Era impossível ser mais diferentes. Um tinha a força dos 40, uma face fotogénica, uma potência em crescimento e a promessa de ir à Lua. O outro, as dores dos 72 anos, uma voz esganiçada, um império em declínio e Deus, Pátria e Família. John F. Kennedy e António de Oliveira Salazar parecem vindos de dois mundos diferentes, mas a verdade é que, por breves momentos, Washington e Lisboa foram forçadas a negociar. Em causa estavam as colónias portuguesas em África, tão apetecíveis aos soviéticos. Para Kennedy, era mais uma jogada na Guerra Fria; mas para Salazar, estava em causa o grande império português. A desproporção era total. O que poderia o pequeno Portugal contra a poderosa América? E no entanto, Salazar tinha um trunfo... uma única cartada que, quando jogada, colocaria Lisboa como um dos pontos nevrálgicos da NATO, da Guerra Fria e do futuro do séc. XX. Mas como pôde o ditador português fazer frente ao charmoso Presidente americano? Como é que de Gaulle, um embaixador português e a República Federal Alemã entram nesta história? E como é que o confronto entre estes dois homens moldou para sempre as relações entre a América, a Europa e o resto do mundo?
Identidade gráfica desenvolvida por Rita Cabrita e Luís Francisco Sousa
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices