Vai Se Food

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Vai Se Food episodes

  • #94 - Bio insumos com Luis Carlos Demattê
    “Os ou bioinsumos são produtos agrícolas desenvolvidos a partir de um ingrediente ativo com origem natural. O uso desses insumos têm o objetivo de eliminar alvos (doenças ou pragas) que estejam prejudicando a lavoura, mas sem agredir o meio ambiente.”“O controle biológico é um método de equilíbrio de pragas agrícolas através da utilização de seus inimigos naturais. Todas as espécies de praga, plantas e patógenos possuem em alguma parte do seu desenvolvimento um predador, ou seja, um inimigo natural que podem ser insetos predadores, parasitóides e microrganismos (fungos, bactérias e vírus). O gerenciamento biológico tem sido cada vez mais difundido na agricultura brasileira, que busca combater doenças e pragas nas lavouras através desse recurso”Se há a possibilidade de usar ativos que não causam câncer, doenças neurológicas e reprodutivas e não contaminam terra e água, porque usamos tantos agrotóxicos no Brasil?Para conversar sobre o tema, nosso convidado é Luís Carlos Demattê, CEO da Korin Alimentos, Doutor em Ecologia Aplicada e Mestre em Zootecnia.

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    42 min
  • #93 - Para que servem os óleos essenciais com Fernando Amaral
    Os óleos essenciais são substâncias sintetizadas, armazenadas e liberadas pelas plantas. Apesar de ser seu uso mais difundido, não é apenas para dar cheiro bom a ambientes que eles servem: há centenas de estudos científicos que comprovam sua eficácia no tratamento de depressão, ansiedade, hipertensão, cicatrização de feridas, insônia, aumento da imunidade, dor de cabeça…. Isso se dá por serem rapidamente absorvidos pelos receptores olfativos que estão ligados ao sistema límbico, que controla a frequência cardíaca, pressão arterial, respiração e estresse.Óleos essenciais também são usados na formulação e cosméticos e para melhorar o controle de doenças bacterianas de aves de criação e suínos, evitando o uso de antibióticos.A utilização de óleos essenciais e o conhecimento das suas propriedades curativas não é novidade, não! Sua produção e uso remonta às civilizações chinesas e egípcias, sendo considerada uma das mais antigas formas de medicina e cosmética. Mas como são produzidos os óleos essenciais? Eles realmente tem impacto na saúde física e bem estar emocional? Podem ser adicionados na comida?Para conversar sobre o tema, nosso convidado é Fernando Amaral. Fernando é formado em Osmologia - estudo dos odores, da percepção olfativa e reações comportamentais e emocionais que eles evocam-, especialista em plantas aromáticas e óleos essenciais, CEO e Diretor Científico da WNF, a maior produtora de óleos essenciais orgânicos do país.

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    53 min
  • #92 - Atlas da Carne com Joana Simoni
    A industrialização da pecuária e o número crescente de animais de fazenda exigem cada vez mais rações à base de cereais e oleaginosas. Isso, por sua vez, torna necessário converter florestas e pastagens em terras aráveis. Seus efeitos negativos sobre o clima e o meio ambiente tornaram a carne um dos bens de consumo mais problemáticos do mundoNenhum outro produto de consumo precisa de tanta terra para se produzir quanto a carne e o leite. Globalmente, 77% das terras agrícolas são usadas para criar animais ou plantações para alimentá-los.Mais de um terço de todas as colheitas em todo o mundo acabam nos estômagos do animais de criação. Isso inclui um bilhão de toneladas por ano apenas de soja e milho.Esses são apenas alguns dados do Meat Atlas (em português, Atlas da Carne), estudo realizado pela Fundação Heinrich Böll. O Meat Atlas reúne e analisa os mais relevantes estudos e pesquisas feitos no mundo sobre a cadeia da carne e seus impactos sócio-político-ambientais e no âmbito da saúde pública - é um documento essencial para entendermos as razões da insustentabilidade do modo de produção e do volume de animais voltados ao consumo humano. Para conversar sobre o tema, nossa convidada é Joana Simoni, Coordenadora de Programas e Projetos de Agricultura da Fundação Heinrich Böll no Brasil, Doutora em Geografia e mestre em Desenvolvimento Rural .

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    58 min
  • #91 - Agrotóxicos: Os nefastos efeitos do libera - geral, com Mônica Lopes Ferreira
    Publicado em março passado no INnternational Journal of Environmental Research and Public Health, o artigo intitulado Impact of Pesticides on Human Health in the Last Six Yearsin Brazil (Impactos dos pesticidas na saúde humana nos últimos seis anos, no Brasil), de coautoria da imunologista Mônica Lopes Ferreira, deixa claro como o dia: nunca houve uma época de tanta desregulamentação, aprovação e uso desmedidos de agrotóxicos no país. Os últimos três anos e meio foram os mais nefastos: desde o começo do governo do Governo Bolsonaro foram aprovados, a toque e caixa, 1654 novos produtos agrotóxicos. Qual o impacto disso na saúde da população?Após reunir e avaliar 51 estudos sobre o tema, o paper conclui que o desmedido uso de insumos sintéticos na produção de comida coloca os brasileiros à mercê de transtornos psiquiátricos como alzheimer e depressão, desregulação endócrina, má formação fetal, vários tipos de câncer e danos a estrutura do DNA, entre outros efeitos. E não é apenas quem trabalha no campo que está sujeito aos danos pelos agrotóxicos: a água potável de grande parte do Brasil já está contaminada.Diante dessa situação, o que fazer?Para saber mais sobre o tema, conversamos com Mônica Lopes Fereira, Doutora em Imunologia, Pós-doutora na área de Bioquímica e Farmacologia, Pesquisadora Científica Nível VI e Pesquisadora Principal e Coordenadora de Difusão do Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular (CeTICS CEPID FAPESP) do Instituto Butantan.

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    46 min
  • #90 - Chocolate e feminismo com Juliana Aquino e Luisa Abram
    Chocolate é sexy. Chocolate alivia TPM. Chocolate consola. O chocolate, na sociedade atual, é frequentemente associado com o feminino, com sedução, com desejo. No campo e na produção do chocolate, porém, não há nenhum espaço para delírios: a labuta é dura e, ainda, envolta em machismo. Para fortalecer as mulheres na cadeia do cacau no Brasil - desde as agricultoras, passando por fermentadoras e chocolatiers, algumas mulheres do universo do chocolate especial uniram-se e formaram um grupo de apoio e divulgação de pesquisas e troca de informações. A ação deu muito certo. Para conversar sobre o tema convidamos duas das fundadoras, Juliana Aquino e Luisa Abram. Juliana planta cacau especial no sul da Bahia e é proprietária da marca "Baianí, Luisa trabalha com cacau selvagem da Amazônia e é, além de chocolatier da marca que leva seu nome, uma das poucas fermentadoras do Brasil.

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    44 min
  • #89 - Pizza: a comida universal Com André Guidon
    Pizza napoletana, Tonda Romana, Siciliana. Pizza Paulistana. Pizza novaiorquina, de Chicago, Denver-Style, californiana. Pizza de massa grossa e borda fina; massa fina e borda grossa; textura crocante ou elástica.Pizza pra comer com as mãos e sair andando pela rua; para usar garfo e faca sentado num restaurante.Quase qualquer cidade do mundo em que se vá, há pizza para comer. Se boa ou ruim, aí já são "outros quinhentos"… Aliás, o que é uma boa pizza? Aliás, de novo, pizza é qualquer pão chato assado com cobertura? Sendo assim, esfirra é pizza? Quando e onde foi criada a pizza? Porque no Brasil e nos EUA ela se tornou uma comida tão amplamente popular? Para conversar sobre isso e muito mais, nosso convidado é André Guidon. Um dos maiores pizzaiolos do Brasil, formado na Itália, André é Presidente da delegação da Associazione Verace Pizza Napoletana no Brasil e sócio da Leggera Pizza Napoletana, com duas unidades em São Paulo.

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    43 min
  • #88 - Bicho é "comida de verdade"? Com Lucas Alvarenga
    O que é a tal comida de verdade? Aquela que sua avó comia? Aquela que você cresceu comendo? Linguiça, queijo, bife, omelete, frango assado são comidas de verdade? Se você respondeu "óbvio" ou "claro!', precisamos conversar….O modo atual de criação de animais para consumo humano - além de ser responsável por mais de 80% do desmatamento da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal e ter imensa participação no surgimento de pandemias e resistência bacteriana - usa e abusa de antibióticos, mantém os bichos em confinamento por toda a vida e os alimenta com ração de grãos transgênicos proveniente de imensas monoculturas e repletos de agrotóxicos. E também existe a questão do bem estar animal…Algumas práticas comuns na indústria brasileira:Corte, sem anestesia, de rabos, testículos e dentes de leitões com poucos dias de vidaGalinhas poedeiras - que tem seus bicos cortados a fim de não apresentarem comportamento canibal por conta do estresse - vivem confinadas por 2 anos em gaiolas do tamanho de folha A4. Então, são abatidas.Pintinhos machos da indústria de ovos são moídos vivos com um dia de vida porque não tem utilidadeNa indústria de leite, filhotes são separados da mãe no momento do nascimento para que não comam o lucro do fazendeiro (leite). Se forem machos, são descartados ou abatidos com poucos meses para serem vendidos como "carne de vitela"Por ano, são abatidos mais de 88 bilhões de animais terrestres para sanar o desejo humano por carne, ovos e lácteos.Vamos repensar o que, em 2022, é Comida de verdade?Para conversar sobre o tema, nosso convidado é Lucas Alvarenga. Lucas é responsável pelo Desenvolvimento Internacional da ONG Mercy for Animals, gerenciando a Diretoria Executiva dos escritórios dos Estados Unidos, México, Brasil, Índia e Sudeste Asiático.

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    46 min
  • #87 - Para que serve a compostagem? Com Guilherme Ranieri
    Cada brasileiro produz, em média, 379 quilos de lixo por ano (Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020). Nas feiras livres, apenas na cidade de São Paulo, joga-se fora 33 mil toneladas de alimentos por ano. A matéria orgânica (restos de vegetais, frutas, carnes; pó e sacos de café e chá; casca de ovos e sementes) corresponde a cerca de 52% do total desse volume, mas não chega a 1% os municípios que têm alguma política pública ou ação de compostagem. Essa montanha de "restos" poderia ser encaminhada para compostagem, tornando-se fertilizante natural para hortas urbanas, microprodutores rurais e áreas ajardinadas das cidades. Também diminuiria a pressão sanitária e ambiental nos lixões (produção de chorume contaminado que penetra na terra e produção de gás metano) e o uso de sacos plásticos para transporte desse material.Para entender quais os métodos de compostagem e como, em casa, podemos produzir nosso próprio adubo, conversamos com Guilherme Ranieri. Guilherme é gestor ambiental, mestre em ciência ambiental, especialista em PANC, autor do livro Matos de Comer - identificação de plantas comestíveis e mantém o perfil de instagram @matosdecomer.

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    38 min
  • #87 - Para que serve a compostagem? Com Guilherme RanieriPara entender quais os métodos de compostag
    Cada brasileiro produz, em média, 379 quilos de lixo por ano (Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020). Nas feiras livres, apenas na cidade de São Paulo, joga-se fora 33 mil toneladas de alimentos por ano. A matéria orgânica (restos de vegetais, frutas, carnes; pó e sacos de café e chá; casca de ovos e sementes) corresponde a cerca de 52% do total desse volume, mas não chega a 1% os municípios que têm alguma política pública ou ação de compostagem.
    Essa montanha de "restos" poderia ser encaminhada para compostagem, tornando-se fertilizante natural para hortas urbanas, microprodutores rurais e áreas ajardinadas das cidades. Também diminuiria a pressão sanitária e ambiental nos lixões (produção de chorume contaminado que penetra na terra e produção de gás metano) e o uso de sacos plásticos para transporte desse material.
    Para entender quais os métodos de compostagem e como, em casa, podemos produzir nosso próprio adubo, conversamos com Guilherme Ranieri. Guilherme é gestor ambiental, mestre em ciência ambiental, especialista em PANC, autor do livro Matos de Comer - identificação de plantas comestíveis e mantém o perfil de instagram @matosdecomer.
    38 min
  • #86 - Do Pasto ao Prato: o caminho do boi, com Vivian Ribeiro
    O crescente consumo de carne no mundo e as ações do atual governo brasileiro são ingredientes de uma receita que está levando à destruição florestal no Brasil: esta é uma das conclusões do relatório a Fleischatlas 2021 ("Atlas da carne 2021"), apresentado nesta quarta-feira (06/01) em Berlim pela Fundação alemã Heinrich Böll Stiftung "A carne bovina é hoje um dos principais impulsionadores de desmatamento. Isso leva à destruição dos meios de subsistência de comunidades indígenas e de pequenos proprietários. Na Amazônia, o gado pasta em 63% de todas as áreas desmatadas. Entre 70% e 80% de todas as importações de carne bovina da UE vêm dos países do Mercosul. E 50% dos produtos agrícolas enviados à União Europeia (UE) vindos do Brasil são produto do desmatamento, especialmente soja, carne bovina e café", diz o texto. Além da seríssima questão ambiental, a pecuária no Brasil ainda concentra casos de trabalho escravo, promoção de queimadas e descumprimento das regras sanitárias. A falta de transparência na cadeia é gigante - mas como combater isso?Aí é que entra o aplicativo Do Pasto ao Prato: ele permite ao consumidor, por meio dos rótulos de inspeção sanitária em produtos de carne bovina, ter acesso aos dados detalhados da produção ao abastecimento.Ao inserir o código do rótulo, o aplicativo revela:• O número de multas pagas pelo frigorífico de origem da carne,aplicadas por desrespeito às normas de higiene e/ou bem-estar animal• A área desmatada e queimada na zona de compra do frigorífico• A ocorrência de trabalho análogo à escravidão na cadeia defornecimento do frigoríficoPara conversar sobre a fundamental importância da informação ao  consumidor a fim de combater práticas antiquadas e insustentáveis na produção, conversamos com Vivian Ribeiro. Co-criadora do app Do Pasto ao Prato, Vivian é bióloga (com mestrado e doutorado em Ecologia), pesquisadora e cientista de dados na iniciativa Trase  e rabalha no Stockholm Environment Institute , dedicando-se principalmente a entender os impactos ambientais, sociais e econômicos da produção e comercialização de commodities agrícolas em países emergentes.

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    36 min

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Podcast sobre comida e sustentabilidade, gastronomia e consciência socioambiental, idealizado e apresentado por Ailin Aleixo. 
Ailin é jornalista e escreve sobre gastronomia há 20 anos.…