Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Cadernos do Cárcere: The Chosen (Efésios 1) #rpsp
    Se vamos a um banco tomar dinheiro emprestado, precisamos demonstrar que temos condições de honrar o compromisso assumido. O banco exige que tenhamos bens suficientes para pagar o empréstimo. Precisamos oferecer “garantia” de que vamos quitar a nossa dívida. Se não houver pagamento, o banco fica com os bens dados em garantia, sejam nossos ou do fiador. Depois, ele vende e liquida a dívida. O banco não quer perder. Jesus é a garantia da nossa vida. Ele se ofereceu ao Pai como nossa garantia. Nós podemos falhar, mas nossa herança nos será entregue, porque Jesus a garante… O poder da igreja é o poder para servir, não para ser servida. Sua força é exercida no serviço ao mundo, não em ser servida pelo mundo. Quando a igreja quer ser servida pelo mundo, ela se torna parte dos inimigos a quem Cristo sujeita. Jesus transferiu seu poder à igreja. É por meio da igreja que ele domina sobre a terra. No entanto, precisamos ter muito claro para nós o que é a igreja, palavra que aparece cerca de 100 no Novo Testamento. A igreja é a comunidade dos que têm fé em Jesus Cristo. Há muitos senhores disputando a nossa fé e, às vezes, renunciamos à fé em Jesus para a oferecermos aos príncipes deste mundo. No entanto, se queremos fazer parte da igreja, precisamos ter fé em Jesus Cristo como nosso Senhor, Senhor da igreja, Senhor do mundo. A igreja é a comunidade dos que têm fé em Jesus Cristo, só em Jesus Cristo. E assim que você crê? A igreja é a comunidade dos que se amam, com base na fé em Jesus. O amor na comunidade é consequência da fé em Jesus Cristo. Assim, se Paulo lhe escrevesse pessoalmente, a igreja responderia como ele disse a Filemom: “tenho ouvido falar do seu amor por todo o povo de Deus e da fé que você tem no Senhor Jesus” (Filemom 5)? Precisamos crescer nessa área. Como participantes desta igreja, precisamos ter pelas pessoas um interesse real, o melhor sinônimo para o amor. A igreja é a comunidade dos que recebem a capacitação do Espírito Santo para atuar no mundo de que é parte. Sem essa capacitação, a igreja não consegue realizar sua missão. Não há privilégio nesse poder, mas apenas uma imensa responsabilidade. Você tem sido capacitado pelo Espírito Santo a proclamar Cristo para o mundo? AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    31 min
  • Livres em Cristo: As Marcas de Cristo (Gálatas 6) #rpsp
    Podemos nos orgulhar da família que temos? Podemos nos orgulhar da nossa bondade? Podemos nos orgulhar das coisas boas (“obras”) que fazemos? Podemos nos orgulhar da nossa fé? Podemos nos orgulhar das bênçãos que Deus nos tem dado? Para que esse orgulho não nos destrua, precisamos nos lembrar do que é a cruz. A cruz é a renúncia aos próprios desejos para seguir os desejos de Jesus, assim como ele fez com o Pai (Marcos 8.34-37). Com essa verdade em mente, só podemos nos orgulhar da cruz: no que a cruz fez por nós, ao nos permitir ver quem somos: pecadores, mas pecadores amados por Deus a ponto de ele ter enviado seu Filho para morrer em nosso lugar. Só podemos nos orgulhar do que a cruz faz por nós: podemos ainda hoje ser salvos do poder dos nossos pecados. Só podemos nos orgulhar do que a cruz faz por nós: nos dá a vida eterna. Para Paulo, “Jesus Cristo crucificado era alegria e prazer, consolo e paz, esperança e confiança, o lugar de construir e de descansar, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma. Paulo não pensava no que tinha feito por si mesmo e no que tinha sofrido ele mesmo. Ele não meditava na sua própria bondade ou na sua própria retidão. Ele pensava no que Cristo tinha feito e no que Cristo tinha sofrido, até a morte; ele pensava na retidão de Cristo, na expiação de Cristo, no sangue de Cristo, na obra completa de Cristo. É nisso que se gloriava. Isso era o sol de sua alma” (J. C. RYLE). AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    44 min
  • Livres em Cristo: As Obras da Carne e os Frutos do Espírito (Gálatas 5) #rpsp
    Somos chamados para a liberdade. No entanto, tendemos a usar esse dom de Deus para destruir nosso próprio corpo ou a vida dos outros. Nossa liberdade não é a liberdade da carne em nós, mas liberdade do Espírito, para que ele nos habite integralmente. Nossa liberdade não é liberdade para esquecer ou maltratar o outro, a quem devemos amar. Tendemos a ser muito duros uns com o outros. Somos capazes de empurrar as pessoas e desqualificá-las quando não concordamos com o que são ou fazem. Muitas vezes, podemos lançar mão do lamentável recurso da violência para que nossa vontade seja feita. No entanto, o amor ao próximo, com todas as suas consequências, deve ser uma consequência da liberdade, da verdadeira liberdade, a liberdade como dom de Deus. A nossa meta de uma vida digna da graça que nos alcançou sem esforço nenhum da nossa parte é permitir que sejamos guiados pelo Espírito Santo, para que amemos cada vez mais. Como aprendemos com o apóstolo Paulo, quando o Espírito Santo nos guia, ele mesmo humilha (mata) as obras da nossa natureza (desejos, temperamentos e costumes), que são manifestas em termos de imoralidade sexual, impureza, ações indecentes, adoração de ídolos, feitiçarias, inimizades, brigas, ciumeiras, acessos de raiva, ambição egoísta, desunião, divisões, invejas, bebedeiras e farras. Somos advertidos de que não somos realmente salvos se temos prazer permanente nessas coisas. O teste prático da salvação inclui “o fruto do Espírito”. Deixamos que esse fruto se veja em nós pela obra do Espírito Santo, em quem andamos. Ser cheio do Espírito Santo é ser pleno do fruto do Espírito Santo. O fruto do Espírito Santo se mostra em atitudes que o apóstolo Paulo relaciona, certamente sem esgotar a lista, em três grupos. No primeiro grupo estão as práticas ligadas ao nosso relacionamento com Deus: amor, alegria e paz. No segundo grupo estão as virtudes que devem estar presentes no convívio humano: paciência, delicadeza e bondade. No terceiro está presente o que deve acontecer na nossa vida interior: fidelidade, humildade e domínio próprio. Ler essa lista enche a nossa boca de água e faz o nosso coração bater mais forte. Podemos dar o fruto do Espírito Santo? A resposta é: obviamente, sim. Mas devemos saber que não é obra nossa, mas do Espírito Santo em nós. Por isso, precisamos estar cheios dele. Afinal de contas, o fruto do Espírito é o resultado da presença plena do Espírito Santo em nós. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    1 hr 4 min
  • Livres em Cristo: Escravos ou Livres (Gálatas 4) #rpsp
    Entre extremos, opomos graça e culpa. Que bem nos faz a culpa, senão a de nos sentir culpados? A culpa é um convite ao pecado, como se o nosso fracasso o tornasse inevitável. A culpa é real, mas não pode ser o horizonte baixo da nossa vida. A culpa é o nosso salário, mas exclusivamente pelo que fizemos. A culpa pode até mesmo ser pedagógica ao nos conduzir para a redenção, mas quase sempre é caverna de onde é difícil sair. A boa religião não nega a culpa, mas vive para a possibilidade da sua derrota. A boa religião se alimenta da graça. A boa religião alimenta a graça. A graça nos alimenta. A graça só nos faz bem. A graça é um convite à liberdade digna como o compasso da nossa trajetória. A graça é sempre pedagógica porque a jornada pode ser longa. Quando nos rendemos a ela, a graça nos sopra a atmosfera da alegria. Precisamos ouvir histórias de graça. Precisamos da graça. Podemos ser escravos do nosso passado. Podemos ser livres em relação ao nosso passado. O passado nos deixa heranças, boas e ruins. A educação que recebemos é um legado, que também pode ser bom ou ruim. Se nossa infância foi triste, podemos passar a vida inteira tristes ou decidir que não temos de ser escravos da nossa herança ruim. Não precisamos aceitar os papéis que o passado nos deixou. Não precisamos ser filhos de escravos. Mesmo que nossos pais tenham sido escravos de vícios e maus hábitos, podemos ser livres. O filho de um alcoólatra não precisa ser alcoólatra. O filho de pai violento não precisa ser violento com os seus filhos. Uma pessoa que vivenciou a pobreza não precisa continuar passando fome. Todos precisamos entender que somos livres, livres para decidir a vida que queremos levar. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    1 hr 18 min
  • Livres em Cristo: Membros da Família da Fé (Gálatas 3) #rpsp
    O apóstolo está horrorizado com uma tendência que lhe chegou ao conhecimento, verificada entre algumas igrejas da Galácia. Havia, entre elas, quem estava se deixando levar pelo canto da sereia legalista. É por isso que ele pergunta se seus leitores eram tão insensatos a ponto de, tendo sido alcançados pela graça, porque convencidos pelo Espírito dos seus pecados, agora voltarem ao império da Lei mosaica, que afirma o valor do esforço humano para a salvação. O tom paulino é severo, perguntando-lhes se, depois de terem recebido a graça, a partir de agora voltarão a viver pela Lei. Depois de evangelizados, os gálatas estavam sendo “desevangelizados” pelos pregadores que propunham uma volta parcial ao judaísmo. O conhecimento desse dado nos ajuda a entender melhor toda a carta. A eloquência desses judaizantes era tanta que estavam seduzindo muitos seguidores de Jesus a abandonarem a fé cristã. Então, o apóstolo Paulo pede a eles para não se esquecerem de que eles eram seguidores de Jesus porque foram chamados pela graça de Cristo. Tendo sido chamados, aceitaram o convite, foram transformados e passaram a viver segundo essa graça. Como agora passavam uma borracha em toda aquela experiência? No fundo, eles não achavam que estavam abandonando Cristo, mas que podiam ficar com ele e com o seu contrário. Talvez achassem que não havia problema algum em ficar com o evangelho e com a Lei. Paulo, então, afirma que evangelho e Lei são contraditórios. Como agora queriam conciliar o que não pode ser conciliado? Assim, pelo efeito da propaganda, alguns cristãos estavam abandonando a fé cristã. O risco ainda permanece. Paulo diz que devemos nos lembrar do evangelho que aceitamos. Embora anunciado por homens, não é um evangelho de homens, mas de Jesus Cristo. Um dia, fomos transformados por esse evangelho de graça e por essa graça estamos no caminho da transformação, um caminho que não tem fim. A legitimidade do evangelho não está na nossa vida (por mais correta que seja) mas em Jesus Cristo. A visão desse evangelho nos mantém firmes na graça, mesmo que os pregadores da Lei sejam convincentes, mesmo que as seduções das maravilhas da tecnologia e da comunicação sejam poderosas, mesmo que a decepção com o Deus que imaginamos nos aperte a garganta, mesmo que o sucesso dos incrédulos nos atordoe, mesmo que a duplicidade de vida dos cristãos nos amargure. Só o evangelho de Jesus Cristo como pregado por Paulo e por todos os que são fiéis à vocação para a qual foram realmente chamados, no passado e no presente, é evangelho. O resto é criação humana e, como tal, deve ser rejeitado. A lei é a afirmação da competência humana. Ela estabelece as regras e nós as seguimos. Portanto, ela não exige conteúdo, mas apenas forma; não exige algo interior, mas apenas exterioridade. Ora, no relacionamento com as pessoas e com Deus, isso não funciona. A intenção é essencial. Pior que isso: a lei exige coisa demais de nós e oferece quase nada. Lei não tem nada a ver com religião, que é uma relação homem-Deus e homem-homem. A lei parte de si mesma e termina em si mesma. Ela se torna um peso sobre nós, uma vez que não conseguimos seguir todas as suas regras. Assim, na verdade, a lei é uma maldição, gerando disputa, autossuficiência, insegurança, medo e culpa. Portanto, a lei só tem uma “virtude”: mostrar a nossa incompetência para conquistar a graça. A lei serve apenas como tutor, que, na antiguidade, era o escravo encarregado da educação de uma criança e responsável por afastar dela qualquer pessoa cuja influência fosse negativa. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    45 min
  • Livres em Cristo: Não eu, Mas Cristo (Gálatas 2) #rpsp
    Temos dificuldade para viver a graça por causa da nossa humanidade. Nossa dificuldade em entender a graça advém da nossa dificuldade em olhar a vida sob a perspectiva de Deus, que é radicalmente diferente da nossa. Ele vê com graça; nós vemos com justiça. Isso é verdadeiro nos nossos relacionamentos com os outros e mesmo no modo como nos vemos. Deus vê a sua igreja com graça; nossos olhos são os da justiça. Ele nos vê com graça; nós nos vemos com justiça, até mesmo com severidade. Nós não conseguimos viver fora de uma visão meritocrática das relações humanas. A graça de Deus é a abolição do mérito. Afinal, qual era o mérito de Noé, em quem Deus achou graça (Gênesis 6.8)? Qual era o mérito de Abraão para ser tornado pai de todos os que têm fé (Gálatas 3.7)? Qual era o mérito de Moisés para poder falar face a face com Deus, como se fala com um amigo (Êxodo 33.11)? Qual era o mérito de Davi para ser um homem segundo o coração de Deus (1Samuel 13.14)? Qual era o mérito de Maria para que Deus a contemplasse (Lucas 1.47)? Qual era o mérito de Pedro para ser escolhido como líder principal da nascente Igreja contra a qual as portas do inferno jamais prevalecerão (Mateus 16.18)? Qual era o mérito de Paulo para que fosse transformado de perseguidor a perseguido (1Timóteo 1.13)? Eles eram tão valiosos como cada um de nós é. No entanto, Deus lhes infundiu graça, como a infunde a nós. Para viver a graça, precisamos permitir que Cristo viva em nós. Quando morremos na cruz com Cristo, nós nos tornamos íntimos dele. Nós nos tornamos íntimos de Cristo quando nos esvaziamos de nós mesmos. Quando nos identificamos com ele, permitimos que ele viva por nosso intermédio. Se ele vive por nós, por que ficaríamos ansiosos? Não é o nosso desejo que vive; é o desejo dele. Não são os nossos valores que importam; são os dele. Permitir que Cristo viva em nós significa identificarmo-nos com o Cristo da cruz. Há um raciocínio infeliz, apresentado pelos adversários da graça, nos seguintes termos: se Deus é graça, estamos livres para pecar. Contra essa ideia o próprio apóstolo Paulo já advertiu (Gálatas 5.13), tão antiga ela é. Quem pensa assim não entendeu o que é a graça, esse viver de Cristo em nós. Essas pessoas anulam a graça neles. Graça não é indulgência (perdão antecipado) para pecar. Uma vida cheia de graça não tem prazer em pecar. Quando ele vive em nós, temos um novo tipo de confiança nele, marcada pelo descanso. Passamos a descansar no poder de Deus. Só quando Cristo vive em nós vivemos a realidade de que a graça nos basta. Como consequência desse viver de Cristo em nós, podemos adentrar num novo tipo de relacionamento humano, baseado na graça. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    56 min
  • Livres em Cristo: A Origem do Evangelho (Gálatas 1) #rpsp
    Temos necessidade da aprovação dos outros, que recebemos como uma forma de aceitação. Por isso, tendemos a ler os livros mais comentados do momento, a assistir aos filmes a que a maioria está assistindo, a ir ao restaurante que está na moda, a falar do modo que todos falam, a pensar do modo que a maioria pensa. A iniciação nos vícios deriva desse desejo por aprovação. Muitas pessoas começam a trilhar caminhos tortos para agradar os outros. A graça nos livra desses erros quando nos lembra que fomos aceitos por Deus. Se fomos aceitos por Deus, temos a aceitação essencial; não precisamos de aceitações secundárias todos os dias. Fomos aceitos de uma vez por todas. A graça nos dignifica como pessoas. A graça nos diz que fomos aprovados por Deus antes de fazermos qualquer coisa para sermos aceitos. A cruz, de onde a graça desce sobre nós, foi uma iniciativa de Deus, como um selo sobre cada um de nós, em que está escrito: ACEITO. Não precisamos de aplausos. Se vierem, ótimo, mas não podemos depender deles, nem buscá-los… A história de Paulo nos mostra que podemos mudar. Nossa história pode mudar. Nosso caráter pode mudar. Nossas emoções podem mudar. Nossa fé pode mudar. A história desse homem é a história de um ser humano (Saulo) que foi transformado (Paulo). Saulo persegue. Paulo é perseguido. Saulo mata. Paulo ama. Saulo é rancoroso. Paulo é amoroso. Saulo é vaidoso. Paulo é humilde. Saulo tem medo. Paulo tem esperança. Saulo é ressentido. Paulo é confiante. Saulo é escravo do legalismo. Paulo é filho da graça. A transformação de Saulo para Paulo é a demonstração de que uma história como essa pode acontecer na nossa vida pela graça de Deus. Se temos um vício, podemos ser libertos. Se temos um trauma, podemos ser restaurados. Se somos legalistas, podemos ser graciosos, como Deus é conosco. Se temos dificuldade em crer, podemos ser transformados em homens e mulheres que creem em Jesus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min
  • Uma Igreja Complicada: Graça, Amor e Comunhão (2 Coríntios 13) #rpsp
    Deus nos abençoa com amor e paz. O amor dele por nós é um presente unilateral. Nada temos de fazer para recebê-lo. Jesus o distribuiu do alto da cruz. Cabe-nos pegar a nossa parte. A radicalidade dessa oferta de amor nos deve estimular a, como as noivas no final do casamento, lançar buquês de amor às pessoas. Quanto à paz, ela tem duas dimensões para que a vivamos. Primeiramente, temos de aceitá-la como uma oferta, feita também na cruz, quando Jesus nos reconciliou com o Pai. Ter paz com Deus também não depende de nós. Mas a paz de Deus não é suficiente. Precisamos viver em paz uns com os outros. Nosso modelo é Jesus Cristo. Uma vida de paz é uma vida centrada no perdão, como uma atitude nossa para com aqueles que falham conosco, atitude que queremos tenham conosco quando falhamos. Parte dos nossos conflitos é provocada pela nossa falta de sabedoria. Viver em comunidade, seja a primeira delas que é a família, seja uma grande, como a igreja em que atuamos ou a empresa em que trabalhamos, exige sabedoria. São muitas histórias de vida se encontrando, são muitos jeitos de viver se cruzando, são muitos estilos se conectando. Temos de aprender a falar e, sobretudo, temos de aprender a não falar. A outra parte vem da nossa falta de santidade. Quando o nosso egoísmo é mais forte que a nossa capacidade de compreender o outro, não há paz. Quando só os nossos interesses interessam, não há paz. Há paz quando abrimos mão de desejos e direitos, certos de que a supressão de desejos e direitos é a mais importante do que a ausência de paz. O Deus de amor e de paz estará conosco se permitirmos que o jeito amoroso e pacífico dele seja a nossa busca, desde o amanhecer. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    29 min
  • Uma Igreja Complicada: Tua Graça me Basta (2 Coríntios 12) #rpsp
    No início da sua vida cristã, Paulo teve uma série de arrebatamentos espirituais, durante os quais viu e ouviu coisas tão extraordinárias que se calou sobre elas. Ele provavelmente lutou contra seu desejo de usar essas experiências para se sobrepor aos outros apóstolos, especialmente quando contestado. Em meio a essa tensão, ele ganhou um espinho no próprio corpo, que o machucava. O espinho penetrou no corpo de Paulo depois de uma grande vitória espiritual. Um triunfo espiritual não garante uma caminhada sempre nos lugares elevados. Depois da montanha pode vir a planície, para que queiramos voltar à montanha. Para Paulo, esse espinho representou uma novidade na sua vida. Não era uma herança, como seu caráter ou seu temperamento. É algo que repentinamente passou a incomodá-lo. Como acontece conosco, somos, por vezes, tomados por sentimentos novos, experiências novas, dores novas, angústias novas, pelas quais não esperávamos. Nossa vida ia bem, mas de repente uma depressão, moderada ou profunda toma conta de nós, como se fosse para sempre, por mais que lutemos. Nossa vida ia bem, mas de repente um descontrole financeiro, provocado por má gestão ou despesas elevadas imprevistas nos lança numa impotência tal que perdemos o sono e a paz. Nossa vida ia bem, mas de repente um vizinho ou um colega de trabalho, sem que saibamos por que ou sabendo por que demonstra uma inimizade que nos desconserta. Nossa vida ia bem, mas de repente um filho se torna dependente de droga, sem aceitar nossa ajuda para a recuperação. Nossa vida ia bem, mas de repente nosso cônjuge perde a cabeça por outra pessoa e sai de casa para viver com ela. Nossa vida ia bem, mas de repente uma pessoa querida morre, fazendo-nos reféns de uma saudade que nada pode minorar. Qual é o seu espinho? Não importa: o que importa é que façamos como o apóstolo Paulo: recebamos o espinho como mensageiro de Satanás e nos aproximemos da graça.AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    23 min
  • Uma Igreja Complicada: Orgulhando-se da Fraqueza (2 Coríntios 11) #rpsp
    A maior frente de batalha de Paulo era o orgulho. Para ele, ser humilde representava uma luta constante. Ele se orgulhava de ser judeu (2Coríntios 11.22), de ser natural de Tarso, cidade bem conhecida (Atos 21.3), de ser apóstolo (2Coríntios 11.5; 12.11), de não ter edificado sobre fundamento alheio (Romanos 15.20), de ser escravo de Cristo (Romanos 1.1). No entanto, esse orgulho era contrabalançado por verdadeiras atitudes de humildade. Ele sabia que não sabia (1Coríntios 13.12). Por isso, ele se iguala a seus colaboradores (1Coríntios 3.9), mostra a sua vergonha por ter perseguido o evangelho, colocando-se como último dos apóstolos, necessitado das orações dos irmãos. A confissão das suas fraquezas é o contraponto de uma tendência natural nele, tendência combatida por ele juntamente com Cristo, que lhe deu um espinho na carne para não se exaltasse. Ele desejou a humildade. Deus lhe deu o instrumento: o espinho na carne (1Coríntios 12.7). Depois da experiência do êxtase, Paulo passou a sofrer de um mal físico, incômodo e humilhante, que ele recebeu inicialmente como um incômodo. Depois ele compreendeu que, ao nocautear sua autoestima e mantê-lo em constante dependência da capacitação divina, o espinho tornou-se uma ajuda e não um empecilho. Paulo enfrentou seu orgulho com a consciência constante da sua fraqueza. Como nós, na fraqueza do corpo, na impotência da carne, nos desmaios do espírito, Paulo precisava de Jesus, que vai conosco, ao nosso lado. Como nós, Paulo podia sentir suas derrotas e perceber suas fraquezas. É por isso que ele se apega a Cristo como a única e verdadeira tábua de salvação. Paulo enfrentou sua fraqueza lançando mão dos profundos reservatórios da sua própria fortaleza, alimentada pela presença de Cristo na sua vida. É assim que os insultos recebidos lhe dão a oportunidade de manter o autocontrole. Sua confiança em Deus leva-o a enfrentar as perseguições como oportunidade de crescimento pessoal. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…