O Superior Tribunal de Justiça (STJ) promoveu o IV Encontro com tribunais de justiça e TRFs sobre Admissibilidade de Recursos Dirigidos aos Tribunais Superiores.
Para o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, a atuação dos vice-presidentes é fundamental para aperfeiçoar esse fluxo e aproximar as cortes.
“Nós, que conhecemos o funcionamento do Poder Judiciário e, nomeadamente, dos recursos que chegam ao Superior Tribunal de Justiça, sabemos que são os vices, tem exceção, mas é o vice-presidente, às vezes mais de um, que tem a responsabilidade de fazer o diálogo recursal com o Superior Tribunal de Justiça.”
A programação foi dividida em dois painéis. O primeiro tratou da relevância da questão federal e do planejamento do STJ para a aplicação do tema. Para o vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, o encontro foi importante para estabelecer parâmetros comuns para a aplicação das novas regras que entram em vigor em setembro.
“Agora com a relevância da questão federal, é muito importante que nós possamos trocar experiências, definir padrões de conduta. Então, esse encontro foi urgente para isso e muito importante para essa definição de alguns parâmetros com os vice-presidentes. Eu estou muito contente de poder contribuir com mais esse encontro, participar dele.”
A discussão sobre a admissibilidade dos recursos não fica restrita ao STJ. É nos tribunais de segunda instância que essa análise começa. E, segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, é por isso que o encontro também dedica espaço à troca de experiências entre os tribunais e a apresentação de ferramentas que podem tornar esse trabalho mais eficiente.
“Esse fórum, sem dúvida alguma, representa um respeito absoluto desta corte a Vossas Excelências que produzem. São usinas efetivamente de recursos para esta Corte e desempenham um papel absolutamente, absolutamente necessário para que a jurisdição neste país seja respeitada na medida certa que a Constituição impôs.”
No segundo painel, o foco foi o juízo de conformidade nos tribunais de segunda instância. Representantes de Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais apresentaram iniciativas de inovação, uso da tecnologia e boas práticas dos núcleos de gerenciamento de precedentes. Uma das que compuseram a mesa foi a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha.
“Nós estamos fazendo um sistema para incorporar não só a primeira instância, como as turmas recursais também. E esses dois órgãos, vamos dizer, estão contribuindo para que nós possamos identificar não só a litigância predatória, mas a litigância repetitiva.”
A proposta é aproximar os procedimentos adotados pelas cortes e buscar soluções que tornem mais eficiente a análise dos recursos antes da chegada aos tribunais superiores, como observou a desembargadora Ana Paula Dalbosco, representante do Comitê Executivo do Fonavice.
“Essa troca de ideias, esta demonstração pelo próprio STJ, de como é que vai ser abordado esse tema é muito relevante para todos os tribunais e a forma como a gente vai trabalhar.”
Com informações de Anderson Conrado, do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.