Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Sal da Terra: Derrubando as Barreiras (Atos 10) #rpsp
    Nesta passagem acontecem as coisas mais surpreendentes. Mais uma vez recordemos a atitude judia para com os gentios Os judeus criam que Deus só considerava a eles e que as outras nações estavam totalmente fora de sua misericórdia e privilégios. Os judeus realmente estritos não podiam ter nenhum contato com os gentios e nem sequer com um judeu que não guardasse a Lei. Havia duas coisas em particular que um judeu estrito jamais fazia. Nunca teria um convidado, nem seria hóspede de alguém que não observasse a Lei. Pedro teria considerado impuro a um gentio; mas agora Deus o estava preparando para os visitantes que chegariam. No transcurso de uns momentos Pedro tinha que reconsiderar os hábitos e as tradições de toda uma vida. Recordando isto, vejamos o que fez Pedro. Quando os emissários de Cornélio chegaram à porta — e notemos que conhecendo a posição judia não transpassaram a porta — Pedro os convidou a entrar e lhes ofereceu sua hospitalidade (v. 23). Quando Pedro chegou a Cesaréia, Cornélio o recebeu na porta, sem dúvida alguma pensando que Pedro não transpassaria a soleira, e o apóstolo entrou (v. 27). As barreiras estão começando a desaparecer da maneira mais surpreendente. Isto é algo típico da tarefa de Cristo.
    Um missionário moderno nos relata como uma vez oficiou em um serviço de Santa Ceia na África. Junto a ele, como ancião, sentou-se um velho chefe ngoni chamado Coração Varonil. Havia muitos ngonis na congregação. O ancião podia recordar os dias em que os guerreiros jovens saíram para ensangüentar suas lanças e deixavam atrás de si uma esteira de cidades incendiadas e devastadas e retornaram com suas lanças tintas em sangue e as mulheres do inimigo como despojo. E quais eram as tribos que nesses dias tinham destruído? Tratava-se dos senga e dos tumbuka. E quem estava presente nesse serviço de comunhão? Os ngonis, os senga e os tumbuka lado a lado, tendo esquecido sua inimizade, unidos no amor de Jesus Cristo. Nos tempos primitivos uma das características do cristianismo era que rompia as barreiras; e ainda pode fazê-lo quando existe a oportunidade… O resultado de tudo isto é o perdão dos pecados. O resultado é que o homem entrou em uma nova relação com Deus. Desapareceram a alienação, a hostilidade e o medo. Através de Jesus amanheceu sobre a humanidade a amizade que teria que ter existido sempre entre Deus e o homem, mas que o pecado interrompeu. BARCLAY, Acts of the Apostles
    40 min
  • Sal da Terra: Na estrada para Damasco (Atos 9) #rpsp
    Depois do seu encontro com Jesus, Saulo foi conduzido pela mão até Damasco para ser orientado por um homem de Deus, chamado Ananias (cujo nome significa, muito adequadamente nesse caso, “Deus é gracioso”). A experiência com Jesus, surpreendente, reveladora, transformadora, não era suficiente. Ele precisava ser instruído. Deus providenciou alguém para lhe pegar pela mão e o conduzir até Ananias. É como se Saulo perguntasse: “Senhor, o que queres que eu faça com Ananias?” E Jesus respondesse: “Ouça-o”. Ainda hoje Deus providencia alguém para tomar você pela mão e conduzi-lo a um lugar de segurança e crescimento. Com muitos têm sido assim. Depois da revelação, vem a instrução. A igreja é o meio que Deus providencia para pegar os alcançados pela luz e pela voz de Deus e os conduzir pela mão, instruindo-os. A igreja é pedagoga. A igreja é aquela que conduz pela mão o aprendiz. Deixe-se conduzir por Jesus por meio da Igreja. O que você tem feito com a igreja-pedagoga? Saulo, erudito, sábio, poliglota, não recusou a mão que lhe foi dada. Saulo não recusou a instrução de Ananias. Antes, deixou-se levar; deixou-se instruir. Se você quer ser fiel à pergunta que importa (“Senhor, que queres que eu faça?”), ouça a igreja. Deixe-se instruir por Jesus por intermédio da igreja. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    26 min
  • Sal da Terra: Aos Excluídos e Marginalizados (Atos 8) #rpsp
    Normalmente, “eunuco” indica um homem que foi castrado. Era muito comum, em tempos antigos, que os governantes castras­sem rapazes e os treinassem para tarefas administrativas. A teoria era que, sem terem uma família com que se preocupar, eles seriam mais fiéis ao governante ao qual servissem. Na época, o termo “eunuco” era usado em algu­mas sociedades como um título para determina­ dos oficiais, fossem eles castrados ou não. Assim, não podemos ter a certeza de que esse importante oficial etíope fosse um eunuco no sentido literal do termo. É tentador pensar que fosse, simples­mente porque a Lei do Antigo Testamento proi­bia que essas pessoas participassem da adoração no Templo. Como deve ter sido emocionante, para o etíope, quando Filipe o ensinou a perceber que, em Cristo, Deus receberia até mesmo a ele. Todos são bem vindos em Cristo. Quaisquer que sejam os antecedentes da pessoa, o que quer que ela tenha feito, ou não, há lugar para ela. As Boas-Novas para todos os desprezados e parias são: pode entrar! RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    37 min
  • Sal da Terra: Santuários feitos à mão (Atos 7) #rpsp
    Nesta seção que conclui sua defesa Estêvão entreteceu vários fios de seu pensamento.
    (1) Insiste nas rebeliões contínuas e repetidas e na desobediência do povo. Nos dias de Moisés se rebelaram fabricando o bezerro de ouro. Nos tempos de Amós seus corações foram atrás de Moloque e dos deuses das estrelas.
    (2) Insiste em que tiveram os privilégios mais surpreendentes. Receberam os profetas; o tabernáculo do testemunho, assim chamado porque nele se guardavam as tábuas da Lei; a Lei que lhes foi entregue pelos anjos. Duas coisas devem ficar lado a lado: havia contínuas rebeliões e desobediências e também privilégios contínuos. A pessoa quanto mais privilégios tem, maior é sua condenação se tomar o caminho equivocado. De modo que Estêvão insiste em que a condenação da nação judia é completa porque apesar do fato de haverem tido todas as oportunidades para agir melhor, eles se rebelaram contínua e conseqüentemente contra Deus.
    (3) Estêvão insiste em que limitaram a Deus equivocadamente. O templo que deveria ter sido a bênção maior se converteu em sua maior maldição. Tinham chegado a adorar o templo em lugar de a Deus. Tinham terminado com um Deus judeu que vivia em Jerusalém em lugar de ter um Deus para todos os homens, cuja morada era todo o universo.
    (4) Estêvão os acusa de terem açoitado continuamente os profetas; e logo chegamos à acusação máxima: ele os acusa de terem assassinado o próprio Filho de Deus. E notemos que Estêvão não os escusa com a desculpa de sua ignorância como o fez Pedro. Não é a ignorância, mas sim a desobediência rebelde a que os levou a cometer esse crime. Há ira nas palavras finais de Estêvão, mas também tristeza. Existe a ira do homem que vê que seu povo cometeu o mais terrível dos crimes; mas existe a tristeza do homem que vê que seu povo rechaçou o destino que Deus lhe ofereceu…
    Um discurso como este não podia ter outro final; Estêvão desafiou a morte e ela chegou. Mas Estêvão não viu as caras retorcidas de ira. Seu olhar tinha transpassado o tempo e viu Jesus à mão direita de Deus. Há na cena certas coisas que devemos notar a respeito de Estêvão.
    1) Vemos o segredo de seu valor. Seu segredo era que além do que todos esses homens pudessem fazer com ele, via que à sua espera estavam as boas-vindas de seu Senhor. Via o martírio como a entrada ao trono de Cristo. 2) Vemos Estêvão seguindo o exemplo de seu Senhor. Assim como Jesus orou pelo perdão dos que O executavam (Lucas 23:34) Estêvão também o fez. Quando George Wishart ia ser executado, o verdugo duvidou. Wishart se aproximou e o beijou. "Vamos", disse, "eis aqui uma prova de que te perdôo." Toda a lição da história é que o homem que segue a Cristo até o fim, achará forças para fazer coisas que parecem humanamente impossíveis. 3) Para Estêvão o terrível tumulto terminou em uma estranha paz. Dormiu. Chegou-lhe a paz que sobrevém ao homem que fez o que era certo embora tenha que morrer por isso. BARCLAY, Acts of the Apostles
    39 min
  • Sal da Terra: Como lidar com problemas (Atos 6) #rpsp
    Eles podiam ter dado conta disso de outra for­ma. Quero dizer, quando pessoas discutem, você deve ser firme. Você lhes diz: “Ouçam. Eu estou no controle aqui. Se vocês têm uma queixa, apresentem-na por escrito. Vou resolver assim que for possível”.
    E então você joga a queixa no lixo e prossegue em seus negócios.
    Suponho que este seja um modo de lidar com pes­soas que apontam problemas. Ou ignorá-los. Ou perder seus arquivos. Ou fazer promessas que você não espera cumprir. Ou multiplicar formulários, até ser trabalhoso demais preenchê-los.
    A igreja de Jerusalém, contudo, tinha uma aborda­gem um pouco diferente. Quando cristãos judeus gregos reclamaram que suas viúvas não estavam recebendo uma divisão justa quando a comida era distribuída, a igreja os escutou. Então os apósto­los reuniram a igreja toda, sugeriram que esco­lhessem sete homens reconhecidamente “cheios do Espírito Santo e de sabedoria”, e deixou os sete resolverem o problema. É interessante que cada um dos sete que a igreja escolheu tinha um nome grego. O que isso significa? Simples: que a igreja, em vez de rotulá-los como “causadores de proble­ mas”, deu às pessoas que experimentaram uma injustiça o poder de corrigi-la.
    No processo, os cristãos hebreus se tornaram vul­neráveis. Eles renderam seus direitos àqueles que haviam se sentido, e foram, vítimas de sua injustiça. Como a igreja de Jerusalém lidava com pessoas que apontavam problemas? Ela não as eliminava. A igreja lidava com elas dando-lhes a autoridade de que precisavam para resolver o problema do qual se queixavam.
    Esse tipo radical de solução pode funcionar no cristianismo de hoje? Sim, se tivermos três pontos em mente. (1) Não encare pessoas com proble­mas como sendo o próprio problema. Leve a sério suas preocupações. (2) Não fique na defensiva, ou tentando fixar a culpa nos erros do passado. A questão não é o passado. É o problema. E (3) não seja paternalista. Não pense que os “líderes” são os únicos que podem resolver problemas. Escolha companheiros sábios, cheios do Espírito, que co­ nheçam o problema em primeira mão, e dê-lhes a autoridade necessária para resolvê-lo.
    O Espírito Santo de fato habita na igreja. De­ monstramos confiança em Deus quando chama­mos as pessoas envolvidas em problemas para ajudarem a solucioná-los.
    “A fim de obter e manter o poder o homem deve amá-lo. Assim, o esforço para consegui-lo provavelmente não está associado à bondade, mas a atitudes opostas, como orgulho, astúcia e cruelda­de.” — Leo Tolstoy
    Quanto mais firme as pessoas seguram as rédeas do poder espiritual, menos confiança demonstram em Deus. RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    47 min
  • Sal da Terra: Mentiras Letais (Atos 5) #rpsp
    Alguns argumentaram que a Igreja Primitiva praticava uma forma de “comunismo cristão”. Afinal, Atos 4.34,35 diz que “não havia, pois, entre eles necessitado algum”, porque “todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido” e “repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha”.
    Quem tiver esse pensamento deverá continuar len­do o texto. E necessário fazer uma correção imediata nesse pensamento, por causa da história de Ananias e Safira.
    Esse casal conspirou, e combinou que deveria vender suas propriedades, guardando uma parte do dinheiro, mas fingiu dar tudo, colocando o dinheiro aos pés dos apóstolos, como os outros cristãos tinham feito. A morte deles aconteceu imediatamente, não porque tivessem guardado o dinheiro, mas porque o seu ato foi uma mentira: um engano para manipular a comu­nidade cristã e encobrir os seus verdadeiros motivos. O mais fascinante é o fato de que, se tivessem guarda­do todo o dinheiro, e o tivessem investido em alguma atividade comercial e tivessem se transformado nos Donald Trumps da sua época, provavelmente teriam vivido “felizes para sempre”! Como disse Pedro,a pro­priedade não era deles, em primeiro lugar? O dinhei­ro não estava à sua disposição? (v. 4)
    Agora, antes que você fique com a impressão errada, este não é um devocional sobre o modo de vida ame­ricano, ou uma exortação para “investir em riquezas”. Ê simplesmente uma observação de que aquilo que você ou eu temos é nosso. O que nós possuímos, possuímos. Quando temos dinheiro, ele está à nossa disposição.
    Os capítulos 4 e 5 de Atos não suscitam a questão do comunismo cristão, de maneira alguma. Mas esses capítulos suscitam uma pergunta. A pergunta é: nós estamos ou não à disposição de Deus?
    Talvez você e eu não venhamos a sofrer o destino de Ananias e Safira. Talvez não caiamos mortos se lidar­ mos com a igreja de uma maneira enganosa. Mas não podemos enganar a Deus. E, um dia, cada um de nós será julgado.
    “A genialidade da espiritualidade cristã consiste em integrar o espírito de possuir com o espírito de desprendimento. O espírito de desprendimento implica que todas as coisas boas e deliciosas deste mundo jamais têm a permissão para nos possuir, deter, ou algemar. O desprendimento implica que somos sempre livres, que o nosso próprio ser está liberto da tirania que as posses poderiam facilmen­te exercer sobre nós.” — John Powell
    O nosso dinheiro nos pertence. Mas nós pertence­mos a Deus.
    RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    43 min
  • Sal da Terra: A Ressurreição + O Poder do Nome de Jesus = Problema (Atos 4) #rpsp
    Uma coisa é que lhe digam o que você tem que fazer; outra é que lhe mostrem o que fàzer; e, outra, é expe­rimentar fazer.
    Lembro-me de ter lido sobre como dirigir. Então, cuidadosamente, observei meu pai dirigir. E então, meu pai me deixou experimentar — em um velho Ford 1920, que ele tinha comprado em algum lugar. A primeira vez que tentei dirigir, fiz uma curva muito depressa, subi na guia e invadi o jardim de uma vizi­nha. Acabei aninhado em alguns arbustos, a poucos centímetros da parede da casa, com meu pai agarrado ao assento, ao meu lado.
    Eu tinha lido sobre isso.
    Tinha visto meu pai fazer isso.
    Mas, de alguma maneira, foi diferente quando eu ten­tei. E suspeito que se não estivesse observando papai com todo cuidado por algum tempo, provavelmente eu teria invadido a casa da vizinha, e não apenas o seu jardim.
    E por isso que me sinto tão atraído por essa descri­ção da Igreja Primitiva em oração. Esses cristãos en­frentavam uma crise. Eles estavam com problemas, e precisavam de ajuda. Atos 4.23-37 não se limita a nos dizer que eles oraram, mas nos mostra como oraram. Observando-os cuidadosamente, você e eu podemos aprender como devemos orar quando também en­frentarmos uma crise pessoal, ou corporativa.
    Na versão NVI em inglês há 141 palavras nessa ora­ção. E 104 delas são em louvor à soberania de Deus. Eles repetem a sua grandeza como Criador do céu e da terra; releem a declaração das Escrituras do seu poder; recordam como o seu poder soberano se expressou, convertendo a conspiração contra Jesus a favor dos seus próprios propósitos. Somente então, depois de afirmar a soberania de Deus, eles fazem seu pedido. E esse pedido é específico e objetivo.
    Pense nisso por um momento. De 141 palavras, 104 são em louvor a quem Deus é. Isso significa que cinco sétimos, ou 70% da oração, não se referiam às suas necessidades. Só se referiam a Deus. Em recordação e em louvor, esses cristãos não somente honraram o Senhor, mas também fortaleceram a sua fé nEle. Em resposta a essa oração, Deus derramou o seu Espírito, e deu à igreja de Jerusalém coragem e amor.
    Que exemplo para nós. E que desafio. Eu me apro­ximo de Deus apressadamente, em um automóvel modelo T invadindo o jardim de alguém, tão deses­perado para fazer o meu pedido que não tenho tempo de me lembrar de quem é Deus? Ou eu venho, como a Igreja Primitiva, afirmando a minha fé e confiança naquEle que é soberano sobre todos? E então, faço o meu pedido, certo de que, por Deus ser Deus, Ele pode me atender, e o fará.
    Para que a sua oração tenha poder, louve.
    “Devemos orar com os nossos olhos fixos em Deus, e não nas dificuldades.” — Oswald Chambers
    RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    34 min
  • Sal da Terra: Em Nome de Jesus de Nazaré (Atos 3) #rpsp
    Quase todas as características da pregação cristã primitiva estão descritas neste curta passagem.
    (1) Começa com um sinal de misericórdia e advertência combinadas. Os judeus perpetraram por ignorância a terrível ação da crucificação mas essa ignorância já não é possível, e, portanto, não pode haver desculpa para continuarem rechaçando a Cristo. Esta nota da aterradora responsabilidade do conhecimento ressoa através de todo o Novo Testamento. “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.” (João 9:41). “Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado.” (João 15:22). “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” (Tiago 4:17). O ter visto toda a luz da revelação de Deus é um dos maiores privilégios, mas também é uma das mais terríveis responsabilidades.
    (2) A obrigação que conduz este conhecimento é a de arrepender-se e mudar. As duas palavras estão muito unidas. Arrepender-se poderia ignificar simplesmente mudar a maneira de pensar; e é mais fácil mudar
    de idéia que mudar o modo de vida. Mas esta mudança de mentalidade tem que dar por resultado o rechaço do velho caminho e o lançar-se a andar por um novo.
    (3) Este arrependimento terá certas conseqüências. Afetará o passado. Os pecados serão apagados. É uma palavra muito vívida. Antigamente se escrevia sobre papiro, e a tinta que se usava não continha ácidos, e portanto não penetrava no papiro como o faz a tinta moderna; simplesmente se mantinha sobre ele. Para apagar algo se podia tomar uma esponja úmida e limpá-lo simplesmente. De modo que Deus limpa o pecado do homem perdoado. Afetará o futuro. Trará momentos de relaxamento. Na vida entrará algo que dará força na fraqueza e descanso na fadiga.
    (4) Pedro continua falando da Segunda Vinda de Cristo. Qualquer outro que seja o significado da doutrina, uma coisa significa: que a história se dirige a algum lugar; move-se, não sem rumo, mas sim com uma série de propósitos no caminho.
    (5) Pedro insiste em que tudo o que aconteceu tinha sido profetizado. Os judeus se negavam a assimilar a idéia de que o Ungido de Deus devia sofrer. Mas Pedro insiste em que se buscarem em suas próprias Escrituras ali encontrarão tudo.
    (6) Pedro lembra-lhes do seu privilégio nacional. Em um sentido muito especial os judeus eram o povo escolhido de Deus.
    (7) E então, finalmente, estabelece a verdade iniludível de que esse privilégio tão especial traz consigo um dever muito especial; que o privilégio não significa fazer o que querem, mas sim o que Deus quer. Não é o privilégio de uma honra especial; é o privilégio de um serviço especial.BARCLAY, Acts of the Apostles
    32 min
  • Sal na Terra: Lá vem o Poder! (Atos 2) #rpsp
    Nesta passagem temos uma espécie de brilhante resumo das características da Igreja primitiva.
    (1) Era uma Igreja que aprendia. A palavra doutrina no verso 42 não é passiva; é ativa. A frase significa que persistiam em ouvir os apóstolos enquanto ensinavam. Um dos grandes perigos da Igreja é uma religião estática que olhe para trás em vez de para frente. Justamente devido a que as riquezas de Cristo são inescrutáveis e intermináveis deveríamos partir sempre para frente. O cristão deve caminhar, não rumo ao entardecer mas rumo ao amanhecer. Deveríamos considerar um dia perdido aquele em que não aprendemos nada novo e quando não penetramos mais profundamente
    na sabedoria e na graça de Deus.
    (2) Era uma Igreja em comunhão. Tinha o que alguém chamou a
    grande qualidade de estar juntos. Nelson explicava uma de suas grandes vitórias dizendo: "Tive a alegria de comandar um grupo de irmãos". A Igreja só é uma verdadeira Igreja quando é um grupo de irmãos.
    (3) Era uma Igreja que orava. Aqueles primeiros cristãos sabiam que não podiam enfrentar a vida com suas próprias forças e que não tinham necessidade de fazê-lo. Sempre falavam com Deus antes de fazê-lo com os homens; sempre iam a Deus antes de sair ao mundo; podiam enfrentar os problemas da vida porque primeiro encontravam a Deus.
    (4) Era uma Igreja reverente. No versículo 43 a palavra corretamente traduzida temor encerra a idéia de temor reverencial. Diz-se de um grande grego que se movia no mundo como se o fizesse em um templo. O cristão vive com reverência porque sabe que toda a Terra é o templo do Deus vivente.
    (5) Era uma Igreja na qual aconteciam coisas. Ocorriam maravilhas e sinais (versículo 43). Se esperamos grandes coisas de Deus e busquemos fazer grandes coisas para Ele, algo acontecerá. Quando a fé morre, morre a capacidade de obter. Mais coisas aconteceriam se crêssemos que juntos – Deus e nós – podemos fazer acontecer.
    (6) Era uma Igreja que compartilhava (versículos 44-45). Aqueles primeiros cristãos tinham um intenso sentimento de responsabilidade um pelo outro. Diz-se que William Morris nunca via um homem ébrio sem sentir uma responsabilidade pessoal por ele. Um verdadeiro cristão não deveria suportar o ter tanto quando outros têm tão pouco.
    (7) Era uma Igreja que adorava (versículo 46). Nunca esqueciam de visitar a casa de Deus. Devemos lembrar que "Deus não conhece a religião solitária". A metade da emoção de um concerto ou de uma grande competição de atletismo é o ser um entre um grande número de pessoas. Quando nos reunimos podem acontecer coisas. O Espírito de Deus se move sobre os que juntos O adoram.
    (8) Era uma Igreja alegre (versículo 46). A felicidade estava ali. Um cristão melancólico é uma contradição. A alegria de um cristão não é necessariamente algo de que deva gabar-se; mas na profundidade de seu coração há uma alegria que ninguém pode tirar.
    (9) Era uma Igreja de gente que não podia deixar de ser querida por outros. Há duas palavras gregas para bom. Uma é agathos que descreve simplesmente um objeto como bom. A outra é kalos que significa algo que não somente é bom, mas sim tem aspecto de bom; há um atrativo nisso. O verdadeiro cristianismo é algo bonito. Há muita gente boa, mas há neles um traço de dureza. Nunca poderíamos ir e chorar em seu regaço. São o que alguém denominou cristãos de gelo.
    Struthers estava acostumado a dizer que o que ajudaria à Igreja mais que qualquer outra coisa seria que uma que outra vez os cristãos fizessem algo agradável. A Igreja primitiva estava formada por gente atrativa.
    BARCLAY, Acts of the Apostles
    42 min
  • O Sal da Terra: E recebereis Poder (Atos 1) #rpsp
    Os discípulos concebiam o Reino em termos políticos.
    Como o concebia Jesus? Consideremos o Pai Nosso. Há dois pedidos juntos. “Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu” (Mat. 6:10). É uma característica do estilo hebreu, como pode ver-se em qualquer versículo dos Salmos, dizer as coisas em duas formas paralelas, a segunda das quais repete ou amplia a primeira. Isso é o que fazem estas duas petições. A segunda é uma definição da primeira; e, portanto, vemos que, por Reino, Jesus falava de uma sociedade sobre a Terra na qual se cumprisse perfeitamente a vontade de Deus como se faz no céu. Por essa mesma razão seria um Reino baseado no amor e não no poder.
    Para alcançar tal coisa os homens precisavam do Espírito Santo. Lucas já tinha falado duas vezes de esperar a chegada do Espírito. Não devemos pensar que o Espírito começou a existir pela primeira vez neste momento. É muito possível que um poder exista sempre mas que os homens o experimentem ou dele se apoderem em um determinado momento. Por exemplo, os homens não inventaram o poder atômico. Existiu sempre; mas só em nossa era os homens o obtiveram e experimentaram. Portanto Deus é eternamente o Pai, Filho e Espírito Santo, mas chegou um momento especial para os homens em que experimentaram plenamente o poder que sempre esteve presente.
    O poder do Espírito os converteria em testemunhas de Cristo. Essas testemunhas teriam que agir em uma série de círculos concêntricos em contínua expansão, primeiro em Jerusalém, depois através da Judéia; depois em Samaria, um estado semi-judeu, que seria uma espécie de ponte que levaria a mundo pagão: e finalmente essas testemunhas deveriam ir aos limites da Terra.
    Devemos notar certas coisas a respeito destas testemunhas cristãs. Em primeiro lugar, uma testemunha é um homem que diz saber que algo é certo. Em um tribunal um homem não pode dar evidências de algo que não conhece pessoalmente. Houve um momento em que John Bunyan não esteve muito seguro. O que lhe preocupava era que os judeus pensam que sua religião é a melhor, quão maometanos a sua o é. Que aconteceria se os cristãos só pensassem o mesmo? Uma testemunha não diz "Penso que...", mas "Eu sei".
    Segundo, a testemunha real não é testemunha de palavras, mas sim de atos. Quando H. M. Stanley descobriu a Davi Livingstone na África Central, depois de ter vivido certo tempo com ele, disse: "Se tivesse estado com ele um pouco mais, teria sido obrigado a ser um cristão, e isso que jamais me falou a respeito disso." O simples peso do testemunho da vida de um homem era irresistível.
    Terceiro, um dos atos mais sugestivos é que em grego a palavra que se usa para testemunha e para mártir é a mesma (martys). Uma testemunha devia estar disposta a converter-se em mártir. Ser testemunha significa ser fiel, qualquer que seja o custo… O ensino essencial do cristianismo é que Deus tem um plano para o homem e o mundo. Temos que crer que a história não é um conglomerado casual de atos fortuitos que não vão a nenhuma parte. Temos que crer que o mundo vai a alguma parte, que existe algum feito divino longínquo rumo ao qual se move toda a criação. A Segunda Vinda não é um assunto sobre o qual se deve especular nem bisbilhotar ilegitimamente. É uma convocatória a lutar pela chegada desse dia e a nos preparar para quando chegar. BARCLAY, Acts
    33 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…