Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Uma Igreja Complicada: Liderança Cristã (2 Coríntios 10) #rpsp
    No conceito predominante, a coisa mais importante da vida é o sucesso. Se for grande e rápido, chegamos ao ponto ideal. Aprovados pelas pessoas, nós, então, nos consideramos aprovados. Seguindo essa lógica, a pior coisa da vida é o fracasso. Se ele nos alcançar várias vezes aos olhos de todos, será como viver na lama de um poço profundo. Reprovados pelas pessoas, o que nos resta? Sempre foi assim. O que muda é a quantidade das pessoas envolvidas e a velocidade das coisas trazidas. Como classificaríamos uma pessoa que durante 40 anos pregou ao seu povo? Nesse tempo, quase ninguém creu nele. Para contar os amigos, não precisava de todos os dedos de uma de suas mãos. Foi desmoralizado e esbofeteado em público. Foi preso. Foi exilado. Morreu esquecido. Sabemos de sua história pelos livros, que talvez os seus contemporâneos não tenham lido. Esse fracassado aos olhos humanos, mas aprovado por Deus, foi o profeta, que viveu 26 séculos antes de nós, e estava com a razão. Na verdade, o mais importante não é o sucesso, porque o mais importante é sermos aprovados por Deus. O melhor é podermos dizer, como Paulo, que temos combatido o bom combate (2Timóteo 4.7), mesmo que não sejamos aplaudidos. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    26 min
  • Uma Igreja Complicada: Doando com Alegria (2 Coríntios 9) #rpsp
    Para o homem secular, a contribuição regular e sistemática, a que chamamos de dízimo, é um escândalo. O homem secular acha que todos os dizimistas são uns pobres coitados explorados pelos pastores das igrejas. A matemática deles é simples: como pode um assalariado tirar 10 por cento do seu rendimento mensal para entregar para a igreja? É possível que alguns façam coro com esses críticos, críticos que não entendem que é sábio ser dizimista. Por isso, afora os aspectos doutrinários em relação ao dízimo, precisamos consertar outro aspecto. Quem contribui regularmente está mostrando que põe em primeiro lugar Aquele que deve estar em primeiro lugar. Efetivamente, ele busca em primeiro lugar o Reino de Deus. Mais ainda: essa pessoa sabe organizar a sua vida. Ela sabe que o dinheiro não pode ser o primaz da vida de ninguém. Quem faz assim é capaz de ser solidário e de viver plenamente. Contribuir é compartilhar. Não somos abençoados porque fizemos um contrato com Deus, mas porque aprendemos a viver, aprendemos a gastar nosso dinheiro no essencial, aprendemos a depositar nossa confiança em Deus. É por isso que o salmista diz que quem contribui liberalmente se torna mais rico (Provérbios 11.24). Dar é como semear (2Coríntios 9.10). A avareza não é inteligência. Antes, é uma idolatria. Ela pode nos levar a erro sobre erro. Por isso, o apóstolo Paulo nos adverte quanto às armadilhas que o amor ao dinheiro pode nos preparar (1Timóteo 6.9-10)… Nossa vida é um presente de Deus (Josué 24.13). Por isso, o tempo gasto fora do Reino de Deus é um tipo de idolatria (Josué 24.20). Idolatria, no Antigo Testamento, era trocar Deus por outros deuses. Nós matamos os deuses, mas os substituímos por coisas concretas. Idolatria é adorar (dedicar-se ao) o vazio. Por vezes, quando nos colocamos no centro do processo, nosso trabalho é idolatria ou egolatria. Podemos parecer que estamos no Reino de Deus, mas estamos no nosso reino. Afirmamos a cada dia que Deus nos dá tudo, mas nem sempre vivemos como se acreditássemos nessa verdade. No entanto, nossa vida é um dom de Deus (Josué 24.13). Quando reconhecemos essa verdade, agradecemos. Não apenas agradecemos. Agradecemos a Deus. Não apenas celebramos. Celebramos a Deus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    21 min
  • Uma Igreja Complicada: Generosidade (2 Coríntios 8) #rpsp
    A igreja é a organização planejada por Deus para o anúncio do seu Reino ao mundo. A contribuição financeira é o método de Deus para a obra da proclamação do seu amor ao mundo, expressa por meio da pregação, da adoração e da ação social. Sem as contribuições fiéis dos seus membros, a igreja não pode fazer nada. O dinheiro entregue transforma-se em ações de solidariedade concreta. A contribuição é uma espécie de expressão de gratidão pelo que Deus faz por nós. Contribuir é adorar. Não se trata de um pagamento em troca. O salmista (Salmo 116.12) diz que não temos como retribuir ao Senhor pelos benefícios que nos fez. Trata-se então e tão somente de um gesto de ação de graças pelo que nos tem feito. Certamente, quem não oferece nada é porque não recebeu nada. Não se trata de uma obrigação que se cumpre como um fardo, mas como um privilégio (2Coríntios 8.4). Como vai a sua fidelidade, em termos de regularidade e de percentual da sua contribuição? É algo expressivo ou apenas a sobra? Expressa sua gratidão para com Deus? É o bastante para permitir que a igreja faça a obra de Deus no mundo? Mas eu sou pobre pastor! Será que posso fazer a diferença? Se liga: Jesus se fez pobre para que nós fôssemos espiritualmente ricos. Ao contribuir, seguimos o exemplo de Jesus. Ele, sendo rico, se fez pobre, ao doar sua própria vida (8.9). Nossa generosidade decorre da generosidade excelente de Jesus. A riqueza prometida por Deus não é de dinheiro, mas de riqueza de amor, de amizades, de intimidade com Deus. Por isso, contribui aquele que primeiramente se dá ao Senhor (2Coríntios 8.5). É parte de um processo de santificação. Deus quer a nós, não o nosso dinheiro. A contribuição não deve ser motivada pelo desejo da multiplicação. Certamente, Deus multiplicará a contribuição ao fazê-la circular pelo mundo. Pode ser até que Deus devolva multiplicadamente o que lhe foi doado. No entanto, pode ser que Deus não multiplique os bens daqueles que lhe retribuíram com algo. Como essa não é a motivação, a fidelidade continuará. A multiplicação não é de bens, mas de boa obra, de frutos espirituais. A riqueza prometida por Deus não é de dinheiro, mas de amor, amizade e intimidade com Deus (2Coríntios 9.8). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min
  • Uma Igreja Complicada: Tristeza Boa ( 2 Coríntios 7) #rpsp
    Precisamos de tristeza diante do pecado. Não podemos ser irresponsáveis diante do nosso pecado. Precisamos ir além da culpa e do perdão. Segundo o apóstolo Paulo, a tristeza vinda de Deus é aquela que produz em nós dedicação a ele, confissão, indignação, temor, saudade, preocupação, senso de justiça. A tristeza segundo Deus nos leva a confessar. A confissão por si mesma é graça. Se a graça nos leva a sentir tristeza por causa do nosso pecado, ficamos indignados: como fomos capazes de fazer isso! A indignação provoca temor em nós. Nosso pecado, quando envolvido pela tristeza segundo Deus, gera em nós uma saudade no mínimo de um tempo em que os nossos pecados nos horrorizavam mais e nós o cometíamos menos. Nosso pecado, quando visitado pela tristeza segundo Deus, nos deixa preocupados. Conseguiremos nos livrar desses desejos? A tristeza segundo Deus gera em nós alegria diante dele, alegria que nos leva a nos dedicar a ele cada vez mais. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    15 min
  • Uma Igreja Complicada: Trevas e Luz (2 Coríntios 6) #rpsp
    Infelizmente o áudio do podcast no Spotify ficou muito ruim. No Apple Podcast e no GoogleCasts está de boa.
    Muitas pessoas pensam que só podem ajudar outras pessoas quando os seus próprios problemas estiveram resolvidos. Essa visão é confrontada com a experiência do apóstolo Paulo. Enquanto apanhava, pregava. Enquanto fugia, ensinava. Enquanto estava preso, escrevia. Enquanto estava fraco, fortalecia. Paulo não esperou que as coisas se resolvessem na sua vida para ser o grande missionário que foi. O pregador Charles Spurgeon (1834-1892) viveu a mesma realidade. Ele sofria de depressão severa. Muitas vezes seu itinerário era da cama para o púlpito, onde pregava mensagens poderosas de Deus, e do púlpito para cama, onde a melancolia o lançava. Ele não esperou ficar bom para abençoar. Ele pôs em prática o que Paulo viveu: triste, mas alegrando. Pare de esperar por saúde para abençoar os outros. Para de esperar por equilíbrio financeiro para ajudar os outros. Seja uma carta (2Coríntios 3.2) de Deus para os outros agora. Para isso, temos que desenvolver a arte do apóstolo Paulo. A arte de abrir o coração. Paulo abre o seu coração. Vamos abrir também o nosso coração? Abrir o coração é não limita o nosso afeto. Nós podemos ampliar o nosso afeto. Abrir o coração é não ficarmos fechados em nós mesmos. Não precisamos ter medo do risco da doação. Abrir o coração é não termos medo de buscar ajuda, para nos conhecermos melhor e para nos relacionarmos melhor. Pode doer conhecer-se, mas uma vida que se conhece é vida de verdade. Abrir o coração é não permanecermos escravos das nossas heranças familiares. Mesmo quando nos achamos muito criativos, reproduzimos padrões familiares. Se lá em casa não se fazia festas nos aniversários, tendemos a não fazer também na nossa agora. Se nossos pais não eram de nos elogiar, tendemos a não elogiar nossos filhos. No entanto, podemos sair desses padrões. Abrir o coração é não sermos amargos por causa das frustrações. O próprio Paulo se decepcionou com João Marcos (Atos 15.37-39), que se decepcionou com Paulo, que convidou Barnabé para voltar para a equipe missionária e Barnabé aceitou (Colossenses 4.10). Abrir o coração é não nos compararmos com os outros para nos considerarmos melhores (raramente, piores) que eles. Abrir o coração é não termos medo de fazer amizades, mas buscá-las e cultivá-las. Não fiquemos esperando que o outro tome a iniciativa. Abrir o coração é não sermos mesquinhos. Abrir o coração, portanto, é falar abertamente sobre nós mesmos, importarmo-nos com os outros, com disposição de ouvir os outros, retribuir aos que também abre seu coração com palavras, gestos, atitudes e presentes. Abrir o coração é ministrar graça. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    21 min
  • Uma Igreja Complicada: Motivados! (2 Coríntios 5) #rpsp
    Jesus morreu para que pudéssemos chamá-lo de amigo (João 15.15). Paulo nos conclama a sermos amigos de Deus em vez de sermos traidores, atrevidos, orgulhosos, amigos dos deleites (2Timóteo 3.4). Tiago nos dá como modelo Abraão, que, por crer, foi chamado amigo de Deus (Tiago 2.23). Se nós e Deus somos amigos, não seremos escravos dos prazeres do corpo, porque vivenciaremos os prazeres que Deus nos oferece. Se nós e Deus somos amigos, não cobiçaremos, não mataremos, não guerrearemos, porque sabemos que essas coisas nada nos traz de realmente bom. Se nós e Deus somos amigos, saberemos pedir, e pediremos bem, sem nos deixarmos dominar por necessidades que não temos. A presença de Deus pode ser palpável, viva e dinâmica, desde que nos disponhamos a buscá-la, a aguardá-la, a esperá-la. Uma vida profunda é possível por meio de um relacionamento de amizade com o Senhor.
    O que fazer para sermos renovados dia a dia?
    1. Precisamos de uma perspectiva realista acerca de nós mesmos e da vida. Tendemos a olhar para o tesouro que temos e a esquecer que somos barro. Ou tendemos a olhar para o barro que somos e a esquecer que temos um tesouro. Nossa identidade é dada por essas duas realidades. Por isso, precisamos equilibrar essas duas perspectivas, reconhecendo-as como integrantes da nossa experiência humana. Feitos de barro, somos frágeis, sujeitos a lamentações, depressões e frustrações. Apesar de jarros de terra batida, portanto vulneráveis, podemos ficar intactos diante de pressões, tentações e traições. Podemos ficar firmes por causa do tesouro que está em nós. Podemos ficar firmes por causa de Cristo.
    2. Precisamos, com gratidão, viver e proclamar essa graça gloriosa. Como não ser gratos, se portamos um tesouro? Às vezes, nós nos parecemos com filhos que acham que tudo o que os seus pais fazem não passa da obrigação deles. A cruz de Cristo não era da obrigação de Cristo. Foi um presente maravilhoso. É assim que devemos receber a salvação. Com generosidade. Essa graça, a graça de Jesus, foi uma providência de Deus para nós. Nós pregamos a graça, não nossas virtudes. Nós pregamos a misericórdia de Deus, não a nossa bondade ou justiça. Nós pregamos a Cristo, não a nós mesmos. Fomos salvos, mas pela ação de Jesus. Não podemos reter essa graça, mas temos de espalhá-la. Jesus contou uma parábola que fala de um homem com o seguinte comportamento: “O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo” (Mateus 13.44). O evangelho é um tesouro, com a diferença de que não o compramos, porque o recebemos pela graça. E pela graça devemos compartilhá-lo. Não podemos viver vergonhosamente. Antes, seguindo Paulo, devemos rejeitar “tudo o que é feito escondido e tudo o que é vergonhoso” (versículo 4.2). O maior escândalo do evangelho é o comportamento de alguns seguidores de Jesus.
    3. Precisamos manter os olhos fixos no tesouro. Somos jarros de barro com os olhos fixos no tesouro, que é Cristo em nós. Somos barro, mas não somos barro apenas, porque temos um tesouro em nós. Fixar os olhos no tesouro, que é Cristo, implica não os manter fixados no barro, mas no tesouro. Fixar os olhos no tesouro, que é Cristo, significa aceitar que a glória está presente, embora ainda invisível. Fixar os olhos no tesouro, que é Cristo, se verifica na prática da confiança que o poder de Deus não permitirá que sejamos dominados pelo desânimo, tomados pelo desespero, já que ele jamais nos abandona e nunca permite que sejamos destruídos. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    36 min
  • Uma Igreja Complicada: Não Desistimos! (2 Coríntios 4) #rpsp
    Na hora do golpe duro (que pode ser o diagnóstico de uma doença dilaceradora, a pesada partida de uma pessoa com quem dividíamos os pesos da jornada e fruíamos dos frutos do amor, uma dolorosa decepção envolvida em atônita amargura, um assalto que nos fez feridas fundas), só conseguimos olhar para baixo e ver apenas o chão duro, o chão frio, o chão sujo, o chão ensanguentado a nos dar boas-vindas, como se fosse a nossa casa definitiva. Antes da queda anunciada, ainda nos perguntamos como será a nossa vida daí para a frente. Na verdade, não imaginamos que possa haver vida daí para a frente. Então, temos confirmado, com gosto de enxofre na boca, que somos mesmos vasos de barro, que o vento mais forte torce, a pressão mais tensa afunda, o aguaceiro mais denso fura, o sol mais quente esmigalha. Nessa hora, o golpe já desferido, também precisamos confirmar que dentro deste (nosso) vaso de barro está escondido um belo e indestrutível tesouro. Feitos à imagem e semelhança de Deus, somos habitados pelo Espírito dele, que monta guarda no nosso coração como um leão afiado. Por isso, podemos ser pressionados, mas não precisamos ficar desanimados; podemos nos sentir perplexos, mas sem nos desesperar; podemos ser perseguidos, mas não vencidos; podemos ficar abatidos, mas jamais destruídos (2Coríntios 4.7-9). Mesmo que sejamos esmigalhados pelo medo, pela solidão, pela mágoa e pela dor, a estrutura do tesouro dentro de nós permanece inabalável. A certeza nos deve servir de desafio (devemos crer no que somos pelo poder de Deus que atua em nós, não no que as ameaças dizem que somos) e de promessa (devemos esperar que a graça de Deus seguirá o plano-mestre que já aprovou para nós). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    22 min
  • Uma Igreja Complicada: Cartas Vivas (2 Coríntios 3) #rpsp
    Nas grandes empresas, o acesso às pessoas é restrito. Só se entra depois de obter um crachá. No mundo dos negócios, quando as pessoas se encontram, elas trocam seus cartões de visita. Mais antigamente, quando uma pessoa viajava de um lugar para outro, sobretudo a trabalho, levava uma carta de apresentação, assinada por uma pessoa conhecida. A igreja de Corinto fora fundada por Paulo, de modo que ele não precisava de cartas de apresentação. A sua melhor carta era a transformação que o evangelho tinha feito na vida das pessoas. Quando o evangelho entra na nossa vida, ele nos transforma. Assim, quando circulamos entre amigos ou profissionais, entre familiares ou desconhecidos, somos uma carta viva. Por nosso intermédio, o evangelho é visto. Nós somos a carta viva que apresenta o evangelho de Jesus Cristo. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    34 min
  • Uma Igreja Complicada: O Bom Perfume de Cristo (2 Coríntios 2) #rpsp
    As pessoas apreciam a fragrância de perfume. Então, considere as seguintes atitudes: Ao acordar, lembre-se de que recebeu de Deus mais um dia. Então, agradeça a ele por isso. Ao acordar, não peça a Deus mais coisas; agradeça pelas recebidas, que não foram poucas, se você parar para contar. Ao acordar, não se pergunte se levantou com o pé direito ou com o esquerdo: superstições existem apenas dentro das pessoas, sem existência real. Ao acordar, não se deixe perturbar pelos eventuais fracassos do dia anteior nem ache que o sucesso de ontem garante inapelavelmente o de hoje. Ao acordar, coloque diante de Deus o desejo de passar o dia sem pecar; talvez não consiga, mas deseje e tente viver sem a prática do pecado. Ao acordar, peça para não fazer as coisas voando, se andar for suficiente; para não correr, se andar for bastante; para não andar, se ficar assentado for melhor. Ao acordar, se os joelhos doerem, lembre-se das suas mãos perfeitas e se apoie nelas para alcançar os projetos que os seus sonhos acalentam. Ao acordar, pense nos seus próximos dez anos de vida, que incluem este ano, que inclui este mês, que inclui este dia, que inclui esta manhã. Ao acordar, suplique a Deus força para não pensar mal de ninguém, não julgar ninguém nem falar mal de uma pessoa sequer, pelo menos neste dia. Ao acordar, imagine quanto perfume você poderá exalar neste dia. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    21 min
  • Uma Igreja Complicada: O Deus de Toda a Consolação (2 Coríntios 1) #rpsp
    Passamos por aflições. Nessas ocasiões somos ajudados, recebendo consolo. Aflitos e ajudados, devemos ajudar os que estão passando pela experiência que já passamos. Nossa perspectiva é a da vitória, porque o que nos ocorreu é passado agora. No entanto, para nosso irmão, sua dor ainda é presente. Ele não tem a perspectiva do futuro que nós temos. Os consolados de ontem devem ser os consoladores de hoje. Os consoladores de hoje podem ser os consolados de amanhã. Este é o método de Deus: o consolo mútuo. Saber que, na aflição, seremos consolados por emissários de Deus nos enche de fé: é pela ação mútua que Deus se torna o Pai de misericórdias. Lembremos que Deus nos consola em todas as tribulações, não importa sua origem, não importa a responsabilidade por ela. Até mesmo diante das tribulações que nós provocamos com os nossos pecados, Deus nos traz consolo. Sim, ele nos fortalece. Também nos lembremos que, no caso do pecado, a consolação não nos exime das suas consequências. Imaginemos uma pessoa que cometeu um crime. Ela vai presa e, na cadeia, Deus a consola. Quanto a nós, tendo sofrido ou não, podemos ajudar a outras pessoas, oferecendo-lhes consolo nas suas horas difíceis. Para ajudar, precisamos estar firmados em Deus e não nas pessoas. Consolar traz suas próprias dores, seja a dor do envolvimento, seja a dor da ingratidão. Paulo estava firme em Deus, a ponto de bendizê-lo, quando recordou uma dolorosa experiência em sua vida. O sofrimento nos ensina, desde que reflitamos sobre eles. Refletir não quer dizer necessariamente encontrar uma resposta racional para a dor, mas dar a ela um sentido para a nossa vida. Todos nós devemos tomar cuidado com nossas próprias experiências, porque elas não são normativas. Em outras palavras, as dores dos outros não podem ser comparadas com as nossas. As nossas reações não podem ser comparadas com as dos outros. Dor não se compara. Dor não se transfere. Nossas histórias são diferentes. Para ajudar, precisamos dizer palavras que venham de Deus e não de nós mesmos. Precisamos conhecer a Palavra de Deus e responder com essa Palavra. Quando Jesus estava diante de uma experiência de dor, ele se envolvia e seu envolvimento não incluía a explicação. A Bíblia não explica o sofrimento. Devemos ser cuidadosos com nossas explicações, muitas vezes simplistas e muitas vezes trazendo mais culpa aos que já sofrem. Devemos ter a humildade de dizer que não sabemos porque a tragédia aconteceu e deixar as pessoas chorarem, chorando juntos se for o caso. A única explicação para a dor é a solidariedade, manifestada no silêncio e também na palavra, no gesto direto e também no gesto indireto (numa forma discreta de presença). E se acharmos necessário falar, que as nossas palavras venham da Palavra de Deus. Se queremos ajudar, precisamos orar pelas pessoas a quem queremos abençoar. Quem consola quem está sofrendo é o Espírito Santo. Nós somos apenas seus porta-vozes. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    28 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…