Vai Se Food

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Vai Se Food episodes

  • #104 - O que é a cozinha Ítalo-brasileira? com Gerardo Landulfo

    Bife à parmegiana, Capeleti à romanesca, Fogazza, Polpetone recheado de muçarela, Lasanha à bolonhesa, Galeteria: você sabe o que todos eles tem em comum? Nenhum existe na Itália… 

    O Brasil foi um dos países - ao lado dos EUA - que mais recebeu imigrantes italianos entre as décadas de 1880 e 1910 e, posteriormente, na década 1950, no pós-guerra. . Provenientes de diversas partes da Itália, quando aqui chegaram, não encontraram diversos dos ingredientes com os quais estavam acostumados e conheceram outros sobre os quais jamais haviam ouvido falar. Dessa adaptação e criação de pratos com insumos da "nova Terra", misturada ao receituário centenário e carregado de afeto e cultura,  nasceu a cozinha de imigrante e a cozinha ítalo-brasileira. Ambas criaram raízes nas regiões Sul e Sudeste do Brasil a ponto de se tornarem tão cotidianas como o arroz e o feijão.

    Para conversar mais sobre o nascimento da cozinha ítalo-brasileira, nosso convidado é  Gerardo Landulfo. Gerardo é  Delegado da Accademia Italiana della Cucina, em São Paulo: a Accademia é uma instituição cultural reconhecida pela República Italiana, sem fins lucrativos, com sede em Milão e 292 delegações espalhadas pelo mundo.

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    40 min
  • #103 - A fome está entre nós com Adriana Salay
    33,1 milhões de brasileiros passam fome em pleno 2022. Destes, 15,9 milhões afirmam que tiveram que adotar estratégias consideradas inaceitáveis ou vergonhosas para não morrer, como disputar restos de ossos ou pegar comida no lixo. A fome no Brasil voltou ao patamar de 30 anos atrás.Os números são do levantamento que investiga a segurança alimentar no contexto da pandemia, realizado este ano pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). A Penssan, que reúne pesquisadores de universidades e instituições de todo o país, é uma referência no monitoramento da fome no Brasil.Além dos milhões que passam fome, mais da metade da população do país está em insegurança alimentar: são cerca de 125 milhões de brasileiros que não têm comida garantida todo dia. Para conversar sobre como a pandemia, o desmantelamento das políticas públicas voltadas a segurança alimentar, o fim dos estoques reguladores de comida, a crise econômica e o modelo de agronegócio influenciam, criam e aumentam a fome do país, nossa convidada é Adriana Salay. Adriana é historiadora, professora universitária e faz doutorado sobre a fome no Brasil.

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    50 min
  • #102 - Gastronomia de futuro por Beatriz Mansberger
    Em um país com altas taxas de desemprego e violência, especialmente entre a população de menor poder aquisitivo, a escassez de oportunidades de carreira (assim como de cursos profissionalizantes), traz tremenda desesperança no futuro. Como mudar esse cenário, especialmente entre jovens dos 17 aos 25 anos? Através da gastronomia.O Chef Aprendiz é um projeto de desenvolvimento humano que usa a gastronomia como a principal ferramenta para capacitar jovens entre 17 a 24 anos em situação de vulnerabilidade social para que trabalhem em cozinhas de restaurantes e estabelecimentos parceiros (grande parte deles como um primeiro emprego). O projeto é itinerante e conta com o apoio de uma organização local para a realização das oficinas semanais ao longo de 6 meses. Os jovens vivenciam aulas teóricas e práticas sobre técnicas básicas de cozinha, história da gastronomia, alfabetização emocional, sustentabilidade, autodesenvolvimento e preparo para a vida e mercado de trabalho. As oficinas acontecem no contraturno escolar e contam com a participação de facilitadores e parceiros que compartilham seus conhecimentos com os participantes. Uma competição final a la Masterchef encerra o processo com chave de ouro e os jurados presentes oferecem vagas de empregos para os jovens que querem iniciar uma carreira como auxiliar de cozinha.Nossa entrevistada é Beatriz Mansberger, indicada para a Forbes Under 30, é idealizadora e gestora do Chef Aprendiz, projeto voltado à inserção socioeconômica de jovens em situação de vulnerabilidade social, que usa a gastronomia como linguagem para o desenvolvimento.

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    30 min
  • #101 - Orgânico, Agroecológico, Biodinâmico: qual a diferença?
    O modo atual de produção de alimentos, intensamente baseado em agrotóxicos, transgênicos e imensas monoculturas, NÃO ALIMENTA O MUNDO - mais de 811 milhões de pessoas passam fome, sendo 33 milhões delas no Brasil (Fonte: O Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo; ONU) - e ainda é dos principais emissores de gases do efeito estufa e o maior responsável pelo desmatamento, desertificação e contaminação das águas por agrotóxicos e antibióticos. Mas existem formas mais limpas e sustentáveis de produzir comida para quase 8 bilhões de pessoas? Sim, existem. As produções orgânica, agroflorestal e agroecológica são algumas delas.

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    30 min
  • #100 - MST: o maior produtor de orgânicos do Brasil com Carla Bueno

    Este episódio de número 100 é sobre uma instituição que ganhou os prêmios Chapin Awards - da organização americana WhyHunger - de conservação ambiental (2016), por Produção Sustentável do Community Food Security Coalition (2011) e do Whitley Gold Award (2002), um dos mais importantes prêmios ambientais do mundo. Também é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina e de hortifruti orgânicos do Brasil; sua estrutura é organizada em 100 cooperativas, 96 agroindústrias e 1,9 mil associações, envolvendo cerca de 350 mil famílias em 700 municípios brasileiros. 

    Essa instituição não é uma startup unicórnio nem uma multinacional com práticas ESG - estou falando do MST.O tão demonizado Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é um dos grandes realizadores da agroecologia no Brasil, produzindo toneladas de alimentos livres de venenos em centenas de assentamentos. Alguns são tão bem organizados que lançam marcas próprias, como os assentadas da Reforma Agrária no Rio Grande do Sul que, em 2021, colocaram no mercado sua marca de alimentos orgânicos Terra Livre, que inclui arroz, sucos, geleias, molho e extrato de tomate. O MST conta também com os Armazéns do Campo, lojas que vendem seus produtos a preços acessíveis (e funcionam como ponto de encontro e troca de informação entre os agricultores), além de mercado online (armazemdocampo.com.br/).

    Mas e esse papo deles roubarem terra que tem dono? De serem arruaceiros que querem implementar o comunismo? Bom, nada melhor para combater fake news do que os fatos. Para isso, conversamos com Carla Bueno, engenheira agrônoma. Carla colabora no Setor de Produção do Movimento Sem Terra, faz parte das Campanhas Permanente contra os Agrotóxicos e Gente é pra Brilhar , não pra morrer de Fome e Compõe o Grupo de Trabalho em Biodiversidade da Articulação Nacional de Agroecologia do movimento. 

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    40 min
  • #99 - Existe criação animal sustentável? com Julio Cesar Pascale Palhares
    "A agropecuária brasileira não é sustentável. Essa afirmação baseia-se em conceitos, fatos e realidade de nosso país e do setor. Como afirmar que a agropecuária brasileira é sustentável se engenheiros agrônomos e agrícolas, zootecnistas e médicos veterinários, sendo os profissionais com a maior responsabilidade em fomentar a sustentabilidade nos territórios rurais, possuem, em sua maioria, apenas uma visão produtivista do empreendimento rural? Desconhecem definições básicas necessárias ao manejo ambiental, como unidade hidrográfica, ciclos biogeoquímicos, métodos de avaliação de impacto ambiental, eficiência no uso de nutrientes, fonte de poluição pontual e difusa, sistemas de armazenamento e tratamento de resíduos etc. Desconhecem as leis ambientais que incidem nas atividades agropecuárias. Não dominam da forma necessária as ciências ambientais, econômicas e sociais. Acreditam que a sustentabilidade pode ser atribuição de um único profissional, quando ela só será atingida se houver a atuação multidisciplinar de vários profissionais."Esse texto não é de um ambientalista nem um ativista ou de um climatologista - esse texto foi escrito por Julio Cesar Pascale Palhares, zootecnista e Diretor de Pecuária da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial e Pesquisador Embrapa Pecuária Sudeste. Tornou-se padrão chamar tudo de sustentável: carne, ovos, leite, sapato, sacola. Mas quando se fala em criação animal, a aplicação do termo é complicada desde o começo da história: o quanto os animais ingerem de calorias e o quanto "devolvem" para os humanos em forma de alimento. O gado leiteiro precisa de cerca de 12kg de ração ou grãos para produzir 1kg de produtos lácteos. Com relação ao gado de corte, são necessários em torno de 6kg de ração ou grãos para produzir 1kg de peso vivo. Vale dizer que 64% do peso vivo do animal corresponde a ossos, sangue e subprodutos (comestíveis e não comestíveis): apenas 36% do peso vivo do gado de corte é carne.(Fontes: CE Delft, Rendimento integral de bovinos após abate por Ivan Luz Ledic, Médico Veterinário e D.Sc. Melhoramento Animal)Para falar sobre a tal sustentabilidade na criação animal, entender o que é crédito de carbono e carbono neutro e não cair mais na lavagem verde de alguns atores da indústria, nosso convidado é Julio Cesar Pascale Palhares.

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    56 min
  • #98 - Delivery Sustentável: isso existe? com Bruno Sindicic
    O que é determinante para você ao pedir comida em casa: o preço, o sabor, o tipo de embalagem usada? Segundo pesquisa do IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), 72% dos participantes sinalizaram querer receber seus pedidos de delivery sem os itens de plástico; 15% afirmam já terem desistido de pedir comida em determinado restaurante por conta das embalagens plásticas. Ainda segundo a pesquisa, 77% dos consumidores acreditam que os aplicativos deveriam se comprometer com metas de redução de itens de plástico descartável nos pedidos de refeições prontas.Cada vez mais gente está pedindo comida em casa e isso significa toneladas de lixo plástico (as embalagens mais usadas e baratas) se acumulando, sem parar. Sim, plástico é reciclável, mas apenas 2% do plástico que circula no Brasil é reciclado por ano…Chegamos num ponto de poluição em que não é possível os empreendimentos alimentícios e os aplicativos não pensarem - e agirem - em relação a sustentabilidade das embalagens. Mas será que dá para manter preços razoáveis, servir comida boa e ainda ser ambientalmente responsável? Sim, dá, e a prova é a empresa do nosso entrevistado, Bruno Sindicic. Reconhecido pelo prêmio Forbes Under 30 como um dos jovens mais promissores do Brasil, Bruno é sócio da startup de alimentos Olga Ri, que recicla 200% de todo papel e plástico que utiliza, usando o sistema de logística reversa. A startup também é parceira Musa, empresa de gestão de resíduos, que dá a destinação correta a todo o lixo, garantindo que 100% dele não vá para aterros sanitários: resíduos orgânicos geram adubos, rejeitos geram energia e o lixo reciclável vai para cadeia de reciclagem.

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    32 min
  • #97 - Caminhos sustentáveis de economia na Amazônia com Anna Guasti
    Enquanto assistimos a maior devastação da história da Amazônia pelas mãos de grileiros, pecuaristas e garimpeiros - e gastamos toda a energia tentando impedir essa barbárie-, perdemos a oportunidade de criar e implementar soluções econômicas sustentáveis e harmônicas com a natureza e os povos originários. Sim, elas existem e tem até nome: Economia da Floresta em Pé. É para falar um pouco sobre as diferenças de abordagem da Colômbia e do Brasil em como "ganhar dinheiro" na floresta (ou com ela) que convidamos Anna Guasti. Anna Guasti é fotógrafa, designer, ativista pela inclusão da biodiversidade no nosso prato e sócia da Casa Guasti, escritório de comunicação focado em sociobiodiversidade e na busca de soluções para criar laços entre produtores e consumidores via comércio justo.É para falar um pouco sobre as diferenças de abordagem da Colômbia e do Brasil em como "ganhar dinheiro" na floresta (ou com ela) que convidamos Anna Guasti. Anna Guasti é fotógrafa, designer, ativista pela inclusão da biodiversidade no nosso prato e sócia da Casa Guasti, escritório de comunicação focado em sociobiodiversidade e na busca de soluções para criar laços entre produtores e consumidores via comércio justo.Ei! Já está sabendo sobre minha COMUNIDADE VAI SE FOOD e sobre o CURSO EXCLUSIVO que vai rolar por lá? Lives comigo, interação com especialistas, dados sobre produção de alimentos e sustentabilidade, áudios com comentários sobre notícias relevantes… tudo num só lugar! Aproveite para participar com desconto, utilizando o cupom IMPACTOhttps://pay.hotmart.com/L70696470W?off=xaky65ef

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    44 min
  • #96 - Capitalismo que alimenta com Lucas Infante
    É possível ganhar dinheiro combatendo o desperdício de alimentos?É viável vender com desconto excedentes de produção que iriam para o lixo, mesmo estando perfeitos para consumo?Existe capitalismo que alimenta, enquanto gera lucro?A resposta é SIM, para todas as perguntas. O episódio de hoje traz uma startup social que destina centenas de toneladas de comida e auxilia estabelecimentos de alimentação a diminuírem o prejuízo e manterem um negócio com olhar voltado ao social.A Food to Save trabalha com um modelo simples e sustentável: os excedentes de produção e/ou produtos próximos à data de validade de estabelecimentos parceiros (que estão em perfeitas condições de serem consumidos), são comercializados e ganham uma nova oportunidade de compra com até 70% de desconto pelo consumidor final. Além disso, os pontos de venda também ganham a possibilidade de conquistar outro tipo de cliente, que normalmente não consumiria os produtos com o preço cheio. A venda desses produtos é feita por meio de “sacolas surpresa”, que podem ser adquiridas via delivery ou retiradas diretamente nos estabelecimentos escolhidos.Para conversar sobre o tema, nosso convidado é Lucas Infante, CEO e co-fundador da startup Food to Save.

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    37 min
  • #95 - Se eu pensar em tudo, não como nada
    É muito mais eficientes bilhões de pessoas fazendo ações imperfeitas em prol da sustentabilidade do que meio dúzia exalando perfeição: num momento em que o planeta está aquecendo, nossos biomas estão virando pasto, a comida fica cada vez mais cara, o mais importante é entender as razões e as conexões disso tudo para agir, o melhor possível, cotidianamente.

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    23 min

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Podcast sobre comida e sustentabilidade, gastronomia e consciência socioambiental, idealizado e apresentado por Ailin Aleixo. 
Ailin é jornalista e escreve sobre gastronomia há 20 anos.…