Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • O Evangelho dos Excluídos: Escolhas (Lucas 5) #rpsp
    Os pescadores (depois discípulos de Jesus) estão lavando as suas redes. Eles sempre faziam assim, mas logo surgiria (e sempre surge) uma oportunidade para fazerem algo diferente. Aceitarão a oportunidade? Quando dá uma instrução a Pedro (“Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo”), Jesus age de modo inusitado. Se quisesse falar ao povo, tinha de ficar na margem, mas, naquele dia, Jesus preferiu ir mais longe, para que mais pessoas o ouvissem. É como se dissesse que não temos de fazer as coisas sempre do mesmo modo. Os pescadores estavam acostumados a fazer de um certo modo. Em certo sentido, eles eram autoridades em pesca, quando Jesus sempre fora um carpinteiro. Devem ter estranhado porque sempre fizeram daquele modo, mas Jesus quer de modo diferente agora e eles achavam que não iria dar certo. Não tem sempre alguém a nos dizer que o modo que estamos sugerindo já foi tentado e não deu certo? Os pescadores, embora relutantes, nos dão uma lição de vida: eles duvidavam de que iria dar certo, mas, se Jesus estava dizendo para fazer, eles fariam. Eles colocaram seu conhecimento e sua habilidade no lugar devido: abaixo de Jesus Cristo. Aprendemos mais uma lição pela boca de Pedro, quando reconhece que é pecador. A lição maior aprendemos com Jesus: Deus não deve ser temido, mas amado. Devemos imitar a atitude desses pescadores. Quando viram quem era Jesus, decidiram segui-lo, deixando tudo (coisas e valores) para trás, ao descobrirem que eram sem valor diante do maravilhoso Jesus. Eles não se apegaram aos seus barcos. Eles se apegaram a Jesus. Eles ousaram e tiveram suas vidas transformadas. Jesus mostrou a esses pescadores (depois discípulos) uma parte do seu poder, ao fazer o mar dar peixes como nunca na experiência daqueles pescadores. Um deles, Pedro, ficou tão admirado e, ao mesmo tempo, tão apavorado que pediu a Jesus que se afastasse dele. Pedro percebeu a santidade de Jesus e, ao mesmo tempo, reconheceu a sua condição de pecador. Em lugar de querer intimidade com Jesus, quis distância dele. E nós, o que queremos? Sabemos quem é Jesus. Sabemos como somos. Não precisamos ter medo de Jesus, porque ele perdoa os nossos pecados. Precisamos não nos conformar com o fato de sermos pecadores e desejar viver de acordo com o que o Senhor Deus quer (Efésios 4.1). Pedro e os discípulos aos poucos compreenderam essa verdade e passaram a viver perto de Jesus. Esse deve ser também o nosso desejo e a nossa prática. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    36 min
  • O Evangelho dos Excluídos: O Reino de Deus e as Alternativas de Satanás (Lucas 4) #rpsp
    O podcast hoje está dividido em dois blocos. Até o minuto 29, falamos das lições que a tentação de Jesus e a rejeição dele por Nazaré trazem pra gente hoje. No segundo bloco, a partir do minuto 29, fala de como o Marxismo e o Bolsonarismo são as propostas de Reino de Deus apresentadas por Satanás no deserto da tentação.
    Gostamos de pensar que, estando cheios do Espírito Santo, nada de ruim nos acontece. Gostamos de sentir que, fazendo a vontade de Deus, nada de ruim nos acontece. E é verdade. Cheio do Espírito Santo, Jesus foi conduzido pelo mesmo Espírito ao deserto, formado por terra arenosa e muitas pedras. Ele tinha acabado de ser batizado no rio Jordão. No deserto, passou fome. Ali teve sede. Ali sentiu o frio da noite e o calor da tarde. Ali foi encontrado por Satanás e ali foi tentado. A ele foi oferecido o poder, poder político e religioso. A ele foi oferecida a fama nacional e mundial. Firmado na Palavra de Deus, ele recusou todas as ofertas, que o desviariam da sua missão. Então, sua missão pôde efetivamente começar. O deserto não foi um acontecimento ruim na vida de Jesus. Antes, foi um tempo de intimidade com o Pai. O sofrimento vivenciado não foi algo ruim para Jesus. Foi um tempo para ver como o Pai cuidava dele. O deserto vem principalmente para quem busca ser fiel a Deus. Enquanto estamos no deserto, somos fortalecidos para a vida. O sofrimento, que não é desejado por Deus para nós, pode ser usado por ele para nos fazer mais fortes. O que nos cabe, como Jesus fez, é ficarmos firmes na Palavra de Deus. Não podemos perder de vista que, no nosso caso, a tentação chega por múltiplas vias. Não caímos por causa do convite. Nós caímos quando estamos convencidos de que o bom não é errado. A estética é para seduzir, mas a transgressão se dá quando a barreira da ética é vencida. A lógica se aplica aos vários territórios da vida. Então, não nos esqueçamos: a estética vê o benefício, a ética contempla o custo. Quando a noite convida para ser cavalgada, é preciso que olhemos para as dores nas pernas ao final. Talvez valha a pena (estética), talvez não valha (ética). Quando a vitrine (seja ela física ou virtual) brilha diante dos nossos olhos, fazendo-nos salivar, é preciso que não percamos de vista o preço a ser pago. É necessário resistir às vozes que nos encantam. Não são as vozes que pagam o preço; somos nós, os vencidos pela tentação. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    1 hr 16 min
  • O Evangelho dos Excluídos: Esse é o Meu Filho Amado (Lucas 3) #rpsp
    Aos 30 anos, Jesus está pronto para cumprir a sua missão. Perseguido desde cedo, tornou-se um imigrante no Egito, levado pelos pais. Menino, acompanhou sua família para a cidade dos pais (Nazaré). Brincou na infância com seus irmãos e colegas, participou dos cultos na sinagoga local e uma vez por ano ia ao templo com a família e os amigos, em Jerusalém, e aprendeu a profissão do seu pai adotivo (José). Tornou-se um homem. Conhecedor profundo das Escrituras Sagradas, provocou seu primo João Batista para ser batizado. Foi o último naquele dia de muitos batismos. Saindo das águas, orou ao Pai celeste. Diante de si, ele viu o céu se abrindo e sentiu o amor do Pai por ele, amor demonstrado de modo claro, na forma de uma pomba pousando sobre ele. Quando oramos de verdade e não apenas repetimos palavras, o céu se abre. O que é obscuro fica claro. A tristeza vira alegria. A esperança brilha no nosso coração. A vontade de Deus torna-se evidente para a nossa vida. Quando oramos de verdade, Deus vem ao nosso encontro e põe um selo em nós. É o seu selo de aprovação. Podemos imaginar que nesse selo está escrito que somos amados por Deus, pois é isto o que somos: filhos queridos do Pai. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    40 min
  • O Evangelho dos Excluídos: Surgem Anjos Proclamando (Lucas 2) #rpsp
    Depois de ler as histórias do nascimento mais uma vez, pergunto-me: Se Jesus veio para nos revelar Deus, então o que aprendo acerca de Deus nesse primeiro Natal?
    A associação de palavras que me vem à mente enquanto pondero nessa pergunta me pegou de surpresa. Humilde, acessível, oprimido, corajoso — essas palavras dificilmente são cabíveis para aplicação à divindade.
    Humilde. Antes de Jesus, quase nenhum escritor pagão utilizou a palavra “humilde” como elogio. Mas os acontecimentos do Natal apontam inevitavelmente para o que parece um paradoxo: um Deus humilde. O Deus que veio à terra não veio num redemoinho arrasador, nem num fogo devorador. O Criador de todas as coisas encolheu-se além da imaginação, tanto, tanto, tanto, que se tornou um óvulo, um simples ovo fertilizado, quase invisível, um óvulo que se dividiria e se redividiria até que um feto fosse formado, expandindo-se célula por célula dentro de uma irrequieta jovem. O Messias que se apresentou, entretanto, usava um diferente tipo de glória, a glória da humildade. “‘Deus é grande’, a exclamação dos muçulmanos, é uma verdade que não precisava ser sobrenatural para ensinar os homens”, escreve Neville Figgis. “Que Deus é pequeno, essa é a verdade que Jesus ensinou ao homem”. O Deus que trovejava, que podia movimentar exércitos e impérios como peões num tabuleiro de xadrez, esse Deus apareceu na Palestina como um nenê que não podia falar, nem comer alimento sólido, nem controlar a bexiga, que dependia de uma jovem para receber abrigo, alimento e amor. Em Londres, olhando por cima do camarote real do auditório em que estava sentada a rainha e sua família, tive vislumbres da maneira mais típica como os governantes andam pomposamente pelo mundo: com guarda-costas, uma fanfarra, um floreado de roupas coloridas e reluzentes jóias. A rainha Elizabeth II há pouco visitou os Estados Unidos, e os repórteres deleitaram-se em explicar as logísticas em questão: seus mil e oitocentos quilos de bagagem, incluindo dois trajes para cada ocasião, um traje para luto no caso de alguém morrer, quarenta quartilhos de plasma e assentos de pelica branca para vasos sanitários. Ela trouxe consigo sua cabeleireira, dois camareiros e uma infinidade de atendentes. Uma rápida visita da realeza a um país estrangeiro pode facilmente custar vinte milhões de dólares.
    Em humilde contraste, a visita de Deus à terra aconteceu num abrigo para animais, sem assessores presentes e sem lugar para deitar o rei recém-nascido além de um cocho. De fato, o acontecimento que dividiu a história, e até mesmo nossos calendários, em duas partes, talvez tenha tido mais testemunhas animais que humanas. Uma mula poderia ter pisado nele. “Tão silenciosamente o maravilhoso dom foi dado”.
    Por apenas um instante o céu ficou iluminado com os anjos, mas quem viu o espetáculo? Serviçais analfabetos que vigiavam rebanhos alheios, “joões-ninguém” que não deixaram seus nomes. Os pastores tinham uma reputação tão ruim que os judeus decentes faziam deles um só pacote junto com os “ímpios”, restringindo-os aos pátios externos do templo. Nada mais adequado do que Deus escolher a eles para ajudar a celebrar o nascimento daquele que seria conhecido como amigo dos pecadores.
    No poema de Auden os sábios proclamam: “Aqui e agora a nossa viagem interminável acaba”. Os pastores dizem: “Aqui e agora a nossa viagem interminável se inicia”. A busca da sabedoria do mundo havia terminado; a verdadeira vida começava. YANCEY, O Jesus que nunca conheci
    25 min
  • O Evangelho dos Excluídos: Eis aqui a Serva do Senhor (Lucas 1) #rpsp
    Todos os episódios da vida de Maria mostram a intensidade com que ela amou. Mesmo com dor (porque o amor conhece e supera a dor). É como Maria que devemos amar. Maria confiou sempre. Quando o anjo lhe disse que ela teria um filho, mesmo sendo e continuando a ser virgem, ela confiou que assim aconteceria. Quando Jesus se separou da caravana de peregrinos, Maria confiou que a enigmática frase do menino, de que estava fazendo a vontade do Pai Eterno, tinha sentido embora ela não a entendesse totalmente. Quando, na festa em Caná da Galileia, Jesus lhe pediu para deixar com ele a solução do problema da falta de vinho, ela confiou que seu filho faria o melhor. Quando Jesus se assoberbou de trabalho, de modo a lhe causar preocupação, ela confiou que ele sabia o que estava fazendo. Quando Jesus anunciou que seu destino era a cruz, ela confiou que o que tinha de ser feito deveria ser feito e que Deus aprovava todas as escolhas do filho. Quando, na agonia da cruz, Jesus pediu a João que cuidasse dela, ela confiou, tanto que continuou reunida aos outros seguidores de Jesus. Essa confiança gerou nela uma fidelidade inabalável. É por isso que sua história termina do modo como sabemos. Depois de tudo o que lhe aconteceu, ela é retratada no Novo Testamento como parte de uma comunidade que confia, cresce e descobre o que era seguir sem Jesus fisicamente presente, guiada agora pelo Espírito Santo, com uma história a ser vivida. Maria abriu mão de sua maternidade para ser discípula. Como João Batista que desaparece para que Jesus apareça, Maria diminui para que Jesus cresça. Ela começa como o centro da história e termina como se fosse uma espectadora das ações de Jesus, em torno de quem a sua vida de discípula também gira. Maria surge como quem ensina (nas suas atitudes e na sua Canção). Seu filho parece aprender com ela: abre mão de sua divindade, para viver a nossa humanidade, mas depois ela é aquela que observa e aprende. Maria nos ensina a ser o que somos: humanos. Infelizmente, embora sejamos humanos, precisamos aprender a ser humanos. Maria nos ensina o que é ser humano: é ser humilde. Quando Jesus se agiganta como aquele que transforma água em vinho, ela se recolhe em suas poucas palavras: “Façam o que ele mandar” (João 2.5). O discípulo é aquele que faz o que o Mestre manda. Maria foi abençoada porque se dispôs a se humilhar diante de Jesus, reconhecendo que suas instruções eram sempre para o nosso bem. Ao longo de sua vida, Maria viveu o que cantou. Deus abençoa os humildes, porque os humildes precisam da bênção de Deus, sabem que precisam da bênção de Deus e buscam a bênção de Deus. Os humildes ouvem. Precisamos de cristãos que ouçam. Podemos nos considerar servos de Deus. O grande desafio é sermos realmente servos. O natural é tentarmos inverter as coisas. Querendo ou não, somos servos de Deus, que é o nosso Senhor. Essa realidade, no entanto, deve ser recebida por nós como um grande privilégio. Deus nos dá o privilégio de servir a ele. Quando Deus nos chama para o serviço, não visa a qualquer benefício para ele mesmo, mas para os seres humanos, entre os quais estamos incluídos. Maria recebeu um convite. Ela o aceitou. Era serva. Ela transformou aquilo numa missão. Por meio da sua fidelidade, Deus abençoou a humanidade, mandando-nos seu Filho. Como sempre acontece, Maria pagou um preço. Ela foi incompreendida em sua gravidez excepcional. Ela viu sua própria cidade recusar a missão do seu filho. Ela viu seu filho ser executado injustamente. Mas também ela foi muito abençoada (Lucas 1.28). Recebeu anjos. Teve a alegria de ver seu filho fielmente obedecendo a Deus. Foi companheira do filho em sua missão. Sempre foi amada pelo seu filho. No final da vida, viu como seu filho se preocupava com ela (João 19.26). Se queremos ser servos, temos um modelo em Maria de Nazaré, a mãe de Jesus. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    37 min
  • Direto ao Ponto: Ressuscitou! (Marcos 16) #rpsp
    Era domingo, dia que os primeiros cristãos consideravam o primeiro da semana (Mateus 28.1; Marcos 16.2 e 9; Lucas 24.1; João 20.1 e 18; Atos 20.7; 1Coríntios 16.2), como acontece até hoje. O domingo, como todos os dias naquela época, começava quando o sol começava a iluminar a terra. No início do domingo, ia começar a segunda etapa do luto. O sábado foi de choro. O domingo seria de choro e de homenagem ao morto. As mulheres então chegaram ao sepulcro: queriam perfumar o corpo de Jesus, com os óleos que prepararam desde o sábado (ou sexta-feira, no nosso calendário). Uma delas tinha guardado um pouco do nardo que usara, na semana passada, para homenagear Jesus em Betânia, quando precisou quebrar a tampa do vaso de alabastro que o continha. Deixaram suas casas e foram para o jardim do túmulo, que era protegido por uma pedra pesada, tão pesada que nem juntas poderiam remover. Devem ter pensado como Abraão a caminho do monte Moriá: Deus proverá. E foram. Quando chegaram, surpresa! O túmulo estava aberto. Entraram, surpresa! O túmulo estava vazio. Dor. Lágrimas de novo. Roubaram o corpo de Jesus? Que fazer com os perfumes nas mãos? Então, elas viram um anjo que as informou que Jesus tinha sido ressuscitado, consolando-as com palavras semelhantes à dos pastores aos anjos em Belém, 30 anos atrás. “Não se assustem!”, ouviram elas. “Agora vão e deem este recado a Pedro […]”. Elas foram. Jesus estava vivo! Seu corpo tinha experimentado o poder da ressurreição. Era um corpo glorificado, que atravessava paredes. Tinha uma memória glorificada, que só lembrava coisas belas. Caminhava, mas podia voar, mesmo sem asas, se fosse preciso. Comia, menos pelo alimento e mais pelo companheirismo. O corpo do Jesus ressuscitado é o que vamos ter quando vencer a sexta-feira. O corpo do Jesus ressuscitado será o de todo aquele que olhou para a cruz e foi perdoado por ele. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    30 min
  • Direto ao Ponto: Sexta Feira Santa. Por que? (Marcos 15) #rpsp
    Se alguém tem dúvida de que Jesus foi completamente humano, que ouça a sua palavra em aramaico, no momento em que sua vida se extinguia na cruz: “Eloí, Eloí, lama sabactâni?” Enfraquecido, mas impregnado do Antigo Testamento, a lembrança ainda guardava o salmo que aprendeu talvez na infância, que é o tempo de guardar poemas: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Salmo 22.1). Se alguém se sente abandonado, Jesus é seu antecessor. Seu grito é um brado de identificação. Essa identificação do divino com o humano é uma palavra de consolo quando lemos o restante do relato da sua vida. O Abandonado foi abandonado até o fim (porque o cálice da morte lhe foi servido), mas foi resgatado no fim, quando não havia mais esperança humana alguma. Feliz é aquele que se identifica com Jesus em seu sofrimento. Feliz é aquele que se identifica com Jesus em sua ressurreição. O sofrimento faz parte da nossa história. A esperança também. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    34 min
  • Direto ao Ponto: Fique Alerta! (Marcos 14) #rpsp
    Na hora do sofrimento, Jesus pediu ao Pai que, se fosse possível, permitisse que ele não tivesse de passar por experiência tão dolorosa. Jesus orou como cada de um de nós na hora da dificuldade. Mesmo com esse exemplo, alguns se acham super-homens ou super-cristãos, aos quais o sofrimento não deve atingir. Sofrer é da condição humana. Orar para ser livrado do sofrimento é privilégio do cristão. Aceitar a soberania de Deus é virtude de quem crê. Nós não sabemos por que muitas coisas nos acontecem, mas ele sabe. Essa confiança deve nos bastar… Quando Jesus precisou pedir ao Pai que o livrasse da morte que se aproximava, nós estávamos no Getsêmani. Quando Jesus suou sangue diante da morte que se aproximava, nós estávamos no Getsêmani. Quando Jesus temeu pela sua vida quando o traidor se aproximava, nós estávamos no Getsêmani. Ele nos pediu que orássemos por ele e nós não oramos. Preferimos pensar em nós mesmos e não aceitamos a ideia da morte do nosso Salvador. Preferimos imaginar que o Messias não morreria, embora ele nos tivesse avisado. Preferimos não arriscar nossa vida diante do grupo que vinha com Judas. Não oramos, embora nos tenha pedido. Não estávamos ao seu lado, embora de precisasse de nós. Ainda hoje abandonamos Jesus quando não oramos pelos que estão nos seus getsêmanis. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    35 min
  • Direto ao Ponto: Sinais do Fim (Marcos 13) #rpsp
    Sue mencionou isto ontem. “Eu penso que o Se­nhor deve vir logo.” Ela esteve lendo algo no jornal a respeito de drogas, e sobre os alunos que levam armas à escola. Em seguida, ela recebeu uma carta de uma amiga nossa que trabalha com aconselha­mento a crianças violentadas, e faz terapia com os que as violentaram. Nesta carta, nossa amiga men­cionou duas situações particularmente terríveis. Esta foi a última gota para Sue. O Senhor deve vir logo, ela sentiu, com a nossa sociedade se tornando tão corrupta. Marcos 13, uma complexa passagem apocalípti­ca que traça um amargo retrato do futuro, nos diz que esperemos tragédias e sofrimento neste mundo. Não devemos ficar alarmados com guer­ras ou desastres naturais (w. 7,8), ou pela cor­rupção da sociedade (v. 12). Não são estas coisas, mas o cumprimento de uma antiga profecia de Daniel, que significa que o fim está próximo (v. 14). E depois disto, as coisas piorarão ainda mais (v. 15-23).
    Há, todavia, três coisas em Marcos 13 que preten­dem nos encorajar. Em primeiro lugar, Jesus nos advertiu com antecedência. Ele sabia as terríveis coisas que iriam acontecer. Deus não se surpre­ende, e retém o controle da história. Em segun­do lugar, nós somos encorajados pela promessa da presença de Deus. Mesmo quando os cristãos são ativamente perseguidos pela sua fé, o Espírito Santo permanece conosco (v. 11), e salvará os que perseverarem (v. 13). Em terceiro lugar, e o mais importante, Jesus virá outra vez “com grande po­der e glória” (v. 26). No final, Deus corrigirá as coisas. E nós somos instruídos a esperar, e vigiar (v. 33-35). Devemos interpretar corretamente os eventos da atualidade. Não que sejam predições de quando Jesus retornará. Mas os horrores que presenciamos nos lembram de que não podemos confiar neste mundo para o nosso futuro. Nós precisamos olhar para cima. E vigiar.
    “As coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai” (Mc 13.37).
    “A verdade da segunda vinda de Cristo transfor­mou todo o meu pensamento a respeito da vida; ela rompeu o poder do mundo e a sua ambição sobre mim, e encheu a minha vida com o mais radiante otimismo, mesmo sob as circunstâncias mais desencorajadoras.” — R. A. Torrey. RICHARDS, Comentário Devocional da Bíblia
    34 min
  • Direto ao Ponto: Amor - a Pedra Angular (Marcos 12) #rpsp
    Era terça-feira. Jesus está em Jerusalém, misturado aos 40 mil habitantes da cidade e os outros 100 mil peregrinos, vindos de todos os lugares do mundo para a celebração da Páscoa. Eles ouvem atentamente os que se apresentam como dentro da Lei divina, profissionais do ensino da Torá e de outros livros de respeito. Jesus era um professor, mas não era contado no grupo. Vindo de uma obscura cidade da Galileia, região de onde não se esperava sabedoria, era considerado um fora da lei. Era, na verdade, um apaixonado pelo que era libertador na Lei divina, não pelo que aprisionava e aterrorizava as pessoas. Ele gostava de uma frase da Lei divina, que dizia: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Levítico 19.18). Então, questionado por um mestre dessa Lei, não só repetiu o mandamento como o colocou no topo. Era mais importante que dar o dízimo. Era mais valioso que guardar o sábado. Era mais santo que amar a Deus. Quando viu os mandamentos organizados em sábia hierarquia por Jesus, o mestre assentiu com a cabeça e com a voz. Havia um sorriso de satisfação nos seus lábios, ao se sentir aprovado. Era terça-feira e, antes que o sol se pusesse, o mestre ficou com o rosto crispado quando o recém-chegado de Cafarnaum lhe disse: “Você não está longe do Reino de Deus”. Quem está perto e não dá o último passo está longe. Quem sabe e não pratica o que sabe está longe de uma vida que vale a pena. Está longe quem faz todas as coisas, mas não se empenha em fazer a mais importante. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    38 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…