Reavivados por Sua Palavra

Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Jesus é Melhor: O Melhor Sacerdote que você pode ter (Hebreus 5) #rpsp
    O sofrimento de Jesus na cruz nos ensina muitas verdades.
    1. O sofrimento de Jesus não foi didático (isto é: algo apenas para nos ensinar), mas real, embora achemos que Jesus pudesse sofrer. Se ele sofreu, sofrer não nos é coisa estranha. Na verdade, seu sofrimento foi superado, como sua morte foi vencida.
    2. No sofrimento, precisamos de pessoas que orem por nós e conosco. No jardim do Getsêmani, os discípulos de Jesus não conseguiram orar por ele. O triste exemplo deles nos conclama a orar pelas pessoas em dificuldade.
    3. É legítimo pedir que Deus ponha fim ao nosso sofrimento. O próprio Jesus pediu isso.
    4. Devemos insistir nas nossas orações pelo fim do sofrimento. Jesus orou em voz alta e com lágrimas.
    5. Devemos nos submeter à vontade de Deus, que não é arbitrária, mas sábia. Nós não sabemos pedir como convém, mas ele sabe o que nos conceder.
    Mas essas verdades só são compreendidas por pessoas que buscam crescer em sua experiência cristã.
    Há muitos recursos que nos capacitam a nos alimentar da comida do adulto, em vez de nos contentarmos a vida inteira com o leite da criança. Vejamos alguns:
    1. Peçamos a Deus que nos ilumine. Paulo orava para que os olhos do coração dos efésios fossem iluminados pelo Espírito Santo para que percebessem a riqueza da esperança que tinham abraçado (Efésios 1.17-18). Devemos orar do mesmo modo. Não precisamos desconectar o nosso crescimento intelectual da nossa fé em Deus.
    2. Desejemos crescer. Quando crescemos, nós nos sentimos mais seguros e confiantes. Quando lemos a Bíblia, por exemplo, compreendemos melhor as promessas de Deus e conseguimos explicar a nossa fé aos que nos perguntam. Não há contradição entre fé e conhecimento. Além da Bíblia, podemos e devemos ler bons livros, que nos façam pensar.
    3. Não nos contentemos com o que já sabemos. Prestemos atenção. Escutemos. Conversemos. Façamos perguntas. Estudemos sistematicamente. No caso da Bíblia, procuremos lê-la inteira, várias vezes na vida. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    24 min
  • Jesus é Melhor: Jesus traz um descanso melhor que o de Josué (Hebreus 4) #rpsp
    Gostamos de ir além dos nossos limites. Por isso, trabalhamos muito. Mesmo quando fazemos aquilo de que gostamos — o que nos coloca na categoria dos privilegiados porque a maioria das pessoas trabalha apenas pelo salário que recebe — sim, mesmo fazendo o que amamos ficamos cansados. Pode ser que trabalhemos demais por causa das exigências que nos são impostas ou porque nós mesmos nos tenhamos imposto um ritmo insano, seja para ganhar uma competição, real ou imaginária, seja para provar que somos bons. Quem se beneficia do nosso trabalho não fica cansado. Nós ficamos. O cansaço afeta todas as áreas da nossa vida, prejudica poderosamente os nossos relacionamentos e solapa profundamente a nossa vontade de viver e fazer o que é bom. Nessa hora, é bom pararmos diante do espelho e nos perguntar: “Aonde você quer chegar?” Descansar faz bem à saúde física e emocional. Descansar faz bem aos relacionamentos. Descansar nos faz trabalhar melhor. Descansar faz com que nos encontremos conosco mesmos, ao nos permitir ver que o trabalho é apenas uma das dimensões da vida, porque há outras, muitas outras. Quem inventou o trabalho inventou também o descanso. E ele sabe das coisas. Confiar em Deus é uma questão de longo prazo. É no longo prazo que nossa confiança se fortalece ou se desvanece. Por que nossa confiança em Deus tropeça? Às vezes, oramos e contamos que receberemos o que pedimos. Às vezes, oramos e nos esquecemos, não por confiar, mas por dar pouca importância ou porque o calo apertou em outro lugar (e nossa oração trocou de desejo junto…). Se recebemos, nem lembramos do que pedimos. Às vezes, oramos apenas para desabafar. Há a confiança que Deus ouve. E é só o que queremos: que nos ouça. Às vezes, não mais oramos, sufocados pelas experiências de desamor. Às vezes, nossa voz não se ergue ao céu porque no céu, ensinaram-nos, habita um Deus sisudo que só abençoa os bonzinhos e não estamos nessa lista. Às vezes, nossa confiança vai para o lixo junto com o jornal de ontem em que um articulista escreveu uma reflexão sobre Deus que nos deixou abalado. Confiar tem a ver com crer. Será que cremos em Deus como Isaías e Paulo criam? Afinal, eles cantaram: “O que ninguém nunca viu nem ouviu, e o que jamais alguém pensou que podia acontecer, foi isso o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1Coríntios 2.9; Isaías 64.4). Cremos em Deus a ponto de sabermos que todas as coisas — incluindo a morte, os demônios ou qualquer outra (Romanos 8.38-39) — concorrem para o bem daqueles que amam a Deus? (Romanos 8.28). Temos confiado a ponto de termos esperança transbordante? (Romanos 15.13). Temos confiado no amor real de Deus por nós? (1João 4.16). Temos nos aproximado do trono da graça com toda confiança de que receberemos a misericórdia de que precisamos (Hebreus 4.16)?. Cremos mesmo que o nosso Deus supre todas as nossas necessidades (Filipenses 4.19)? AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    41 min
  • Jesus é Melhor: Melhor que Moisés, o servo fiel (Hebreus 3) #rpsp
    A nossa salvação é da maior importância e nunca pode ser tomada de modo leviano. Nós devemos prestar atenção aos conselhos que o autor de Hebreus nos dá na forma de ilustrações do passado de Israel. De acordo com Números 1, o censo dos israelitas aconteceu no segundo ano depois que o povo saiu do Egito, e o total dos homens de 20 anos para cima que podiam servir no exército de Israel era de 603.550 (Nm 1.46). Duplique esse número (provavelmente havia o mesmo nú mero de mulheres que tinham mais de 20 anos de idade) e divida pelo total dos dias que os israelitas ficaram no deserto durante aqueles 38 anos. O resultado é aproximadamente noventa mortes por dia em con seqüência do castigo de Deus (Nm 14.23; Dt 1.34,35). Um lembrete diário da ira de Deus! Todos os pecados são desvios da lei que Deus deu ao seu povo. Os israelitas deliberadamente escolheram seguir seu próprio destino e desejos; eles demonstraram sua natureza deformada em ação e palavra, na mente e no coração. A atitude deles derivava de um coração maligno. Os crentes têm a responsabilidade individual e corporativa de cuidar do bem-estar de seus companheiros. Eles devem considerar essa responsabilidade uma obrigação santa e exibir fidelidade total, mesmo que o fruto de sua fidelidade não seja sempre evidente. Nós somos participantes em Cristo quando aceitamos o evangelho em fé e obediência e mostramos em nossa vida o que cremos no coração e confessamos com nossa boca (Rm 10.10). Aqueles que constantemente deixam de confessar nunca participaram em Cristo e conseqüentemente não conhecem Cristo como seu Salvador. KISTERMAKER, Comentário do Novo Testamento: Exposição de Hebreus
    24 min
  • Jesus é Melhor: O Melhor Irmão que você pode ter (Hebreus 2) #rpsp
    Aqui usa-se um dos grandes títulos de Jesus: o autor (arquegos) da salvação. O mesmo termo aplica-se a Jesus Atos 3:15; 5:31; Hebreus 12:2. Um arquegos é aquele que começa algo para que os outros possam ter acesso a isso. Por exemplo, inicia uma família para que outros possam nascer em seu seio; funda uma cidade para que outros possam habitá-la algum dia; inaugura uma escola filosófica para que outros possam segui-lo na verdade e na paz que descobriu por si mesmo. O arquegos é autor de bênçãos ou de desgraças para outros; é aquele que abre o rastro para que outros a sigam.
    Alguém empregou a seguinte analogia: Suponhamos que um barco se acha encalhado e a única maneira de resgatá-la à tripulação é que alguém nade rumo à costa com uma corda, a fim de que uma vez assegurada esta, outros possam segui-lo. Aquele que nadou primeiro seria o arquegos da salvação dos demais. Esta é a imagem que Hebreus nos sugere ao dizer que Jesus é o arquegos de nossa salvação. Jesus é o pioneiro que nos abriu o caminho para Deus que devemos seguir.
    Como pôde Jesus chegar a ser isto? Nossas versões dizem que Deus o aperfeiçoou por aflições. Aperfeiçoar traduz o verbo teleioun, que vem do adjetivo teleios, que se traduz geralmente por perfeito. Mas no Novo Testamento a palavra teleios tem um significado particular. O significado fundamental de teleios no Novo Testamento indica sempre que a coisa ou a pessoa que se descrevem cumprem completamente o propósito ou o plano para aquele que foram destinados. No sentido de novo Testamento uma pessoa é teleios quando cumpre em forma plena o propósito que Deus lhe atribuiu e para o qual veio ao mundo. Portanto o verbo teleios não significa tanto aperfeiçoar como fazer inteiramente adequado e capaz para a tarefa a que alguém está destinado. Assim, pois, o que o autor de Hebreus diz é que por meio do sofrimento Jesus foi capacitado inteiramente para a tarefa de ser o autor de nossa salvação. Seus sofrimentos o tornaram capaz de abrir a outros o caminho da salvação.
    E por que é isto assim?
    (1) Por meio de seus sofrimentos se identificou realmente com os homens. Se Jesus tivesse vindo ao mundo numa forma que excluísse todo sofrimento teria sido absolutamente diferente dos homens e, portanto, nunca poderia ter sido seu Salvador. De fato esta mesma identificação com os homens é a própria essência da idéia cristã de Deus. O básico na idéia grega de Deus era a separação, enquanto que na concepção cristã é a identidade. Por meio de seus sofrimentos Jesus Cristo se identificou com os homens.
    (2) Mediante essa identidade Jesus Cristo simpatiza com o homem; literalmente sente com ele. É quase impossível compreender a tristeza e a dor de outro sem ter passado por tudo isso. Um homem que se encontra em perfeitas condições físicas não entende a lassidão do que facilmente se cansa ou o sofrimento do que nunca está livre de dor. Freqüentemente acontece que uma pessoa inteligente e que aprende com rapidez não é capaz de entender por que os outros são lerdos e aprendem com dificuldade. Quem nunca teve pesares não pode entender a dor de uma pessoa visitada pela desgraça. Alguém que nunca amou não pode entender nem o estalo de tal nem a dolorosa solidão do coração que ama. Antes de poder simpatizar com alguém devemos passar pelas mesmas coisas pelas quais passou essa pessoa — e isto é precisamente o que Jesus fez.
    (3) E devido a esta simpatia Jesus pode ajudar efetivamente. Ele conhece nossas necessidades; padeceu nossas tristezas; enfrentou nossas tentações. E por esta razão sabe com exatidão que ajuda necessitamos e pode nos dar. A verdade suprema de Jesus é que devido ao que suportou na própria carne pode ajudar aos que passam pelas mesmas circunstâncias. BARCLAY, The Letter to The Hebrews
    26 min
  • Jesus é Melhor: A Melhor Revelação de Deus (Hebreus 1) #rpsp
    O autor de Hebreus utiliza duas grandes figuras para descrever a Jesus. Diz que foi o apaugasma da glória de Deus. O termo tem duas acepções: pode significar resplendor, uma luz que brilha, ou pode significar reflexo, a luz refletida. Em nosso caso significa mais provavelmente resplendor. Jesus é o resplendor da glória de Deus entre os homens. O autor considera Jesus o carakter da mesma essência divina, de sua substância, de seu ser. Agora, em grego carakter tem duas acepções; significa primeiro um selo e segundo, a marca ou impressão que o selo deixa na cera. A impressão tem a forma do selo e reproduz exatamente e em detalhe seu forma. Quando o autor de Hebreus diz que Jesus é o carakter do ser de Deus quer afirmar que em Jesus encontra-se a imagem mesma e expressão exata de Deus. Assim como na impressão vê-se como é o selo que a fez, assim também em Jesus vê-se exatamente como é Deus. Jesus não é fragmentário ou incompleto; é a expressão total e exata de Deus.
    C. J. Vaughan assinalou que esta passagem nos ensina seis coisas importantes sobre Jesus.
    (1) A Jesus pertence a glória original de Deus; é seu resplendor. Este é um pensamento sublime. Jesus é a glória de Deus. Vemos, pois, com clareza meridiana que a glória de Deus não consiste em esmagar os homens e tiranizá-los, reduzindo-os a uma servidão abjeta, mas em servir aos homens, amá-los e, finalmente, morrer por eles. A glória de Deus não é a glória do poder destruidor, mas sim a do amor que sofre.
    (2) A Jesus pertence o império prometido. Os escritores do Novo Testamento nunca tiveram dúvida sobre o triunfo final de Jesus. Advirtamos que se referem a um carpinteiro galileu crucificado como criminoso sobre uma colina no lado de fora de Jerusalém. Os próprios discípulos sofreram uma perseguição selvagem e eram da mais humilde procedência. Mas apesar de tudo jamais duvidaram do triunfo final. Viviam a certeza que o amor de Deus tinha o respaldo de seu poder e que no final os reinos deste mundo seriam do Senhor e de seu Cristo. Bem faríamos em captar de novo este otimismo com que a Igreja primitiva desafiava os acontecimentos.
    (3) A Jesus pertence a ação criadora. A Igreja primitiva tinha um grande pensamento. Sustentava que o Filho tinha sido o agente e instrumento de Deus na criação; que nas origens Deus, de algum modo, tinha criado o mundo mediante seu Filho. Estavam imbuídos da idéia de que Aquele que tinha criado o mundo seria aquele que recriava a esse mesmo mundo; Aquele que fez o mundo devia ser aquele que também o redimisse.
    (4) A Jesus pertence o poder sustentador. Por seu poder faz com que tudo siga sua marcha para frente. Os cristãos primitivos tinham uma compreensão tremenda da doutrina da providência. Não pensavam que Deus tivesse criado o mundo para logo abandoná-lo a seu próprio destino. De algum modo e em algum lugar existia um poder na vida e no
    mundo que conduzia cada coisa e cada vida a seu fim estabelecido.
    (5) A Jesus pertencia a obra redentora. Ele levou a cabo a necessária purificação do pecado dos homens. Com seu sacrifício pagou o preço e
    com sua presença contínua liberta do pecado.
    (6) De Jesus é a exaltação mediadora. Está sentado ao I mão direita
    da glória de Deus; mas o tremendo pensamento do autor de Hebreus que não está ali para ser o juiz, senão para interceder por nós; a fim de que quando nos apresentarmos perante Deus, não ouçamos a acusação da justiça divina, mas sim o amor de Deus interceder por nós. BARCLAY, The Letter to The Hebrews
    33 min
  • Cadernos do Cárcere: De Escravo a Irmão (Filemon) #rpsp
    O que fez o cristianismo foi introduzir uma nova relação na qual todas as diferenças externas eram abolidas pelo fato de que todos os cristãos estavam em Cristo. Em Cristo não há judeus nem gregos, escravos nem homens livres, homens nem mulheres (Gálatas 3:28). Onésimo tinha fugido como escravo, e era como tal que retornava, mas agora não só era um escravo, mas também um irmão amado no Senhor. Quando entra na vida uma relação como esta, os níveis sociais e as castas deixam de ser importantes. Os mesmos nomes, amo e escravo, carecem de distinção. Se o amo tratar o escravo como Cristo teria feito, e se o escravo serve ao amo como Cristo teria feito, não importa se se chama a um amo e a outro escravo; sua relação não depende de nenhuma classificação humana, porque ambos estão em Cristo. O cristianismo na época primitiva não atacou a escravidão; nunca urgiu à emancipação dos escravos. Se o tivesse feito, teria sido pior que inútil; teria sido desastroso. Mas o cristianismo introduziu uma nova relação na qual as classes sociais deixaram de ser importantes. Deve-se notar que esta nova
    relação nunca deu ao escravo o direito de ser negligente; não lhe deu o direito de aproveitar-se da nova relação; fez dele um melhor escravo, um servo mais eficiente, porque agora devia fazer as coisas de tal maneira que pudesse oferecê-las a Cristo. E isto não queria dizer que o amo devia ser suave e indulgente, ou disposto a aceitar uma má tarefa e um serviço inferior; mas sim significava que já não trataria seu servo como uma coisa, mas sim como uma pessoa e como um irmão em Cristo.
    Há duas passagens nas quais Paulo estabelece os deveres de escravos e amos — Efésios 6:5-9 e Colossenses 3:22—4:1. Estes foram escritos quando Paulo estava no cárcere romano, e o mais provável é que Onésimo estivesse com ele; e não é difícil pensar que se devem muito às longas conversações que Paulo manteve com o escravo fugitivo que se tinha convertido ao cristianismo.
    De modo que, então, neste sentido Filemom é uma carta particular, enviada por Paulo, quando fez retornar Onésimo, o escravo fugitivo de Filemom; e foi escrita para urgir a Filemom a receber Onésimo, não como o faria um amo pagão, mas sim como um cristão recebe a um irmão, e o perdoa. Mas avancemos cinqüenta anos. Inácio, um dos grandes mártires cristãos, é levado para ser executado desde sua Igreja de Antioquia a Roma. Durante a viagem escreve cartas, que ainda existem, às Igrejas da Ásia Menor. Detém-se em Esmirna, e dali escreve à Igreja de Éfeso, e no primeiro capítulo de sua Carta, fala muito a respeito de seu maravilhoso bispo. E qual é o nome do bispo? Onésimo. E Inácio faz exatamente o mesmo trocadilho que Paulo tinha feito: é Onésimo de nome e por natureza, útil para Cristo. Bem poderia ser que Onésimo, o escravo fugitivo, chegaria a ser, com o passar dos anos, nada menos que Onésimo, o grande bispo de Éfeso. Se tudo isto fosse assim, temos ainda outra pergunta. Por que sobreviveu esta pequena Carta, esta única folha de papiro? É virtualmente seguro que a primeira coleção das Cartas de Paulo se realizou em Éfeso. Ali talvez, a princípios do século II, juntaram-se estas Cartas e foram editadas e publicadas. Justamente nesse momento Onésimo era bispo de Éfeso. Bem poderia ser que fosse Onésimo quem incluíra esta Carta na coleção, pequena e breve como era, para que todos soubessem o que a graça do Senhor tinha feito por ele. Através dela o grande bispo confessa ao mundo que uma vez foi um escravo fugitivo e um ladrão, e que devia sua vida a Paulo e a Jesus Cristo. Através dela o grande bispo insiste em que se conheça seu nome para que sua vergonha redunde na glória de Deus. BARCLAY, The Letter to Philemon
    28 min
  • Combati o Bom Combate: A Bondade de Deus (Tito 3) #rpsp
    A dinâmica da vida cristã é dupla:
    Provém em primeiro lugar do ser consciente de que estes conversos ao cristianismo não eram melhores que seus semelhantes pagãos. A retidão cristã não faz com que a pessoa se orgulhe; ela o faz sumamente agradecido. Ao olhar a outros, que levam uma vida pagã e herege, não os considera com desprezo nem com arrogante acusação.
    Provém de ser conscientes do que Deus tem feito pelos homens em Jesus Cristo. Talvez não haja outra passagem no Novo Testamento que nos descreva de maneira mais resumida, e apesar disto mais completa, a tarefa de Cristo pelos homens. Destacam-se alguns fatores principais a respeito da obra redentora de Cristo.
    (1) O que Jesus fez por nós foi nos pôr numa nova relação com Deus. Até vir Jesus, Deus era um Rei, perante o qual os homens se apresentavam com temor, um Juiz perante o qual os homens retrocediam com terror, o majestoso Potentado, ao que só podiam considerar com medo. Jesus veio para falar com os homens a respeito de um Pai cujo coração estava aberto e cujas mãos se estendiam com amor. Veio para falar com os homens, não da justiça que os perseguiria para sempre até que os alcançasse, mas sim de um amor que nunca os abandonaria.
    (2) Este amor e graça de Deus são dons que nenhum homem pôde ter ganho nem obtido nunca; só podem ser aceitos em confiança perfeita e renovado amor. Deus oferece seu amor aos homens, não pelas ações corretas que realizaram, mas sim simplesmente pela grande misericórdia de seu coração. O cristão nunca pensa no que ganhou; só pensa no que Deus lhe outorgou. A característica da vida cristã deve ser sempre a gratidão maravilhosa e humilde, e nunca a satisfação própria orgulhosa. Todo o processo deve-se a duas grandes qualidades de Deus. Deve-se à bondade de Deus. A palavra é crestotes, que significa benignidade. Refere-se a esse espírito tão bondoso que sempre está preparado e desejoso de dar tudo o que seja necessário. Está preparado para perdoar e abençoar, se é requerido. Crestotes é a bondade que abrange tudo, que gera não só um sentimento quente, mas também numa ação generosa em todo momento.
    Deve-se ao amor de Deus pelos homens. A palavra é filanthropía, que se define como o amor ao homem como homem. Os gregos disseram muito a respeito desta bela palavra. Utilizavam-na para referir-se à bondade do homem para com seus iguais, às graças do bom rei para com seus súditos, à piedade ativa do homem generoso para com aqueles que estavam em qualquer tipo de problema ou de angústia, e especialmente para a compaixão que fazia com que uma pessoa redimisse a um semelhante quando tinha caído em cativeiro.
    Atrás de tudo isto não há nada que seja mérito humano; atrás de tudo isto está a misericórdia benigna e o amor universal pela humanidade que existem no coração de Deus.
    (3) Este amor e esta graça de Deus são mediadas aos homens através da Igreja. Chegam ao homem através do batismo. Batizar-se era deixar deliberadamente uma forma de vida para entrar em outra, num novo caminho. No batismo chegava aos homens o poder limpador e recriativo de Deus.
    O fato é que quando uma pessoa aceita a Cristo como Senhor e Salvador a vida começa novamente. Há algo novo nessa vida que só pode comparar-se a um novo nascimento. Fala também de renovação. É como se a vida se gastou e se arruinou e ao descobrir a Cristo há um ato de renovação que não começa e termina num mesmo momento, mas sim que se repete dia a dia. BARCLAY, The Letter to Titus
    24 min
  • Combati o Bom Combate: Graça, Esperança e Santidade (Tito 2) #rpsp
    O dever dos homens mais jovens está resumido numa só oração,
    mas uma oração fecunda. Pede-lhes que lembrem o dever da prudência. Como já o vimos, o homem prudente, sophron, tem essa qualidade mental que mantém a vida a salvo. Tem a segurança que provém de ter as coisas sob controle. A juventude é necessariamente uma época perigosa.
    (1) Na juventude há tentações mais fortes. O sangue é mais quente e as paixões falam com mais poder. A quebra de onda da vida é mais
    poderosa na juventude e às vezes ameaça, levando o jovem.
    (2) Na juventude há mais oportunidades para errar. A pessoa jovem vê-se envolta por companhias através das quais a tentação pode falar com uma voz mais dominante. Muitas vezes os jovens têm que estudar ou trabalhar longe do lar e longe das influências que os manteriam no caminho correto. A pessoa jovem é muito mais individualista que o adulto. Não tem sobre si a responsabilidade de um lar e de uma família; não se deu como objeto à fortuna; e ainda não possui as âncoras que mantêm o adulto no caminho reto por um simples sentido de obrigação.
    Na juventude há muitas mais oportunidades para arruinar a vida.
    (3) Na juventude muitas vezes existe essa confiança que provém da falta de experiência. Em quase todas as esferas a pessoa jovem encarará sua vida com mais falta de apreensão que o adulto, pela simples razão de que ainda não descobriu todas as coisas que podem sair mal. Um jovem, por exemplo, tende a dirigir um automóvel muito mais rápido que um adulto porque ainda não descobriu quão fácil é que ocorra um acidente e quão fraco é o metal com que está fabricado o veículo. Um jovem muitas vezes leva suas responsabilidades com um espírito muito mais descuidado que o adulto, porque não conhece as dificuldades e não experimentou quão facilmente pode naufragar. Ninguém pode comprar a experiência; há algo que só se adquire com os anos.
    Há risco e há glória em ser jovem.
    Por essa mesma razão, a primeira coisa que toda pessoa jovem deve
    conseguir é o autodomínio. Ninguém pode servir a outros até que não se tenha dominado a si mesmo. “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade” (Provérbios 16:32).
    O autodomínio, a auto-disciplina e o autocontrole não estão entre as virtudes mais atrativas e românticas, mas sim são a essência do fundamento da vida. Quando a ansiedade da juventude vê-se reforçada pela solidez do autodomínio há algo grande que entrou na vida. BARCLAY, The Letter to Titus
    33 min
  • Combati o Bom Combate: Problema em Creta (Tito 1) #rpsp
    Ninguém tinha uma reputação pior no mundo antigo que os cretenses. Os povos de pior fama no mundo antigo eram os cretenses, os silicianos e os capadocios. Os cretenses eram famosos como bêbados, insolentes, mentirosos, indignos de confiança alguma e glutões.
    Sua avareza era proverbial. Polibio disse: "Os cretenses devido a sua avareza inata, vivem num estado perpétuo de disputa privada, contenda pública e luta civil... e em poucos lugares se encontrarão pessoas mais enganosas e falsas que os cretenses." Escreve a respeito deles: "O dinheiro é tão valorado entre eles, que não só se pensa que é necessário possuí-lo, mas sim é altamente recomendado fazê-lo; e em realidade a cobiça e a avareza são tão nativas em Creta, que são os únicos no mundo entre os que todas as afrontas têm que ver com lucros."
    Polibio nos fala a respeito de um certo pacto que um traidor chamado Bolis fez com um dirigente chamado Cambilo, que era também cretense. Bolis aproximou-se de Cambilo "com toda a sutileza de um cretense". "Este foi então o tema da discussão entre eles, num verdadeiro espírito cretense. Nunca tomaram em consideração salvar à pessoa em perigo, nem suas obrigações de honra para com aqueles que lhes tinham confiado a empresa, mas sim confinaram a discussão totalmente a questões de sua própria segurança e de sua própria vantagem. Como ambos eram cretenses não demoraram muito em chegar a um acordo unânime." O desprezo do historiador grego por estes cretenses se respira através de toda a passagem.
    Tão famosos eram os cretenses que os gregos chegaram a criar um verbo kretizein, ser cretino, que significava mentir e enganar; e tinham um provérbio: kretizein pros Kreta, ser cretino contra Creta, que significava contrapor mentira a mentira, assim como um diamante corta a outro.
    A citação que faz Paulo é em realidade do poeta grego chamado Epimênides. Viveu cerca do ano 600 a.C. e foi considerado como um dos sete sábios da Grécia. A primeira frase: "Os cretenses são sempre mentirosos", ficou famosa por meio de outro e igualmente famoso poeta chamado Calímaco. Em Creta havia um monumento que se chamava A Tumba de Zeus. Obviamente o maior dos deuses não podia morrer e ser enterrado numa tumba, e Calímaco citou isto como um exemplo perfeito da mentira cretense. Os cretenses eram famosos por serem mentirosos, enganadores, glutões e traidores.
    Aqui precisamente está o ponto bonito. Sabendo isto, e havendo-o experimentado, Paulo não diz a Timóteo: "Deixa-os sozinhos, não há esperança para eles e todos sabem." Diz: "São maus e todos sabem. Vá lá e converta-os." Há poucas passagens que demonstram desta maneira o otimismo do evangelista e missionário cristão, que se nega a considerar a ninguém como irremediável. Quanto maior é o mal, maior é o desafio. Os cristãos estão convencidos de que não há nenhum pecado demasiado grande para que a graça de Jesus Cristo o enfrente e o conquiste. BARCLAY, The Letter to Titus
    24 min
  • Combati o Bom Combate: Ao Nosso Lado (2 Timóteo 4) #rpsp
    O mundo precisa da Palavra de Deus. Cabe a nós pregá-la. A Palavra de Deus é poderosa pela sua origem. Vem de Deus. É poderosa no seu conteúdo. Transforma vidas. É poderosa na sua linguagem. Ela mesma tem o poder de levar uma pessoa a decidir ser seguidora de Jesus, porque a Bíblia explica a si mesma. As pessoas esperam que nós lhes preguemos a Palavra. Experimente presentear alguém com a Bíblia. Dificilmente recusarão. Se puder, pregue a Palavra. Se não puder, leia a Palavra para as pessoas. Se ainda não puder, estimule-as a ler a Palavra. Tenha como objetivo da sua sua vida ser pregador. Você não precisa de púlpito. Você precisa de ouvidos e a Bíblia aberta. Se não puder abri-la, cite os versículos que memorizou. Pregue a Palavra.
    O fato de você ser fiel ao Senhor no ministério que ele lhe confiou não quer dizer que você seja imune aos ataques. Se você estiver sob juízo, não espere que vai ter fila para testemunhar a seu respeito. A experiência do apóstolo Paulo é modelar. Mas é também inspirador saber que, se ninguém ficou ao seu lado, Jesus ficou. E de que meios Paulo precisaria? Precisamos de Jesus ao nosso lado. Ele nos livra da boca do leão. Ele nos levará até seu Reino. A ele demos glória. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    41 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…