The Luis Triangle Project-Luis Roxo

The Luis Triangle Project-Luis Roxo

By Luis RoxoArtsBooks
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The Luis Triangle Project-Luis Roxo episodes

  • Simon & Garfunkel

    Hello darkness, my old friend
    I've come to talk with you again
    Because a vision softly creeping
    Left its seeds while I was sleeping
    And the vision that was planted in my brain
    Still remains
    Within the sound of silenceIn restless dreams I walked alone
    Narrow streets of cobblestone
    'Neath the halo of a street lamp
    I turned my collar to the cold and damp
    When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
    That split the night
    And touched the sound of silenceAnd in the naked light I saw
    Ten thousand people, maybe more
    People talking without speaking
    People hearing without listening
    People writing songs that voices never share
    No one dared
    Disturb the sound of silence"Fools" said I, "You do not know
    Silence like a cancer grows
    Hear my words that I might teach you
    Take my arms that I might reach you"
    But my words like silent raindrops fell
    And echoed in the wells of silenceAnd the people bowed and prayed
    To the neon god they made
    And the sign flashed out its warning
    In the words that it was formingAnd the sign said, "The words of the prophets
    Are written on the subway walls
    And tenement halls
    And whispered in the sounds of silence"Traduzir para português

    3 min
  • Fim de Abril - Luis Roxo

    Sou fim de Abril sem rosto num

    espelho partido, sou fim de Abril que sangra ferido, sou fim de Abril em
    calendário gasto vencido, sou fim de Abril em corpo morto esquecido.

      

    Sou fim de Abril de chama apagada, sou fim de Abril em estrada gasta na
    madrugada, sou fim de Abril na encruzilhada, sou fim de Abril sozinho em
    jangada.

      

    E se me disseres em silêncio, com os teus beijos deslizando nos meus
    lábios petrificados, que das folhas das árvores vão nascer asas de anjos vindos
    do fundo infinito céu; e se me disseres em silêncio, com a tua saliva navegando
    nas minhas pestanas gélidas, que do vento das dunas vão nascer oceanos vindos
    do eco das quatro estrelas do sul.

     

      

    Oh!... E se me pintares nas mãos perfuradas o
    arco-íris.

       Oh!... E se me

    esculpires no meu corpo rasgado outra pele.

       Oh!... E se me

    escreveres nas costas ensanguentadas asas.

       Oh!... E se me

    cerzires de novo o meu coração cortado.

     

    2 min
  • E foi em Maio

    E foi em Maio que te escrevi jardins nas mãos.

    E foi em Maio, que te escrevi borboletas nas costas; e

    foi em Maio, que te escrevi casas sem janelas para voares pelo mundo; e foi em
    Maio, que te escrevi a minha solidão; e foi em Maio, que te escrevi o mar nos
    pés e o som de oboés em búzios; e foi em Maio, que te escrevi lagos gélidos de
    cisnes brancos; e foi em Maio, que te escrevi e guardei-te no diário do meu
    peito desfeito.

     

    Havia um anjo caído com asas negras que semeava cólera

    no útero da Terra.

    Havia cabeças de serpentes espetadas em paus no vale

    dos desejos.

    Havia mães que gritavam ao pé dos caixões dos seus

    filhos.

    Havia milhares de soldados com seus corpos apodrecidos

    nas planícies.

    3 min
  • Se você me esquecer Eu quero que você...

    Se você me esquecer
    Eu quero que você saiba uma coisa
    Você sabe como é isso
    Se eu olhar para para a lua cristalina
    No ramo vermelho do outono chegando
    Se eu tocar perto do fogo
    A cinza impalpável
    ou o corpo enrugado do ramo
    Tudo me leva a você
    Como se tudo oque existe
    Aromas, luzes, metais
    Fossem pequenos barcos que navegam
    em direção aquelas ilhas que esperam por mim
    Bem agora, se pouco a pouco você deixar de me amar
    Eu devo parar de te amar pouco a pouco
    Se de repente você me esquecer
    Não olhe para mim...

    3 min
  • Seja Poesia - Cais de farrapos

    Cais

    de farrapos.

     

       Velho quadro da manhã. Paisagem do adeus que

    nunca findará. Breve névoa neste cais de farrapos, escondendo a podridão
    inquieta. Cais de ferrugem e gaivotas soltando guinchos angustiantes.

       Recordo-me dos dias tristes, na minha

    memória rasgada pelo tempo.

       Palmo a palmo, o sol rompia as nuvens.

       Memórias da vasta manhã lenta. Os deuses

    ocultos navegavam pela orla do silêncio.

       Na espuma da pequena manhã cintilante, na

    manhã que cresce com o sol, no prolongamento da realidade nua e descalça, uma
    criança despida andava no passeio de olhos vazios.

       As palavras perdem-se no cais de farrapos,

    como bagos de lágrimas. Mil e um vazios de sonhos, nas gaivotas assustadas.

        No mar despido encontrei a doçura de poemas

    perdidos, sem rota.

       Cada vez me convenço mais que a vida não se

    explica, por mais que ela seja explicada.

     

    4 min
  • Seja Poesia

    O SILÊNCIO DOS PÁSSAROS

    Nas alvoradas serenas, quando o horizonte

    se pinta de tons dourados, os pássaros alçam voo em danças silenciosas. Suas
    asas recortam o céu, mas o que ecoa é o sussurro da brisa, o murmúrio das
    folhas. O silêncio dos pássaros fala à alma, revela segredos ancestrais que as
    palavras não podem tocar. Eles são os guardiões dos mistérios, os arautos do
    entendimento além da linguagem. Observá-los é mergulhar na quietude da natureza,
    onde a sabedoria se tece sem barulhos. No silêncio dos pássaros, encontramos a
    música suave da existência, um enigma desvendado somente pelo coração atento.

    2 min
  • E foi em Maio - UM

    E foi em Maio que te escrevi um poema nos lábios.

    E foi em Maio, que te escrevi folhas verdes de árvores

    antigas nos teus olhos que sangravam lágrimas de pétalas; e foi em Maio, que te
    escrevi um diário de palavras em silêncio; e foi em Maio, que te escrevi barcos
    navegando nos teus seios em noites de sorrisos escondidos; e foi em Maio, que
    te escrevi as minhas sombras em clepsidras partidas; e foi em Maio, que te
    escrevi as minhas reencarnações por dentro das raízes das flores.

     

    Havia sempre um primeiro silêncio quando te via.

    Havia sempre um segundo silêncio quando te olhava.

    Havia sempre um terceiro silêncio quando te abraçava.

    2 min
  • José Gomes Ferreira - roxo

    Ficção

    • O Mundo Desabitado (1960)
    • O Mundo dos Outros - histórias e vagabundagens (1950)
    • Os segredos de Lisboa (1962)
    • O Irreal Quotidiano - histórias e invenções (1971)
    • Gaveta de Nuvens - tarefas e tentames literários (1975)
    • O sabor das Trevas - Romance-alegoria (1976)
    • Coleccionador de Absurdos (1978)
    • Caprichos Teatrais (1978)
    • O Enigma da Árvore Enamorada - Divertimento em forma de Novela quase Policial (1980)
    • Crónicas

      1 min
    • O silêncio dos pássaros - roxo

      O SILÊNCIO DOS PÁSSAROS

      Nas alvoradas serenas, quando o horizonte

      se pinta de tons dourados, os pássaros alçam voo em danças silenciosas. Suas
      asas recortam o céu, mas o que ecoa é o sussurro da brisa, o murmúrio das
      folhas. O silêncio dos pássaros fala à alma, revela segredos ancestrais que as
      palavras não podem tocar. Eles são os guardiões dos mistérios, os arautos do
      entendimento além da linguagem. Observá-los é mergulhar na quietude da natureza,
      onde a sabedoria se tece sem barulhos. No silêncio dos pássaros, encontramos a
      música suave da existência, um enigma desvendado somente pelo coração atento.

      6 min
    • O primeiro movimento do amor

      Nas

      dobras sutis do tempo, encontramos o monólogo da solidão, um fiel companheiro
      nos dias calmos e nos momentos de reflexão profunda. É como um nevoeiro que se
      estende pelos campos da mente, envolvendo lembranças e anseios. Nos dias solitários,
      a introspecção floresce como uma flor delicada, revelando pétalas de
      pensamentos que raramente têm a chance de desabrochar.

         Cada

      amanhecer traz consigo a promessa de um novo dia, uma oportunidade para
      enfrentar a solidão e transformá-la em um amigo silencioso. Sob o céu em
      constante mudança, a solidão se mistura com a luz dourada, criando uma paleta
      de cores emocionais. A brisa sussurra histórias esquecidas, enquanto as sombras
      dançam com a melodia do tempo.

      4 min

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