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Por dentro da nuvem: a verdade que a indústria do vape não conta
Uma pesquisa inédita do Instituto do Coração (InCor) da USP revelou dados preocupantes sobre o uso de cigarros eletrônicos no Brasil. Realizado em seis cidades paulistas entre abril e setembro de 2024, o estudo avaliou 417 usuários exclusivos de vape e identificou níveis altíssimos de nicotina, mesmo entre aqueles que se consideram “usuários ocasionais” — patamares equivalentes a fumar entre 20 e 40 cigarros por dia.
A médica e pesquisadora Jaqueline Scholz, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor e responsável pela pesquisa, analisa no episódio os riscos, a desinformação e os interesses bilionários por trás da indústria do cigarro eletrônico.
Entre promessas de modernidade e sabores atrativos, o vape esconde um potencial de dependência elevado e já provoca impactos sérios à saúde, especialmente entre jovens, maiores consumidores. A entrevista também aborda a popularização da expressão “pulmão de pipoca”, nome popular da bronquiolite obliterante (BO), uma doença pulmonar crônica grave e irreversível.
Saúde É Pública – Episódio 82
Título do episódio: Vape: Saúde, Indústria e Poder
Convidada: Jaqueline Scholz
Plataforma: Disponível nas plataformas de áudio e no canal da FSP-USP no YouTube.
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No episódio 81 do Saúde É Pública, o podcast da FSP-USP, debatemos os desafios e as possibilidades do envelhecimento saudável no Brasil.
Com uma população cada vez mais longeva — e desigual — o país se vê diante de uma pergunta essencial: estamos preparados para garantir saúde, autonomia e qualidade de vida às pessoas idosas?
Para responder a essa e outras questões, convidamos três especialistas no tema: a professora Yeda de Oliveira Duarte, da Escola de Enfermagem da USP e coordenadora do Estudo SABE, e as professoras Helena Watanabe e Marília Louvison, da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Durante o bate-papo, as convidadas comentam os impactos do envelhecimento populacional nas políticas públicas e nas famílias, abordam a importância da prevenção, das redes de cuidado e da atuação do SUS, e fazem um alerta sobre os riscos da medicalização excessiva na terceira idade.
Você sabia que 75% dos idosos dependem exclusivamente do SUS para acessar serviços de saúde? E que 70% convivem com doenças crônicas? Com base em dados recentes e experiências práticas, o episódio mostra por que o envelhecimento é um tema urgente — e coletivo.
📌Ouça o episódio completo na sua plataforma de áudio favorita ou assista no canal da FSP-USP no YouTube.
Saúde É Pública
Episódio 81: O envelhecimento saudável é possível no Brasil?Com Marília Louvison, Helena Watanabe e Yeda Duarte
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No episódio 80 do Saúde É Pública, o podcast da FSP-USP, a professora Yara de Carvalho (EEFE-USP e FSP-USP) e o pós-doutorando João Valentini Neto (FSP-USP) discutem os desafios e os caminhos possíveis para combater o sedentarismo.
Você sabia que as práticas corporais oferecem benefícios tanto para o corpo quanto para a mente? Nesta conversa, os pesquisadores exploram como esses dois campos estão profundamente conectados e como as políticas públicas podem contribuir para ampliar o acesso da população às práticas corporais e esportivas em suas diversas formas.
De acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), são consideradas sedentárias as pessoas entre 18 e 60 anos que praticam menos de 150 minutos de atividades físicas por semana. O Brasil, segundo a OMS, é o país mais sedentário da América Latina.
A professora Yara amplia o debate ao mostrar que o sedentarismo vai além de uma questão de saúde individual: trata-se de um problema que atravessa diferentes dimensões sociais e políticas.
📌Ouça o episódio completo na sua plataforma de áudio favorita ou assista no canal da FSP-USP no YouTube.
Saúde É Pública Episódio 80: Corpo e mente conectados – Caminhos possíveis no combate ao sedentarismo Com Yara de Carvalho e João Valentini Neto.
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No episódio 79 do Saúde É Pública, o podcast da FSP-USP, a professora Ana Paula Sato, do Departamento de Epidemiologia, esclarece as principais dúvidas sobre vacinas contra dengue, febre amarela e COVID-19, e fala também sobre o esquema vacinal das principais vacinas para o público infantil. Já vacinou as crianças da sua família? Sabe quais imunizantes estão recomendados hoje?
Neste bate-papo, ela analisa a retomada da cobertura vacinal no Brasil e explica os desafios enfrentados pelo SUS na distribuição gratuita de cerca de 300 milhões de doses por ano.
A cobertura vacinal no Brasil começou a cair em 2016 e atingiu níveis críticos em 2022. Mas há boas notícias: um relatório recente da Unicef (julho de 2024) mostra que o Brasil saiu da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas. A professora comenta esse avanço e destaca o papel do Movimento Nacional pela Vacinação, lançado em 2023 para recuperar a confiança da população e fortalecer o SUS.
Com 38 mil salas de vacinação e profissionais qualificados, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) segue sendo referência internacional.
Dá o play e vem entender por que vacinar é um ato de cidadania e saúde pública!
📌 Ouça agora na sua plataforma de áudio favorita ou assista no canal da FSP-USP no YouTube.
Saúde É PúblicaEpisódio 79: Avanços e desafios da vacinação no BrasilCom Ana Paula Sato
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Neste segundo episódio da 5ª temporada do Saúde É Pública, conversamos sobre um tema “incômodo” e que se arrasta há décadas, sem solução: a Cracolândia. Morador da capital ou não, muitos conhecem o fenômeno que reúne diversos dependentes químicos nas ruas centrais de grandes cidades.
Para debater esse grave problema de saúde pública, o podcast entrevistou o professor Diego Madi Dias, do Departamento de Saúde e Sociedade da FSP-USP, e a psicóloga Letícia Ferreira Menezes, mestre pela FSP-USP sobre as políticas públicas aplicadas à Cracolândia.
Os especialistas comentam as políticas existentes versus o que tem sido feito na prática, além de problematizar a abordagem relativa à segurança pública e à saúde pública para o problema da dependência química e álcool. Os pesquisadores analisam os impactos das medidas já aplicadas e sua efetividade na resolução do problema.
O Saúde É Pública está disponível em diversos aplicativos, incluindo Spotify e Youtube.
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A 5ª temporada do podcast Saúde É Pública estreia com um assunto urgente, porém, invisível para a sociedade: a saúde dentro dos presídios. A pesquisadora Mariana Scaff Haddad Bartos vem aprofundando os estudos sobre o acesso à saúde no sistema prisional brasileiro, no doutorado que ela realiza pelo Departamento de Política, Gestão e Saúde da FSP-USP.
O episódio 77 marca a mudança de periodicidade do podcast, que passará a ser veiculado uma vez por mês. Segundo a entrevistada, a pesquisa buscará observar como se dá na prática a implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), a partir da interação com profissionais das equipes de Atenção Básica Prisional.
A pesquisadora afirma que há muitas dificuldades no acesso a dados sobre saúde nos presídios e por isso a escolha por lançar um olhar para os profissionais da área que atuam nesses locais. A ideia é entender como estão -ou não- sendo implementadas as políticas de saúde para essas populações.
“A maior parte dos dados mostram indicadores cada vez piores dentro das unidades prisionais. Um relatório da Defensoria do Estado de São Paulo mostra que quase 80% dos presídios não tem equipe mínima de saúde e quase 40% não tem nem consultório. Esse dado é muito relevante, tendo em vista que o estado de São Paulo tem um terço da população carcerária do Brasil. Outro relatório recente do Conselho Nacional de Justiça mostra dados alarmantes sobre letalidade e subnotificação de doenças. As pessoas estão morrendo por falta de cuidados e por causas evitáveis”, afirma.
A pesquisadora esteve na Holanda e na Colômbia para realizar os preparativos de seu estudo de campo e espera iniciar em breve a coleta de dados em presídios brasileiros.
Ouça a entrevista na íntegra e conheça essa pesquisa sobre a situação de saúde da população em cárcere no Brasil.
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No episódio 77 do podcast Saúde É Pública, nosso entrevistado é João Abreu, cofundador e diretor-executivo da Impulso Gov, uma organização sem fins lucrativos que usa dados para fortalecer o SUS.
Com apenas 31 anos, João tem uma trajetória inspiradora: economista formado pela USP, com passagens por Harvard, ele transformou o sonho de melhorar o acesso à saúde no Brasil em realidade. Hoje, a Impulso Gov já impacta mais de 150 municípios e busca soluções simples e escaláveis para beneficiar 170 milhões de brasileiros.
João acaba de voltar do Reino Unido, onde uma audiência ouviu com espanto os feitos e os números incríveis do sistema de saúde brasileiro. Ele foi à Inglaterra para aprender com o National Health Systema (NHS), que inspirou o nosso SUS. Mas acabou trazendo na bagagem muita admiração dos estrangeiros pelo SUS e a convicção de que é possível melhorar ainda mais o que já é incrível, ele conta.
Dê o play para conhecer mais sobre essa iniciativa que une inovação e dedicação à saúde pública no Brasil!
O Saúde É Pública fará uma pausa e retorna em março de 2025 com novas entrevistas e conteúdos.
Disponível na sua plataforma favorita!
Saúde É Pública
Episódio 77: O que é e quem faz a Impulso Gov
Com João Abreu
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Depressão e incapacidade funcional: impacto na mortalidade pós-AVC, com a Professora Alessandra Carvalho Goulart
No episódio 76 do Saúde É Pública, a professora e pesquisadora Alessandra Carvalho Goulart, da Faculdade de Saúde Pública da USP, explora fatores de risco fundamentais para a mortalidade após um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além dos riscos tradicionais como hipertensão e diabetes, a professora revela o papel da depressão e da incapacidade funcional, que elevam significativamente as taxas de mortalidade nos anos subsequentes ao AVC.
Temas deste episódio:
A depressão aumenta em quase cinco vezes o risco de morte no primeiro ano após o AVC, e a incapacidade funcional severa triplica esse risco nos primeiros dois anos.
Pacientes com AVC no hemisfério esquerdo do cérebro têm até três vezes mais chance de desenvolver prejuízos cognitivos, comparados com AVCs no lado direito.
A importância de reabilitação contínua, incluindo fisioterapia e terapia ocupacional
O impacto do tratamento adequado com anticoagulantes para pacientes com fibrilação atrial, que reduziu a mortalidade em até 90% segundo um acompanhamento de até 12 anos.
Além de liderar o novo Laboratório de Estudos Longitudinais (Label) na FSP-USP, Alessandra é uma das cientistas mais influentes do mundo, segundo o ranking de Stanford, e vencedora do Prêmio CAPES Elsevier 2024 Mulheres na Ciência.
Acompanhe esta entrevista para entender melhor os riscos pós-AVC e como o tratamento pode fazer a diferença na vida dos pacientes.
Neste episódio, convidamos Andrea Barbosa Boanova, fiscal de alimentos com 32 anos de atuação no município de São Paulo. Ela compartilha histórias reais e curiosas de sua carreira, desde situações inusitadas, como encontrar uma faca escondida na cueca, até baratas voando durante inspeções sanitárias. Além disso, Andrea, que é egressa do mestrado e doutorado e foi professora convidada da FSP-USP, fala sobre os desafios e as surpresas que envolvem a fiscalização de alimentos na maior cidade do Brasil.
Quer saber mais sobre os bastidores da Vigilância Sanitária? Dê o play e ouça histórias fascinantes diretamente de quem viveu essa realidade!
Este episódio contou com a coordenação e roteiro de Sylvia Miguel; entrevista e edição: Felipe Velames; edição e artes: Yasmin Constante.
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No episódio 74 do podcast Saúde É Pública, recebemos três convidados especiais para discutir a trajetória e a evolução do curso de Nutrição em Saúde Pública, criado em 24 de outubro de 1939. Desde então, o curso formou mais de 2.600 nutricionistas e acompanhou as grandes mudanças no cenário alimentar no Brasil e no mundo.
Participam deste episódio:
Nesta conversa, discutimos o papel do nutricionista ao longo dos anos e os desafios atuais na transição epidemiológica da população.
Este episódio contou com a coordenação, roteiro e entrevista de Sylvia Miguel; edição e artes: Felipe Velames.
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