Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Uma Igreja Complicada: Lavados, Separados e Aceitos (1 Coríntios 6) #rpsp
    Um seguidor de Jesus é quem foi lavado por Jesus. A primeira ação por nós é, portanto, de Jesus Cristo, que nos lava com o seu sangue, sangue de Cordeiro de Deus imolado (morto) por nós. O sangue está onde sempre esteve, vertendo da cruz. Para sermos lavados, precisamos ir até a cruz, para que o sangue venha sobre nós e nos lave. Um seguidor de Jesus é quem foi separado pelo Espírito Santo. Há uma progressão na obra da Trindade. Depois de lavados por Jesus, somos separados pelo Espírito Santo, que declara que agora somos de Deus. É o Espírito Santo agindo em nós que impede que voltemos a ser devassos, idólatras, adúlteros, homossexuais, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes ou roubadores. Não voltar a esse tipo de vida é também uma promessa, para a qual fomos selados (Efésios 1.13). Essa separação implica também um compromisso, o de não trocar o convívio com o Espírito Santo pelo convívio com o espírito do mundo. É absolutamente incrível que algumas pessoas, um dia seladas e santificadas, passam a ter prazer numa vida que entristece o Espírito Santo, algumas por descuido mas outras muito conscientemente (Efésios 4.30). Um seguidor de Jesus é quem foi aceito pelo Pai. Depois de lavados pelo Filho e separados pelo Espírito Santo, somos justificados pelo Pai. Éramos o que éramos, mas agora, porque lavados e separados, não somos mais o que éramos: somos filhos de Deus. O Pai nos apresenta aos homens como filhos amados dele (Lucas 3.21-22). Essa é a nossa nova identidade. Lavados, separados e aceitos não quer dizer que não pecamos mais. Quando o apóstolo diz que éramos o que éramos, ele não garante que não cometemos mais aqueles pecados, mas que não nos orgulhamos mais deles; antes, nós nos propusemos a não praticá-los mais. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min
  • Uma Igreja Complicada: Mantendo a Igreja Pura (1 Coríntios 5) #rpsp
    Em todas as sociedades pode ocorrer a imoralidade. É do ser humano explorar seus desejos até o limite da in sanidade. No entanto, os seguidores de Jesus não devem aceitar a imoralidade como sendo normal só porque isso é da natureza humana. A imoralidade atenta contra a santidade de Deus e contra a santidade do ser humano. No plano pessoal, não podemos aceitar a imoralidade que cometemos, achando que devemos ser aceitos ou elogiado no erro. A aceitação que vale é a aceitação de Deus. E ele nos aceita quando nos arrependemos e confessamos os nossos pecados. E arrependimento e confissão pressupõem uma profunda tristeza por causa do pecado cometido e uma honesta disposição de não voltar ao erro.
    Como iremos comunicar à sociedade os padrões de Deus se nós não os vivemos? Nosso dedo aponta para o mundo, quando devia apontar prioritariamente para nós mesmos. Há pais que querem que seus filhos sejam o que eles memos não são. Há seguidores de Jesus que querem que as pessoas sejam o que eles mesmos não são. Diante desse quatro, precisamos prestar atenção a alguns cuidados:
    1) Temos de nos perguntar se somos realmente seguidores de Jesus dispostos a viver por Cristo, seja qual for o preço a pagar.
    2) Temos de nos perguntar se estamos disposto a ajudar as pessoas que estão no erro, mesmo que talvez venhamos perder temporariamente a sua amizade. Isso não quer dizer que sejamos juízes de todos, porque também podemos precisar de correção. Todos precisamos de disciplina. Não somos melhores que os outros. A vida é um crescimento contínuo.
    3) No convívio com pessoas que se orgulham dos seus pecados, devemos cuidar para não darmos a elas a impressão de que estamos de acordo com o estilo de vida delas.
    4) Em casos extremos, devemos nos afastar das pessoas que, vivendo no pecado, têm orgulho disso. Sabe por quê? Podemos começar a gostar desse modo de vida. Devemos cuidar para não sermos convencidos de que essas pessoas estão certas no seu erro, e nós errados no nosso desejo de fazer o que é certo.
    5) Nos nossos relacionamentos com essas pessoas deve haver uma dimensão missionária. Se elas permitem ser confrontadas com a Palavra de Deus, vale a pena insistir, mas tomando cuidado para não sermos contaminados. Se essas pessoas demonstram que querem mudar de vida, vale a pena manter a amizade.
    6) Devemos cuidar para não cairmos no legalismo farisaico, aquele marcado pela disposição de julgar os outros, de classificar os pecados como menos ou mais sérios e pela incapacidade de ver os próprios pecados. Em tudo, nosso comportamento deve ser motivado pelo amor. Na dúvida, apliquemos a graça. Se for para errar, erramos acreditando. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    29 min
  • Uma Igreja Complicada: Escravo de Cristo (1 Coríntios 4) #rpsp
    Quem pode doar parte do seu tempo a um serviço voluntário? Quem pode fazer uma oferta generosa em dinheiro para tornar melhor a vida de outras pessoas? Quem pode abraçar aquele que está passando por uma aflição? Geralmente, pensamos que aquele que dedica aos outros parte do seu tempo é precisamente aquele que dispõe de muito tempo. Geralmente, imaginamos que aquele capaz de contribuir financeiramente para uma causa é aquele que tem dinheiro sobrando. Geralmente, achamos que aquele que se aproxima para abraçar o necessitado está com os seus problemas resolvidos. Não é bem assim. Muitas vezes, o voluntário tem pouco tempo, mas, com amor e disciplina, separa algum tempo para dedicá-lo ao outro. O generoso que contribui nem sempre é o que mais tem, mas aquele que, olhando para o que não tem, percebe que, com um pouco, pode ajudar outras pessoas. O afetuoso, muitas vezes, esconde suas lágrimas para recolher as lágrimas do outro, levanta o seu ombro para fortalecer o do outro. Se o foco da nossa vida está em nós mesmos, só olhamos para nossas necessidades, nossos desejos, nossas dores. Se o nosso foco estiver em Deus, olharemos para o outro a quem Deus nos envia para abençoar, mesmo quando estamos cansados. Mesmo estando sem dinheiro, podemos doar; mesmo sem tempo, podemos comparecer para ajudar; mesmo sem saúde, podemos nos arrastar para abraçar. Podemos ir a um encontro mesmo que não nos esperem. Podemos retribuir o mal com o bem. Podemos compartilhar com os outros a boa palavra que recebemos. Pra isso, além de Paulo, temos Timóteo como um bom exemplo. Uma das grandes qualidades de Timóteo (talvez a maior) era o seu interesse pelos outros. Isso o levou a pastorear, primeiro com Paulo e depois sozinho. Ele aprendeu para ensinar, nessa ordem. Sim, a ordem é importante, porque há pessoas sempre dispostas a ensinar, embora não tenham aprendido. Isso implica primeiro praticar exercícios espirituais, vale dizer: orar, ler a Bíblia, meditar sobre a Palavra e estudá-la. Precisamos de líderes espirituais que nos encorajem na fé. Num dia somos encorajados, no outro encorajamos. Gaste tempo com pessoas, na igreja e fora da igreja. Gaste tempo com a sua família. Os pais devem ensinar a Bíblia pessoalmente aos filhos, levá-los a uma igreja onde a Bíblia seja ensinada e viver de tal maneira que eles os queiram imitar. Mesmo que um dos cônjuges não seja cristão (ou, se for, mas relapso), aquele que é cristão deve assumir o pastorado do casal ou da família. Se apenas os filhos foram alcançados pela graça, devem orar e viver de tal maneira que seus pais também vejam que Jesus é o Único que pode salvar. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    27 min
  • Uma Igreja Complicada: Destruindo o Corpo de Cristo (1 Coríntios 3) #rpsp
    Nós somos o nosso corpo. Não temos como separar nosso corpo da nossa alma. Eles formam uma unidade. Sabemos disso quando temos uma dificuldade emocional. Não é só a nossa mente que sofre. Nosso corpo também sofre. Nosso ser inteiro padece. Somos pessoas em que habita o Espírito Santo de Deus, a quem alegramos quando amamos ou entristecemos quando pecamos. Somos, portanto, “o templo do Deus vivo” (2Coríntios 6.16). Deus habita em nós, mesmo que sejamos frágeis como o barro. Deus se identifica conosco na nossa fragilidade. Jesus Cristo foi frágil como nós, sentindo sede, cansaço e fome, como nós. Essa verdade nos enche de responsabilidade. Somos vasos habitados por Deus. Por isso, devemos andar com cuidado. Essa verdade deve também nos encher de alegria. Deus não despreza a nossa fragilidade, mas habita nela para ser a sua força.
    Como ser sábio sobre de nossa fragilidade?
    Sábio é quem diz, para si mesmo e para os outros: “Eu fui morto com Cristo na cruz” (Gálatas 2.19). Sábio é quem é exclusivamente de Deus (1Pedro 2.9-10; Êxodo 19; 1Coríntios 6.12; Romanos 7.24). Sábio é quem continua assombrado diante do que Deus fez e faz (Êxodo 15.11; Isaías 28.29). Ser sábio não é ter desejos pecaminosos; é dominá-los, com a ajuda do Espírito Santo, até não os ter mais (Gálatas 4.19). O sábio não gosta mais do que gostava quando ainda não fora alcançado pela misericórdia (Romanos 6.11-14). O sábio caminha o segundo quilômetro com o próximo (Mateus 5.41), mesmo que o próximo lhe tenha pisado no calo ou lhe tenha caluniado. Sábio é quem não tem vontade de comentar interpretativamente o que viu com o outro, mas se contenta em orar a respeito do que viu, mesmo porque o sábio não se acha superior (ou melhor) que o outro, mas, seguindo o ensino de Paulo considera os outros superiores a si mesmo (Filipenses 2.3). O sábio não confunde dignidade pessoal com vaidade pessoal. O sábio vive cada minuto na convicção de que Deus o acompanha o tempo todo, e tem prazer nisso. O sábio está seguro onde estiver, por causa da convicção de que Deus o acompanha. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    31 min
  • Uma Igreja Complicada: A Mente de Cristo (1 Coríntios 2) #rpsp
    Quem molda o nosso pensamento: o Espírito Santo de Deus, que nos torna livres, ou o espírito do mundo em que vivemos e que nos quer escravos? O espírito do mundo se manifesta em múltiplas formas, como, por exemplo, a vitória do medo, a idolatria do sucesso e a divinização do corpo. Ao contrário, o espírito do Senhor se manifesta em termos de coragem (2Timóteo 1.7), vitória (Romanos 8.37) e prazer em Deus (Efésios 1.13-14). Se isso é verdade, por que tendemos tanto a nos alegrar com o mundo e seu espírito, o que não é próprio para os filhos de Deus? Recebemos o Espírito de Deus quando reconhecemos que Jesus morreu por nós na cruz. Nesse momento, o espírito do mundo deixou de moldar o nosso pensamento. E temos de vigiar permanentemente para que o espírito do mundo, que usa todos os meios possíveis, não nos escravize de novo.
    Quando lemos o Novo Testamento, moldamos a nossa vida por ele, em vez de querer moldar as suas palavras ao que achamos ser o certo e melhor. Quando lemos o Novo Testamento, ouvimos o mundo, por seus meios de comunicação e por nossos amigos, mas elegemos como a voz a que vamos atender a voz do Espírito Santo que ecoa através das páginas bíblicas. Quando lemos o Novo Testamento, não suspendemos os nossos desejos, mas conferimos se são legítimos e realmente para o nosso bem. Quando lemos o Novo Testamento, vamos nos deixando modelar pela graça, de modo a lançar para longe aquele anelo por uma religião que faça troca com Deus. Quando lemos o Novo Testamento, não abrimos mão da nossa capacidade de pensar e escolher, mas elegemos um conjunto objetivo de ensinos que podemos ler, reler, interpretar e reinterpretar com a ajuda do Espírito Santo para que, entendendo-os, possamos praticar o que nos propõem. Quando lemos o Novo Testamento, somos fortalecidos para enfrentar as pressões para um comportamento longe dos padrões de Deus, mesmo que venham dos nossos próprios irmãos de fé. Quando lemos o Novo Testamento, deixamos de ser crentes mornos, aqueles que Jesus Cristo vomita.
    AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min
  • Uma Igreja Complicada: A Loucura da Cruz (1 Coríntios 1) #rpsp
    Aqui Paulo se gloria no fato de que, em sua maior parte, a Igreja estava composta pelas pessoas mais simples e humildes. Não devemos pensar que a igreja primitiva estava composta por escravos em sua totalidade. Até na época do Novo Testamento vemos que muitas pessoas das altas classes sociais se estavam convertendo ao cristianismo. Encontramos a Dionísio em Atenas (Atos 17:34); Sérgio Paulo, o procônsul de Creta (Atos 13:6-12); as mulheres nobres de Tessalônica e Beréia (Atos 17:4,12); Erasto, o tesoureiro, provavelmente da cidade de Corinto (Romanos 16:23). Nos tempos de Nero, Pomponia Gracina, a mulher do Plautio, conquistador de Bretanha, sofreu o martírio por ser cristã. Pelo fim do século II, Plínio, o governador de Bitínia, escreveu ao imperador Trajano dizendo que os cristãos provinham de todas as classes sociais. Mas é certo que a grande massa de cristãos estava composta por gente simples e humilde.
    Ao redor do ano 178 d. C. Celso escreveu um dos ataques mais agudos contra o cristianismo. Ridicularizou precisamente essa atração que o cristianismo exercia sobre o povo comum. Assinalou que o ponto de vista cristão era o seguinte: "Não deixem que se aproxime nenhuma pessoa culta, nem sábia, nem sensata, porque cremos que tudo isso é pecado, mas deixem que se aproximem livremente os ignorantes, os desprovidos de sentido e de cultura, e os parvos." A respeito dos cristãos escreveu: ''Vemo-los em suas próprias casas, tecedores, sapateiros e lavadeiros, pessoas sem educação e vulgares." Disse que os cristãos eram: "como uma nuvem de morcegos — ou de formigas saindo de seus esconderijos — ou de rãs participando de um simpósio ao redor de seu pântano — ou de lombrigas em um conciliábulo em uma esquina barrosa."
    Esta era precisamente a glória do cristianismo. No império havia sessenta milhões de escravos. Para a lei um escravo era uma "ferramenta viva", uma coisa e não uma pessoa. Um amo podia desfazer-se de um escravo velho tal como podia fazê-lo com uma pá ou uma enxada velha. Podia entreter-se torturando a seus escravos, podia chegar a matá-los. Para os escravos não existia o casamento, até seus filhos pertenciam ao amo, como os cordeiros das ovelhas pertenciam ao pastor e não à ovelha. A glória do cristianismo foi converter estas pessoas que eram coisas em homens e mulheres verdadeiros, e ainda mais, em filhos e filhas de Deus, àqueles que não eram respeitados outorgou o respeito próprio; aos que não tinham vida, vida eterna; disse aos homens que se não eram importantes para os homens, eram-no para Deus. Disse aos homens que aos olhos do mundo não tinham valor, que aos olhos de Deus, valiam a morte de seu único Filho. O cristianismo foi, e ainda é, literalmente o que mais eleva em todo o universo.
    A citação com que Paulo termina esta passagem pertence a Jeremias 9:23, 24. Aqui, o pecado básico é crer-se com direitos, ou o desejo de reconhecimento. Só quando nos damos conta de que não podemos fazer nada e que Deus pode fazer e fará tudo, começa a verdadeira religião. O fato surpreendente e verdadeiro da vida é que a pessoa que se dá conta de sua própria fraqueza, de seu falta de sabedoria, de sua própria incapacidade e falta de poder, é a que no final é forte e sábia. É um fato corroborado pela experiência que o homem que crê que pode valer-se na vida por si só, terminará naufragando. BARCLAY, The First Letter to the Corinthians
    45 min
  • Nas Garras da Graça: Trabalho em Equipe (Romanos 16) #rpsp
    Amplíato, Andrônico, Apeles, Aristóbulo, Asíncrito, Epêneto, Erasto, Estáquis, Febe, Filólogo, Flegonte, Gaio, Hermas, Hermes, Herodião, Jasom, Júlia, Júnias, Lúcio, Maria, Narciso, Nereu, Olimpas, Pátrobas, Pérside, Priscila, Quarto, Rufo, Sosípatro, Tércio, Timóteo, Trifena, Trifosa e Urbano.
    São 34 os amigos de Paulo, citados no último capítulo da Carta de Paulo aos Romanos. Veja se consegue ler a relação em voz alta e sem respirar. No caso de Paulo, eram todos seus colaboradores. A listagem tem uma mensagem: o apóstolo sabia que seu sucesso vinha do seu trabalho e dos seus colaboradores. Ninguém faz sucesso sozinho. Recebamos essa lista como um convite a que valorizemos as pessoas. Para muitas das pessoas o apóstolo tem uma palavra de reconhecimento. Temos agido assim ou apenas nos lembrado de reclamar das pessoas? Que a nossa lista de amigos tenha, pelo menos, 34 nomes! Então, seja agradecido a todos eles. Agradeça a Deus, que o abençoa todos os dias, e àqueles que o abençoam, com estímulos, com recursos, com oportunidades. Agradeça aos seus pais. Eles fizeram como Arão (Números 6.22-27) e abençoaram você. Agradeça aos seus professores. Eles conduziram você até aqui. Agradeça a todos que permitiram a você ser o que é e a chegar aonde chegou.
    Na medida do possível e amorosamente:
    1. Fuja das pessoas que têm certezas sobre todas as coisas. Elas não sabem o que é a graça.
    2. Evite as pessoas que são capazes de matar (com palavras de pólvora ou armas de fogo) pela causa que abraçaram. Elas não sabem o que é a verdade.
    3. Fique longe das pessoas que não conseguem rir de si mesmas. Elas não sabem o que é a humildade.
    4. Distancie-se (para bem longe) das pessoas que guardam veneno sob a língua. Elas não sabem o que é o amor.
    5. Afaste-se das pessoas que nunca têm tempo para perder um pouco de tempo. Elas não sabem o que é a amizade.
    Na medida do possível, eis o que buscar:
    1. Aprecie as pessoas que são normais, que têm dúvidas, que têm coragem de dizer a Deus algo como “por que me abandonaste?”.
    2. Aproxime-se das pessoas que abraçam verdades e até morrem por elas, mas jamais matam — real ou simbolicamente — os que se elegem como seus adversários.
    3. Ande quilômetros para fazer um lanche no meio da tarde com as pessoas capazes de rir, dos seus erros e até das suas certezas.
    4. Prefira as pessoas que não têm memória e que, por isso, sequer se lembram que foram ofendidas, razão pela qual não conhecem a palavra “vingança”.
    5. Esteja perto dos que não veem distância para vir ao seu encontro quando você precisa de ombros e ouvidos. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    39 min
  • Nas Garras da Graça: Doação e Compreensão (Romanos 15) #rpsp
    Existem poucas passagens que revelam o caráter de Paulo melhor que este. Está chegando ao final de sua carta e quer preparar o campo para a visita que esperava logo fazer a Roma. Quando lemos esta passagem vemos o menos algo do secrete de Paulo para ganhar nos homens.
    1) Paulo se revela como um homem de tato. Não há aqui uma irada recriminação. Não censura os irmãos de Roma, nem lhes fala como um zangado professor de escola. Diz-lhes que está somente recordando a eles o que eles sabiam bem, e lhes afirma que está seguro de que eles têm capacidade em si mesmos para emprestar um relevante serviço uns aos outros e a seu Senhor. Paulo estava muito mais interessado no que um homem podia ser que no que era. Via as faltas com total clareza, e as tratava com total fidelidade; mas todo o tempo estava pensando, não na desventurada criatura que era o homem, mas na brilhante criatura que podia ser.
    Conta-se que uma vez, quando Miguel Ângelo começou a esculpir um enorme bloco de mármore bruto, disse que seu propósito era libertar o anjo aprisionado na pedra. Da massa disforme lavrou o anjo que seus olhos viam ali.
    Paulo também era assim. Ele não queria derrubar e afligir o homem; não criticava para causar ferida e dor; falava com honestidade e com severidade, mas sempre falava porque queria capacitar os homens para o que deviam ser e ainda não tinham alcançado a ser.
    2) A única glória que Paulo reclamou foi ser ministro de Cristo. A palavra que utiliza (leitourgos) é uma palavra magnífica. Na Grécia havia certas cargas públicas chamadas liturgias (leitourgiai) que
    eram algumas vezes impostas e outras assumidas voluntariamente pelos homens que amavam a seu país
    Tais como manter os coros, armar a frota ou enviar uma embaixada com seus próprios recursos. Mais tarde o termo chegou a ser usado para referir-se a qualquer classe de serviço; e até mais tarde chegou a ser usado especialmente com referência ao culto e ao serviço prestado nos templos dos deuses. Mas o termo sempre teve esse pano de fundo de serviço generoso. Exatamente como nos dias antigos, alguém deixava sua fortuna sobre o altar do serviço a sua amada Atenas; assim Paulo deixou todas suas coisas sobre o altar do serviço a Cristo, e estava orgulhoso de ser o servo de seu Senhor.
    3) Paulo se via si mesmo, no esquema das coisas, como um instrumento nas mãos de Cristo. Ele não falava do que tinha feito; mas sim do que Cristo fazia com ele. Nunca dizia de algo: "Eu o fiz." Sempre dizia: "Cristo me usou para fazê-lo." Quando um homem cessa de pensar no que pode fazer e começa a pensar no que Deus pode fazer com ele, é quando começam a acontecer coisas.
    (4) A ambição de Paulo era ser um iniciador. Diz-se que, quando Livingstone se ofereceu como missionário à Sociedade Missionária de Londres, foi-lhe perguntado aonde gostaria de ir. "Aonde quer que seja", disse, "contanto que seja para frente." E quando chegou à África foi atraído pela fumaça de mil aldeias que viu à distância.
    A ambição de Paulo era levar as boas novas de Deus aos homens que nunca as tinham ouvido. BARCLAY, The Letter to the Romans
    20 min
  • Nas Garras da Graça: Cristãos Fortes X Cristãos Fracos (Romanos 14) #rpsp
    Paulo lembra a seu povo que o cristianismo, o Reino dos céus, não consiste em comer ou beber o alguém imagina. Consiste em três grandes coisas, todas as quais são essencialmente alheias ao egoísmo.
    Uma é a justiça, e a justiça consiste em dar aos homens e a Deus o que lhes corresponde. Então, o primeiro que devemos oferecer a um semelhante na vida cristã é simpatia e consideração; no momento em que nos transformamos em cristãos, os sentimentos de outros se tornam mais importantes que os nossos próprios; o cristianismo significa colocar primeiro a outros e depois o eu. Não podemos dar a outro o que corresponde e, ao mesmo tempo, fazer o que queremos.
    Logo vem a paz. No Novo Testamento, a paz não significa somente ausência de problemas; a paz não é algo negativo, é intensamente positiva; significa tudo aquilo que tende ao bem supremo do homem. Os próprios judeus freqüentemente pensavam que a paz significava um estado de corretas relações entre homem e homem. Se insistirmos em que a liberdade cristã significa fazer tudo o que queiramos, isto é precisamente um estado de coisas que nunca poderemos alcançar. O ristianismo consiste inteiramente em relações pessoais com os homens e com Deus. A ilimitada liberdade cristã está condicionada pela obrigação cristã de viver em boas relações, em paz, com nossos semelhantes.
    Logo vem a alegria. No cristianismo, a alegria nunca pode ser egoísta. A alegria cristã não consiste em que sejamos felizes, consiste em fazer os outros felizes. Uma mau chamada felicidade que angústia e ofende a outros, não é uma felicidade cristã. Se em sua própria busca da felicidade alguém machuca o coração ou fere a consciência de outro, o fim último de sua busca não será alegria mas tristeza. A alegria cristã não é individualista; é algo interdependente. A liberdade cristã não é liberdade para pisar os sentimentos de outros. O cristão se alegra só quando dá alegria a um semelhante, embora seja à custa de limitações pessoais para ele.
    Quando a pessoa segue este princípio, transforma-se em escravo de Cristo. Eis aqui a verdadeira essência da questão. A liberdade cristã significa que somos livres, para fazer, não o que queremos mas o que Cristo quer. Significa que somos livres, não para fazer algo, mas para nos abster de fazê-lo. Sem Cristo, um homem é escravo de seus hábitos, de seus prazeres, de suas práticas. Não faz realmente o que quer. Faz o que as coisas às quais se mantém sujeito o levam a fazer. Uma vez que o poder de Cristo penetra nele, transforma-se em dono de si mesmo e então, só então, entra em sua vida a plena liberdade. Então somos livres, não para tratar aos homens e para viver como nos dita nossa natureza humana egoísta e tempestuosa, mas sim com a mesma atitude de amor que Jesus mostrou por nós. BARCLAY, The Letter to the Romans
    43 min
  • Nas Garras da Graça: O Cristão e o Estado (Romanos 13) #rpsp
    Hoje, no mundo religioso, existem multidões que, segundo crêem, trabalham pelo estabelecimento do reino de Cristo como um domínio terrestre e temporal. Desejam tornar nosso Senhor o governador dos reinos deste mundo, o governador em seus tribunais e acampamentos, em suas câmaras legislativas, seus palácios e centros de negócios. Esperam que Ele governe por meio de decretos, reforçados por autoridade humana. Uma vez que Cristo não Se encontra aqui pessoalmente, eles próprios empreenderão agir em Seu lugar, para executar as leis de Seu reino. O estabelecimento de tal reino era o que desejavam os judeus ao tempo de Cristo. Teriam recebido Jesus, houvesse Ele estado disposto a estabelecer um domínio temporal, impor o que consideravam como sendo leis de Deus, e fazê-los os expositores de Sua vontade e os instrumentos de Sua autoridade. Mas Ele disse: “O Meu reino não é deste mundo”. João 18:36. Não quis aceitar o trono terrestre.
    O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos — extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração.
    Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembléias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo. “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade do varão, mas de Deus”. João 1:12, 13. Aí está o único poder capaz de erguer a humanidade. E o instrumento humano para a realização dessa obra é o ensino e a observância da Palavra de Deus.
    Hoje, como no tempo de Cristo, a obra do reino de Deus não se acha a cargo dos que reclamam o reconhecimento e apoio dos dominadores terrestres e das leis humanas, mas dos que estão declarando ao povo, em Seu nome, as verdades espirituais que operarão, nos que as recebem, a experiência de Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gálatas 2:20. Então eles trabalharão, como Paulo, em benefício dos homens. Disse ele: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos pois da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus”. 2 Coríntios 5:20. WHITE, O Desejado de Todas as Nações
    40 min

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