Inaldo Tenório DE Moura Cavalcanti
Recife – Brasil
UMA FLORESTA DE ARTE Recheado de música, prosa e poesia, O Silêncio das Árvores é um canto que encanta com suas metáforas e imagens de rara beleza na poesia dos caminhos, entre árvores, movimentos, que tornam tudo uma arte com harmonia, melodia, ritmo que, nesse Silêncio são pautas/movimentos:
A RAIZ, onde “cada folha é uma palavra de seda, cada ramo é uma linha de poesia, cada galho uma jornada cantada...”, traz uma poética tão rica quanto um riacho que entrança a floresta, e ninhos de pássaros. É a primeira poesia a dá brilho às árvores;
A ÁGUA, “murmúrios suaves, um cântico sereno que embala o mundo” é a música que nos faz desaguar em uma beleza única, que nos une em frescor e correnteza. Um cântico aos ouvidos da alma;
O FOGO, que “sussurra contos ancestrais”, fazendo a memória se desvanecer em cinzas, pelas chamas, suscita a reabertura. A vida sempre nova, renovada. Uma carícia: renascimento; O AR, que “nos sussurros das folhas, nas asas dos pássaros, se revela”, uma pausa na canção, é a poesia sem necessidade de palavras ou visibilidade: a própria canção;
O ÉTER, “sinfonia silenciosa do infinito”, essência na construção da vida; o ritmo a correr no espaço das árvores, entre elas. Orquestra que se impõe no quinto movimento, allegro a florescer no âmago do leitor/ouvinte andante da floresta;
O OLHO, “centelha que intui”, correnteza em notas, folhas a balançar, “se ergue como uma flor rara, desabrochando no jardim do conhecimento”, harmoniza a linha melódica da canção: abre o caminho. Vê o invisível. É a sensibilidade aguda do autor;
O ESPÍRITO, “chama que anima cada fibra do ser”, o último movimento da bela sinfonia.
O SILÊNCIO DAS ÁRVORES, poema-canção, alma cantada em versos. Um canto sublime. Ao mesmo tempo que transcende o tempo, O Silêncio encanta o tempo: fábula, poesia, sinfonia... arte aberta em leque a coração e mente. A beleza está como margem e estrada à nossa paisagem/passagem, leitor/ouvinte; correnteza em que mergulhamos a remar pela leveza das linhas, dos versos, das pautas que enchem de maravilhas em seus movimentos. Luis Roxo: uma floresta de arte pintada, cantada, declamada em prosa e verso... em O Silêncio das Árvores.
Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti poeta/escritor pernambucano