O regime está podre. Depois de catorze anos de republicanismo, cada vez mais vozes de levantam clamando mudança. É preciso um empurrão, um terramoto, uma força externa e suprapartidária que reponha a ordem na Nação. Inspirados por Primo de Rivera em Espanha ou Benito Mussolini na Itália, uma série de homens organizam-se para testar os limites do sistema e ensaiar um golpe. Em Abril, batalhões ocupam o Parque Eduardo VII, voa fogo sobre Lisboa e os golpistas são detidos. Em Julho, um grupo de revoltosos foge da prisão e, com a cobertura de uma corveta no meio do Tejo, tentam invadir os pontos fortes da República. Falham por pouco. Lisboa está a ferro e fogo, o governo sobrevive entre os escombros de um regime doente. E é aqui, na sua hora mais frágil, quando a Nação procura julgar os seus filhos mais rebeldes, que uma decisão em tribunal surpreenderá tudo e todos, e em vez de controlar os ânimos, lançará mais gasolina para a fogueira. Mas como se testam os limites de uma Nação? Como pode um presidente, um governo e um parlamento resistir ao vendaval da mudança? E o que será preciso para, de uma vez por todas, golpear o regime até à morte?
Identidade gráfica desenvolvida por Rita Cabrita e Luís Francisco Sousa
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