Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Cadernos do Cárcere: Cristo Supremo (Colossenses 1) #rpsp
    Precisamos afirmar e reafirmar: Jesus é singular. Jesus é singular porque é o nosso Salvador. Ele é singular porque se esvaziou da sua divindade para viver a realidade humana em toda a sua plenitude, mas recebeu de novo sua dignidade divina com todo poder (Filipenses 2.5-11). Por causa do pecado, todos os seres humanos estão longe daquilo para o qual foram inteligentemente projetados. Temos certeza dessa triste realidade quando saímos às ruas e nos deparamos com pessoas que agora parecem sombras de seres humanos de tão degradadas pela desesperança. Precisamos de um Salvador que nos ponha de novo em comunhão com Deus. Precisamos de um Salvador que perdoe os nossos pecados. O Salvador Jesus Cristo é um toque pessoal dos céus para nós. Ele é a providência divina para o reencontro Deus-homem. Jesus é Deus tornado homem, nascido para restabelecer a comunhão perdida entre Deus e o homem. Essa comunhão começa nesta vida e dura para todo o sempre. Se Jesus é o Salvador, e ele é, podemos nos acalmar porque sabemos que não estamos perdidos, apesar da força do pecado. Ele nos salva do poder do nosso pecado. Não precisamos ter medo. Pomos nele a nossa esperança. Olhamos para o seu sacrifício na cruz e deixamos que o seu sangue nos purifique, tornando inoperante a morte e abrindo a porta para uma vida feliz, agora e na eternidade (2Timóteo 1.10). Se Jesus é o Cristo, e ele é, nós o reverenciamos, não como um grande ou o grande, mas como o único. Só ele, em sua absoluta singularidade, pode dizer o que disse, pode fazer o que faz. Quando Pedro disse que Jesus era o Cristo (Mateus 16.16), ouviu que Jesus fundaria sua igreja sobre a rocha. Como Pedro, também dizemos que Cristo é a rocha espiritual da nossa vida (1Coríntios 10.4). Por isso, queremos edificar a nossa vida sobre Cristo, “o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Cristo não nega os nossos sonhos, mas nos permite realizá-los. Cristo não nega a vida, mas nos ajuda a vivenciá-la na sua amplitude. Cristo não nega a nossa razão, mas a dirige pelo horizonte melhor. Se Jesus é o Filho de Deus, e ele é, olhamos para ele e vemos como Deus é. Se Jesus é o nosso Senhor, e ele é, dizemos que ele é o nosso Senhor. Como o discípulo Tomé, podemos exclamar: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20.28). Quando o entregador, seja de pizza ou de algum outro produto, bate à nossa porta, ele deixa conosco o que foi solicitado e volta para onde veio. Ele não nos deixa nada seu. Por vezes não sabemos sequer o seu nome. Sua entrega, portanto, não guarda qualquer semelhança com a entrega que Jesus faz. A salvação que Jesus nos oferece não é, por exemplo, uma pizza, cuja eficácia dura apenas algumas horas. Ao contrário, a salvação é um oferecimento que nos sacia para a vida inteira e nos põe numa caminhada que jamais terá fim, ao nos pôr de novo em contato com o Senhor da nossa vida, de quem estávamos afastados. Quando o carteiro nos deixa uma correspondência e vai embora para outro endereço, nada fica dele conosco. Ele sequer sabe o conteúdo do que carrega, que nem sempre é uma boa notícia, porque muitas vezes é a notícia de uma conta a ser paga. A notícia que Jesus traz é completamente diferente: primeiramente, porque é sempre boa: é notícia de paz, liberdade e esperança. Há uma diferença: o conteúdo é ele mesmo. Ele não entrega uma notícia: ele entrega a si mesmo, porque ele é a boa notícia. Diferentemente dos entregadores de pizza ou de correspondência ou de qualquer outro produto, ele não vai embora nunca, porque está sempre conosco. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    47 min
  • Cadernos do Cárcere: Tudo Posso nAquele que me Fortalece (Filipenses 4) #rpsp
    Precisamos nos lembrar de que Deus guarda o nosso coração e a nossa mente. Embora não consigamos manter o nosso coração e a nossa mente imunes às preocupações excessivas, Deus nos mantém. João nos ajuda a compreender o que Paulo diz, quando afirma claramente que Deus é maior que o nosso coração. A verdade da graça se torna real em nós quando tranquilizamos o nosso coração diante de todos os temores. A garantia para isso é que, mesmo que os nossos sentimentos nos levem ao erro, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas (1João 3.19-20). Se Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas que nos afligem, por que não lhe entregamos os nossos problemas? Não é ele quem, no dia da adversidade nos protege (Salmo 27.5)? Deus é poderoso para nos impedir de tropeçar e para manter a nossa alegria, razão por que devemos dar-lhe glória (Judas 24-25). Talvez alguém objete: é muito otimismo. Otimismo barato, dirá um crítico mais azedo. Essa crítica não faz sentido porque se a Bíblia está correta quando retrata a alma humana, também está correta quando exalta a graça divina. Se aceitamos o diagnóstico, precisamos aceitar o remédio. A esperança cristã seria otimismo barato se dependesse do homem; como depende de Deus, é verdade que a experiência se demonstra como verdadeira. O modo como ele faz as coisas deve nos levar a confiar mais nele.
    A tecnologia vem colocando a cada dia mais e mais produtos diante de nós. Um exemplo disso é o telefone celular, que se tornou uma “necessidade” até para as crianças. O mercado (entendido como consumo e costumes) vai impondo novas necessidades, mas será que precisamos mesmo dessas coisas? Todos precisamos de segurança. Portanto, precisamos de uma casa para nos abrigar das intempéries, das feras e dos ladrões; não de mansões, mas o que uns consideram ser uma mansão outros a terão como uma simples casa… Todos precisamos de saúde. Portanto, precisamos de alimentos que nos nutram, não de pratos criativos e caros; no entanto, não nos contentamos apenas com a dimensão nutricional do alimento; queremos que sejam limpos, bonitos e sofisticados. Todos precisamos pertencer, o que explica parcialmente a existência da família, dos clubes e até mesmo das igrejas. Para ser aceita num grupo, uma pessoa é capaz de se submeter a regras que vão contra os seus mais caros princípios. Essas necessidades básicas vão se confundindo com necessidades secundárias, que se tornam primárias, num círculo sem fim. O que Deus nos dá? O que queremos? Ele nos dá aquilo de que realmente precisamos. Nós confundimos desejos com necessidades; Deus, não. Então, ele supre as necessidades que passam pelo seu crivo. Ele sabe do que precisamos; do que não podemos viver sem, e nos oferece. “Até os leões não têm comida e passam fome, porém não falta nada aos que procuram a ajuda do SENHOR” (Salmo 34.10). Assim, firmes, “tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda” (Hebreus 4.16). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    25 min
  • Cadernos do Cárcere: Conhecer a Cristo (Filipenses 3) #rpsp
    As coisas têm o valor que nós lhe damos. Se, por exemplo, a diversão é importante, gastamos horas diante de um aparelho de televisão. Se, por exemplo, a vida não tem sentido, deixamos que transcorra de qualquer modo. Se o tempo é importante, organizamos nossa agenda de modo a dar prioridade ao que é realmente importante. Se a sua vida é importante, como uma jornada que começa com o desejo (o imperativo do coração) e segue pelos anos, eis um roteiro:
    1. Faça um projeto para os próximos anos de sua vida. Assim, defina de modo claro as prioridades que deseja alcançar. Fixe os alvos (ou metas) a serem buscados. Anote os recursos (humanos e financeiros) de que precisará para a realização do projeto. Faça um cronograma de atividades (com indicações das datas de suas etapas, sobretudo o final, que deve orientar todas as fases).
    2. Conceba seu projeto, com ênfase nas prioridades. As prioridades não devem ser muitas. Dez anos, por exemplo, passam depressa; portanto, não dá para fazer nesse tempo todas as coisas ainda não realizadas até então, só algumas. Saiba onde você quer chegar. Não se vai a muitos lugares ao mesmo tempo.
    3. Escreva seu projeto, parte por parte. Escrever um projeto torna-o o objetivo. Se o projeto é objetivo, torna-se diretivo. Se é diretivo, é verificável.
    4. Compartilhe seu projeto. Se tiver parentes, conte-lhes. Se tiver amigos, compartilhe com eles. Se o seu texto com as prioridades não lhe cobrar, as pessoas farão isso. Desse modo, você terá parceiros.
    5. Consagre suas prioridades a Deus. Sim: só valem a pena as prioridades que possamos consagrar a Deus.
    Neste tempo, nossa vida pode ser comparada a um navio. Mesmo quem não entende de náutica pode observar um navio no estaleiro. Periodicamente, o navio precisa ser conduzido ao estaleiro. Ali, a superfície externa do casco é reparada, por meio da remoção das crostas que ficaram incrustadas nele e que reduzem o rendimento da propulsão. Outras alterações são feitas, como a recuperação ou troca de elementos estruturais comprometidos pelo processo de corrosão; a recuperação do sistema de fundeio e ancoragem do navio, formado pelas amarras e pela âncora, e a recuperação do sistema de manobra do navio. Como acontece com o navio, permitimos que nossa vida seja corroída por diversos fatores. Como um navio, perdemos a capacidade de ancorar, deixando-nos jogar para todos os lados. Como um navio, deixamos que o nosso sistema de manobra fique comprometido, quando não avariado. A vida cristã tem muito a ver com os navios, especialmente a nossa capacidade de permitirmos que crostas grudem em nós. Como o navio, ao longo da nossa experiência, nossa vida vai acumulando crostras firmemente aderidas. Nos navios, o resultado é uma redução na velocidade por causa do atrito com a água e o aumento do peso a ser transportado, peso esse que, nesse caso, não tem nenhuma função. Na vida do navio e na nossa, os incrustantes são inevitáveis. Não há como um navio não ter encrustações. Por isso, ele tem de ser conduzido ao estaleiro. Depois, é liberado para voltar aos mares. Não há como uma vida não receber incrustações. Por isso, também devemos entrar no estaleiro para sermos espiritualmente docados, que nos habilita a dar o fruto do Espírito. A docagem faz parte do nosso processo de amadurecimento, não de envelhecimento. Quando somos docados, somos recapacitados para viver. Quando não somos docados, apenas envelhecemos. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    28 min
  • Cadernos do Cárcere: Tendo a Atitude de Cristo (Filipenses 2) #rpsp
    Para refletir a luz de Jesus, precisamos viver os valores de Jesus, não os nossos. E a igreja nos deve preparar para brilhar como estrelas para que o mundo creia. Por intermédio dela, Deus nos capacita a “servir à nova aliança, que tem como base não a lei escrita, mas o Espírito de Deus. A lei escrita mata, mas o Espírito de Deus dá a vida” (2Coríntios 3.6). Deus prepara as nossas mãos para a batalha e os nossos braços para dobrar os arcos (Salmo 18.34). Seremos estrelas para o mundo se compreendermos e conhecermos o amor de Cristo, que excede todo conhecimento e nos entusiasma (nos enche de Deus). Precisamos conhecer a “largura, comprimento, altura e profundidade” (Efésios 3.18) do amor de Cristo, “embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente” (Efésios 3.19). Nós conhecemos o amor de Jesus Cristo aceitando que somos amados por ele. Nós conhecemos o amor de Jesus Cristo lendo a Palavra de Deus, onde a história de Jesus Cristo é contada, onde os seus ensinos estão registrados. (Se queremos seguir os seus passos, precisamos saber como ele os deu.) Nós conhecemos o amor de Jesus Cristo obedecendo à Palavra de Deus. Quanto mais conhecemos o amor de Jesus Cristo, mais sua luz se reflete através de nós. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min
  • Cadernos do Cárcere: Alegria em meio a Oração e o Sofrimento (Filipenses 1) #rpsp
    Alguns jogadores de futebol comemoram seus gols levantando uma das mãos ou as duas para o alto. Pode ser um gesto sem significado, mas pode ser o seu reconhecimento que o gol marcado veio de Deus. Quem assiste ao jogo comemora e exalta o jogador pela sua habilidade, em forma de velocidade, dedicação ou inteligência. Um gol deve mesmo ser celebrado. Toda vitória deve ser comemorada. Mas uma vitória, que jamais garante a próxima — às vezes, no futebol, nem tempo tem para comemoração por causa de um gol imediatamente recebido, por exemplo — exige uma reflexão: por que aconteceu? Por que marcamos o gol? Por que somos habilidosos. A nossa habilidade é parte da resposta. Como nos tornamos hábeis? A dedicação aos treinos é parte da resposta. A equipe de que participamos é parte da resposta. A torcida do nosso time é parte da resposta. São muitos os fatores. De certo modo, os 22 jogadores, a comissão técnica, a arbitragem, a torcida, o gramado — e o que mais? — fazem parte da resposta. Se formos em busca de explicação, teremos de voltar no tempo e acabaremos reconhecendo que Deus nos deu o gol. A vitória que Deus nos dá vem porque lutamos, mas nem sempre as nossas lutas viram vitória. Quantos jogadores de grande potencial não passam de jogadores com grande potencial! Quando reconhecemos que a nossa vitória vem de Deus, estamos dizendo que a nossa vida está nas mãos de Deus. Se a bola entrou, ele permitiu, porque ele poderia impedir. Quando celebramos nossa vitória como um presente de Deus, nós colocamos as coisas nos seus devidos lugares e nos sentimos animados para continuar treinando e conquistando mais vitórias. Seguir a Jesus implica um privilégio e um compromisso. O privilégio é o de crer. A nossa fé é uma resposta à iniciativa de Deus, colocando em ação o seu amor por nós. O compromisso é o de sofrer. O sofrimento está na pele daqueles que atuam em países onde há restrição à liberdade de culto e de proclamação. O risco existe 24 horas por dia. Nos países onde há liberdade de expressão, o sofrimento encontra outras expressões, como a da acomodação (que faz com que não proclamemos o evangelho), a da pressão (que nos acua no nosso templo) e a da zombaria (que nos deixa envergonhados, mesmo sabendo que o evangelho é o poder de Deus). Temos nos alegrado com o privilégio? Temos sido fiéis ao compromisso? AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    32 min
  • Cadernos do Cárcere: A Armadura de Deus (Efésios 6) #rpsp
    Vistamos a armadura de Deus. No mundo em que vivemos, as guerras se tornaram normais no nosso dia a dia. No entanto, esse é um padrão que não devemos aceitar. Nossa disposição deve ser outra. Para tanto, precisamos estar preparados. Preparados e fortalecidos. Somente estaremos fortalecidos se vestirmos a armadura de Deus. Para as lutas humanas, há armaduras, mas não há garantia de vitória com elas. Na guerra espiritual, contamos com a armadura vencedora, indestrutível, de Deus. Em outras palavras, Deus nos fornece os recursos para essa luta contra Satanás. O apóstolo Paulo conhecia bem a armadura dos soldados romanos, especialmente depois de ter passado cerca de três anos vigiado por alguns deles. Nesse período, a armadura de um soldado consistia de escudo, espada, lança, capacete e couraça. Paulo omite a lança, mas acrescenta o cinto e os sapatos, que, embora não fizessem parte da farda militar, eram-lhe necessários. O apóstolo usa, na verdade, a armadura como uma metáfora, porque a cada peça acrescenta um elemento de natureza espiritual, capaz de levar à vitória espiritual. O cinto do seguidor de Jesus Cristo é a verdade. É a verdade que impede que sua roupa caia. Toda a sua vida está erigida sobre a verdade. A couraça do seguidor de Jesus Cristo é a justiça. Todos os seus relacionamentos são justos. O sapato do seguidor de Jesus Cristo é a paz. Onde vai, o seguidor de Jesus Cristo planta o evangelho da paz, a reconciliação com Deus, como embaixador de Cristo. O escudo do seguidor de Jesus Cristo é a fé. É a fé em Deus que o protege de confiar em si mesmo, de seguir os outros. O capacete do seguidor de Jesus Cristo é a salvação. O que despencar sobre a cabeça do seguidor de Jesus Cristo não lhe causará dano porque o capacete da salvação, colocado pela graça, é resistente. A espada do seguidor de Jesus Cristo é a Palavra de Deus. A armadura do seguidor de Jesus Cristo tem quatro armas de defesa e duas de ataque. A primeira é o sapato, usado para caminhar e anunciar. A segunda é a espada, empregada para alcançar pessoas com a Palavra de Deus, não com as suas, por mais sábias e experientes que sejam. A armadura é, ao mesmo tempo, arma de defesa e de ataque. O diabo existe e arma ciladas para nós. Ele conhece os pontos fracos na nossa armadura. Nós temos pontos fortes que são nossos pontos fracos. Não há consolo em conhecer as ciladas do mal, mas há consolo em saber que Deus coloca sua armaura à nossa disposição (cinto da verdade, couraça da justiça, sapatos da paz, escudo da fé, capacete da salvação e espada da Palavra de Deus). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min
  • Cadernos do Cárcere: Novos relacionamentos (Ef 5) #rpsp
    Diante de uma provocação contra nós, não reagiremos se nos permitirmos ser dominados pelo amor. Na hora da aflição, com o medo se agigantando em nosso coração, não afundaremo se nos permitirmos ser dominados pelo amor. Quando o conflito se instalar na nossa casa, com todos se dizendo donos da razão, manteremos a saúde relacional se nos permitirmos ser dominados pelo amor. Quando pecarmos e recebermos o perdão, não duvidamos que fomos realmente perdoados se nos permitirmos ser dominados pelo amor. Quando a indiferença do outro para conosco nos entristecer, não devolveremos a moeda lançada contra nós se formos dominados pelo amor. Quando a doença nos fizer mancar, por dentro ou por fora, não desesperaremos se nos permitirmos ser dominados pelo amor. Quando gritarem em nossos ouvidos, não berraremos nos ouvidos dos outros se formos dominados pelo amor. Quando lermos a história do amor de Jesus, não veremos a maneira como viveu como impossível se nos permitirmos ser dominados pelo amor. Nossa vida será um perfume agradável para Deus e o nosso próximo se nos permitirmos ser dominados pelo amor / Podemos ser cheios do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito Santo é viver um estilo de vida caracterizado por uma adoração sincera a Deus, aquela que acontece “em espírito e em verdade”, que é aquela que não trafega pelas montanhas das palavras repetidas, aquela que não navega pelo mar da dúvida pela dúvida, aquela que não se esgueira pelas curvas da recompensa, aquela não brilha na fogueira das vaidades. Quem está cheio do Espírito Santo canta e louva de coração ao Senhor. Canta música que brota do coração para Cristo. Quando cantamos para os homens, apuramos a técnica. Quando cantamos para Deus, apuramos a motivação. Felizes os que têm motivação e técnica, cantando com coração e beleza. Felizes os que cantam com o coração, mesmo que não tenham técnica. O que importa é que quem é cheio do Espírito Santo adora ao Senhor porque tem prazer em adorar. Ser cheio do Espírito Santo é viver um estilo de vida caracterizado pela alegria. As pessoas bebem para celebrar o grupo em que se encontram, para esquecer seus problemas (mágoas) e para ter uma alegria que dura enquanto a droga circula pelo corpo. É alegria artificial, química, que nos tira, conforme a dose, a razão plena, podendo levar à libertinagem. A alegria que vem da plenitude do Espírito Santo não depende de algo exterior, mas da presença do Espírito Santo no nosso interior. A alegria no Espírito Santo não precisa de bebida e de nenhuma outra droga. Na verdade, dispensa-as radicalmente. A alegria que vem da plenitude do Espírito Santo não precisa de libertinagem para acontecer. Há seguidores de Jesus que, embora tendo o Espírito Santo morando neles entregam o seu corpo ao sexo fora do casamento, a mente à pornografia, seus lábios às palavras podres (com palavrões e piadas imorais), o coração aos desejos impuros. Muitos precisam desse tipo de alegria. Quem precisa desse tipo de alegria não está sendo cheio do Espírito Santo, mas de outros espíritos. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    37 min
  • Cadernos do Cárcere: Como é a Nova Vida em Cristo (Efésios 4) #rpsp
    Nascemos para servir, mas nos desviamos. Fomos salvos para servir, mas podemos nos desviar. Como podemos servir? São muitas as necessidades e inúmeras as oportunidades:
    1. Trate a todos, os de sempre e os transeuntes, com cortesia e desprendimento. Respeite o outro quanto ao modo de ele pensar e falar, e ao falar a ele. Você pode ser suave.
    2. Doe, mas doe algo que tenha um preço para você. A solidariedade verdadeira tem um preço. Se for doar alimento, doe aquele que você comeria. Se for roupa, doe uma que você usa. Se for um cobertor, que seja novo e cheiroso. Se for um sapato, que esteja em excelente estado. Comida estragada, roupa velha, cobertor rasgado, sapato furado — embrulhe bem e jogue no lixo.
    3. De preferência, ao doar, leve você mesmo. Não terceirize o serviço. Jesus não mandou ninguém. Ele veio. Agora nos envia. Doe para ficar incomodado, não para ficar com a consciência tranquila.
    4. Se não pode fazer muito, faça o que você pode fazer agora. O pouco que você oferece, quando somado com as ofertas dos outros, se transforma em muito.
    5. Faça o seu serviço pelos motivos certos: seja parceiro de Deus na administração e reconstrução do mundo; contribua para que a injustiça dos homens não continue a desafiar a justiça de Deus; sonhe a sociedade que Deus deseja; seja a boa notícia para os pobres, para os oprimidos, para os doentes; imite o modelo de Jesus, que se tornou pobre com os pobres e se identificou com os que sofriam; coloque em prática a sua fé.
    6. Aprenda com os discípulos de Jesus e principalmente com o próprio Mestre. Quando lemos cuidadosamente a história da multiplicação dos pães (Mateus 14.13-21; Marcos 6.30-44; Lucas 9.10-17; João 6.1-15), vemos a preocupação dos discípulos com a multidão faminta. O interesse é o que importa. Esse interesse fez toda a diferença. A indiferença mata. O interesse alimenta. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    34 min
  • Cadernos do Cárcere: O Mistério (Efésios 3) #rpsp
    Pedimos que Deus nos livre do mal. Oramos para que Deus nos dê saúde. Esperamos que Deus satisfaça nossas necessidades básicas. Buscamos que Deus nos dê sabedoria para lidar com os momentos difíceis. Rogamos que Deus nos ajude a realizar bem as tarefas que nos cabem. Intercedemos para que Deus nos cure ou cure alguém que precisa da sua intervenção. Desejamos que Deus nos faça vencer o medo. Confiamos que Deus nos proteja. E, às vezes, nos esquecemos de fazer o pedido essencial. Precisamos pedir que Deus guarde o nosso coração. Ali nascem toda a nossa maldade e os nossos gestos magnânimos. Ali nasce parte das nossas doenças. Ali nascem o desprendimento e a serenidade. Ali nasce o verdadeiro respeito pelo próximo. Ali nasce o empenho no desempenho das nossas atividades. Ali nasce a coragem diante dos perigos reais e das ameaças imaginárias. Ali nasce a mui difícil dependência de Deus. Então, guardemos sobretudo o nosso coração porque dele procedem as fontes da vida (Provérbios 4.23) e também da morte (Mateus 5.19). Que a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guarde nosso coração (Filipenses 4.7). Se Deus habitar no nosso coração, a fé nos fará firmes (Efésios 3.17). Deus é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou do que pensamos. Nossa maior aspiração não ultrapassa o poder de Deus para nos abençoar. Deus é capaz de fazer mais do que pedimos. O poder de Deus ultrapassa nossa habilidade de orar, embora seu poder não atue necessariamente em função das nossas orações, que geralmente são equivocadas e imaturas. Deus é capaz de fazer mais do que pensamos. Não podemos imaginar a glória que Deus tem, estocada, para nós, no presente e na eternidade. Embora Deus não atue na História no modo egoísta dos homens, o modo como ele age é maravilhoso. No final, não teremos do que reclamar. Paulo diz que Deus é capaz de fazer infinitamente mais do que podemos pedir a Deus. Jesus disse o mesmo (Mateus 18.19) Nossas orações estão geralmente focalizadas em coisas temporais, como cura e dinheiro. Não estamos errados em orar assim, mas precisamos focalizar nossas orações em questões de valor eterno. Pedimos tanto e ainda não pedimos tudo. É por isso que somos conclamados a dar glória na igreja e em Cristo Jesus PARA TODO O SEMPRE. Trata-se de uma glória eterna, não de 15 minutos de fama. Na verdade, não lhe damos glória, que ele já tem, mas a reconhecemos. Não podemos perder a dimensão da eternidade nas nossas orações e nas nossas ações. Precisamos vivenciar o poder de Deus. Deus quer fazer infinitamente mais por nós (Romanos 8.32). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    27 min
  • Cartas do Cárcere: Muros Derrubados (Efésios 2) #rpsp
    Graça não é remendo. Na vida, por nós mesmos, o máximo que podemos fazer é remendar. E, muitas vezes, nossos remendos deixam o trabalho pior do que estava. Éramos lindos sonetos, mas fomos estragados pela queda. Não adianta emendar o poema. Tem de ser refeito. A graça o refaz. Conta-se que o poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) foi procurado por um poeta que lhe entregou um soneto, pedindo-lhe que o lesse e corrigisse. No dia seguinte, o aprendiz procurou o poeta, que lhe respondeu que não fez qualquer reparo, uma vez que o poema era tão ruim que a emenda ficaria pior que o soneto. Como um soneto rascunhado, somos sonetos que precisam ser reescritos. A graça faz isso. Graça é tecido novo; é vida nova, que não depende de nós. Se a salvação dependesse de nós, seria feita com cacos de barro, formando vasos cheios de rachaduras. Se a salvação dependesse de nós, seria como uma roupa cheia de remendos à vista. Graças a Deus, a nossa salvação não depende de nós. A graça é Deus perto. A cruz derrubou o muro que nos separava de Deus. Ele estava perto, mas não podíamos vê-lo. Agora podemos. A graça nos reconciliou. Tratávamos a Deus como inimigo, mas agora sabemos que é amigo. Desde que fomos salvos, vemos que Deus está perto. A graça é Deus muito perto. Antes de Jesus, lutávamos com as armas do mérito pelas quais nos achávamos merecedores de cuidado e proteção. Depois de Cristo, sabemos que Deus não está perto só quando o perigo vem. O perigo pode vir, mas Deus está perto. Nada fizemos para merecer essa proximidade. É a graça. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…