"Novo teste social para Macron" é a manchete do popular aujourd'hui en France. Em editorial, Stéphane Albouy, usa termos do teatro para descrever este movimento social;"os sindicatos em marcha contra Macron: segundo acto, primeira cena". Os actores são os mesmos, ou quase os mesmos, e tudo recomeça. À esquerda os sindicatos, nomeadamente a SNCF, que prometem um bloqueio inédito. À direita um governo aparentemente sereno que garante aplicar as reformas previstas.
"Sarkozy e o espectro de um caso de Estado": o antigo Presidente foi formalmente acusado, na quarta-feira 21 de Março, por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha eleitoral e participação em desvio de fundos líbios.
E num dia de greve descrita pelo esquerdista libération como "a primeira pedra de calçada na amargura" assinalam-se também os cinquenta anos "da primeira chama 68".
Serge July, o co-fundador do libération e participante do movimento de 22 de Março de 1968 na universidade de Nanterre, lembra as premissas de uma revolta improvisada, que se ampliou para explodir em Maio : "A rua fazia o que bem que apetecia" um artigo com um título alusivo a uma canção do musico francês Jacques Dutronc "Mai 68: émoi, émois et moi".