Uma reflexão sobre a atividade econômica para além da busca por crescimento e eficiência, mas considerando também valores como a dignidade da pessoa humana, a justiça social e a função social das empresas. É esse o ponto central do livro Por uma Livre Iniciativa Fraterna - Regulação, Empresa e Humanismo, lançado no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça.
A cerimônia contou com a presença de autoridades, ministros do STJ e o vice-presidente da Corte, Mauro Campbell Marques.
“Não adianta nós vislumbrarmos bases econômicas de uma nação sem que nós tenhamos em mente que temos que converter a nação sempre em uma nação fraterna, com fraternidade. E o Brasil fez uma opção constitucional pelo direito à fraternidade.”
A obra foi organizada pelos ministros da Corte, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas, com a participação do jurista Wilson Furtado Roberto. Já o ministro Gurgel de Faria escreveu o prefácio. Conhecido como ministro da Fraternidade, Reynaldo Soares da Fonseca destaca que esse princípio tem muito a contribuir para a interpretação da ordem econômica e para relações mais equilibradas entre empresas, poder público e sociedade.
“E é essa a grande discussão se no âmbito do Direito empresarial, tem espaço para resgatar esse princípio esquecido e fazer com que possamos pensar no desenvolvimento sustentável com a perspectiva humanista, com a perspectiva fraterna.’
O livro também discute como promover o desenvolvimento econômico, sem perder de vista a proteção da pessoa, como destacou o ministro Ribeiro Dantas.
“Uma livre iniciativa fraterna. É exatamente uma visão que combina a possibilidade de empreender, de transformar, de produzir, de gerar e circular a riqueza com, ao mesmo tempo, tudo aquilo que pode fazer o mundo ser melhor.”
Do Superior Tribunal de Justiça, Jáfer Araújo.