“Tem as cartas que desanimam porque foram escritas em momentos de muita tristeza para todos eles, de muitos problemas de ter que levar a vida em outro país, outra língua. Mas tem sempre uma espécie de esperança de que aquilo vai mudar. E, de fato, no caso dessa geração, veio a redemocratização. Veio um governo civil, veio depois um governo mais de esquerda, as coisas vieram. Só que, de repente, tem esse tranco, mas quero crer que a gente chega lá”, diz a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA, a jornalista e tradutora ROSA FREIRE D`AGUIAR, organizadora do recém-lançado livro “Celso Furtado: Correspondência Intelectual, 1949-2004”.