Eleonora e Rodolfo entrevistam Katia Rubio (GEO-USP) no Tutaméia. Tratam do legado de Diego Armando Maradona, morto em 25/11 aos 60 anos. “Maradona é essa figura heroica, que teve uma vida épica. Representa a alma do povo argentino: passional, jogava com o coração na ponta das chuteiras, era um espetáculo. Jogava como uma criança, com o prazer que a criança tem de praticar esportes; ao mesmo tempo, era uma pessoa situada politicamente, que usava de sua visibilidade planetária em prol de algumas ações. Ele é contra a ditadura, ele é a favor de Fidel Castro, ele abraça Evo Morales, ele prova que a assertiva de que política e esporte não se misturam não é uma afirmativa do atleta, mas sim de quem usa o esporte como meio de apagamento das questões sociais. Maradona, por sua vez, vai lá, e afirma: Não, não, não, não. Estou aqui como um ser do meu tempo, atento a tudo o que acontece. E dessa posição, visível, de porta-voz de um grupo, ele efetivamente fazia uso de sua voz em prol de causas sociais maiores.”