The Luis Triangle Project-Luis Roxo

The Luis Triangle Project-Luis Roxo

By Luis RoxoArtsBooks
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The Luis Triangle Project-Luis Roxo episodes

  • José Gomes Ferreira - roxo

    Poesia

    • Lírios do Monte (1918)
    • Longe (1921)
    • Marchas, Danças e Canções (colaboração) (1946)
    • Poesia I (1948)
    • Homenagem Poética a Gomes L
    • Poesia III (1962)
    • Poesia IV (1970)
    • Poesia V (1973)
    • Poeta Militante I, II e III (1978)
    • Viver sempre também cansa!
    • 3 min
    • Luis Roxo Biografia

      Luís Roxo, nasceu em Coimbra, Portugal. Desde muito cedo se revelou ter um talento para a escrita, pintura e música. Considera que a arte é a sua forma de estar e respirar, evocando que todos somos pequenas partículas com alma, que pertence ao corpo do Criador, por isso busca a trilogia da alma e da criação, através da palavra que nasceu antes do Universo, da paisagem pictórica e do som, notas uma a uma que compõem a sinfonia da vida. Aqui ficam fragmentos por onde Luís Roxo pisa suavemente em silêncio o espaço, o tempo e o interminável infinito do universo e da alma.

      Entre exposições de pintura, eventos de poesia e música, na comunicação social tanto escrita como nas rádios, e publicações de livros, Luís Rôxo acaba por fundar em 2021 a TVR Cultura com sede no Brasil e Portugal, televisão essa remando contra a maré, divulga novos artistas independentes do mundo inteiro.
      Luís Roxo
      Luis Roxo was born in Coimbra, Portugal. From an early age he proved to have a gift for writing, painting and music. He considers that art as his way of living and breathing, evoking that we are all small particles with soul, which belongs to the Creator's body, so search the trilogy of the soul and of creation through the word that was born before the universe of pictorial and sound landscape, wish notes, one by one composing the symphony of life. Here, are fragments, where Luis Roxo treads softly silent space, time and endless infinity of the universe and soul.
      Between painting exhibitions, poetry and music events, in the media both written and, on the radio, and book publications, Luís Roxo ends up founding in 2021 TVR Culture, based in Brazil and Portugal, a television that rowing against the tide, promotes new independent artists from around the world.

      2 min
    • Adágio das Estrelas

      Guardo-te em mim como um segredo precioso, um

      tesouro escondido nos recantos mais íntimos da minha alma. Cada memória
      partilhada é como uma pérola lapidada, brilhando com a luz suave do passado. Os
      sorrisos que trocamos ecoam como risos silenciosos no coração, criando um
      retrato vívido de momentos que se tornaram eternos.

      3 min
    • Existo?

      Nas alvoradas serenas, quando o horizonte

      se pinta de tons dourados, os pássaros alçam voo em danças silenciosas. Suas
      asas recortam o céu, mas o que ecoa é o sussurro da brisa, o murmúrio das
      folhas. O silêncio dos pássaros fala à alma, revela segredos ancestrais que as
      palavras não podem tocar. Eles são os guardiões dos mistérios, os arautos do
      entendimento além da linguagem. Observá-los é mergulhar na quietude da natureza,
      onde a sabedoria se tece sem barulhos. No silêncio dos pássaros, encontramos a
      música suave da existência, um enigma desvendado somente pelo coração atento.

      3 min
    • Em Silêncio

      Oh!... E se me pintares nas mãos perfuradas o

      arco-íris.

         Oh!... E se me

      esculpires no meu corpo rasgado outra pele.

         Oh!... E se me

      escreveres nas costas ensanguentadas asas.

         Oh!... E se me

      cerzires de novo o meu coração cortado.

      1 min
    • Deixa-me te Amar

      E foi em Maio que te escrevi um poema nos lábios.

      E foi em Maio, que te escrevi folhas verdes de árvores

      antigas nos teus olhos que sangravam lágrimas de pétalas; e foi em Maio, que te
      escrevi um diário de palavras em silêncio; e foi em Maio, que te escrevi barcos
      navegando nos teus seios em noites de sorrisos escondidos; e foi em Maio, que
      te escrevi as minhas sombras em clepsidras partidas; e foi em Maio, que te
      escrevi as minhas reencarnações por dentro das raízes das flores.

       

      Havia sempre um primeiro silêncio quando te via.

      Havia sempre um segundo silêncio quando te olhava.

      Havia sempre um terceiro silêncio quando te abraçava.

       

      Sempre ouvi dizer que as flores são a alma do mundo.

      3 min
    • Cais de farrapos

      Cais

      de farrapos.

        Velho quadro da manhã. Paisagem do adeus que

      nunca findará. Breve névoa neste cais de farrapos, escondendo a podridão
      inquieta. Cais de ferrugem e gaivotas soltando guinchos angustiantes.

         Recordo-me dos dias tristes, na minha

      memória rasgada pelo tempo.

         Palmo a palmo, o sol rompia as nuvens.

         Memórias da vasta manhã lenta. Os deuses

      ocultos navegavam pela orla do silêncio.

         Na espuma da pequena manhã cintilante, na

      manhã que cresce com o sol, no prolongamento da realidade nua e descalça, uma
      criança despida andava no passeio de olhos vazios.

         As palavras perdem-se no cais de farrapos,

      como bagos de lágrimas. Mil e um vazios de sonhos, nas gaivotas assustadas.

          No mar despido encontrei a doçura de poemas

      perdidos, sem rota.

         Cada vez me convenço mais que a vida não se

      explica, por mais que ela seja explicada.

       

      2 min
    • Movimento do Amor

      Sou fim de Abril sem rosto num

      espelho partido, sou fim de Abril que sangra ferido, sou fim de Abril em
      calendário gasto vencido, sou fim de Abril em corpo morto esquecido.

        

      Sou fim de Abril de chama apagada, sou fim de Abril em estrada gasta na
      madrugada, sou fim de Abril na encruzilhada, sou fim de Abril sozinho em
      jangada.

        

      E se me disseres em silêncio, com os teus beijos deslizando nos meus
      lábios petrificados, que das folhas das árvores vão nascer asas de anjos vindos
      do fundo infinito céu; e se me disseres em silêncio, com a tua saliva navegando
      nas minhas pestanas gélidas, que do vento das dunas vão nascer oceanos vindos
      do eco das quatro estrelas do sul.

       

        

      Oh!... E se me pintares nas mãos perfuradas o
      arco-íris.

         Oh!... E se me

      esculpires no meu corpo rasgado outra pele.

         Oh!... E se me

      escreveres nas costas ensanguentadas asas.

         Oh!... E se me

      cerzires de novo o meu coração cortado.

       

        

      E se me disseres tudo isso em silêncio, neste final de Abril sem rosto
      num espelho partido, espaço jaz de luz destruído, sinal do tempo enlouquecido,
      ruido discordante sem sentido, final lento nas ruas caído.

        

      SIM, se me disseres tudo isso em silêncio; prometo-te que no princípio
      de Junho, passeamo-nos de mãos dadas a ver as gaivotas no mar.

      3 min
    • O jardim das nossas plavras

      No jardim das nossas palavras, as emoções

      florescem como pétalas coloridas sob o sol suave da comunicação. Cada frase é
      uma semente lançada à terra fértil dos nossos corações, cultivando um terreno
      onde a compreensão cresce como uma planta delicada, fortalecendo suas raízes a
      cada conversa.

      As palavras que trocamos são como borboletas,

      dançando entre as flores da nossa conexão. Cada uma carrega o peso dos nossos
      sentimentos, flutuando no ar como mensageiras do que pensamos e sentimos. E
      quando nos sentamos lado a lado, as palavras se tornam jardineiros, cuidando
      das nossas emoções com o toque gentil da expressão.

      Há momentos em que as palavras são chuvas

      suaves, nutrindo a terra seca das nossas almas. Outras vezes, são tempestades
      que testam a força das nossas raízes. Mas em meio a essas variações, o jardim
      das nossas palavras permanece resiliente, alimentado pelo compromisso de nos
      entendermos mutuamente.

      Cada conversa é um passeio por trilhas

      sinuosas, onde descobrimos novos cantos e recantos. E, à medida que exploramos
      esse jardim, as palavras se tornam asas que nos levam a lugares que antes eram
      desconhecidos. Cada vez que compartilhamos pensamentos, as flores do
      entendimento florescem um pouco mais, tornando o jardim das nossas palavras um
      refúgio de conexão e significado.

      3 min
    • Guardo-te em mim

      Guardo-te em mim como um segredo precioso, um

      tesouro escondido nos recantos mais íntimos da minha alma. Cada memória
      partilhada é como uma pérola lapidada, brilhando com a luz suave do passado. Os
      sorrisos que trocamos ecoam como risos silenciosos no coração, criando um
      retrato vívido de momentos que se tornaram eternos.

      As tuas palavras tornaram-se notas de uma

      melodia que toca suavemente quando o vento sopra suave. O som da tua risada é
      um eco constante que atravessa as estações do tempo. E mesmo quando as
      distâncias físicas separam os nossos caminhos, sinto a tua presença como uma
      brisa suave, acariciando a minha pele e sussurrando segredos de saudade.

      Guardo-te em mim como um abraço que não se

      desfaz, como um olhar que nunca se desvia. Cada traço do teu ser está
      entrelaçado no meu, como ramos de uma árvore que crescem lado a lado. Mesmo
      quando as palavras não podem ser ditas, a conexão entre nós é uma linha
      invisível que nos une através do espaço e do tempo.

      E assim, a tua essência vive em mim, como um

      farol que guia o meu caminho nas noites escuras da vida. A tua presença é uma
      constante, uma luz suave que ilumina os cantos sombrios da minha jornada.
      Guardo-te em mim, onde o tempo não pode apagar a beleza do que fomos e do que
      continuamos a ser.

      2 min

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