Representantes das supremas cortes, ministros e diversos juristas se reuniram durante dois dias no Superior Tribunal de Justiça para avançar na preparação da XXIII Cúpula Judicial Ibero-Americana. Essa foi a primeira rodada de oficinas temáticas sobre os desafios que devem ser enfrentados e os assuntos a serem priorizados na próxima edição do encontro, que reúne os poderes judiciários de 23 países.
O presidente do STJ e secretário pro tempore da cúpula, ministro Luis Felipe Salomão, e o secretário permanente, John Perez, realizaram a abertura dos trabalhos.
“Reafirmamos o compromisso de fazer desta vigésima terceira edição um marco para as respostas práticas e tempestivas às transformações sem precedentes que desafiam o mundo contemporâneo.”
“Trabalharemos um tema de qualidade, mas também veremos a importância do apoio, respeitando e priorizando, sobretudo, os direitos da justiça.”
A Cúpula Judicial Iberoamericana é uma organização internacional que reúne iniciativas multilaterais para fortalecer as instituições judiciárias e a democracia no âmbito de todos os países integrantes. A próxima edição, assim como esse encontro preparatório, será realizada no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, em 2027.
A vigésima terceira cúpula terá como tema o uso da inteligência artificial na Justiça, e a reunião de delegações oficiais alinhou propostas técnicas e diretrizes a serem seguidas no evento. Foi o que pontuou a ministra Maria Thereza de Assis Moura.
“Estamos aqui para desenhar soluções concretas para todos os cidadãos e cidadãs que recorrem aos nossos tribunais em busca de resposta célere para seus conflitos e de respeito para com a sua dignidade.”
Os participantes foram divididos em quatro grupos. O primeiro debateu a jurisprudência inteligente, gestão documental e dados judiciais. O segundo foi responsável pelas discussões sobre o sistema ibero-americano de produtividade jurisdicional e de redação assistida com supervisão humana. O terceiro grupo de trabalho abordou governança, transparência e proteção de dados, ética, capacitação e difusão para uso da inteligência artificial. O quarto discutiu riscos, vieses, evidências digitais e proteção de pessoas vulneráveis.
Depois dos debates, cada equipe temática apresentou as principais conclusões para os demais participantes. O ministro Salomão salientou que as medidas aprovadas nesse segundo momento vão servir como diretrizes para a realização da cúpula.
“Saímos desta primeira rodada com a certeza de que estamos construindo uma Justiça Ibero-americana mais célere, íntegra, moderna e humanizada.”
Com informações de Jéssica Castro, do Superior Tribunal de Justiça, Jáfer Araújo.