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Bife à parmegiana, Capeleti à romanesca, Fogazza, Polpetone recheado de muçarela, Lasanha à bolonhesa, Galeteria: você sabe o que todos eles tem em comum? Nenhum existe na Itália…
O Brasil foi um dos países - ao lado dos EUA - que mais recebeu imigrantes italianos entre as décadas de 1880 e 1910 e, posteriormente, na década 1950, no pós-guerra. . Provenientes de diversas partes da Itália, quando aqui chegaram, não encontraram diversos dos ingredientes com os quais estavam acostumados e conheceram outros sobre os quais jamais haviam ouvido falar. Dessa adaptação e criação de pratos com insumos da "nova Terra", misturada ao receituário centenário e carregado de afeto e cultura, nasceu a cozinha de imigrante e a cozinha ítalo-brasileira. Ambas criaram raízes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil a ponto de se tornarem tão cotidianas como o arroz e o feijão.
Para conversar mais sobre o nascimento da cozinha ítalo-brasileira, nosso convidado é Gerardo Landulfo. Gerardo é Delegado da Accademia Italiana della Cucina, em São Paulo: a Accademia é uma instituição cultural reconhecida pela República Italiana, sem fins lucrativos, com sede em Milão e 292 delegações espalhadas pelo mundo.
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Este episódio de número 100 é sobre uma instituição que ganhou os prêmios Chapin Awards - da organização americana WhyHunger - de conservação ambiental (2016), por Produção Sustentável do Community Food Security Coalition (2011) e do Whitley Gold Award (2002), um dos mais importantes prêmios ambientais do mundo. Também é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina e de hortifruti orgânicos do Brasil; sua estrutura é organizada em 100 cooperativas, 96 agroindústrias e 1,9 mil associações, envolvendo cerca de 350 mil famílias em 700 municípios brasileiros.
Essa instituição não é uma startup unicórnio nem uma multinacional com práticas ESG - estou falando do MST.O tão demonizado Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é um dos grandes realizadores da agroecologia no Brasil, produzindo toneladas de alimentos livres de venenos em centenas de assentamentos. Alguns são tão bem organizados que lançam marcas próprias, como os assentadas da Reforma Agrária no Rio Grande do Sul que, em 2021, colocaram no mercado sua marca de alimentos orgânicos Terra Livre, que inclui arroz, sucos, geleias, molho e extrato de tomate. O MST conta também com os Armazéns do Campo, lojas que vendem seus produtos a preços acessíveis (e funcionam como ponto de encontro e troca de informação entre os agricultores), além de mercado online (armazemdocampo.com.br/).
Mas e esse papo deles roubarem terra que tem dono? De serem arruaceiros que querem implementar o comunismo? Bom, nada melhor para combater fake news do que os fatos. Para isso, conversamos com Carla Bueno, engenheira agrônoma. Carla colabora no Setor de Produção do Movimento Sem Terra, faz parte das Campanhas Permanente contra os Agrotóxicos e Gente é pra Brilhar , não pra morrer de Fome e Compõe o Grupo de Trabalho em Biodiversidade da Articulação Nacional de Agroecologia do movimento.
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Podcast sobre comida e sustentabilidade, gastronomia e consciência socioambiental, idealizado e apresentado por Ailin Aleixo.
Ailin é jornalista e escreve sobre gastronomia há 20 anos.…