As primeiras páginas da imprensa diária francesa estão dominadas por dois assuntos: Trump, violência interna e Coreia do norte e a operação militar Sentila em França.
Coreia, Venezuela, até onde Trump está disposto a ir?, pergunta em título, LE FIGARO. O presidente americano que disse estar pronto a utilizar a força contra a Coreia do Norte e ameaççou lançar uma operação militar na Venezuela, desequilibra a diplomacia mundial.
No seu editorial intitulado a Lógica de Trump, LE FIGARO, nota que quando o presidente chegou à Casa Branca houve um erro de interpretação, com as pessoas chamando o bilionário americano um isolacionaista.
Confundiu-se proteccionismo e isolacionalismo. No espírito de Donald Trump, estava em primeiro lugar a América e a defesa dos interesses americanos no mundo. Se seguirmos esta lógica, nada nos diz que, eleito, o presidente americano iria deixar de intervir aqui ou acolá, em caso de ameaça.
É este raciocínio, que Donald Trump, aplica hoje em relação à Coreia do Norte e Venezuela, sublinha LE FIGARO no seu editorial.
Por seu lado, LE MONDE, destaca como segundo título, Venezuela, o desespero de jovens, que se sentem traídos pela oposição. Na Venezuela temos Resistência entre decepção e radicalização, nota LE MONDE.
Paralelamente, o mesmo vespertino, refere-se ainda a Charlottesville e Trump acusado de complacência frente à ultra-direita. O presidente americano que colocou no mesmo plano manifestantes neo-nazistas e militantes anti-racistas criou inimizades mesmo nas fileiras dos republicanos, nota LE MONDE.
Charlottesville, a Casa Branca, titula LIBÉRATION, descomplexada, pelo seu discurso desenfreado de Trump e do seu círculo próximo, a extrema direita desfilou sem complexos pelas ruas até ao drama mortífero de sábado, em Virgínia.
É a nostalgia da supremacia branca do sul confederado e evitando denunciar directamente o supremacistas, o Presidente que apontou o dedo a racistas e antifascistas, despoletou críticas de opositores que o acusam de poupar a sua base, sublinha LIBÉRATION.
Trump ressuscita fantasmas racistas da América, é o título do jornal L'HUMANITÉ, que se refere à morte duma mulher de 32 anos, no sábado, em Charlottesville.
Ela participava numca contra-manifestação de antifascistas, de militantes dos Black Lives Matter, a vida dos negros contam, quando um carro lançou-se contra manifestantes, ferindo igualmente 19 pessoas.
O rapaz de 20 anos ao volante do carro, foi preso, que tinha dito antes, à mãe, que ia participar numa manifestação dos "alt-right", a direita alternativa, que nas últimas semanas preparava uma grande manifestação com o slogan,"Manifestação para unir a extrema direita, sublinha L'HUMANITÉ.
Mudando de assunto, por cá em França, LA CROIX, titula, Que futuro para a operação Sentila? Com os seus soldados expostos em todo o país, no quadro da defesa anti-terrorista, o exército deseja um alijeiramento da sua implicação.
Os especialistas do exército apelam a uma reflexção mais ampla sobre o papel dos exércitos no território nacional. Temos que regressar a um emprego clássico das forças armadas como forças de intervenção rápida capazes de missões com objectivos precisos, pode-se ler no estudo, citado pelo jornal LA CROIX.