Reavivados por Sua Palavra

Reavivados por Sua Palavra

Download on the App Store

Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Fé Autêntica: Fé e Ação (Tiago 2) #rpsp
    De modo direto, Tiago diz que se alguém diz que tem fé e não presta o serviço de que o necessitado precisa, está mentindo. Na verdade, ele não tem fé. É a fé que salva a pessoa e a faz entrar no reino da luz. A fé que não é demonstrada na prática de ações em favor do próximo não é capaz de salvar alguém. Como a fé pode ser vista? Tiago coloca o critério do serviço ao próximo. Ele debocha da fé-palavra, que não se comove diante fome do próximo, seja ele irmão na fé ou não. Fé-palavra é aquela que não se sente tocada pela miséria de um semelhante. Fé não é um mero sentimento. Ter fé não é apenas levantar a mão numa noite de decisão. Ter fé não apenas cantar louvores a Deus. Ter fé não é apenas ser um ardoroso evangelizador. Ter fé não é apenas ser um bom dizimista. Ter fé não é apenas ser capaz de passar uma noite inteira numa vigília de oração. Todas essas práticas são boas e demonstram a fé. Ter fé é tornar real o amor de Deus para aqueles que não o conhecem. Ter fé é buscar agradar a Deus com ações concretas que demonstrem que não somos mais escravos das trevas do egoísmo. Ter fé é viver para os outros, incluindo a própria família. A igreja não é apenas uma legião de pessoas de boa vontade. Não basta ter boa vontade. Temos de ir além. É preciso boa ação. Para nada vale uma fé que não veste o nu e que não alimenta o faminto. Na comparação que Tiago faz, esse seguidor de Jesus expressou que desejava o melhor para o necessitado; esse desejo, no entanto, não alterou a condição real do necessitado. Demonstrar o amor faz parte da fé. Sem essa consequência, a fé é morta em si mesma. A fé não pode ser separada das atividades diárias da nossa vida. Se ela não orienta as nossas atitudes, não passa de um conhecimento armazenado em algum canto da memória. É claro que é a fé que nos salva, colocando-nos num novo relacionamento com Deus. E esse novo relacionamento não pode ser escondido, porque ela muda tudo na vida da pessoa. Se fé fosse apenas conhecimento, os demônios seriam pessoas de fé (Tiago 2.19). Eles estremecem diante do poder de Deus, porque conhecem esse poder. No entanto, não são capazes de se colocar, pela fé, ao lado de Deus. Sua fé é apenas teórica, não vai à prática do arrependimento, não chega à prática do bem. Portanto, a fé não é uma questão de palavras. Não basta dizer que se tem fé; quando alguém tem fé, naturalmente ele a demonstra com atos de misericórdia. Em outras palavras, é impossível haver uma fé que não desabroche em atos concretos de amor em favor dos necessitados. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    17 min
  • Fé Autêntica: A Religião Verdadeira (Tiago 1) #rpsp
    Ficamos desesperados quando não conseguimos explicar um assalto, um desemprego, uma traição, uma enfermidade. São tragédias reais, que nos atingem independentemente da nossa vontade ou da nossa ação. O fardo é insuportável e se torna ainda maior quando associado à culpa. Ao seguir a nós mesmos, acabamos fracassando e mergulhando em mais culpa. Parece que nos esquecemos de que, em meio à pressão, não somos capazes de tomar as melhores decisões. Parece tão óbvio, mas nos esquecemos de que pressão gera pressão, ódio gera ódio, violência gera violência. Diante das aflições, Tiago nos recomenda o caminho do crescimento e nos conclama a desenvolver três atitudes concretas: Gratidão a Deus por estar passando por dificuldades, não queixume, não “Oh, como é que Deus deixou que isto acontecesse comigo!”. Ele continua no controle. Crescimento em direção a Deus, confirmando a fé que ele já pôs em nós, sabendo que, por meio das dificuldades, seremos aperfeiçoados e vivenciaremos a integridade moral, emocional e espiritual. Busca da sabedoria, vinda de Deus, para saber lidar com as dificuldades, para superá-las espiritualmente, mantidas ou retiradas de nós. Empregar a nossa sabedoria só gerará mais aflição. A sabedoria dada por Deus nos fará crescer, tornando-nos mais semelhantes a Cristo. Precisamos que o caráter de Cristo forme o nosso jeito de crer e ser. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    28 min
  • Jesus é Melhor: Melhor que qualquer coisa ontem, hoje e sempre! (Hebreus 13) #rpsp
    Se “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” podemos saber que nossa fé está enraíza na História, como lemos no Novo Testamento. Não seguimos uma pessoa imaginada, mas uma pessoa real, uma pessoa que viveu como se deve viver e ensinou como devemos viver. A história dele está na Bíblia. Os ensinos dele estão na Bíblia. Se Jesus Cristo é o mesmo hoje, podemos confiar que, depois de nos ter aberto o caminho para o céu, ele ouve as nossas orações, ele intercede por nós diante do Pai, ele cumpre a promessa de estar conosco todos os dias, ele espera por nós para o grande encontro. Se Jesus Cristo é o mesmo sempre, podemos ter certeza que, mesmo que o mundo vire de cabeça para baixo, podemos continuar firmes, que ele levará a nossa vida até o seu final segundo a vontade dele. Há um propósito para a nossa vida e esse propósito é dado por Deus. Portanto, a vida tem sentido. A vida tem o sentido que nós lhe damos. E nós somos conclamados a lhe dar o sentido que Deus dá, que é a amizade com ele (Efésios 1.4). Somos chamados a viver na presença de Deus, em harmonia com ele, não em rebeldia, fazendo o que achamos certo sem dar atenção à sua Palavra. Que sentido temos dado à nossa vida? Para que vivemos? Para casar? Há pessoas solteiras que são felizes. Há pessoas casadas que são infelizes. Para comprar uma casa própria? Isso é muito bom, mas há pessoas felizes que não têm casa própria e há pessoas infelizes que têm dezenas de casas próprias. Para ganhar dinheiro? Há pessoas com muito dinheiro e nenhuma felicidade; há pessoas com pouco dinheiro e transbordando de felicidade. Casamento, casa própria e conta bancária gorda não são propósitos elevados, embora tenham muito valor e nos ajudem a conquistar o que queremos. No entanto, propósitos desse tipo não têm valor eterno. Se o nosso propósito é ser amigo de Deus, vamos levar esse propósito para a eternidade. Esse é o propósito que interessa. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min
  • Jesus é melhor: Ele traça o melhor trajeto para os seus amigos (Hebreus 12) #rpsp
    Se você quer viver uma vida de sucesso, mantenha Deus diante dos seus olhos. Lembre-se de que Deus o tem abençoado e guardado. Veja que Deus está sorrindo para você. Sorria também para ele. Deseje relacionar-se com Deus, que é o que ele quer. Saiba que Deus deseja que você prospere. Por isso, é ele quem faz você prosperar, fazendo com que seu estudo lhe abra oportunidades, dando-lhe saúde para se esforçar o dia todo, dando-lhe ânimo para enfrentar as dificuldades e mesmo as derrotas, mantendo você com os olhos no alvo. Então, hoje faça melhor do que você fez ontem. Olhe para o que você ainda pode ser, para o que ainda pode fazer, para o que ainda pode aprender. Desvista-se da mentalidade burocrática. Não se acomode no que conquistou. Invente. Reinvente-se. Esforce-se para melhorar sempre. Procure enxergar o todo da questão. Um operário não põe cimento numa betoneira: ele constrói um grande prédio. Tenha sempre o futuro no seu horizonte. Viva a sua vocação. Considere o dinheiro, mas não o tenha como a razão de ser da sua vida. A sua vocação é que dá sentido ao seu estudo e ao seu trabalho. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    23 min
  • Jesus é Melhor: Ele Planeja uma Vida Melhor para Você (Hebreus 11) #rpsp
    Para o autor de Hebreus a fé é uma esperança absolutamente segura de que o que se crê é verdade e o que se espera tem que sobrevir. Não é a esperança que olha para frente com um anelo ansioso; é a esperança que enfrenta o futuro com absoluta certeza. Não é a esperança que se refugia num possivelmente, mas sim que se funda numa convicção.
    Nos antigos dias de perseguição levaram a um humilde cristão perante os juízes, o qual lhes disse que nada do que fizessem poderia comovê-lo porque cria que se era fiel a Deus, Deus seria fiel a ele. "Pensa verdadeiramente", perguntou-lhe o juiz, "que alguém tal como você participará de Deus e de sua glória?" "Não o penso", disse o homem, "sei".
    Esta esperança cristã é tal que rege toda a conduta do homem e domina sua ação. O cristão vive e morre nesta esperança, e a possessão desta esperança é o que o faz agir como age.
    Hebreus distingue três direções nas que se encaminha a esperança.
    (1) A esperança cristã é confiança em Deus contra o mundo. Se seguirmos as normas do mundo bem pode ser que obtenhamos folga, comodidade e prosperidade; se seguirmos as normas de Deus pode ser que soframos tribulação, perdas, desconfortos e impopularidade. E bem pode ocorrer que devamos abandonar as recompensas do mundo. A esperança cristã tem a convicção que é melhor sofrer com Deus que prosperar com o mundo. No livro de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego encontram-se em face da alternativa de escolher entre obedecer a Nabucodonosor, dando culto a sua imagem ou obedecer a Deus e ser lançados no forno de fogo ardente. Sem nenhuma vacilação escolhem a Deus (Daniel 3). Toda a atitude cristã consiste em que, em termos de eternidade, o homem não pode sair perdendo por ser fiel a Deus. O cristão não tem dúvida alguma de que é melhor arriscar tudo por Deus que confiar na recompensa do mundo.
    (2) A esperança cristã é confiança no Espírito contra os sentidos. Os sentidos dizem ao homem: "Toma o que desejas: o que pode apalpar e provar, dirigir e desfrutar. Os sentidos nos aconselham a nos apegar às coisas do momento; o Espírito, pelo contrário nos diz que há algo mais além delas. O cristão crê ao Espírito em vez de aos sentidos.
    (3) A esperança cristã é confiança no futuro contra o presente. Há muito tempo o filósofo Epicuro disse que o fim principal da vida é o prazer. Mas não quis dizer o que muitos imaginam. Quer dizer, insistia em que devemos olhar mais além do imediato. A coisa que no momento causa prazer pode a longo prazo causar tribulação, e neste caso não se trata de algo bom. O que no momento fere com fúria pode, a longo prazo causar felicidade; neste caso trata-se de algo bom. O cristão tem a segurança de que a longo prazo ninguém pode enforcar ou proscrever a verdade. Está seguro de que "grande é a verdade e no final prevalecerá". No momento pareceria que os juízes teriam eliminado a Sócrates e Pilatos teria esmagado a Cristo. Mas o veredicto do futuro lança por terra o veredicto do momento. O autor de Hebreus continua afirmando que precisamente porque os grandes heróis da fé viveram sobre este princípio desfrutaram do testemunho e da aprovação de Deus. Todos rechaçaram a grandeza do que o mundo chama "fazer carreira", a segurança do que o mundo chama decisão prudente; e se lançaram totalmente ao lado de Deus. A história demonstrou que tinham razão. A esperança cristã não é uma hipótese, mas sim uma crosta respaldada por toda a evidência do mundo. BARCLAY, The Letter to The Hebrews
    27 min
  • Jesus é Melhor: O melhor Aperfeiçoador (Hebreus 10 #rpsp
    Houve um tempo em que os leitores da Carta se acharam diante de obstáculos insuperáveis. Quando se tornaram cristãos tinham conhecido a perseguição e o saque de seus bens; tinham aprendido o que significava envolver-se com os que eram impopulares e ser objeto de suspeitas. Tinham enfrentado a situação com coragem e honra. E agora, quando estão em perigo de ser arrastados, o autor lembra sua lealdade anterior.
    Uma das realidades da vida é que em certo sentido é mais fácil resistir à adversidade que à prosperidade. O ócio e a comodidade arruinaram a muitos mais homens que as dificuldades.
    A apelação do autor pode ser feita a todos os homens. Com efeito, diz: "Sede o que foram no melhor de seus momentos". Se tão-só pudéssemos ser sempre o que fomos no melhor de nossos momentos, então nossa vida seria muito diferente. O cristianismo não exige o impossível. Se fôssemos sempre tão retos, honestos, amáveis, valentes e corteses como fomos em nossos melhores tempos, a vida seria muito diferente. Cada um poderia ter o seguinte lema: "Nunca serei menos que o melhor."
    Para obter isto deve haver alguns requisitos.
    (1) Precisamos manter viva nossa esperança. O atleta realiza um grande esforço porque tem à vista o foco da meta. Submete-se à disciplina de todo treinamento pelo fim que tem em vista. Se a vida consistisse só em fazer diariamente as coisas rotineiras, bem poderíamos cair na política de nos deixar arrastar pela corrente; mas se estamos a caminho ao céu e à coroa celestial, então a vida deve viver-se sempre com toda intensidade e esforço.
    Com freqüência um homem pode enfrentar com honra a grande hora do testemunho e da prova; é a rotina de cada dia a que debilita suas forças e altera sua fé.
    A apelação do autor pode ser feita a todos os homens. Com efeito, diz: "Sede o que foram no melhor de seus momentos". Se tão-só pudéssemos ser sempre o que fomos no melhor de nossos momentos, então nossa vida seria muito diferente. O cristianismo não exige o impossível. Se fôssemos sempre tão retos, honestos, amáveis, valentes e corteses como fomos em nossos melhores tempos, a vida seria muito diferente. Cada um poderia ter o seguinte lema: "Nunca serei menos que o melhor."
    (2) Necessitamos fortaleza. A perseverança é uma das grandes virtudes não românticas. A maioria pode começar bem. Quase todos podem ser bons espasmodicamente. Cada um tem seus dias bons e seus grandes momentos. A cada um foram-lhe concedidos momentos para remontar-se com asas de águia. Nos momentos de muito esforço cada um pode correr sem cansar-se. Mas o maior dom de todos é caminhar e não desfalecer.
    (3) Precisamos lembrar o fim. O autor cita Habacuque 2:3. O profeta diz que se o povo se mantiver firme em sua lealdade para com Deus, Deus não os defraudará na situação presente; mas a vitória corresponderá só ao homem que persista. Para o autor de Hebreus a vida está a caminho rumo à presença de Cristo. Por isso jamais se deve permitir que seja arrastada, que se jogue para trás ou se abstenha perante as exigências da lealdade. O final da vida é o que faz com que todo seu processo seja importante; só o homem que persevere até o fim será salvo.
    Aqui nos convoca a não ser nunca menos do que fomos em nossos melhores momentos; para buscar sempre a virtude não romântica mas essencial da perseverança; a ter sempre presente que vem o fim. Se a vida for o caminho para Cristo, então ninguém pode permitir o luxo de extraviar-se ou deter-se. BARCLAY, The Letter to The Hebrews
    16 min
  • Jesus é Melhor: O Sangue mais poderoso (Hebreus 9) #rpsp
    Precisamos reconhecer que podemos ser redimidos pelo sangue de Jesus Cristo. Pedro chama esse sangue de “precioso” (1Pedro 1.19), porque vindo de um cordeiro sem mancha e sem defeito. Na nova aliança, o Cordeiro (Jesus) já foi entregue. Precisamos aceitar o sacrifício desse Cordeiro (Jesus Cristo) para sermos redimidos. Não é necessário nenhum tipo de sacrifício da nossa parte. Jesus morreu em nosso lugar, para que tenhamos vida. A nossa fé não produz o sacrifício. A nossa fé não produz a salvação. O que ela faz? A fé ativa o sacrifício. A fé liga a tomada. A fé acende o fogo. A fé dá a partida no carro. A fé põe a cruz em ação. Portanto, precisamos aceitar a redenção oferecida por Jesus Cristo. Ela torna possível o perdão dos nossos pecados; e esse perdão continua disponível para nós. Perdoados, podemos ter uma vida com qualidade, que é a verdadeira vida cristã. Deixemos que Deus nos declare perdoados por meio da fé que temos em Jesus Cristo. Comprometamo-nos com o Deus que se comprometeu conosco, a ponto de ter oferecido seu Filho em sacrifício em nosso favor. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    31 min
  • Jesus é Melhor: Uma Aliança Melhor (Hebreus 8) #rpsp
    Aqui o autor de Hebreus começa a tratar uma das grandes idéias bíblicas básicas: a de uma aliança. Na Bíblia a palavra grega que sempre se usa para aliança é diatheke. Como veremos existe uma razão especial para a escolha desta palavra inusitada. Comumente uma aliança é um acordo entre duas pessoas. O acordo depende de condições que ambas as partes aceitam: se alguém romper as condições da aliança, a própria aliança fica anulada. Mas há um ponto estranho que requer explicação. A palavra grega para acordo no uso normal é syntheke. Syntheke é o termo para uma aliança matrimonial; para o acordo entre dois estados. Além disso, normalmente, em grego diatheke significa não acordo, mas sim testamento.
    Por que usaria o Novo Testamento esta palavra inusitada para aliança? A razão é a seguinte: syntheke descreve sempre um acordo em termos de igualdade. As partes que intervêm na syntheke estão no mesmo nível e podem negociar em igualdade de condições. Mas Deus e o homem não se encontram em igualdade de condições. No sentido bíblico de aliança toda aproximação e oferecimento procedem de Deus: é Deus aquele que vem ao homem, oferece-lhe uma relação consigo, e estabelece os termos nos quais a relação se fará efetiva. O homem não pode negociar com Deus, não pode discutir os termos e as condições da aliança. Só pode aceitar ou rechaçar o oferecimento que Deus lhe faz mas de maneira nenhuma pode alterá-lo ou mudar seus termos.
    Agora, o exemplo supremo de tal acordo é de fato um testamento. As condições do testamento não se dão pela igualdade dos que participam mas sim só por uma pessoa: o testador; a outra parte não pode alterá-las como não poderia tê-las estabelecido. O testamento é feito por uma só pessoa, e a outra parte só pode aceitar ou rechaçar a herança como lhe é oferecida. Esta é a razão pela qual nossa relação com Deus se descreve como diatheke, como uma aliança entre partes, das quais só uma é a responsável. Nossa relação com Deus é-nos oferecida só por iniciativa e graça de Deus. Quando usamos a palavra aliança e pensamos em termos de contrato lembremos sempre que não pode significar um negócio do homem com Deus em paridade de condições. Significa sempre que toda a iniciativa é de Deus; os termos são postos por Deus e o homem não pode no mais mínimo alterá-los. No pensamento desta passagem podemos distinguir certas características da nova aliança de Jesus. 1) a antiga aliança dependia da obediência a uma lei que se impunha externamente. A nova aliança seria escrita nas mentes e nos corações dos homens. Para expressá-lo de outra maneira, os homens obedeceriam a Deus não levados pelo medo ou o castigo, mas sim porque o amavam; não porque a Lei ordenasse fazê-lo forçosamente, mas sim porque o desejo de obedecê-lo estaria escrito em seus próprios corações. Não seria uma lei externa, obedecida com relutância; o desejo de obedecer estaria no próprio coração do homem. 2) Seria uma aliança cujo resultado seria realmente o perdão. Vejamos agora como terá lugar este perdão. Deus havia dito que teria consideração de suas iniqüidades e esqueceria os seus pecados. Agora, todo isto é de Deus. A nova relação se baseia inteiramente no amor de Deus. Sob a antiga aliança o homem só podia manter esta relação com Deus obedecendo à Lei, quer dizer, mediante seu próprio esforço. Agora pelo contrário tudo depende não do esforço do homem, mas sim da graça, do amor e da misericórdia de Deus. A nova aliança coloca os homens em relação a um Deus que é ainda o Deus de justiça, mas cuja justiça é eclipsada por seu amor. O mais tremendo da nova aliança é que a relação do homem com Deus já não depende da obediência humana, mas sim inteiramente do amor de Deus. BARCLAY, The Letter to The Hebrews.
    19 min
  • Jesus é Melhor: Melhor que Melquisedeque (Hebreus 7) #rpsp
    Ao ler esta passagem lembremos a idéia básica de religião sempre presente na mente do autor de Hebreus. Para ele a religião é o acesso à presença de Deus; é o que nos permite chegar a Deus como amigos, sem que nada se interponha. Esta era a comunidade que a antiga religião judia queria levar a efeito. E para isso tinha dois caminhos. Em primeiro lugar estava em seu desígnio realizar isto mediante a obediência à Lei; que o homem obedeça à Lei e se faça assim amigo de Deus; que seja sempre obediente aos mandamentos de Deus e assim tenha sempre direito ao acesso a Deus.
    Mas, em segundo lugar, reconhecia-se que tal obediência perfeita estava fora das possibilidades do homem, daí que se introduziu todo o sistema sacrificial. Quando um homem era culpado de ter quebrantado a Lei oferecia o sacrifício requerido e assim supunha-se corrigida a
    transgressão pelo sacrifício. Isto é o que o autor de Hebreus pensa ao dizer que o povo se tornou um povo da Lei sobre a base do sacerdócio levítico. Sem os sacrifícios levíticos para expiar as transgressões da Lei, esta teria sido completamente impossível.
    Mas o sistema de sacrifícios levíticos se mostrou ineficaz para restaurar a comunidade perdida entre Deus e o homem. De fato não restabeleceu o perdido acesso a Deus. Finalmente Jesus pode realizar o que nunca pôde realizar o sacerdócio antigo: nos dar acesso a Deus.
    Como realiza isto? O que é que priva o homem do acesso a Deus? O que é que levanta as barreiras?
    (1) O temor. Enquanto o homem tenha medo de Deus jamais poderá sentir-se à vontade com Ele. Jesus veio para mostrar aos homens a ternura infinita do amor de um Deus cujo nome é Pai — e desaparece o tremendo medo. Agora sabemos que a única coisa que Deus quer é que voltemos ao lar não para sermos castigados, senão para sermos acolhidos entre seus braços.
    (2) O pecado. Mas Jesus em sua cruz levou a cabo o sacrifício perfeito que expia o pecado. O temor desaparece e o pecado é vencido: assim fica aberto o caminho a Deus. BARCLAY, The Letter to The Hebrews
    25 min
  • Jesus é Melhor: A Melhor Âncora em meios as Tormentas (Hebreus 6) #rpsp
    No mundo antigo a âncora era o símbolo da esperança. O filósofo Epicteto disse: "Um navio nunca deveria depender de uma só âncora nem a vida de uma só esperança" e Pitágoras: "A riqueza é uma âncora fraca; a fama é ainda mais fraca. Quais são então as âncoras fortes? A sabedoria, a magnanimidade e o valor são as âncoras que nenhuma tormenta pode comover" O autor de Hebreus insiste em que o cristão possui a maior esperança do inundo.
    Qual é essa esperança? Diz que é uma esperança que penetra no santuário além do véu. Qual é o alcance nesta comparação? No templo o lugar mais sagrado de todos era o lugar Santíssimo. O véu era a cortina que o separava. Mantinha-se que dentro do Santíssimo habitava a própria presença de Deus. Neste lugar só podia entrar um homem de todo o mundo: o sumo sacerdote, e uma só vez ao ano, no dia da Expiação. E até esse dia estava estabelecido que não devia atrasar-se porque era terrível e perigoso entrar perante a presença do Deus vivo. Agora, o que o autor diz é o seguinte: "Sob a antiga religião judia ninguém podia entrar perante a presença de Deus, mas sim o sumo sacerdote e só num dia do ano; mas agora Jesus Cristo abriu a cada homem e em todo tempo o caminho à presença de Deus. O caminho que estava fechado foi aberto: todos têm acesso à presença de Deus". O autor de Hebreus aplica a Jesus uma palavra muito expressiva. Diz que entrou perante a presença de Deus como nosso precursor (pródromos).
    O termo tem três significados progressivos. (1) Indica alguém que se apressa. (2) Significa pioneiro. (3) Significa explorador, membro do corpo de reconhecimento de um exército, o guarda de avançada que vai à vanguarda para assegurar que o corpo das tropas siga com segurança. Jesus partiu à presencia de Deus para que todos pudessem segui-lo com segurança. Esta presença oculta e obstruída durante tanto tempo está agora aberta a todos.
    Expressemo-lo da maneira mais simples em outra forma. Antes da vinda de Jesus, Deus era o estranho distante a quem só pouquíssimos podiam aproximar-se e isso com perigo de suas próprias vidas. Mas por causa do que Jesus foi e fez Deus permutou-se no amigo de cada um. Os homens tinham pensado que Deus lhes fechava a porta; agora pensam que a porta em direção à presença de Deus está totalmente aberta ao mundo inteiro. BARCLAY, The Letter to The Hebrews
    27 min

About Reavivados por Sua Palavra

From the publisher's feed

Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…