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Se 2025 fosse um retrato do STF, ele não caberia numa única moldura — e foi justamente essa a nossa tentativa neste episódio: descrever e sintetizar o Supremo de 2025, com suas decisões mais barulhentas, seus recuos silenciosos e a política atravessando cada corredor do tribunal.
Ao longo do ano, o STF jogou “Copa do Mundo” toda semana: a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, a troca na presidência, julgamentos tributários e de direitos fundamentais, a ADPF das Favelas, o debate sobre marco temporal, disputas envolvendo parlamentares e mandatos, a reconfiguração do foro por prerrogativa de função, inquéritos e operações que colocaram o Congresso novamente sob pressão.
Com Felipe Recondo, Diego Werneck, Juliana Cesário Alvim e Thomaz Pereira, a conversa percorre o que talvez seja o traço mais forte do ano: o Supremo assumido como “player” político — e, ao mesmo tempo, um tribunal que alterna força e acomodação. De um lado, o STF cumpriu a promessa de concluir o julgamento do golpe, com impacto histórico. De outro, a discussão expõe um dilema incômodo: onde o tribunal cede, por que cede e quem paga o preço dessas concessões, especialmente quando direitos fundamentais entram na conta.
No fim, 2025 aparece como um ano em que o Supremo manteve — e exibiu — poder. Mas também como um ano em que ficou mais difícil sustentar a fantasia de um tribunal “apenas técnico”. A pergunta que sobra, e que atravessa o episódio, é direta: que STF está se consolidando — e que STF está sendo nomeado para o futuro?
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00:00 Análise do Supremo Tribunal Federal em 2025
05:57 Interação entre Supremo e Legislativo
11:03 Conflitos e Concessões no Cenário Político
13:43 O Papel do Supremo na Responsabilização Política
19:32 Mudanças no Perfil dos Ministros do Supremo
23:44 Mudanças no Supremo: O Futuro da Presidência
24:58 Concessões e Captulações: O Jogo do Supremo
27:21 Direitos Fundamentais: Vigilância e Concessões
29:22 O Papel do Supremo na Democracia Brasileira
31:17 Crises e Desafios: O Contexto Atual do Supremo
36:31 Foro por Prerrogativa de Função: Poder e Política
41:38 Ética e Poder: O Código de Conduta do Supremo
No episódio desta semana: a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a cassação do mandato de Carla Zambelli. Moraes poderia ter anulado decisão da Câmara? Havia realmente precedentes que justificavam a decisão de Moraes? O que há de político e o que há de jurídico no novo embate entre os poderes?
Com Ana Laura Barbosa, Luiz Fernando Gomes Esteves e Thomaz Pereira.
#stf #política #alexandredemoraes
00:00 A Decisão de Alexandre de Moraes
09:30 Precedentes e Interpretações da Constituição
15:37 O Papel do Legislativo e do Judiciário
24:00 Conflito Político e Judicial
36:28 Contexto Político Atual e Implicações
Numa das decisões mais polêmicas do ano, o ministro Gilmar Mendes suspendeu trecho da lei de impeachment e criou uma proteção a juízes do STF. O Senado reagiu. E a decisão sera mantida?
Ainda no Sem Precedentes:
A decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Estamos diante de um novo superpoder de Alexandre de Moraes?
00:00 Decisão Controversa do Ministro Gilmar Mendes
05:06 Mudanças no Processo de Impeachment
10:00 Equilíbrio entre Responsabilização e Abuso de Poder
14:58 Implicações da Decisão Monocrática
20:03 Temores e Consequências no STF
28:59 DPF das Favelas e Investigação no Rio de Janeiro
#stf
#senado
#gilmarmendes
#impeachment
Duas decisões monocráticas. Duas controvérsias políticas. Uma mais evidente. A outra exige uma arqueologia jurídica, mas nem tão complicada.
O Supremo dá demonstrações de avanço na agenda política e gera reações da política.
A decisão de Gilmar Mendes sobre a Lei do Impeachment busca blindar o STF contra processos que devem vir pela frente.
Mas a decisão de Alexandre de Moraes não é menos polêmica em termos jurídicos.
São os dois temas do Sem Precedentes desta semana.
No episódio desta semana: Bolsonaro é preso e começa a cumprir a pena por tentativa de golpe de Estado.
O ministro Alexandre de Moraes antecipou a prisão do ex-presidente numa decisão surpreendente.
E qual a relação entre a prisão antecipada de Bolsonaro e o presidente Lula?
Também neste episódio: a expectativa sobre a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou a sabatina de Messias. Quais as chances de rejeição?
Com Juliana Cesario Alvim e Thomaz Pereira.
00:00 Prisão de Bolsonaro e Contexto Judicial
06:08 Implicações da Prisão e Comparações com Lula
11:28 Repercussões e Expectativas Futuras
15:09 Caminhos e Desdobramentos do Caso Bolsonaro
18:08 A Prisão de Bolsonaro e suas Implicações
19:02 Indicação de Messias e o Cenário Político
22:50 A Relevância das Nomeações no Supremo
25:52 Desafios e Expectativas para a Sabatina de Messias
30:12 A Influência dos Evangélicos na Indicação
33:37 Homenagem a José Afonso da Silva
A indicação de Jorge Messias pelo presidente Lula consolida o processo de transformação do STF. Uma mudança comparável à registrada em 2003 com a saída de ministros da velha guarda para a chegada de novos nomes escolhidos por Lula.
O que isso significa? E quais as características deste novo Supremo?
Com Diego Werneck.
00:00 Mudanças no Supremo Tribunal Federal
02:20 Expectativas sobre Jorge Messias
06:53 Um Supremo mais Político
12:07 A Relação do STF com o Congresso
18:16 Desafios e Responsabilidades do STF
22:31 Transformações no Supremo Tribunal
25:01 Mudanças nas Convicções do Tribunal
28:07 O Novo Perfil dos Ministros
31:40 O Processo de Indicação e Poder Político
Senado aprovou a recondução de Gonet para um segundo mandato na PGR.
O que isso significa para os processos contra Bolsonaro?
Será que a PGR vem perdendo importância nos últimos anos?
No Sem Precedentes desta semana, como avaliar o placar da aprovação de Gonet. os desafios daqui para frente e o que o governo pode projetar sobre as próximas indicações para o STF.
Com Thomaz Pereira, Juliana Cesario Alvim, Luiz Fernando Gomes Esteves e Felipe Recondo.
00:00 Recondução de Paulo Gonet e o Contexto Político
02:28 Implicações da Votação e Limites do Bolsonarismo
07:05 Relevância do PGR e o Papel do STF
12:23 O Papel do Ministério Público e Demandas Sociais
19:37 Reconduções e Contexto Político
23:11 A Indicação do Ministro do Supremo
30:20 Proximidade e Critérios de Nomeação
Supremo julga os recursos contra a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Recursos serão rejeitados, mas resta a pergunta: quando a pena começará a ser executada?
Fux participará do julgamento? E o que significa a sua saída da Turma que julga o caso.
Com Diego Werneck e Thomaz Pereira, o Sem Precedentes está no ar.
O Supremo e as operações policiais no Rio: o que restou da decisão que limitava operações policiais?
Depois da operação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, o Supremo Tribunal Federal volta ao centro do debate sobre segurança pública e direitos humanos. O tribunal havia imposto restrições às incursões policiais nas favelas, mas a decisão unânime e per curiam de 2025 esvaziou parte dessas limitações e levantou dúvidas sobre a efetividade das decisões estruturais do STF.
Felipe Recondo conversa com Thomaz Pereira, Juliana Cesário Alvim e Luiz Fernando Esteves sobre o alcance e as consequências dessa virada. O episódio discute se o Supremo ainda exerce controle sobre a política de segurança do Rio, o papel do ministro Edson Fachin na origem do caso, a importância das audiências públicas, a tensão entre direitos humanos e política criminal, e as críticas à falta de acompanhamento das medidas determinadas pelo tribunal.
Um debate sobre a força e os limites das decisões estruturais, a responsabilidade do STF diante da violência de Estado e o risco de o tribunal produzir decisões simbólicas sem capacidade real de transformação.
Às vésperas de deixar o Supremo, Luís Roberto Barroso faz um movimento calculado.
Depois de dois anos com o processo parado, o ministro libera para julgamento a ação que descriminaliza o aborto até a 12ª semana.
O voto, publicado horas antes de sua aposentadoria, é também um exemplo de como os ritos e prazos do STF podem ser moldados pela vontade dos ministros.
E deixa uma questão para o futuro: o julgamento deve continuar ou começar do zero, desconsiderando os votos de Barroso e Rosa Weber, ambos favoráveis à descriminalização?
O novo episódio do Sem Precedentes já está no ar.
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