Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • A Vida Autêntica: Tu me amas? (João 21) #rpsp
    Devemos notar o que o amor fez por Pedro.
    1) Deu-lhe uma tarefa. "Se me amas", disse Jesus, "entrega tua vida a apascentar as ovelhas e os cordeiros de meu rebanho". Só podemos demonstrar que amamos a Jesus amando a outros. O amor é o maior privilégio do mundo mas também conduz a maiores responsabilidades.
    2) O amor deu uma cruz a Pedro. Jesus lhe disse: “Quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres”. Chegou o dia quando Pedro, estando em Roma, morreu por seu Senhor. Ele também foi à cruz e quando estavam para pregá-lo nela pediu que o pusessem com a cabeça para baixo pois não se sentia digno de morrer como seu Senhor. O amor lhe proporcionou uma tarefa e uma cruz. O amor sempre implica responsabilidades e sacrifícios. E não amamos a Cristo de verdade a menos que estejamos dispostos a enfrentar sua tarefa e a carregar sua cruz.
    João não anotou este incidente para mostrar-se como melhor. Ele o fez para mostrar a Pedro como o grande pastor do povo de Cristo. É possível. De fato, é inevitável que as pessoas da Igreja primitiva estabelecessem comparações. Alguns diriam que João era o mais importante porque seus pensamentos eram mais profundos que os de outros. Outros afirmariam que esse lugar pertencia a Paulo porque viajou até os limites do mundo por Cristo. Mas este capítulo diz que Pedro também tinha seu lugar. Possivelmente não escrevia nem pensava como João, tampouco viajava e vivia as mesmas aventuras que Paulo mas tinha a enorme honra e a preciosa tarefa de ser o pastor das ovelhas de Cristo.
    E aqui é onde podemos seguir os passos de Pedro. Podemos não ser capazes de pensar como João nem podermos viajar por todo o mundo como Paulo mas cada um de nós pode evitar que outro vá pelo mau caminho e cada um de nós pode nutrir os cordeiros de Cristo com o
    alimento da palavra de Deus…
    Até o dia de hoje o argumento final do cristianismo é a experiência cristã. Até o dia de hoje o cristão é quem pode dizer: "Conheço Jesus Cristo e sei que estas coisas são verdadeiras". De maneira que, no final, este Evangelho toma a duas das grandes figura da Igreja: Pedro e João. Jesus deu uma função a cada um deles. A tarefa de Pedro era pastorear as ovelhas de Cristo e morrer por Ele. A tarefa de João era dar testemunho da história de Cristo, viver até uma idade avançada e morrer em paz. Isso não os convertia em rivais e competidores quanto à honra e o prestígio, não fazia a um maior ou menor que o outro; fazia de ambos os servos de Cristo.
    Cada um deve servir a Cristo onde Ele o destina. Como disse Jesus a Pedro: "Não se preocupe pela tarefa que se encomenda a outro. Sua tarefa é me seguir". E isso é o que ainda diz a cada um de nós. Nossa glória não se mede pela comparação com outros homens mas pelo serviço a Cristo no lugar que ele nos destina. BARCLAY, The Gospel of John
    35 min
  • A Vida Autêntica: As Reações ao Senhor Ressurreto (João 20) #rpsp
    Foi Maria, que amava tanto a Jesus, quem chegou em primeiro lugar ao sepulcro. João, o discípulo a quem Jesus amava e que amava a Jesus, foi o primeiro em crer na ressurreição. Essa sempre será a grande glória de João. Foi o primeiro em compreender e crer. O amor lhe deu olhos para ler os sinais e uma mente para compreender.
    Aqui temos a grande lei da vida. É certo que em qualquer tipo de trabalho não podemos interpretar por completo a mente de outra pessoa a menos que haja uma corrente de simpatia entre ambos. Ninguém pode falar, ensinar ou escrever com efetividade sobre a vida e a obra de outra pessoa por quem não sente nada. Alguém se dá conta imediatamente
    quando o diretor de uma orquestra sente simpatia pela obra do compositor cuja música dirige. O amor é o grande intérprete. O amor pode captar a verdade quando o intelecto permanece inseguro. O amor pode entender o sentido de algo sobre o qual a investigação não pode descobrir nada.
    Conta-se que em uma oportunidade um jovem artista levou a Doré um quadro de Jesus que pintor para que o mestre lhe desse sua opinião. Doré demorou para pronunciar-se mas por fim deu seu veredicto em uma só frase: "Você não o ama, do contrário o pintaria melhor".
    Não podemos entender a Jesus ou ajudar a outros a que o compreendam a menos que lhe entreguemos tanto nossos corações como nossas mentes.
    Agora, por que Maria não reconheceu a Jesus?
    (1) Não o pôde reconhecer pelas lágrimas. Estas lhe cegavam os olhos de maneira tal que não podia ver. Quando perdemos um ser amado, alguém a quem queríamos, sempre há dor em nosso coração e lágrimas em nossos olhos, embora não as derramemos.
    Entretanto, há algo que sempre devemos ter em mente: nesse momento nossa dor é essencialmente egoísta. Pensamos em nossa solidão, nossa dor, nossa perda e desolação. Não obstante, jamais devemos permitir que nossas lágrimas nos ceguem à glória do céu e da vida eterna. Deve haver lágrimas mas através delas devemos vislumbrar a glória.
    (2) Não pôde reconhecer a Jesus porque insistia em dirigir seu olhar na direção equivocada. Não podia tirar os olhos do sepulcro e dava as costas a Jesus. Isto também nos acontece com freqüência. Nesses momentos, nossos olhos estão fixos na terra fria do sepulcro. Mas devemos arrancar os olhos dali. Não é ali onde estão nossos seres queridos; aí estão seus corpos cansados mas o corpo não é a pessoa. A vida delas está guardada com Cristo, em Deus, esperando o dia da ressurreição dos mortos, para passar do estado da morte para a vida eterna. Quando nos chega a dor não devemos permitir que as lágrimas ceguem nossos olhos e lhes impeçam de ver a glória. Tampouco devemos atar nossos olhos à tumba e nos esquecer do céu. Nessa mensagem de Maria está contida a própria essência do cristianismo. Um cristão é alguém que pode dizer: "Vi o Senhor." O cristianismo não significa saber coisas sobre Jesus, significa conhecer a Jesus. Não significa discutir sobre Jesus, significa encontrá-lo. Significa a certeza da experiência de que Jesus vive. BARCLAY, The Gospel Of John
    35 min
  • A Vida Autêntica: O Rei dos Judeus (João 19) #rpsp
    À sua mãe, Jesus consola: “Este é o seu filho”. Ao discípulo amado diz: “Esta é a sua mãe”. Jesus não teve bens. Nem mesmo animal teve para o ajudar. Não teve casa própria. Tinha uma vida, agora dilacerada. Tinha uma família, pela qual se preocupou. Do alto da cruz, com a visão turva pelos olhos marejados de sangue, vê sua mãe em lágrimas. Ao lado, consegue identificar um dos seus discípulos. Foram amigos, unidos pelo seu amor de filho e por seu amor de amigo. A amizade pode continuar. Com os olhos, convida as mãos da mãe e do amigo a se entrelaçarem. Com a voz, cuida da sua família. Com a voz, pensa nos amigos. Os laços da família fazem parte do projeto de Deus. Os laços da amizade estão no centro do projeto de Deus. O Deus que agoniza perpetua os laços entre os homens. Ao seu Pai, Jesus dá um brado de Vitória. O último brado da cruz, agora quase inaudível, tão fraca a força da voz de Jesus, foi: “Tudo está completado”. É como se dissesse: “Pai, obrigado. Tudo saiu como planejamos”. Na cruz e a partir da cruz, o plano de oferecer gratuitamente ao ser humano a oportunidade de ser salvo do poder do mal, que se manifesta em egoísmo e guerra… Do monte Gólgota e a partir do monte Gólgota, o derramamento sobre todos da graça salvadora e educadora de Jesus, como água potável jorrando de uma Fonte que jamais se esgota… No olhar em consórcio do Pai e do Filho, o desejo de rasgar o véu que separava de Deus as pessoas, véu tecido sem costuras pelo pecado… No cume da barra vertical que a visão não alcança o fim, o projeto de trazer o céu à terra por meio de um corpo pendido… Nos braços forçadamente abertos do Raboni mas transformados em braços amorosamente abertos, o convite a todos os cansados e oprimidos… No martelo que pregou a condenação de Jesus, o decreto da absolvição de todos que se ajoelham diante dele… … tudo está completado. A paz, proferida pelos lábios de Jesus e exposta no seu corpo, é plenamente possível. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min
  • A Vida Autêntica: O Jardim (João 18) #rpsp
    Há poucas cenas em todas as escrituras que nos mostrem as qualidades de Jesus como o faz este arresto no jardim.
    (1) Mostra-nos sua coragem. Na época da páscoa havia Lua cheia e a noite estava quase tão iluminada como o dia. Entretanto, os inimigos de Jesus tinham chegado com lâmpadas e tochas. Por que? Não precisavam delas para ver o caminho à luz argêntea da Lua. Devem ter pensado que teriam que buscar entre as árvores, sobre as ladeiras e nas entradas e covas do monte para encontrar a Jesus. Devem ter suposto que se esconderia. Longe de fazer algo semelhante, quando chegaram Jesus deu um passo à frente. “A quem buscais?” perguntou. “A Jesus, o Nazareno”, responderam. “Sou eu”, chegou a resposta. O homem que criam que deveriam buscar entre as árvores e as covas estava de pé diante deles com um desafio glorioso e arriscado. Aqui temos a coragem de um homem que está disposto a encarar as coisas.
    Durante a Guerra Civil Espanhola se sitiou uma cidade. Havia alguns que queriam entregar-se, mas surgiu um líder. "É melhor", disse, "morrer de pé que viver ajoelhados". Se Jesus devia morrer, morreria como um herói.
    (2) Mostra-nos sua autoridade. Ali estava; uma única figura, solitária, desarmada. Ali estavam eles, centenas de homens, armados e equipados. Entretanto, ao vê-lo, retrocederam e caíram ao solo. Nesse momento, o poder irradiava de Jesus. Fluía do um sentimento de autoridade que, apesar de sua solidão, o fazia mais forte que o poder de seus inimigos.
    (3) Mostra-nos que Jesus escolheu morrer. Mais uma vez, é evidente que Jesus poderia ter evitado a morte se o quisesse. Poderia ter caminhado em meio deles e ter-se ido para longe. Mas não o fez. Jesus chegou até a ajudar a seus inimigos a prendê-lo. Escolheu morrer.
    (4) Mostra-nos seu amor protetor. Não pensava em si mesmo, mas em seus amigos. Disse: “Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes.” Pensava mais no perigo que enfrentavam os discípulos que no próprio. O amor protetor de Jesus se ocupava dos discípulos inclusive no Getsêmani.
    (5) Mostra-nos sua obediência máxima. "A taça que o Pai me deu", disse, "não a hei de beber?" Essa era a vontade de Deus e isso era suficiente para Ele. Foi fiel até a morte.
    E há uma pessoa neste relato a quem devemos fazer justiça: Pedro. Pedro, um só homem, desembainhou sua espada contra centenas. Como disse Macaulay:
    Que melhor morte pode pretender um homem que fazer frente a riscos temíveis?
    Pedro negaria a seu mestre pouco tempo depois, mas nesse momento estava disposto às ver-se com centenas de homens para defender a Cristo. Podemos falar da covardia e o fracasso de Pedro, mas jamais devemos esquecer a coragem sublime que demonstrou nesse momento. BARCLAY, O Evangelho de João
    20 min
  • A Vida Autêntica: A Oração de Jesus (João 17) #rpsp
    A palavra ficou banal, mas é a melhor possível: é MARAVILHOSO acordar, reinante ainda o silêncio típico da noite que se foi, para ler as notícias do dia e pensar sobre elas, bem como abrir a Bíblia, para ler e orar. O dia vai ser cansativo, mostram as páginas do jornal. Contudo, o dia está sob o controle geral de Deus, repetem as páginas da Palavra Sagrada. Dois mundos, o dos homens, à beira do abismo, e o de Deus, na trilha da esperança. A oração põe em conexão os dois mundos. Por isso, nunca pode resultar em alienação. A oração ilumina as sombras do mundo. Por isso, será sempre um facho de luz. A oração consola na hora da aflição, mas incomoda no tempo da acomodação. A oração mostra as entranhas da esperança, ao revelar quem está no comando e convidá-lo para intervir. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    17 min
  • A Vida Autêntica: A Obra do Espírito Santo (João 16) #rpsp
    A alegria se foi, definitivamente, porque o espelho quebrou. Os problemas sem solução continuarão sem solução, trazendo uma dor que não passa, porque o espelho quebrou. A injustiça triunfou. O espelho está quebrado. A doença tomou conta da mente e do corpo e impede que os estilhaços do espelho sejam vistos. Os companheiros de jornada seguiram por outros caminhos, cansados das pontas quebradas do espelho. Assim nos sentimos tantas vezes, talvez agora. No entanto, o espelho pode estar apenas embaçado, não quebrado. Talvez o brilho volte com um pano umedecido. Vá até a cozinha e limpe o vidro. Talvez o brilho volte com uma confissão. Dirija-se ao quarto e se ajoelhe diante de Deus, pedindo-lhe perdão. Talvez o brilho volte com a aceitação da vida como ela é. Abra a sua Bíblia e aprenda quem você é e peça a Deus que o ajude a conviver com o que não pode ser mudado, em você e nos outros, e a não se conformar diante do que precisa ser transformado. Talvez o brilho volte com o restabelecimento dos convívios rompidos. Procure alguém sensível e sério (um amigo, um profissional ou um pastor) que possa ouvir a sua tristeza. Mesmo que o espelho esteja quebrado, há quem possa restaurá-lo, caco por caco, e colocá-lo na posição em que estava, com a mesma beleza de antes. Deus pode restaurar seu espelho quebrado. Olhe para ele e você se verá como realmente é, como foi feito e como é amado. Você foi feito por Deus. Você é amado por Deus. Você pode ser refeito por Deus. Você pode se sentir amado de novo por Deus. Preste atenção nas placas de aviso que ele põe na rodovia da sua existência. São para você. Podem vir na forma de um abraço com o qual recebe um pouco de calor. Podem vir sob a forma de recados que lhe chegam; talvez não fossem destinados primariamente a você, mas, como se aplicam ao seu caso, receba-os como se fossem para você. Procure a companhia de quem pode lhe trazer à lembrança o que lhe traz esperança. Não busque iguais. É hora de buscar os diferentes de você. Um viciado que procura viciados tem grandes chances de continuar viciado, fora do contexto de um grupo de apoio. Aproxime-se de um serviço voluntário e veja as necessidades. A visão das necessidades vai mostrar que você está vivo e pode ajudar outras pessoas em suas dificuldades. Ao fazer isso, você terá dado passos que farão você dar os próximos, sejam quais forem. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    22 min
  • A Vida Autêntica: Como Permanecer em Cristo (João 15) #rpsp
    Sem Jesus, podemos achar que fazemos muito. Você pode levar sua vida em família sem depender de Deus. Quanto mais as coisas forem bem, mais riscos enfrentará. Você pode estudar sem depender de Deus. Quanto mais souber, mais dificuldades conhecerá. Você pode tocar seus negócios sem depender de Deus. Quanto mais prosperar, mais tentações sofrerá. Você poderá desenvolver seu ministério sem depender de Deus. Quanto mais sucesso tiver, mais problemas terá. Só que sem depender de Deus, a fé se enfraquece, quando a vida parece afundar num abismo porque as bênção não acontecem. Sem depender de Deus, a vida em família se torna insuportável pela eloquência do egoísmo e do mal-humor, das ofensas e dos xingamentos mútuos. Sem depender de Deus, os estudos se tornam áridos, como se fossem fins em si mesmos, campo para o exercício da autoidolatria. Sem depender de Deus, os negócios nos levam a subir para baixo. Sem depender de Deus, o ministério se transforma num projeto pessoal, não um projeto de Deus. Sem depender de Deus, nossa vida não dará frutos que durem para a vida eterna (João 4.36). Quando dependemos de nós mesmos, buscamos recursos em nós mesmos. Quando dependemos dos outros, buscamos recursos com eles. Quando dependemos de Deus, buscamos os recursos que ele nos coloca à disposição, recursos que podem incluir nós mesmos e os outros. Quando dependemos de Deus, esperamos Deus agir. Para que a nossa alegria seja completa Nossa alegria é completa quando pomos o foco da vida nas palavras de Jesus para resistir aos ladrões da alegria. Quais são os ladrões de nossa alegria que precisam ser jogados ao chão, para que possamos dar fruto? Pode roubar a nossa alegria a ideia de alegria predominante no nosso tempo, feita de ação e de diversão, que são importantes, mas insuficientes e até mesmo falsas. Pode haver muito riso e felicidade numa festa, mas no coração de quem ri pode haver ao mesmo tempo muita tristeza. Não precisamos achar que estamos alegres porque estamos numa festa, às vezes estranha e com estranhos, algumas alimentadas com produtos químicos ou com dinheiro. Só vale a pena o show no palco quando há show no nosso coração. Se permanecemos em Jesus, é show, mesmo que o palco esteja vazio. Pode roubar a nossa alegria a submissão a um jeito natural de ser entristecido por causa da falta de boas condições para a alegria. A felicidade tem sido erroneamente relacionada a realizações de natureza material. Todo dia nos dizem que, se não temos, não podemos ser. Aprendemos, no entanto, que podemos ter (e é bom ter!) e assim mesmo ter o nosso coração mergulhado nas sombras. Essa visão de alegria nos rouba a alegria completa de Jesus, que não depende de sermos realizados materialmente, sexualmente, profissionalmente. Depende de permanecermos em Jesus. Pode roubar a nossa a alegria a centralização da nossa vida em outra pessoa que não seja Jesus. Quando o nosso foco está nele e quando permanecemos como amigo dele, nossa alegria é completa. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    33 min
  • A Vida Autêntica: O Caminho, a Verdade e a Vida (João 14) #rpsp
    A paz de Jesus cria condições para a serenidade diante dos conflitos (confiança, esperança, sabedoria, equilíbrio). Quem crê em Jesus é sereno. Diante dos conflitos, tem a oportunidade de desenvolver a sua confiança. Diante dos problemas, alimenta-se de esperança. Ao passar pelas dificuldades, sua sabedoria se robustece. Em meio às pressões, consegue o equilíbrio. Em termos ideais, assim deveria ser. O cristão sabe que o socorro sempre virá. O nosso socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. O cristão sabe que a História, quando terminar, vai revelar apoteoticamente um vencedor: Jesus Cristo. O cristão sabe que tem na Palavra de Deus um tesouro de sabedoria que pode consultar para tomar suas decisões. O cristão sabe que não está sozinho, porque Deus nunca o deixa. No entanto, nem sempre “saber” se torna “viver”. Sem nos tornarmos vítimas da presunção, devemos continuar celebrando nossa confiança e esperança e buscando a sabedoria e o equilíbrio. Quando temos um problema, temos dois. Um é o problema real, que nos aflige.O outro é nossa atitude diante do problema, atitude que vai determinar se nos conduz para a vitória ou para a derrota. A paz de Jesus é uma capacidade, dada pelo Espírito Santo, para lidarmos com o problema, sem fugirmos dele e sem nos desesperarmos com ele. A paz de Jesus é uma sabedoria que se alimenta da confiança na graça de Jesus. Quem quiser paz precisa olhar para Jesus, que não olha para Pilatos e não quer ser como Pilatos; não olha para Herodes e não quer ser Herodes. Quem olha para Jesus percebe um homem que foi afligido, como ninguém o foi na terra, mas venceu. Quem confia nele vence também, sabendo que nada pode separar de Jesus aquele que confia em Jesus. Quem espera nele é fortalecido com o poder da coragem. Quem ouve as suas palavras sabe como decidir. Quem o segue encontra equilíbrio. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    31 min
  • A Vida Autêntica: O Maior e o Menor (João 13) #rpsp
    Jesus amou até o fim. Toda a doação, vista até aquele momento, se explicava por esse amor sem limites. Toda a doação, a ser vista nos dias próximos, deixaria ainda mais eloquente a perfeição desse amor absoluto porque sem reservas. Amar até o fim é amar até o fim das forças. Jesus, mesmo na angústia do sofrimento, olhou com ternura para os que estavam ao pé da cruz, a ponto de se preocupar com sua mãe, que ali estava preocupada com ele, pediu a João que cuidasse dela. Amar até o fim é, perto do fim, instruir os seus discípulos sobre o que lhes aconteceria e deixar a promessa (cumprida!) de que os capacitaria com a sua presença por meio do Espírito Santo para seguirem com suas vidas e levarem adiante o projeto que viveram juntos durante poucos mas intensos anos. Amar até o fim é, sendo Deus, tirar a túnica externa, enrolar-se numa toalha e lavar os pés dos discípulos, como Jesus fez, como se fosse um escravo que se vestia assim para lavar os pés dos seus senhores. Amar até o fim é amar de um modo que as pessoas não compreendem. É aceitar que um criminoso possa se arrepender, embora o senso comum grite que um criminoso não tem o direito de se arrepender. É colocar-se no último lugar da fila, sem ser visto, conquanto as pessoas em geral briguem por brilho, reconhecimento e aplauso. Jesus levou seu amor até as últimas consequências. Amou os seus. Os seus que o amaram. Os seus que não o amaram. Nós. Jesus nos amou até o fim. Então, nada que façamos ou pensemos fará com que Jesus pare de nos amar. Mesmo que fracassemos, seu amor por nós não fracassa. Permanece até o fim. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    25 min
  • A Vida Autêntica: Chegou a Hora (João 12) #rpsp
    Maria ungiu os pés de Jesus com este perfume. Judas, com muito pouca bondade, questionou esta ação dizendo que era um simples esbanjamento. Entretanto, Jesus refutou seu comentário afirmando que se podia dar dinheiro aos pobres em qualquer momento mas que qualquer atenção que se fizesse a Ele devia levar-se a cabo nesse momento porque logo já não haveria oportunidade para fazê-lo.
    Aqui nos encontramos com toda uma série de pequenas descrições de personagens.
    (1) Temos a personalidade de Marta. Servia a mesa. Marta sempre foi coerente. Amava a Jesus; era uma mulher com os pés sobre a terra; a única forma em que podia demonstrar seu amor era mediante o trabalho de suas mãos. Marta sempre dava tudo o que podia dar. Mais de um
    homem eminente que se destacou no mundo só chegou a ser o que foi porque alguém se ocupava dele e de suas necessidades vitais com amor no lar. Pode-se servir a Jesus tanto da cozinha como do estrado público ou de uma carreira que se exerce sob o olhar de todos os homens.
    (2) Temos a personalidade de Maria. Maria é aquela que, acima de todas as coisas, amava a Jesus. E nesta ação de Maria vemos três coisas sobre o amor.
    (a) Vemos a extravagância do amor. Maria tomou o objeto mais prezado que possuía e o gastou todo em Jesus. O amor não é autêntico se calcular os custos com cuidado. O amor dá tudo e a única coisa que lamenta é que não tem mais para dar.
    O. Henry, um professor do conto, tem um muito comovedor que se intitula O presente dos Reis Magos. Trata-se de um casal jovem, Della e Jim, que eram muito pobres mas estavam profundamente apaixonados. Cada um deles tinha uma só coisa que lhes pertencia de maneira especial. O cabelo da Della era seu orgulho. Quando o soltava era quase como um manto. Jim tinha um relógio de ouro que tinha herdado de seu pai e do qual se orgulhava. A véspera de Natal, Della tinha só um dólar e oitenta e sete centavos para comprar um presente para Jim. Fez a única coisa que estava em seu poder fazer: saiu à rua e vendeu sua cabeleira por vinte dólares. Com o que obteve comprou uma cadeia de platina para o precioso relógio de Jim. Quando seu marido voltou para a casa de noite e viu o cabelo curto da Della se deteve como petrificado. Não se tratava de que não gostasse ou que tivesse deixado de amar à sua esposa. Estava mais formosa que nunca. Lentamente lhe entregou seu presente: era um par de pentes de prender cabelos, muito caros, com pedras incrustadas nas bordas. Tinha-as comprado para que as luzisse em sua cabeleira. E tinha vendido seu bonito relógio de ouro para adquiri-las. Cada um entregou ao outro tudo o que possuía. O amor autêntico não pode conceber outra forma de dar. b) Vemos a humildade do amor. Era um sinal de honra ungir a cabeça de alguém. "Unge minha cabeça com óleo", diz o salmista (Salmo 23:5). Mas Maria não ousava tocar a cabeça de Jesus; ungiu seus pés. Jamais pensou em conferir uma honra a Jesus. Nem sonhou que era
    digna de fazer algo assim.
    (c) Vemos a falta absoluta de consideração de si mesmo do amor.
    Maria enxugou os pés de Jesus com seu cabelo. Nenhuma mulher respeitável da Palestina se animaria a aparecer em público com sua cabeleira solta. No dia de seu casamento, atava-se o cabelo da mulher, e nunca mais era vista em público com o cabelo solto. Era um sinal de imoralidade a mulher aparecer em público com seu cabelo sem recolher. Mas Maria nem sequer pensou nisso. Quando duas pessoas se amam de verdade vivem em um mundo próprio. Caminham com lentidão por uma rua lotada de gente, tomados pela mão, e nem lhes passa pela cabeça pensar no que dirão os outros. Regozijam-se em que outros vejam seu amor. Há muitas pessoas que se protegem de mostrar que são cristãos. Sempre têm em conta o que pensarão outros. Maria amava a Jesus. Para ela a opinião de outros carecia de toda importância. BARCLAY, Evangelho de João
    27 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…