida para que não se convertam em ídolos na sua vida; presta atenção para não ser controlado por esses momentos e atividades, de modo a perder o essencial, que é a certeza de que o que importa é Deus. Quem tem Deus não ama ilusões e não busca mentiras. Quem tem a Deus invoca a Deus, vivendo de maneira santa, sem trocar seus valores por um prato de lentilhas do pecado, por mais saboroso que pareça. Nas horas da tentação, quem é movido, não pela diversão, mas pelo Espírito Santo, sabe quem é: alguém que ama ao Senhor, que não o troca por nada. Ele sabe que o ouve. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    37 min
  • Andando na Luz: Deus é amor (1 João 4) #rpsp
    O medo é um sentimento muito forte, mas Espírito Santo que habita em nós é ainda mais forte e nos torna fortes também. O Espírito Santo nos fortalece para enfrentar o estilo deste mundo, marcado pela injustiça, pelo egoísmo e pela guerra. Ele nos capacita com amor que rejeita a injustiça, com a solidariedade que se importa e com a paz, cuja causa nos dispomos a promover. O Espírito Santo nos fortalece para enfrentar o que nos amedronta, seja por causa de uma doença díficil como a depressão, seja uma timidez que nos impede de dar um passo além. O Espírito Santo nos fortalece para enfrentar as luzes da tentação, que procura nos dizer que a sujeira é limpa, que a desobediência é boa e que o desvio é reto. É o Espírito que nos dá alegria. É o Espírito que nos dá coragem. É o Espírito que nos inspira a confiar. É o Espírito que nos inspira a esperar.
    Por que temos medo? Se vasculharmos nossa memória, observaremos que temos medo por causa de alguma(s) experiência(s) traumática(s), sobretudo na infância. Talvez não tenhamos tido uma experiência definidora, mas tenhamos sido educados na cultura do medo, usado para nos deter de avançar para horizontes que nossos pais consideravam perigosos. À cultura do medo, podemos acrescentar a cultura da crítica. Uma pessoa sempre criticada negativamente não terá coragem de ousar, sabedora que vai perder (pelo menos, na avaliação do seu crítico). Possivelmente, o medo advenha de uma avaliação: é melhor não correr riscos, princípio de vida consagrado na expressão segundo a qual mais vale um passarinho na mão do que dois voando. Muitas vezes, preferimos a segurança, mesmo quando o seu resultado não seja algo bom. A segurança pode ser apenas uma sensação. Valorizamos o medo, que tem seu lado positivo quando o chamamos de cuidado. Se o medo alcançou dimensões psicopatológicas (como o de viajar de avião ou de entrar num elevador), é preciso ser tratado com um profissional. Contudo, o medo pode ser falta de amor. De que recearei, se sei que sou amado por Deus? Por que tremerei, se olho equilibradamente para mim e vejo minhas limitações e também minhas capacidades? Medo é déficit de amor. É também porque isso que a Bíblia diz que o perfeito amor afasta o medo. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min
  • Andando na Luz: Amor ao próximo e uma vida de obediência (1 João 3) #rpsp
    O cristianismo pode continuar sendo apenas uma proposta. Para deixar de ser uma proposta, o cristianismo precisa passar pelo teste prático. Teoria sem ação não tem valor, como nos ensinou Tiago: fé sem obras é fé morta (Tiago 2.17,26); fé morta é fé sem efeito; fé morta é fotografia de fé, não é fé. O cristianismo é a religião da prática. Os seguidores de Jesus são reconhecidos pelos seus frutos (Mateus 7.16). Desde a sua origem, o cristianismo é a religião do amor (Deus nos amou e nos deu seu filho), ou não é nada. Devemos ser o que cremos. Precisamos crer o que fazemos. Podemos fazer como Jesus fez. Ele disse que faremos o que ele fez se tivermos fé (Mateus 17.2), permanecendo nele, com quem aprendemos e de quem temos a capacitação e o mandamento para amar. Amar o outro — esse é o teste prático da fé cristã. Quando nos amamos uns aos outros, Deus está em nós e aperfeiçoa o nosso amor (1João 4.12). Amar se aprende amando, como fazer se aprende fazendo. Para amar, precisamos aceitar que somos amados. Para amar, precisamos decidir que vamos amar. Para amar, precisamos começar a amar. Para amar, precisamos amar. Importa que você ame. Amar é fazer.
    Ódio é uma palavra forte. Ódio é um sentimento forte. Quando odiamos, dificilmente reconhecemos isso. Encontramos sinônimos que pareçam fazer suavizar o sentimento, sempre acompanhado de emoções fortes. Mas a melhor coisa diante de um inimigo é conhecê-lo. Uma forma de o conhecer é chamá-lo pelo nome correto. Ódio é ódio, e mesmo que nunca o executemos, já faz mal, inicialmente a nós mesmos. Se odiarmos, mesmo que não prossigamos com os desejos a que ele nos impulsiona, já pecamos (Mateus 5.22). Sem medo, devemos reconhecer que o ódio é um dos gigantes maus da alma. O ódio nasce num relacionamento em casa, no trabalho, na igreja. Por alguma razão, fomos magoados, intencionalmente ou não. Recebemos o golpe. Então, um sentimento vai se formando dentro de nós. Primeiro, achamos que fomos vítimas de uma injustiça e ficamos decepcionados. Depois, ficamos ressentidos. Olhar para a pessoa que nos ofendeu começa a doer. Se não resolvermos a questão, vai doer cada vez mais. Com o tempo, o ressentimento, que começou leve, torna-se forte. Em alguns casos, pode alimentar um desejo de vingança, que pode gerar ações de violência. Quando isso acontece, estamos dominados pelo ódio. Por ser um inimigo, o ódio é, na verdade, nosso inimigo. O ódio alimenta o ódio e se alimenta do ódio. O ódio não se resolve com a justiça. O ódio se resolve com a graça. Quando unilateralmente perdoamos quem nos ofendeu, nós nos tornamos livres. Quando odiamos, somos escravos. Sabemos qual é a melhor escolha. Odiar é uma escolha. Perdoar é também uma escolha. Qual vamos escolher? Perdoar é a melhor escolha. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    31 min
  • Andando na Luz: O Anticristo e o amor pelo Mundo: Como vencê-los (1 João 2) #rpsp
    O evangelho nos traz duas notícias. A primeira é que somos pecadores. A segunda é que somos perdoados. O perdão existe porque existe o pecado. No entanto, nem sempre lidados bem com as duas notícias. Temos dificuldade em admitir que somos pecadores. Temos dificuldade em reconhecer que o pecado gera consequências. Temos facilidade em explicar, para justificar, os nossos pecados. Temos facilidade em transferir os nossos erros para outro capítulo que não seja o do pecado. Porém, como seremos perdoados se não admitirmos que pecamos? O pecado não precisa nos levar necessariamente ao desespero, porque temos Jesus ao nosso lado. Essa presença nos enche de esperança. O ideal seria que não pecássemos, mas a realidade é que pecamos. O ideal seria que fôssemos perdoados e o real é que realmente somos perdoados.
    Todos queremos ser fortes. Todos queremos ser campeões. Mesmo que o gol da vitória seja por um pênalti que não aconteceu. Mesmo que o gol da vitória tenha sido marcado com uma mão, o que é proibido. Para ser campeão, a ética não importa e o engano é logo esquecido. Na disputa de um título, o fairplay (jogo limpo) não é requerido. Os deveres são suspensos porque só há um: vencer. O esporte é o retrato do mundo como ele não deveria ser. Mas campeão é quem, na competição, consegue suas próprias forças bater. Campeão é quem, se a regra foi desobedecida, prefere perder. Campeão é quem não se esquece dos que ficaram para trás. Campeão é quem tem o futebol como um jogo não de guerra mas de paz. Instantâneo da vida, o jogo nos representa, como espelho diante do qual nosso rosto se assenta, no bom, que está no esforço em conjunto realizado, no ruim, que está na alegria de ver o outro humilhado. A força para sermos verdadeiros campeões vem de Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    50 min
  • Andando na Luz: Renunciar ao Pecado (1 João 1) #rpsp
    A ética é como um espelho. Não é para que nos vejam nele. É para que nós mesmos nos vejamos nele. Isso porque o que importa é como nos vemos. A ética nos ajuda a nos corrigir do autoengano, sendo o principal o de pensarmos de nós mesmos o que não somos. A ética é como um modelo. Vem de fora. De dentro vem o que está no nosso interior. O valor mais alto, o desejo mais sublime e a prática mais pura precisam vir do Alto. Os modelos variam, os baixos servindo para nos justificarmos até mesmo de crimes, que constam ou não dos códigos. Não faltarão os modelos eloquentes a nos empurrar para o vale-tudo. Se os ouvirmos, escolhemos. Se atentarmos para que nem tudo vale, escolhemos. A ética é uma proposta. Está no fim. Estamos a caminho de alcançá-la, sabendo que está necessariamente cada vez mais distante, por causa de nós mesmos. As grandes batalhas da vida são travadas no pantanoso campo de provas do coração. Podemos até entrar por um desvio, mas conhecemos o alvo. Conhecedores do alvo, voltamos para a reta em direção ao fim. Escolher a ética é difícil. Porém, mesmo assim, é a melhor escolha.
    O único ser que efetivamente não pecou foi Jesus. Paulo pecou. Pedro pecou. Todos os seres humanos pecaram. Nós pecamos. Precisamos conhecer o nosso pecado. Devemos ficar tristes quando descobrimos que não ficamos tristes com os nossos pecados. Só reconhecendo a tristeza pelo nosso pecado é que podemos sentir a alegria do perdão. Dia e noite, precisamos admitir que a nossa natureza tende para o pecado (Romanos 8.6). Noite e dia, precisamos parar de nos comparar, num modo disfarçado de encontrarmos apoio para o nosso pecado. Quando pecamos, precisamos chamar o nosso pecado pelo seu nome: pecado. Quando caímos, precisamos nos entristecer pelo pecado cometido. Tristeza é um elemento essencial da contrição. No Antigo Testamento, a tristeza era simbolizada pelo uso do saco e da cinza (Mateus 11.21). Não podemos ser levianos diante do nosso pecado. Precisamos resistir combatendo “até à morte” contra o pecado (Hebreus 12.4). Quando erramos, precisamos confessar o nosso pecado (Tiago 5.16). Quando confessamos, precisamos pedir perdão pelo nosso pecado especificamente cometido e com toda a sinceridade. Quando vivenciamos o perdão, precisamos desejar não cometer mais aquele tipo de pecado. Depois que pecamos, precisamos aceitar de bom grado a correção de Deus do jeito dele, mesmo que preferíssemos que a cruz viesse acolchoada. Os que são corrigidos por Deus “recebem como recompensa uma vida correta e de paz” (Hebreus 12.11). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    40 min
  • Cristo, nossa esperança em tempos de dor: Tarda mas não falha (2 Pedro 3) #rpsp
    G. K. Chesterton traçou sua famosa imagem da ortodoxia. Expressa este famoso novelista que a ortodoxia era algo assim como caminhar ao longo de um estreito precipício, quase como o fio de uma faca. Um passo a qualquer dos dois lados era um passo rumo ao desastre. Jesus é Deus e homem; Deus é amor e santidade; o cristianismo é graça e moralidade; o cristianismo vive neste mundo e também vive na eternidade, sublinhemos qualquer lado destas grandes verdades e imediatamente surgirá a destruidora heresia. Uma das circunstâncias mais trágicas se produz quando o homem tergiversa a verdade cristã e as Sagradas Escrituras transformando-a em defesa, desculpa e até em razão para fazer o que ele quer e não as aceita como uma guia para fazer o que Deus quer que faça.
    Aqui, na conclusão, Pedro assinala certas características da vida cristã.
    (1) O cristão é uma pessoa que está advertida. Quer dizer: não pode alegar ignorância. Conhece o caminho reto e sua recompensa; conhece também o caminho errado e seu desastroso fim. Não tem direito de esperar uma marcha fácil, porque já percebeu que o cristianismo significa a cruz, que sempre haverá aqueles que estejam dispostos e desejosos de atacar e corromper a fé. Estar advertido é também estar preparado, mas a advertência é também responsabilidade grave pelo fato de que aquele que conhece o bem e faz o mal está sob dupla condenação. (2) O cristão é uma pessoa que tem fundamento para sua vida. Deve estar enraizado e baseado sobre a fé. Há certas coisas a respeito das quais está absolutamente seguro. Existe certa inflexibilidade na vida cristã; determinou bases de fé que nunca mudam. O cristão nunca deixará de crer que "Jesus Cristo é Senhor" (Filipenses 2:11). Nunca deixará de estar consciente de que tem a obrigação de fazer com que sua vida concorde com sua crença.
    (3) O cristão é uma pessoa cuja vida está em desenvolvimento. A inflexibilidade da vida cristã não é a rigidez da morte. O cristão tem que experimentar cotidianamente a maravilha da graça; cada dia tem que ir penetrando cada vez mais na maravilha de Jesus Cristo. Unicamente sobre um sólido fundamento pode erguer um elevado edifício; e somente devido a suas profundas raízes pode uma árvore alta elevar seus ramos ao céu. A autêntica vida cristã é, ao mesmo tempo, uma vida com sólido fundamento e em contínuo desenvolvimento, avançando e ascendendo.
    E assim termina a Epístola, dando glória a Cristo, agora e até o fim dos tempos.
    BARCLAY, The Second Letter of Peter
    20 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…