Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • A Vida Autêntica: A Ressurreição e a Vida (João 11) #rpsp
    Seu amigo está enfermo, mas calmamente Jesus vai para outra direção. As irmãs dele esperam ansiosamente por Jesus, mas seu irmão morre antes que o amigo chegue e possa interceder por ele a Deus. Finalmente, Jesus chega a Betânia, onde mora a família amiga (Lázaro, Marta e Maria), mas Lázaro está morto. Na verdade, quando ele chega, Lázaro está morto e sepultado. Não foi fácil chegar a Betânia, porque estava em curso um plano para matá-lo. No entanto, ele chega… quatro dias depois. Havia muitos amigos na casa do morto para consolar suas irmãs. Quando corre a notícia de que Jesus estava chegando, os amigos correm e o alcançam fora da aldeia. Marta, indignada com a demora — tanto seu irmão fizera por ele — também corre. Maria, também indignada com a demora — grande era a amizade deles, desde quando lhe ungiu os pés com os cabelos (cf. João 12.3) — não corre: fica em casa. Jesus sente sua falta e manda chamá-la. Ela se aproxima, acompanhada pelos que a consolavam em casa. Quando Jesus a vê em prantos, chora também, e, guiado pela amiga, vai até o túmulo de Lázaro, uma gruta protegida por uma pesada pedra. Diante de exclamações diversas sobre seu amor pelo falecido, sobre sua omissão na sua enfermidade e sobre o cheiro forte que haveria dentro do sepulcro, Jesus dá a primeira ordem aos amigos ali: “Tirem a pedra!” E eles tiraram a pedra. Jesus olha para dentro do sepulcro e faz uma curta oração, curta e serena: “Pai, eu te agradeço porque me ouviste”. Então, com a mesma serenidade, o coração em chamas, dá a segunda ordem, diretamente a Lázaro: “Lázaro, venha para fora!” Diante de olhos perplexos, o amigo vem saindo do sepulcro, caminhando com dificuldade por causa da sua mortalha. Jesus lhes dá a terceira ordem, agora para os amigos, novamente: “Desenrolem as faixas e deixem que ele vá”. E Lázaro volta para casa. Jesus não está interessado em participar de um espetáculo. Ele não fez seu pedido em voz alta, para que todos ouvissem. Ele ora silenciosamente. Quando levanta a sua voz, é para agradecer. Ele agradece pelo que vai acontecer, tanta é a sua confiança. Jesus não ora desesperado. Ele ora com confiança. Em sua oração de gratidão, explica ao seu Pai porque orou daquele jeito: para que as pessoas cressem que era um enviado dele. Jesus está interessado na glória de Deus. Jesus não quer aplausos para si. Ele quer “aleluias” para o Pai. Nossa motivação ao orar traduz o nosso caráter. Melhor: nossa motivação ao orar traduz o grau da nossa intimidade com o nosso Pai. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    21 min
  • A Vida Autêntica: O Bom Pastor (João 10) #rpsp
    Há uma grande diferença entre Jesus e os homens que o precederam. Jesus disse que esses eram ladrões e salteadores. É obvio que ao dizer isso não se referia à grande sucessão de profetas e de heróis. Fazia referência aos aventureiros que apareciam com freqüência na Palestina e prometiam uma idade de ouro àqueles que os seguissem. Todos eles eram revolucionários e insurretos. Criam que para chegar à idade de ouro os homens deveriam atravessar rios de sangue. Nesta mesma época, Josefo relata que houve dez mil desordens na Judéia; tumultos provocados por guerreiros. Fala de homens como os zelotes que não se importavam perder a própria vida e matar a seus seres queridos se com isso podiam cumprir seus planos de triunfo e conquista. O que diz Jesus é o seguinte: "Houve homens que afirmavam que eram líderes que Deus lhes enviava. Criam na guerra, no assassinato, na morte. Seu caminho só conduz cada vez mais longe de Deus. Meu caminho é o da paz, do amor e da vida. E meu caminho, se vocês se animarem a escolhê- lo, conduz cada vez mais perto de Deus."
    Houve e ainda há gente que pensa que terá que alcançar a idade de ouro por meio da violência, da luta de classes, do ódio, da destruição. A mensagem de Jesus é que o único caminho que conduz a Deus no céu e à idade de ouro na Terra é o caminho do amor.
    Jesus afirma que veio para que os homens tivessem vida e para que a tivessem com abundância. A frase que se emprega para expressar que a tenham em abundância é uma expressão grega que significa ter um excedente, uma superabundância de algo. Seguir a Jesus, saber quem é e o que significa é ter uma superabundância de vida.
    Conta-se a história de um soldado romano que se apresentou a Júlio César para lhe pedir permissão para suicidar-se e pôr fim a sua vida.. Era uma criatura desgraçada, triste, desanimada, sem a menor vitalidade. César o olhou. "Homem", disse, "alguma vez esteve vivo?"
    Quando tratamos de viver nossa própria vida, é-nos um pouco aborrecida, escura. Quando caminhamos junto a Jesus, quando reconhecemos sua presença em nossas vidas, estas se enchem de uma nova vitalidade, de uma superabundância de vida. Só quando vivemos com Cristo, a vida se converte em algo vale a pena viver e começar a vivê-la em todo o sentido do termo. BARCLAY, Comentário sobre o Evangelho de João
    36 min
  • A Vida Autêntica: Eu era cego, e agora eu vejo (João 9) #rpsp
    Era a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. Nesse momento, Jesus estava no chamado Pátio das Mulheres, além do qual elas não podiam ir, porque as áreas tidas como mais santas estavam reservadas aos homens. Ao se apresentar assim, quebrou mais uma convenção das trevas, a da desigualdade entre as pessoas de sexos diferentes. Esse Pátio era iluminado por grandes lampiões, que eram acesos ao cair da noite. A luz deles iluminava todo o templo e era vista em toda a cidade. Durante todos os dias da Festa dos Tabernáculos, quando os lampiões eram acesos, os anciãos dançavam e convidavam o povo a celebrar ao Senhor que os conduzira pelo deserto até a terra prometida. Nesse contexto, Jesus se apresenta como a luz do mundo e luz da vida.
    Quando diz “Eu sou”, Jesus manifesta sua existência eterna, como Luz eterna que participou da criação do mundo. Quando se apresentou como Luz, Jesus conhecia o conceito comum na época entre as religiões de mistério. Para eles, e para muitas pessoas que ainda hoje seguem religiões de mistério de escopo gnóstico, a salvação consiste em o homem permitir que sua luz se encontre com a Luz divina e haja uma fusão entre elas. De acordo com esse pensamento, para ser salvo, o homem deve se expor à luz divina, impessoal e energizada. Essa exposição ativa suas energias internas e faz com que ele se aperfeiçoe. Quanto mais exposto estiver, mais perfeito será. Deus não é um ser pessoal que veio ao mundo e morreu por todos. Antes, é uma luz difusa que o homem deve buscar. Não é ele que vem ao encontro do homem; é o homem que, pelo conhecimento e pela razão, que se aproxima dele, até se diluir nele.
    Talvez por isso mesmo João se refira a essa Luz 29 vezes em seu Evangelho, para mostrar que tipo de Luz é Jesus Cristo. Assim, a belíssima declaração do Messias que veio é, ao mesmo tempo, uma certeza, uma promessa e um convite. Trata-se de uma certeza. Quem segue a Jesus não vive de si mesmo e não vive para si mesmo. Trata-se de uma promessa. Quem segue a Jesus tem a luz da vida. Trata-se de um convite. Quem segue a Jesus deve ser luz para o mundo.
    E então, essa luz se dirige a alguém que está a vida toda em trevas.
    O homem não tinha mais qualquer esperança. Estava conformado com a sua condição. Desde cedo, nas brincadeiras com os colegas, aprendera que esse era o seu castigo e que precisava suportá-lo. As pessoas os ajudavam, dando-lhe esmolas. Tocava a vida, uma vida triste, que não podia ver as águas do tanque de Siloé, não podia tocar nelas. Não podia brincar nelas. Ouviu dizer que Jesus estava na cidade, mas nem pensou em lhe pedir que o curasse. Se tivesse oportunidade, lhe pediria uma esmola. Será que o galileu era generoso? O galileu atravessou o pórtico da cidade. O homem estava por ali, mas Jesus não o notou. Os discípulos o viram e sentiram que estavam diante da oportunidade de confirmar ou negar a sua teologia sobre o sofrimento. Jesus deixou de lado as palavras. Embora fosse sábado, cuspiu no chão e fez uma pomada de cuspe e pó. Tomou a pomada precária que fizera e passou nos olhos do homem. Embora fosse sábado, mandou o homem se lavar no tanque de Siloé, que ele bem sabia onde ficava. Quando suas mãos descem, da testa para baixo, ele olha para as águas e vê o seu movimento. Não está mais cego. Aquele homem — que homem era aquele que não pudera ver? — o curara. Seus amigos duvidaram, porque nunca tinham se importado com a sua condição, mas aquele homem se importara. Os especialistas convidados para discutir sua cura — também não se importando com ele — preferiam lamentar que tivesse começado a enxergar no sábado. Os discípulos, os amigos e os especialistas não se importaram, mas Jesus se importou. Ele sempre se importa conosco, sejamos gordos, mancos, cegos ou surdos. Ele olha para as nossas necessidades, nunca para os rótulos/estigmas/estereótipos/juízos que fazem com que nos queiram tirar de circulação. Jesus nos pede que nos lavemos no tanque de Siloé. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    31 min
  • A Vida Autêntica: A Luz do Mundo (João 8) #rpsp
    Não conheço nenhuma questão que gere tanta con­tradição entre os pregadores. Um ministro está num programa de rádio ou televisão e é acusado de crer que apenas os cristãos são filhos de Deus. Os outros ficam irritados só de pensar em um preconceito tão forte, e o pobre pregador titubeia e gagueja. Na cerca de meia dúzia de vezes em que vi um confronto deste tipo, o pregador rapidamente recuou. Se ele realmente acreditava que os não cristãos não são fi­lhos de Deus, ele não estava pronto para admitir a sua posição e suportar toda aquela ira. Honestamente, não compreendo por quê. É claro que os não cristãos não são filhos de Deus. De jeito nenhum! Isto não significa que nem todos os seres humanos têm valor para Deus. Cada um de nós é objeto do seu grande amor. Afinal, Cristo morreu por aque­les que eram ativamente hostis a Ele por causa do pecado e da culpa. Mas nada disto significa que os não cristãos estejam na família de Deus. João 8 relata como Jesus insultou um grupo de fa­riseus muito mais do que qualquer um foi insulta­do em um programa de TV. Jesus não disse apenas que Deus não era Pai deles; Ele disse diretamente: “Vós sois do diabo” (Jo 8.44, ARA). E Jesus pro­vou sua acusação mostrando que as mentiras e a raiva diante dele espelhavam as mentiras e a raiva de Satanás por Deus. Claro que eles eram filhos do diabo. Agiam justamente como ele! O que me incomoda na moderna discussão ecle­siástica é que ela impede as pessoas de encararem a questão mais importante que cada um tem que enfrentar nesta vida. Pertencemos a Deus ou não? Somos membros da família de Deus ou não? Passa­remos a eternidade com Deus ou não? Não há espaço para “talvez” aqui. Não há espaço para simplesmente ser simpático e dizer algo que vai fazer as pessoas se sentirem bem. Estas questões exigem um sim ou um não inequívoco. Ou a pessoa é um membro da família de Deus por meio da fé em Jesus Cris­to, Filho de Deus, ou está no campo do Diabo, junto com as pessoas que assassinaram nosso Senhor. Eu sei. Não é simpático dizer tais coisas. Não é polido. Não soa suficientemente bem, nem dá a ideia de que se tem uma mente aberta. As pessoas ficam zangadas quando nos ouvem dizer isto. Acho que muitos cristãos temem que “as pessoas vão se afastar” se dissermos a elas que não pensamos nelas como filhas de Deus também. Não é verdade, porém, sugerir que aqueles que não conhecem a Jesus podem ter um relacionamento com Deus. E não é amoroso deixar as pessoas pensarem que estão bem quando, na verdade, estão perdidas.
    Ninguém pode escolher entre a verdade e uma mentira, a menos que saiba o que é a verdade.
    “Separada da pura verdade, a nossa vida afunda de­cadentemente em meio ao perfume de insinuações e sugestões.” — Alfred North Whitehead. RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    36 min
  • A Vida Autêntica: Rios de Água Viva (João 7) #rpsp
    Se você se saciar de água ou de comida, voltará a ficar com sede até beber mais água ou com fome até comer outra vez. Se você se saciar de dinheiro, voltará a ficar com sede e precisará de mais dinheiro. Se você se saciar de fama, voltará a ficar com sede e precisará de mais fama, para não cair no anonimato. Se você se saciar de sexo, voltara a ficar com sede e precisará de mais sexo. Se você se saciar de poder, voltará a ficar com sede e precisará de mais poder. Se você se saciar de lazer, voltará ficar com sede e precisará de mais divertimento. Se você se saciar de álcool, voltará a ficar com sede e precisará de mais álcool. Se você se saciar de droga, voltará a ficar com sede e precisará de mais droga. Se você se saciar de sucesso, voltará a ficar com sede e precisará de mais sucesso. Se você se saciar de Jesus, ficará completo e transbordará. Transbordará porque terá uma ligação permanente com a Fonte. Transbordará porque saberá que é amado por Deus, recebendo o que pede ou não recebendo o que pede. Transbordará porque tem certeza que está a caminho de uma vida realmente eterna, cheia de alegria plena, vitalidade plena, adrenalina plena. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min
  • A Vida Autêntica: Por que seguimos a Jesus? (João 6) #rpsp
    Muitos procuram Jesus para dormirem melhor a noite, libertos da insônia. Muitos procuram Jesus para ficarem curados do seu vício, seja a droga, o álcool, o cigarro, a pornografia, a gula. Muitos procuram Jesus para terem restaurado o seu casamento. Muitos procuram Jesus para darem adeus à depressão. Muitos procuram Jesus para serem curados de suas doenças, algumas graves. Muitos procuram Jesus para terem seu amor de volta. Muitos procuram Jesus para terem enxugadas suas lágrimas pela partida de um parente muito amado. Muitos procuram Jesus para melhorar de vida (leia-se, para ter mais dinheiro). Muitos procuram Jesus para terem uma velhice mais tranquila. Muitos procuram Jesus para terem resolvidos os seus problemas. Muitos procuram Jesus para terem garantido seu passaporte para o céu. Por sua soberania, sabedoria e misericórdia, Deus poderá libertar da insônia (e nós sabemos que ele liberta), livrar de um vício (e nós sabemos que ele livra), restaurar um casamento (e nós sabemos que ele restaura), pôr fim a uma depressão (e nós sabemos que ele levanta os deprimidos), curar uma enfermidade grave (e nós sabemos que ele cura), reatar relacionamentos afetivos (e nós sabemos que ele reata), consolar os enlutados (e nós sabemos que ele consola), melhorar as condições materiais da vida (e nós sabemos que ele dignifica o ser humano), cuidar dos idosos (e nós sabemos que ele cuida), resolver problemas humanamente insolúveis (e nós sabemos que ele resolve) e escrever nomes no livro da vida eterna (e nós sabemos que sua caneta está à mão diante do Livro da vida). No entanto, sabemos que as palavras de vida eterna incluem essas coisas, mas não se limitam a elas, porque vida eterna é muito mais que isso. Ela é uma vida de confiança e esperança em Deus aqui e agora, e também no futuro. Os contemporâneos de Jesus queriam ver Jesus fazer sinais, mas não queriam se converter a Jesus. Eles queriam o que Jesus poderia dar, mas não queriam Jesus. Dentre o que Jesus oferecia (pão, cura e salvação), queriam apenas pão e cura. Não queriam a salvação, que vem quando uma pessoa se arrepende dos pecados e crê em Jesus como aquele que doa a vida eterna. Se ainda não fizemos isso, podemos escolher ficar com Jesus.
    39 min
  • A Vida Autêntica: Os passos para a mudança (João 5) #rpsp
    No podcast de hoje, a exposição do capítulo vai até o minuto 22. Do minuto 23 ao 35, falo sobre o perigo do legalismo. Do minuto 35 ao 50, o tema é sobre as declarações audaciosas de Jesus que exigem uma resposta, e como identificar se as pessoas que interagem com você são receptivas como a mulher samaritana, ou rebeldes como os fariseus.
    Jesus curou um paralítico, porque essa era necessidade dele. Jesus não criticou o modo como ele cria. Jesus resolveu o seu problema. Algum tempo depois, nós encontramos o homem (sem nome) no templo. Ali estava porque fora curado. No templo não havia lugar para doentes como ele era. Jesus o encontrou ali. E lhe disse para mudar de vida. Se continuasse com o mesmo coração e com os meus hábitos, iria colher as consequências do seu estilo de vida. Mudar é muito difícil. Jesus deu o primeiro passo ao procurar o paralítico. O paralítico deu o primeiro passo quando disse que queria ficar bom da sua enfermidade. Jesus deu o segundo, ao mandar que se levantasse, pegasse sua cama e saísse dali, curado. O homem também deu o segundo passo quando se levantou. O homem precisava dar outros passos, segundo aprendemos com a advertência de Jesus. O paralítico não continuara o processo de cura. Aquele homem vivera 38 anos como paralítico. Tinham de dar outros passos para ser realmente livre. A advertência de Jesus mostra que ele não os deu. No nosso processo de mudança, Jesus dá o primeiro passo para nos transformar. E nós precisamos dar os nossos. Além de desejar, temos de renunciar a algumas coisas que facilitam a permanência dos velhos hábitos emocionais ou espirituais. Pode ser que a mudança seja rápida, mas pode ser que demore, que passe por recaídas. O importante é que saibamos que Deus está disposto a nos ajudar a nos vermos livres de tudo o que nos atrapalha a viver uma vida plena de alegria verdadeira. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    51 min
  • A Vida Autêntica: Jesus e a Mulher Samaritana (João 4) #rpsp
    Os samaritanos creram em Jesus, não pelas palavras de outro, mas sim porque eles mesmos o tinham ouvido falar e jamais tinham ouvido nada parecido às coisas que Ele dizia. Os galileus creram em Jesus, não pelos relatos de outras pessoas, mas sim porque o tinham visto fazer coisas em Jerusalém que jamais haviam sonhado que um homem pudesse fazer. Os samaritanos tinham ouvido Jesus falar; os da Galiléia tinham visto Jesus agir, e as palavras que pronunciou e as coisas que fez foram argumentos diante dos quais não cabia resposta.
    Aqui temos uma das grandes verdades da vida cristã. O único argumento em favor do cristianismo é uma experiência cristã. Às vezes pode acontecer que devamos debater com as pessoas até que caiam as barreiras intelectuais que eles construíram e se renda a fortaleza que têm em suas mentes. Pode acontecer que em algumas ocasiões devamos apresentar o cristianismo de maneira tal que a convicção intelectual venha a seguir de tal apresentação. Mas na maioria dos casos, a única possibilidade de convicção que temos é dizer: "Sei como é Jesus e o que pode fazer. Tudo o que posso lhes pedir que façam é que o experimentem por vocês mesmos e vejam o que acontece". Em última instância, ninguém pode convencer a outra pessoa do que significa uma determinada experiência; tudo o que se pode fazer é convidá-la a dar os passos necessários que lhe permitirão viver a mesma experiência. É certo que às vezes deve existir a compreensão intelectual. Mas a evangelização cristã efetiva começa em realidade quando podemos dizer: "Sei o que Cristo fez por mim", e quando passamos a dizer: "Provem e vejam o que pode fazer por vocês". Aqui é onde em realidade sentimos sobre nossos ombros a tremenda
    responsabilidade pessoal. É muito pouco provável que alguém se anime a fazer a experiência a menos que nossas próprias vidas dêem provas do valor de dita experiência. Não serve de muito dizer às pessoas que Cristo lhes trará alegria, paz e poder, se nossas próprias vidas estiverem tristes pelo descontentamento e a insatisfação, ansiosas e preocupadas, frustradas e vencidas. Para que possamos atrair homens a Cristo nossas vidas devem ser tais que em realidade tenha algum sentido dizer: "Vejam o que Jesus Cristo fez comigo". Outros só se convencerão de que vale a pena provar, quando virem que para nós a prova deu como resultado uma experiência indiscutivelmente desejável. BARCLAY, Comentário Devocional da Igreja
    36 min
  • A Vida Autêntica: Disposição para uma Nova Vida (João 3) #rpsp
    Aqui, o apóstolo João deixou de lado o relato e fez o seu comentário. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Este, sem dúvida, é o mais famoso versículo da Es­critura. Ele vincula o que Deus fez ao que nós de­vemos fazer. Deus ofereceu a vida eterna em Jesus. Nossa parte é crer. Em João 1.12, o apóstolo definiu “crer” em termos de “receber.” Em João 3.15 “crer” é definido em termos de “arrepender-se”.
    Seguem-se outras imagens neste livro que foi cha­mado de “evangelho da Fé.” Arrepender-se e rece­ber são aspectos de uma fé verdadeira em Deus. A fé bíblica consiste em deixarmos a confiança em nós mesmos, nos afastarmos de nossos antigos caminhos, e nos voltarmos para Deus, crendo em Deus o suficiente para que abramos o coração ao Dom que Ele quer nos dar. Se você se voltou para Deus e crê na sua promes­sa de nova vida em Jesus, você tem a vida eterna, agora! Não pense que Deus condena uma pes­soa porque ela não crê. Não é o que João pretende transmitir. João diz que uma pessoa “está condena­da” porque não crê. Imagine que você e um amigo estão em uma linha de trem e o trem está se aproximando. Você salta fora e vive. Ele não se mexe e morre. Em um sen­tido, ele foi morto porque não saiu da linha. Isto o teria salvado. Mas, em outro sentido, ele foi morto porque ficou na linha. João não estava dizendo que Deus castiga as pes­soas por não crerem. Ele diz que as pessoas que merecem a punição só podem evitá-la através da fé em Cristo. O pecado coloca as pessoas na linha por onde vem o julgamento de Deus. A fé em Jesus Cristo as tira desta linha e as coloca fora do cami­nho da condenação. Se elas forem condenadas, não será por não crerem. Mas será porque não creram. Não deixe que as pessoas lhe confundam a respeito disto. Jesus não veio para condenar ninguém. Ele veio para que todos aqueles que creem sejam salvos. Isso é o que significa “nascer de novo”. Significa experimentar um novo nascimento espiritual: co­nhecer uma transformação interior do coração endurecido pelo pecado; um redirecionamento da vida para Deus. Portanto, quando Jesus diz: “Necessário vos é nas­cer de novo”, Ele simplesmente quer dizer que, para entrar no seu reino, você e eu devemos dei­xar que Deus entre em nossa vida, para ali operar como quiser. Não aceite simplesmente a nova vida em Jesus. Viva-a! É como dizia D. L. Moody:
    “Os eleitos são ‘todos aqueles que querem’; os não eleitos são ‘todos aqueles que não querem’.”. RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    44 min
  • A Vida Autêntica: Quando Jesus Está Conosco (João 2) #rpsp
    Há pessoas que se relacionam com Jesus de modo errado. Há pessoas que se relaciona com Jesus apenas quando precisa dele. Quantas pessoas o procuram nas igrejas até mesmo no meio da semana, e desaparecem depois que receberam de Jesus o que buscavam! Antes, tinham tempo para orar (em casa ou na igreja), mas depois que encontraram o emprego, que a saúde foi restabelecida, que os conflitos em casa cessaram, não têm mais tempo para se relacionar com Jesus. Jesus faz milagres; o diabo também. Quem busca Jesus por causa de milagres não sabe quem é Jesus. Ele se apresentou como o pão vivo que veio do céu (João 6.51). Há pessoas que se relacionam com Jesus como se ele estivesse morto, não tendo poder para mudar as coisas. Para muitos, Jesus é um personagem da História, lembrado pelo crucifixo que pende da corrente no pescoço. Para estes, Jesus foi um herói que morreu injustamente. Para estes, Jesus foi um derrotado. Quem confina Jesus ao passado não sabe quem é Jesus, a quem foi entregue todo o poder no céu e na terra, naquele tempo, no tempo de hoje e no tempo do futuro. Suas palavras são claras: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18). Há pessoas que se relacionam com Jesus como se ele fosse um mestre na arte de viver. É como se tivessem ouvido por aí: “Você quer aprender a viver? Siga os ensinos de moralidade e de sabedoria deixados por Jesus”. “Você quer aprender como liderar? Aprenda com Jesus, o maior administrador de empresas do mundo.” “Você quer conhecer a si mesmo? Aprenda com Jesus, o maior psicólogo de todos os tempos.” Quem se interessa por Jesus por causa apenas dos seus ensinos não sabe quem é Jesus. Suas palavras são palavras de vida eterna. Ele mesmo disse: “Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna” (João 4.13-14). Há pessoas se relacionando com Jesus como se ele não fizesse perguntas, não exigisse nada dos seus seguidores. Há pessoas que se afastam de Jesus quando se sentem incomodadas com suas instruções e suas exigências. Segundo a Bíblia, um se afastou porque não quis vender tudo o que tinha (Mateus 19.21) porque seu dinheiro era mais importante do que Jesus; outro não firmou um compromisso com Jesus porque sua posição social (João 7.50) era mais importante do que a salvação eterna. Jesus sempre exige porque só quem ama exige; quem não ama não se importa. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    34 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…