“Eles terão de pagar a conta perante a história dessas mortes. Há responsáveis por isso. O governo faz questão de dizer que estão muito felizes em diminuir os gastos com a saúde, com a assistência e procurar fortalecer as grandes empresas, os grandes negócios, o agronegócio, as empresas de material bélico. Esse é o caminho desse governo. Perante a história, eles serão responsabilizados por esse crime de lesa-humanidade.”
Assim fala o sociólogo Edival Nunes Cajá em entrevista a Eleonora e Rodolfo, do TUTAMÉIA, nesta quinta-feira, 1º de abril, ainda sob o impacto da divulgação dos números pandemia no mês de março no Brasil: recorde de mortes em trinta dias, 66.868 vidas perdidas, mais do que o dobro do que o pior mês até agora, julho do ano passado. Desde o início da pandemia, são 321.886 mortes –é o segundo do mundo no total, mas, desde cinco de março, é o país com maior número de mortes a cada 24 horas.