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USP Especiais - USP episodes

  • USP Especiais #13 - Série Versatilidade das Teclas I – Lelo Nazário
    Versatilidade das Teclas é uma série de 4 programas que aborda pianistas e tecladistas especialmente originais dos anos 70 e 80. Suas contribuições para a pluralidade da música popular brasileira são tratadas por meio da pesquisa de Carlos Eduardo Samuel, do Grupo de Estudos Radiofônicos da ECA-USP.
    No primeiro programa da série, Lelo Nazário é o destaque. Suas articulações variadas, que passam pela Música Concreta, Jazz Fusion, música de concerto, eletroacústica, gêneros tradicionais, entre outros, formam uma obra surpreendente.
    Lelo, integrante do grupo que acompanhava Hermeto Pascoal nos anos 70, foi pioneiro de algumas experiências. Junto de seu irmão, o baterista e compositor Zé Eduardo Nazário, e o músico Luiz Roberto Oliveira, estreou o primeiro espetáculo de música contemporânea utilizando sintetizadores analógicos no Brasil, em 1976. Ele também integrou o antológico Grupo Um, que fazia músicas experimentais com base no repertório de cada um de seus componentes. Com o Grupo Um, Lelo participou daquele que é considerado o primeiro disco independente brasileiro de música instrumental: Marcha Sobre a Cidade, com tiragem inicial de 1000 cópias.
    O programa toca músicas como Mavumvavumpefoco, do período em que acompanhava Hermeto Pascoal; músicas interpretadas pelo Grupo Um, como Reflexões sobre a Crise do Desejo e A Flor de Plástico Incinerada, com o Grupo Um; a eletroacústica Discurso aos Objetos; entre outras.
     
    Créditos do programa
    Direção, curadoria, montagem e edição: Carlos Eduardo Samuel
    Supervisão: Ivan Vilela
    58 min
  • USP Especiais #12: Inconfidência Mineira
    A Inconfidência Mineira foi uma das maiores revoltas do período colonial. Fortemente influenciada pelos ideais de liberdade do Iluminismo, o movimento representou a revolta dos mineiros de várias classes sociais (intelectuais, proprietários rurais, clérigos, militares) contra o domínio da Coroa portuguesa.
    O programa reuniu o lirismo do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles à música erudita e popular, com destaque para a peça Museu da Inconfidência – Impressões de uma visitação em 1966, do compositor erudito César Guerra-Peixe, e o samba-enredo Exaltação a Tiradentes, da escola Império Serrano, vencedor do Carnaval carioca de 1949. O episódio trouxe também Tiradentes, de Ary Toledo, gravada ao vivo no programa O Fino da Bossa, em 1966; Traição, de Tunai e Sérgio Natureza; Sonhos Brasis, de Gonzaguinha, e Nosso herói e Ah, se eu me apanho em Minas, de Tavinho Moura e Fernando Brant. Completou o episódio Tema de Os inconfidentes, de Chico Buarque, com letra de Cecília Meireles.
    Neste programa, uma rica seleção de músicas e poemas sobre a Inconfidência Mineira nos leva a uma viagem histórica emocionante.
    Créditos do Programa
    Roteiro, montagem e locução: Gustavo Xavier
    Roteiro, pesquisa sonora e voz adicional: Amanda Ferraresi
    Interpretação dos poemas: Cido Tavares
    58 min
  • USP Especiais #12: Inconfidência Mineira
    A Inconfidência Mineira foi uma das maiores revoltas do período colonial. Fortemente influenciada pelos ideais de liberdade do Iluminismo, o movimento representou a revolta dos mineiros de várias classes sociais (intelectuais, proprietários rurais, clérigos, militares) contra o domínio da Coroa portuguesa.
    O programa reuniu o lirismo do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles à música erudita e popular, com destaque para a peça Museu da Inconfidência – Impressões de uma visitação em 1966, do compositor erudito César Guerra-Peixe, e o samba-enredo Exaltação a Tiradentes, da escola Império Serrano, vencedor do Carnaval carioca de 1949. O episódio trouxe também Tiradentes, de Ary Toledo, gravada ao vivo no programa O Fino da Bossa, em 1966; Traição, de Tunai e Sérgio Natureza; Sonhos Brasis, de Gonzaguinha, e Nosso herói e Ah, se eu me apanho em Minas, de Tavinho Moura e Fernando Brant. Completou o episódio Tema de Os inconfidentes, de Chico Buarque, com letra de Cecília Meireles.
    Neste programa, uma rica seleção de músicas e poemas sobre a Inconfidência Mineira nos leva a uma viagem histórica emocionante.
    Créditos do Programa
    Roteiro, montagem e locução: Gustavo Xavier
    Roteiro, pesquisa sonora e voz adicional: Amanda Ferraresi
    Interpretação dos poemas: Cido Tavares
    58 min
  • USP Especiais #12: Inconfidência Mineira
    A Inconfidência Mineira foi uma das maiores revoltas do período colonial. Fortemente influenciada pelos ideais de liberdade do Iluminismo, o movimento representou a revolta dos mineiros de várias classes sociais (intelectuais, proprietários rurais, clérigos, militares) contra o domínio da Coroa portuguesa.
    O programa reuniu o lirismo do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles à música erudita e popular, com destaque para a peça Museu da Inconfidência – Impressões de uma visitação em 1966, do compositor erudito César Guerra-Peixe, e o samba-enredo Exaltação a Tiradentes, da escola Império Serrano, vencedor do Carnaval carioca de 1949. O episódio trouxe também Tiradentes, de Ary Toledo, gravada ao vivo no programa O Fino da Bossa, em 1966; Traição, de Tunai e Sérgio Natureza; Sonhos Brasis, de Gonzaguinha, e Nosso herói e Ah, se eu me apanho em Minas, de Tavinho Moura e Fernando Brant. Completou o episódio Tema de Os inconfidentes, de Chico Buarque, com letra de Cecília Meireles.
    Neste programa, uma rica seleção de músicas e poemas sobre a Inconfidência Mineira nos leva a uma viagem histórica emocionante.
    Créditos do Programa
    Roteiro, montagem e locução: Gustavo Xavier
    Roteiro, pesquisa sonora e voz adicional: Amanda Ferraresi
    Interpretação dos poemas: Cido Tavares
    58 min
  • USP Especiais #11 – José Afonso: Os cantares do andarilho
    Em 25 de abril de 1974, a cidade de Lisboa viu o povo português sair às ruas atônito e incrédulo no que estava acontecendo. A violenta ditadura salazarista havia caído pelo movimento das forças armadas. Eram militares que não suportavam mais as condições nas guerras de independência das colônias portuguesas na África. A economia, dependente dessas colônias, vinha mostrando sinais de forte desgaste. O movimento liderado pelos capitães do exército, articulando-se desde 1973, representava os anseios de liberdade da maior parte do povo português. Artistas e intelectuais já pensavam na resistência desde os anos 50, e um desses artistas foi José Afonso.
    Na madrugada do golpe que derrubou a ditadura salazarista em 1974, uma música de José Afonso foi tocada no rádio como sinal para que os revoltosos saíssem às ruas e mudassem a história de Portugal.
    A repressão, forte e violenta, utilizava-se rotineiramente de tortura para produzir acusações de assassinatos. Os militantes resistentes ao regime precisavam se esconder e fugir constantemente. Mas, mesmo integrando esse cenário de terror como militante, a música de José Afonso floresceu no espírito da luta e da esperança por meio de uma poesia sensível.
    Em sua obra também estão presentes a natureza e a cultura africanas, fluindo pelas memórias da criança e do adulto que passou parte da vida em Moçambique. O afeto de uma África mítica e dos aspectos políticos nunca se dissociaram em José Afonso, o que se mostra explicitamente na sua música, na sua voz intensa, expressiva e no seu timbre particular. Revelam uma realidade que faz desviar os olhos, mas que está ali também e pode ser encontrada em todo lugar – num bairro da África que pode bem ser um de Portugal: eis seu engajamento.
    No fado encontrou a nostalgia e a melancolia de uma infância distante do colo dos pais, uma espécie de solidão equidistante das coisas, que o fez capaz de observar e criar sua música.
    José Afonso procurou sempre atender à convocação do mundo: na sua atuação docente, com os lugares e as pessoas que trouxeram para mais próximo a necessidade de luta, expressando as realidades sofridas, contando-as sem disfarce, na consciência de uma guerra justa que nunca mais foi largada pelo compositor.
    Sensível aos jovens, José Afonso enxergou o caráter do sistema que os oprime e interpretou esse cenário como destinatário de uma única atitude: a recusa frontal, inteligente e insubordinada, “subversiva do modelo de sociedade que está a ser oferecida”.
    Uma vida dedicada a um ideal democrático é o que podemos ouvir neste USP Especiais. Na distância continental – tanto mar nos divide – de uma irmandade política de um tempo paralelamente obscuro ao nosso, ouvimos um poeta de sensibilidade coletiva, sentindo o que todos sentimos para que todos possam ouvir.
     
    Créditos do programa
    Pesquisa, roteiro e apresentação: Fabio Cintra
    Edição, montagem e voz adicional: Gustavo Xavier
    1 hr 1 min
  • USP Especiais #11 – José Afonso: Os cantares do andarilho
    Em 25 de abril de 1974, a cidade de Lisboa viu o povo português sair às ruas atônito e incrédulo no que estava acontecendo. A violenta ditadura salazarista havia caído pelo movimento das forças armadas. Eram militares que não suportavam mais as condições nas guerras de independência das colônias portuguesas na África. A economia, dependente dessas colônias, vinha mostrando sinais de forte desgaste. O movimento liderado pelos capitães do exército, articulando-se desde 1973, representava os anseios de liberdade da maior parte do povo português. Artistas e intelectuais já pensavam na resistência desde os anos 50, e um desses artistas foi José Afonso.
    Na madrugada do golpe que derrubou a ditadura salazarista em 1974, uma música de José Afonso foi tocada no rádio como sinal para que os revoltosos saíssem às ruas e mudassem a história de Portugal.
    A repressão, forte e violenta, utilizava-se rotineiramente de tortura para produzir acusações de assassinatos. Os militantes resistentes ao regime precisavam se esconder e fugir constantemente. Mas, mesmo integrando esse cenário de terror como militante, a música de José Afonso floresceu no espírito da luta e da esperança por meio de uma poesia sensível.
    Em sua obra também estão presentes a natureza e a cultura africanas, fluindo pelas memórias da criança e do adulto que passou parte da vida em Moçambique. O afeto de uma África mítica e dos aspectos políticos nunca se dissociaram em José Afonso, o que se mostra explicitamente na sua música, na sua voz intensa, expressiva e no seu timbre particular. Revelam uma realidade que faz desviar os olhos, mas que está ali também e pode ser encontrada em todo lugar – num bairro da África que pode bem ser um de Portugal: eis seu engajamento.
    No fado encontrou a nostalgia e a melancolia de uma infância distante do colo dos pais, uma espécie de solidão equidistante das coisas, que o fez capaz de observar e criar sua música.
    José Afonso procurou sempre atender à convocação do mundo: na sua atuação docente, com os lugares e as pessoas que trouxeram para mais próximo a necessidade de luta, expressando as realidades sofridas, contando-as sem disfarce, na consciência de uma guerra justa que nunca mais foi largada pelo compositor.
    Sensível aos jovens, José Afonso enxergou o caráter do sistema que os oprime e interpretou esse cenário como destinatário de uma única atitude: a recusa frontal, inteligente e insubordinada, “subversiva do modelo de sociedade que está a ser oferecida”.
    Uma vida dedicada a um ideal democrático é o que podemos ouvir neste USP Especiais. Na distância continental – tanto mar nos divide – de uma irmandade política de um tempo paralelamente obscuro ao nosso, ouvimos um poeta de sensibilidade coletiva, sentindo o que todos sentimos para que todos possam ouvir.
     
    Créditos do programa
    Pesquisa, roteiro e apresentação: Fabio Cintra
    Edição, montagem e voz adicional: Gustavo Xavier
    1 hr 1 min

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