O cineasta ucraniano Oleg Sentsov de 42 anos, foi detido num protesto contra a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e condenado em 2015 por um tribunal militar russo a 20 anos de prisão, sob acusação de terrorismo e tráfico de armas.
A 14 de maio, há precisamente 100 dias, Oleg Sentsov iniciou uma greve de fome, para exigir a libertação de todos os presos políticos ucranianos detidos na Rússia, mas o seu estado de saúde deteriora-se e ele pode morrer a qualquer minuto segundo os seus familiares e o seu advogado de defesa.
A União Europeia considerou que o seu processo violou o direito internacional e em Junho votou a prorrogação das sanções à Rússia exigindo a sua libertação imediata, os Estados Unidos apelidaram o processo de negação de justiça e a ong Amnistia Internacional que denunciou um julgamento estaliniano, pediu para visitá-lo na prisão, o que foi recusado pelas autoridades russas, como commmeça por referir Suzana Silva, coordenadora de investigação e advocacy na Amnistia Internacional em Portugal.