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Da pressão diária de ser autor de alta gastronomia à necessidade de reencontrar-se com as origens, Vítor Matos abre a alma e o coração nesta entrevista exclusiva à Revista de Vinhos, concretizada dias antes da mais recente gala Michelin, num dos restaurantes em que é consultor - o Blind, na cidade do Porto.
Eleito "Personalidade do Ano 2025 na Gastronomia" pela nossa publicação, o chefe de cozinha que contribui com mais estrelas Michelin para a versão portuguesa do famoso guia vermelho prepara-se para abrir novos restaurantes nos próximos meses, num ano que reconhece ser difícil e que considera ser de tudo ou nada.
Deixou de lado uma carreira bem-sucedida na alta finança - do Canadá aos Estados Unidos e a Londres - onde, ironicamente, analisava investimentos para a indústria química. Decidiu regressar a casa, para liderar a propriedade da família, no Vale do Loire. Abandonou a viticultura convencional e implementou os princípios da biodinâmica.: Chamaram-lhe doido, vaticinaram a desgraça, mas a verdade é que tornou-se numa referência mundial. Fundou o coletivo de produtores La Renaissance des Appelations e esteve recentemente em Lisboa, a convite da Revista de Vinhos, para participar no evento Essência do Vinho.
Neste episódio, a entrevista à lenda viva da biodinâmica, Nicolas Joly.
A procura por Vinho do Porto ainda decrescerá mais, tal como aconteceu com o Sherry, até conhecer uma inversão positiva. A perspetiva é de George Sandeman, atual consultor de vinhos, que lamenta os erros que continuam a ser cometidos pelo setor, nomeadamente as falhas de comunicação e de planos de marketing eficientes.
Tendo tido igualmente um papel fundamental no programa europeu Wine in Moderation, Sandeman critica a postura da Organização Mundial da Saúde na correlação direta entre o consumo e o desenvolvimentos de vários cancros e advoga ser necessário uma atuação concertada da indústria para minimizar os impactos de uma ideia que, admite, ficará instalada.
VineVinu foi o projeto eleito pela Revista de Vinhos como "Produtor Revelação do Ano 2025". Na região dos Vinhos Verdes, entre a influência atlântica que chega a Requião (Famalicão) e o terroir singular da subregião de Monção e Melgaço, a dupla António Luís e Manuel Cerdeira trabalha a alta velocidade mas de forma segura.
Uma nova história familiar que começou a escrever-se em vésperas da vindima de 2024, que alia pai e filho enólogos e as paixões comuns por vinhos brancos e vinificações ensaístas.
Volvidos 25 anos de negociações, a União Europeia (UE) e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) assinaram o acordo que prevê o estabelecimento de uma das maiores zonas de comércio livre do mundo. Com impactos significativos em setores como o agrícola, que vantagens e desafios enfrentam os vinhos e os azeites portugueses?
Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, e João Teixeira, diretor comercial da Adega da Cartuxa (Fundação Eugénio de Almeida) perspetivam o que poderá alterar-se nas relações comerciais, sobretudo com o Brasil.
Entrou nas bocas do mundo mas poucos ainda a sabem balizar. Afinal, em que consiste a viticultura regenerativa e quais as práticas necessárias para a implementar com sucesso no ecossistema de uma propriedade agrícola?
Renato Neves (diretor de viticultura e enologia da alentejana Herdade das Servas) e Miguel Queimado (produtor da Quinta Vale dos Ares, em Monção, região dos Vinhos Verdes), dois dos fundadores da recém constituída Vinha Viva - Associação Portuguesa de Viticultura Regenerativa, explicam os fundamentos desta abordagem agrícola e as razões pelas quais é necessário regulamentar quem diz praticá-la.
O mundo do vinho é pródigo em laços familiares, sendo boa parte do tecido empresarial também de matriz familiar. Porém, esta é uma conversa entre dois membros de uma família que trabalham em empresas distintas, ainda que unidas pela ligação ao Vinho do Porto e ao Douro.
Com os enólogos Ana Rosas (tia) e André Barbosa (sobrinho) analisamos o lançamento de vinhos do Porto muito velhos, antecipamos os próximos Vintage, selecionamos as castas atuais de eleição e tentamos perceber o que continua a faltar para convencer mais consumidores para a causa do mais famoso vinho português no mundo.
Em 2026, a garrafeira Tio Pepe completa 40 anos de atividade. O negócio da família Cândido da Silva vive uma fase de transição geracional, entre a quinta e a sexta geração, tendo um historial também muito relacionado com a distribuição.
A data redonda foi o pretexto para uma conversa mais abrangente com os irmãos Joaquim e Luís Cândido da Silva. Quais as razões que ainda ditam o sucesso de garrafeiras de rua? Que características deve ter um bom comercial? Que estratégias deve um produtor adotar para selecionar uma distribuidora? Como garantir um stock eficaz de uma garrafeira e uma listagem fluida de vinhos numa distribuidora?
Jorge Rosa Santos e Rui Lopes são uma dupla de enólogos que percorre, em média, 80 mil quilómetros por ano. Aliás, não por acaso apelidaram de Lés a Lés os vinhos do projeto comum, onde exploram castas, vinhas velhas e abordagens extra as restantes consultorias.
O que diferencia essa geração de enólogos, que agora atinge a maturidade de interpretação de vinhos? Qual o compromisso possível entre vinhos de autor e vinhos de maior volume? Eis apenas dois ângulos desta conversa.
O que diferencia os bons e os grandes espumantes de Portugal e do mundo? A importância do método tradicional, os sucessivos ensaios, as castas mais entusiasmantes, o referencial Champagne, o saber esperar e a absoluta necessidade de existir uma marca que auxilia a comunicação.
Os enólogos Marta Lourenço (Murganheira e Raposeira) e Celso Pereira (Vértice) protagonizam uma conversa didática, atual e sem filtros.
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Vinho, gastronomia e enoturismo pela Revista de Vinhos.
Wine, food and wine tourism by Revista de Vinhos magazine.