A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a condenação por danos morais de R$ 5 mil contra uma operadora de plano de saúde devido ao cancelamento unilateral e irregular do contrato com uma beneficiária idosa.
A condenação por danos morais foi fixada em primeira instância, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) considerou, entre outros pontos, que, apesar de a exclusão ter sido abusiva, não houve comprovação de que a idosa tivesse passado por situação grave ou vexatória, como recusa de atendimento ou agravamento do estado de saúde.
No recurso especial, a idosa alegou que o cancelamento indevido do plano, sem notificação prévia, configurou prática abusiva da operadora e que a exclusão irregular gerou dano moral presumido, ou seja, sem necessidade de comprovação de abalo psicológico.
Ao reformar o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas, a Terceira Turma do STJ observou que o serviço de assistência à saúde é essencial para a pessoa idosa, considerando a condição de maior vulnerabilidade e a dependência maior desse serviço e, nesse caso, a beneficiária permaneceu aproximadamente oito meses sem a cobertura. A relatoria foi da ministra Nancy Andrighi.
Do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.
Mais detalhes: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2026/28102026-Exclusao-indevida-de-idosa-de-plano-de-saude-e-condicao-suficiente-para-caracterizar-dano-moral--define-Terceira.aspx