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Frederico Lourenço nem precisa de apresentação, tal a notoriedade que tem ganho pelo trabalho que o tem ocupado nos últimos anos, nada mais nada menos do que a modesta empresa de traduzir a totalidade da Bíblia, de um só folgo. São seis volumes, dos quais já saíram três. Esta obra de Frederico Lourenço tem duas facetas que a tornam especial. Por um lado, é uma tradução que se pode dizer ‘laica’, ie, não teológica, mas antes focada na literalidade dos textos originais. Por outro, é a primeira tradução em Portugal feita a partir dos textos em grego. Ora, o grego é a língua original do Novo Testamento e, embora não seja, claro, a língua original do Antigo, é a versão traduzida para grego que nos chegou até hoje mais fiel aos escritos originais.
A conversa, como é hábito neste podcast, fluiu livremente, o que significa - e era inevitável, tratando-se deste livro - que muito mais haveria a falar. Conversámos sobre a História do Cristianismo, sobretudo os primórdios: a relação com o Império Romano e, até, a cultura grega clássica. Focamo-nos mais no Novo Testamento (o único cuja tradução já está completa); deste, falámos dos Actos dos Apóstolos e dos Quatro Evangelhos, bem como dos evangelhos apócrifos, do papel de Paulo e da visão transmitida em relação à escravatura e à homossexualidade.
Já expliquei em episódios anteriores as razões por que, sendo eu agnóstico, a religião, e o Cristianismo em particular, me interessam. E julgo que esta conversa espelha bem esses motivos. Perceber a vertigem da Humanidade para a religião é abrir uma janela para perceber melhor a biologia e psicologia humanas. Por outro lado, compreender, em particular, o Cristianismo e a Bíblia, é perceber um elemento fundamental da História do Ocidente e perceber como é que um livro destes continua a ter uma tão grande influência - directa e, sobretudo, indirecta - sobre a sociedade actual, mais de 150 anos depois da publicação da ‘Origem das Espécies’ de Darwin.
Ligações:
Biografia detalhada: Frederico Lourenço é ficcionista, ensaísta, poeta e tradutor. Licenciou-se, em 1988, em Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Lisboa, onde mais tarde se doutorou com uma tese sobre os cantos líricos de Eurípides. É atualmente professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (depois de vinte anos na Universidade de Lisboa, onde se doutorou com uma tese sobre Eurípides). Traduziu a Ilíada e a Odisseia de Homero, bem como um volume de poesia grega, duas tragédias de Eurípides ou peças de Schiller e Arthur Schnitzler. Publicou já três dos seis volumes que compreenderão a maior e mais completa Bíblia em português alguma vez já feita. Previsto para entregar o último volume em 2020, a proposta do tradutor é dar ao leitor de língua portuguesa a sensação de estar o ler o texto bíblico na língua original, respeitando rigorosamente a literalidade contida no idioma original das escrituras. No domínio da ficção é autor da trilogia Pode Um Desejo Imenso (que inclui também, além do título homónimo, os romances O Curso das Estrelas e À Beira do Mundo), bem como de A Formosa Pintura do Mundo, Amar Não Acaba e A Máquina do Arcanjo, ou do volume autobiográfico O Lugar Supraceleste. Publicou ensaios como O Livro Aberto: Leituras da Bíblia, Grécia Revisitada, Estética da Dança Clássica ou Novos Ensaios Helénicos e Alemães, e livros de poemas como Santo Asinha e Outros Poemas e Clara Suspeita de Luz. Entre outros, recebeu os prémios PEN Clube (2002), D. Diniz da Casa de Mateus (2003), Grande Prémio de Tradução (2003), Prémio Europa David Mourão-Ferreira (2006) e Prémio Pessoa (2016).
Rui Tavares é uma espécie de polímata das humanidades: escritor, tradutor, historiador, opinion-maker e político. É conhecido pelo seu posicionamento político à esquerda, segundo o próprio da “esquerda libertária, cosmopolita e ecológica”, sendo fundador do partido Livre.
Falámos da História da dicotomia Esquerda-Direita e nova distinção Cosmopolitismo vs Nacionalismo, entre outros temas. Conversámos a pretexto do ensaio ‘Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI’, sendo que as ideias de outro livro do convidado, ‘A Ironia do Projecto Europeu’, acabaram também por surgir na conversa ( que li, entretanto, e também recomendo).
Um sinal de honestidade intelectual de Rui Tavares, patente nos livros e na nossa conversa, é o facto de não procurar convencer-nos, como alguns fazem, de que a pele de historiador se pode substituir totalmente à de agente político. Pelo contrário, o convidado não só não esconde como afirma as suas convicções, o que, na minha opinião, não só não tira força aos factos e ideias que transmite - porque a solidez do conhecimento histórico e acuidade do raciocínio falam por si - como até lhe acrescenta clareza.
Neste episódio, surge pela primeira vez uma rubrica que quero tornar regular, que é pedir ao convidado, mesmo a terminar, que sugira um livro. Espero que gostem!
A nossa conversa foi gravada por Skype, porque o convidado estava fora do país - o som, inevitavelmente, não é tão bom, mas julgo que não incomoda.
Uma última nota para vos dar conta da página do CQG no Patreon, que está a partir de hoje activa:
https://www.patreon.com/quarentaecincograus
Ligações:
Biografia detalhada: Rui Tavares é escritor, tradutor, historiador e político. Licenciou-se em História, variante de História da Arte, pela Universidade Nova de Lisboa, e doutorou-se em História, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. É especialista em história e cultura do século XVIII. Colabora com o jornal Público, a revista Blitz e é comentador residente no programa O Outro Lado na RTP3. Foi um dos criadores do blogue Barnabé em conjunto com Daniel Oliveira, André Belo, Celso Martins e Pedro Aires Oliveira. Escreve actualmente no blogue pessoal ruitavares.net. Foi eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda, que posteriormente abandonou. É um dos fundadores do partido político LIVRE. É autor de algumas monografias, entre as quais: O Pequeno Livro do Grande Terramoto, de história; a peça de teatro O Arquiteto; o ensaio A Ironia do Projeto Europeu; e Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI.
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Rui Tavares é uma espécie de polímata das humanidades: escritor, tradutor, historiador, opinion-maker e político. É conhecido pelo seu posicionamento político à esquerda, segundo o próprio da “esquerda libertária, cosmopolita e ecológica”, sendo fundador do partido Livre.
Falámos da História da dicotomia Esquerda-Direita e nova distinção Cosmopolitismo vs Nacionalismo, entre outros temas. Conversámos a pretexto do ensaio ‘Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI’, sendo que as ideias de outro livro do convidado, ‘A Ironia do Projecto Europeu’, acabaram também por surgir na conversa ( que li, entretanto, e também recomendo).
Um sinal de honestidade intelectual de Rui Tavares, patente nos livros e na nossa conversa, é o facto de não procurar convencer-nos, como alguns fazem, de que a pele de historiador se pode substituir totalmente à de agente político. Pelo contrário, o convidado não só não esconde como afirma as suas convicções, o que, na minha opinião, não só não tira força aos factos e ideias que transmite - porque a solidez do conhecimento histórico e acuidade do raciocínio falam por si - como até lhe acrescenta clareza.
Neste episódio, surge pela primeira vez uma rubrica que quero tornar regular, que é pedir ao convidado, mesmo a terminar, que sugira um livro. Espero que gostem!
A nossa conversa foi gravada por Skype, porque o convidado estava fora do país - o som, inevitavelmente, não é tão bom, mas julgo que não incomoda.
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Biografia detalhada: Rui Tavares é escritor, tradutor, historiador e político. Licenciou-se em História, variante de História da Arte, pela Universidade Nova de Lisboa, e doutorou-se em História, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. É especialista em história e cultura do século XVIII. Colabora com o jornal Público, a revista Blitz e é comentador residente no programa O Outro Lado na RTP3. Foi um dos criadores do blogue Barnabé em conjunto com Daniel Oliveira, André Belo, Celso Martins e Pedro Aires Oliveira. Escreve actualmente no blogue pessoal ruitavares.net. Foi eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda, que posteriormente abandonou. É um dos fundadores do partido político LIVRE. É autor de algumas monografias, entre as quais: O Pequeno Livro do Grande Terramoto, de história; a peça de teatro O Arquiteto; o ensaio A Ironia do Projeto Europeu; e Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI.
Ana Rodrigues Oliveira é professora de História, com especialização e investigação na área da História Cultural e das Mentalidades. Tem investigado sobretudo sobre a Idade Média, e publicou, em 2015, o livro ‘O Dia-a-Dia em Portugal na Idade Média’, que foi, já se adivinha, precisamente o mote para a nossa conversa.
A junção entre História Cultural e História da Idade Média é, para um curioso com eu, irresistível, pois aprender sobre os hábitos, crenças e vivências daquele período, que nos parece tão longínquo mas está, ao mesmo tempo, a não tantos séculos de distância, é uma surpresa permanente. Seja pelas enormes diferenças face à sociedade do século XXI, seja por aqueles aspectos que, pelo contrário, são estranhamente familiares. Mas conhecer o modo como funcionavam a vida privada e a vida social na Idade Média não é só uma curiosidade, é também uma maneira de avaliar melhor a vida no século XXI e perceber o caminho que se fez até aqui.
Ligações:
Biografia detalhada: Ana Maria Rodrigues Oliveira é professora de História, com especialização na área de História Cultural e das Mentalidades. Doutorou-se em 2004 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem desenvolvido estudos nas áreas da mulher e da criança e participado em vários congressos e seminários. Entre outros trabalhos, publicou: «Mulheres e fronteira na cronística medieval dionisina», in As Relações de Fronteira no Século de Alcanices, Porto, 1998; As Representações da Mulher na Cronística Medieval Portuguesa, Patrimónia Histórica, Cascais, 2000, (tese de mestrado); «A imagem da mulher nas crónicas medievais», in Faces de Eva, Edições Colibri, Lisboa, 2001; «O corpo infantil nos tratados médicos Hispano-Árabes», in O Corpo e o Gesto na Civilização Medieval, Edições Colibri, Lisboa, 2006; A Criança na Sociedade Medieval Portuguesa, Teorema, Lisboa, 2007, (tese de doutoramento); "A criança", in História da Vida Privada em Portugal - A Idade Média, Círculo de Leitores, Lisboa, 2010 e "A mulher", na mesma obra, em co-autoria; "Inês de Castro, uma vida em verso" até ao fim do Mundo", in Pedro e Inês - O Futuro do Passado, Associação dos Amigos de D. Pedro e D. Inês, Coimbra, 2013; "Philippa of Lancaster: The Memory of a Model Queen", in Queenship in the Mediterranean, International Conference "Kings and Queens: Power, Politics, Patronage and Personalities", Palgrave Macmillan, United States, 2013; "A criança medieval: um ser inferior, indesejado e perturbador. Mito ou História?", in Representações do Mito na História e na Literatura, Universidade de Évora, 2014. É co-autora de manuais escolares para o ensino da História e membro do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em 2010 editou a obra Rainhas Medievais de Portugal, pela Esfera dos Livros.
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Ana Rodrigues Oliveira é professora de História, com especialização e investigação na área da História Cultural e das Mentalidades. Tem investigado sobretudo sobre a Idade Média, e publicou, em 2015, o livro ‘O Dia-a-Dia em Portugal na Idade Média’, que foi, já se adivinha, precisamente o mote para a nossa conversa.
A junção entre História Cultural e História da Idade Média é, para um curioso com eu, irresistível, pois aprender sobre os hábitos, crenças e vivências daquele período, que nos parece tão longínquo mas está, ao mesmo tempo, a não tantos séculos de distância, é uma surpresa permanente. Seja pelas enormes diferenças face à sociedade do século XXI, seja por aqueles aspectos que, pelo contrário, são estranhamente familiares. Mas conhecer o modo como funcionavam a vida privada e a vida social na Idade Média não é só uma curiosidade, é também uma maneira de avaliar melhor a vida no século XXI e perceber o caminho que se fez até aqui.
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Biografia detalhada: Ana Maria Rodrigues Oliveira é professora de História, com especialização na área de História Cultural e das Mentalidades. Doutorou-se em 2004 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem desenvolvido estudos nas áreas da mulher e da criança e participado em vários congressos e seminários. Entre outros trabalhos, publicou: «Mulheres e fronteira na cronística medieval dionisina», in As Relações de Fronteira no Século de Alcanices, Porto, 1998; As Representações da Mulher na Cronística Medieval Portuguesa, Patrimónia Histórica, Cascais, 2000, (tese de mestrado); «A imagem da mulher nas crónicas medievais», in Faces de Eva, Edições Colibri, Lisboa, 2001; «O corpo infantil nos tratados médicos Hispano-Árabes», in O Corpo e o Gesto na Civilização Medieval, Edições Colibri, Lisboa, 2006; A Criança na Sociedade Medieval Portuguesa, Teorema, Lisboa, 2007, (tese de doutoramento); "A criança", in História da Vida Privada em Portugal - A Idade Média, Círculo de Leitores, Lisboa, 2010 e "A mulher", na mesma obra, em co-autoria; "Inês de Castro, uma vida em verso" até ao fim do Mundo", in Pedro e Inês - O Futuro do Passado, Associação dos Amigos de D. Pedro e D. Inês, Coimbra, 2013; "Philippa of Lancaster: The Memory of a Model Queen", in Queenship in the Mediterranean, International Conference "Kings and Queens: Power, Politics, Patronage and Personalities", Palgrave Macmillan, United States, 2013; "A criança medieval: um ser inferior, indesejado e perturbador. Mito ou História?", in Representações do Mito na História e na Literatura, Universidade de Évora, 2014. É co-autora de manuais escolares para o ensino da História e membro do Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em 2010 editou a obra Rainhas Medievais de Portugal, pela Esfera dos Livros.
Ludwig Krippahl é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), onde desenvolve investigação na área da bioinformática, especificamente na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial a problemas da esfera da biologia. Mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/)
Esta é a segunda parte da conversa com Ludwig Krippahl. Podem encontrar a apresentação do convidado e a minha opinião geral sobre conversa no episódio da semana passada e no texto que acompanha este episódio.
Nesta segunda parte da conversa, falámos sobre dois temas: Deus e religião, que já tínhamos encetado no episódio anterior, e igualdade de género.
Foi uma conversa que valeu bem a pena! Aliás, se há coisa que se pode dizer com certeza sobre Ludwig Krippahl, é que traz uma perspectiva original e sustentada em relação a qualquer um dos temas. Embora não, como verão, necessariamente consensual.
São temas, na verdade, que não estão - pelo menos, directamente - relacionados com a área de especialização do convidado, que é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), onde desenvolve investigação na área da bioinformática, especificamente na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial a problemas da esfera da biologia. Por quê, então, estes temas de conversa? É que o convidado mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/) - o título provocador, aliás, já é um bom teaser para a conversa! - no qual aplica a racionalidade científica da sua área de formação na análise crítica de temas muito diversos: da ciência à religião, passando pela política, direitos de autor, igualdade de género, entre muitos outros.
Essa racionalidade, aliás, associada a um espírito argumentativo, mas pedagógico, é, na minha opinião, simultaneamente rara e impressionante. Foi, por isso, um privilégio, mas também um enorme gozo, conhecer e conversar com o Ludwig sobre estes temas.
Ligações:
Biografia detalhada: Ludwig Krippahl é professor auxiliar no Departamento de Informática (DI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), e membro do Centro para a Inteligência Artificial CENTRIA. É licenciado em Química Aplicada, Mestre em Inteligência Artificial Aplicada e Doutor em Bioquímica Estrutural pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT). Mantém o blog Ktreta, onde aprofunda diversos temas muito diferentes entre si.
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Ludwig Krippahl é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), onde desenvolve investigação na área da bioinformática, especificamente na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial a problemas da esfera da biologia. Mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/)
Esta é a segunda parte da conversa com Ludwig Krippahl. Podem encontrar a apresentação do convidado e a minha opinião geral sobre conversa no episódio da semana passada e no texto que acompanha este episódio.
Nesta segunda parte da conversa, falámos sobre dois temas: Deus e religião, que já tínhamos encetado no episódio anterior, e igualdade de género.
Foi uma conversa que valeu bem a pena! Aliás, se há coisa que se pode dizer com certeza sobre Ludwig Krippahl, é que traz uma perspectiva original e sustentada em relação a qualquer um dos temas. Embora não, como verão, necessariamente consensual.
São temas, na verdade, que não estão - pelo menos, directamente - relacionados com a área de especialização do convidado, que é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), onde desenvolve investigação na área da bioinformática, especificamente na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial a problemas da esfera da biologia.
Por quê, então, estes temas de conversa? É que o convidado mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/) - o título provocador, aliás, já é um bom teaser para a conversa! - no qual aplica a racionalidade científica da sua área de formação na análise crítica de temas muito diversos: da ciência à religião, passando pela política, direitos de autor, igualdade de género, entre muitos outros.
Essa racionalidade, aliás, associada a um espírito argumentativo, mas pedagógico, é, na minha opinião, simultaneamente rara e impressionante. Foi, por isso, um privilégio, mas também um enorme gozo, conhecer e conversar com o Ludwig sobre estes temas.
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Biografia detalhada: Ludwig Krippahl é professor auxiliar no Departamento de Informática (DI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), e membro do Centro para a Inteligência Artificial CENTRIA. É licenciado em Química Aplicada, Mestre em Inteligência Artificial Aplicada e Doutor em Bioquímica Estrutural pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT). Mantém o blog Ktreta, onde aprofunda diversos temas muito diferentes entre si.
Ludwig Krippahl é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), onde desenvolve investigação na área da bioinformática, especificamente na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial a problemas da esfera da biologia. Mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/)
Este é o primeiro de dois episódios com Ludwig Krippahl como convidado - duas partes de uma longa conversa (cerca de 3 horas) em que falámos sobre… uma série de temas. Esta foi, aliás, uma daquelas conversas-conversas, na verdadeira acepção da palavra - ie, tudo menos uma entrevista tout court (embora o protagonismo se mantenha, claro está, do lado do convidado).
Nesta primeira parte, abrimos as hostilidades falando de Pensamento Crítico, uma área de ensino do convidado, e seguimos para pseudociências, fé e crença em Deus, e, ainda, Democracia.
São temas, na verdade, que não estão - pelo menos, directamente - relacionados com a área de especialização do convidado
Por quê, então, estes temas de conversa? É que o convidado mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/) - o título provocador, aliás, já é um bom teaser para a conversa! - no qual aplica a racionalidade científica da sua área de formação na análise crítica de temas muito diversos: da ciência à religião, passando pela política, direitos de autor, igualdade de género, entre muitos outros.
Essa racionalidade, aliás, associada a um espírito argumentativo, mas pedagógico, é, na minha opinião, simultaneamente rara e impressionante. Foi, por isso, um privilégio, mas também um enorme gozo, conhecer e conversar com o Ludwig sobre estes temas.
Esta é, já sabem, apenas a primeira parte da conversa. Para a semana há mais.
Ligações:
Biografia detalhada: Ludwig Krippahl é professor auxiliar no Departamento de Informática (DI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), e membro do Centro para a Inteligência Artificial CENTRIA. É licenciado em Química Aplicada, Mestre em Inteligência Artificial Aplicada e Doutor em Bioquímica Estrutural pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT). Mantém o blog Ktreta, onde aprofunda diversos temas.
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Ludwig Krippahl é Professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), onde desenvolve investigação na área da bioinformática, especificamente na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial a problemas da esfera da biologia. Mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/)
Este é o primeiro de dois episódios com Ludwig Krippahl como convidado - duas partes de uma longa conversa (cerca de 3 horas) em que falámos sobre… uma série de temas. Esta foi, aliás, uma daquelas conversas-conversas, na verdadeira acepção da palavra - ie, tudo menos uma entrevista tout court (embora o protagonismo se mantenha, claro está, do lado do convidado).
Nesta primeira parte, abrimos as hostilidades falando de Pensamento Crítico, uma área de ensino do convidado, e seguimos para pseudociências, fé e crença em Deus, e, ainda, Democracia.
São temas, na verdade, que não estão - pelo menos, directamente - relacionados com a área de especialização do convidado
Por quê, então, estes temas de conversa? É que o convidado mantém, há largos anos, o blog Ktreta (https://ktreta.blogspot.pt/) - o título provocador, aliás, já é um bom teaser para a conversa! - no qual aplica a racionalidade científica da sua área de formação na análise crítica de temas muito diversos: da ciência à religião, passando pela política, direitos de autor, igualdade de género, entre muitos outros.
Essa racionalidade, aliás, associada a um espírito argumentativo, mas pedagógico, é, na minha opinião, simultaneamente rara e impressionante. Foi, por isso, um privilégio, mas também um enorme gozo, conhecer e conversar com o Ludwig sobre estes temas.
Esta é, já sabem, apenas a primeira parte da conversa. Para a semana há mais.
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Biografia detalhada: Ludwig Krippahl é professor auxiliar no Departamento de Informática (DI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT), e membro do Centro para a Inteligência Artificial CENTRIA. É licenciado em Química Aplicada, Mestre em Inteligência Artificial Aplicada e Doutor em Bioquímica Estrutural pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT). Mantém o blog Ktreta, onde aprofunda diversos temas.
Ana Carvalhas é nutricionista, especialista no tratamento dietético da obesidade, diabetes e dislipidémia; e é autora do livro «Dieta para Sedentários» (http://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/8786).
A nutrição é um tema que me interessa muito, essencialmente por dois motivos. Por um lado, pelo impacto evidente que a alimentação tem na longevidade e saúde humanas. Por outro, por ser uma área da ciência desafiante, a mais do que um nível: É complexa, porque a biologia humana é assim mesmo, complicada. Mas é também confusa, pois a dificuldade em conduzir experiências científicas e o facto de todos os seres humanos serem diferentes levam a que seja demasiado comum encontrar, por exemplo, defensores e opositores ferrenhos para o mesmo alimento.
Por estes motivos, tenho com a nutrição uma relação parecida com a que tenho, por exemplo, com um tema tão distinto como a gestão de RH, que foi já tema deste podcast. Ou seja: atrai-me pela sua relevância, mas retrai-me pela enorme propensão que tem para explicações simplistas e demasiado taxativas.
Na conversa com Ana Carvalhas tentei, portanto, focar-me na ciência da nutrição e nas conclusões relativamente sedimentadas que, apesar de tudo, existem nesta área.
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Biografia detalhada: Ana Carvalhas é nutricionista licenciada pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Iniciou a sua atividade no Departamento de Nutrição Infantil da Nestlé Portugal, colaborou com a McDonald’s na introdução da sopa nos seus restaurantes portugueses e fez parte, até ao final da época de 2014/2015, do Departamento Médico do Futebol Profissional da Académica de Coimbra. Atualmente trabalha no Centro de Saúde Norton de Matos e dá consultas na Orisclinic, ambos em Coimbra. É autora do blogue «Comer bem até aos 100», da página de Facebook «Dieta para Sedentários» e colabora frequentemente com a revista Prevenir. É membro da Ordem dos Nutricionistas.
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O 45 Graus é um podcast para saber mais e pensar criticamente. José Maria Pimentel, economista, professor universitário e curioso por natureza, conversa sobre os grandes temas (e não só) com especialistas e pessoas cujas ideias vale a pena ouvir.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.
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