Quando foram criadas as primeiras escolas no Brasil pelos jesuítas durante o período colonial, elas eram somente para meninos e homens da elite. Após a independência do Brasil (1822), com uma lei de 1827, é reconhecido o direito das meninas na escola. Começaram a surgir escolas femininas que, além de serem separadas das masculinas, tinham características diferentes. Para as meninas, o foco era prepará-las para cuidar da casa e da família, e conteúdos, como a matemática, eram reduzidos.
Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Conforme as mulheres vão progredindo na carreira acadêmica, por exemplo, esse cenário muda. No Brasil, apenas um em cada quatro pesquisadores seniores são mulheres. A maternidade e a desigualdade na divisão das tarefas domésticas são alguns dos fatores que acabam por dificultar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal das mulheres – mas não dos homens.
A partir de 1854 foram fundadas muitas escolas religiosas, como exemplo, o Colégio Imaculada Conceição, focado na educação das filhas de famílias ricas cariocas, seguindo os rígidos ensinamentos da Igreja Católica.
Mas uma mudança importante aconteceu num curto intervalo de tempo: o surgimento de escolas mistas que permitiam que meninos e meninas estudassem juntos, na mesma classe inclusive.
Foi também no século XIX que as mulheres puderam trabalhar como professoras.
Mesmo com oportunidades de trabalho desiguais, isso foi muito importante porque fez com que elas circulassem no espaço público. Grande avanço, ora, porque, no passado, as mulheres geralmente só tinham permissão de sair de casa para se dedicar às atividades religiosas, como ir às missas.