África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle

África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle

By DW.COM | Deutsche WelleNewsPolitics
Download on the App Store

África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle episodes

  • Moçambique: Membros da RENAMO voltam a contestar liderança do partido na Zambézia
    Em causa está a indicação por parte de Ossufo Momade de Elisa Maria Isabel para o cargo de delegada política provincial sem eleições. RENAMO justifica nomeação com novos estatutos do partido.Na província da Zambézia, vários membros e simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) estão descontentes com a liderança do partido e pedem esclarecimentos ao líder Ossufo Momade.
    O mal-estar entre os membros da RENAMO na província da Zambézia e a direção central do partido tornou-se evidente na semana passada, quando Ossufo Momade indicou o nome de Elisa Maria Isabel, em substituição de Abdala Ossifo, para o cargo de delegada política provincial sem qualquer votação.
    No entender dos membros da RENAMO na Zambézia, a forma como a nova delegada foi indicada - sem votação - viola os estatutos do partido.
    "Maioria descontente"
    Em entrevista à DW, um destes membros descontentes, que não quis identificar-se, assegura que a "maioria dos membros não está satisfeita com a indicação" e que esta "vai provocar desavenças dentro do partido". "Vejo que isto nos vai criar problemas com o andar do tempo", diz.
    O mesmo jovem deixa outras críticas ao partido: "nenhum membro [fiscal] da RENAMO esteva presente, durante o processo de votação, no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e na Comissão Nacional de Eleições (CNE). E por quê? Quem deu essa ordem? Houve um trabalho muito mal feito por isso temos poucos membros na Assembleia Provincial e na Assembleia da República, uma coisa que nunca aconteceu", diz.
    Desde que Ossufo Momade assumiu o comando da RENAMO que os membros do partido na Zambézia questionam a evolução política da sua formação partidária. Muitos deles apontam o líder como o principal culpado pela derrota da RENAMO nas eleições gerais de 2019.
    "Daqui a um bocado, até as futuras eleições da RENAMO vão desaparecer. Nós não queremos um presidente que brinca connosco, queremos a verdadeira democracia. Queremos um presidente que discuta o bem-estar do povo moçambicano, não um presidente que receba gorjetas. Se ele não está a conseguir, terá de abandonar a RENAMO. Acho que Ossufo Momade devia fazer uma política que convença a população da Zambézia", sugere um outro membro do partido, que prefere também manter-se no anonimato.
    Por seu lado, o chefe da Mobilização da Juventude da RENAMO, José Pedro, explica que o processo de escolha das lideranças do partido pode ocorrer por eleição ou nomeação. "Foi assim que foi indicada, para delegada provincial da Zambézia, Elisa Silvestre. Se os membros não estivessem de acordo, teriam de ter feito barulho nesse dia".
    Mudança nos estatutos
    Também segundo o delegado da RENAMO em Quelimane, os estatutos do partido - que preconizavam a eleição de quadros - já foram alterados. Segundo Latifo Charifo, Ossufo Momade tem autonomia para nomear quem quer que seja.
    "Com os novos estatutos do partido, o presidente tem a prerrogativa de indicar os delegados políticos provinciais. No congresso que tivemos no ano passado, foram aprovadas as diretrizes que indicam que [essa] prerrogativa. Não há eleição. As pessoas que falam isso não conhecem os novos estatutos do partido, é preciso lê-los", alerta.
    3 min
  • Após massacre com 30 mortos, jihadistas intensificam ações na Nigéria
    Desde domingo, radicais islâmicos mataram mais de 30 pessoas e atacaram forças de segurança no nordeste da Nigéria. Efetivo militar foi reforçado no Estado de Borno.Jihadistas mataram cinco agentes de segurança em três ataques separados no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, informaram fontes militares à agência AFP nesta quarta-feira (12.02).
    O ataque foi perpetrado por combatentes do grupo jihadista do Estado islâmico da África Ocidental (ISWAP) nas cidades de Rann, Tungusche e Gajiganna.
    Tungushe - a 22 km da capital do Estado de Borno, Maiduguri - tem sido alvo do ISWAP e de combatentes da fação rival Boko Haram. Os terroristas atacam tropas e invadem aldeias à procura de comida e gado.
    Desde domingo, o Governo nigeriano decidiu reforçar a presença militar em Borno, após integrantes do Boko Haram matarem mais de 30 pessoas, incendiando carros onde dormiam. O massacre ocorreu no último domingo na cidade de Auno, a 20 Km de Maiduguri.
    Cenas macabras
    As cenas narradas pelas testemunhas são de absoluto terror. O grupo armado queimou corpos de vítimas baleadas. Outras pessoas foram mortas dentro de carros em chamas.
    "Estávamos sentados no banco da frente do carro e, inesperadamente, ouvimo-los gritar Allahu Akbar, que significa 'Deus é grande'. Depois, começaram os tiros", disse uma das testemunhas ouvidas pela agência France Presse.
    Outra testemunha diz que escapou por pouco. "Mataram uma senhora no banco da frente do carro e depois nós começámos a fugir. Vi-os matar mais de dez pessoas e a queimar dois bebés no carro. Também sequestraram vários homens e mulheres", disse outra testemunha.
    O governador do estado de Borno, Babagana Zulum, visitou, na segunda-feira (11.02), o local da tragédia, onde alguns dos carros continuavam em chamas.
    Auno sofreu seis ataques do Boko Haram em sete meses. Militares acusam os motoristas das viaturas incendiadas de terem desrespeitado um aviso militar sobre o encerramento da estrada onde ocorreu o incidente.
    Por outro lado, o Governador de Borno acusou as forças de segurança de não protegerem os viajantes e pediu-lhes que restabelecessem uma base militar naquela zona, para além de reforçarem as patrulhas na estrada.
    Instabilidade
    Durante o ataque, os terroristas raptaram várias pessoas, incluindo mulheres e crianças. Pelo menos oito camiões com mercadorias foram incendiados, e os assaltantes abandonaram o local do assalto depois de pilharem casas e lojas.
    O noroeste da Nigéria vive há anos em alerta permanente devido à violência perpetrada pelo Boko Haram. O grupo radical islâmico luta há dez anos para implantar um Estado de cunho islâmico no país - que tem maioria muçulmana no norte e cristã no sul.
    Em 2014, os jihadistas raptaram em Chibok mais de 270 meninas, captando a atenção mundial. 112 acabaram por ser recuperadas após negociações com o Governo. A maioria, porém, permanece desaparecida.
    O especialista em segurança nigeriano Kabiru Adamu tem cada vez menos esperança quanto à recuperação das vítimas. "Temos que estar cientes de que há atos de guerra nesta região, lançaram-se bombas. As milícias terroristas que as mantiveram prisioneiras anunciaram que já venderam as crianças. Algumas delas casaram à força, o que mostra o quão difícil será para serem libertadas", explica.
    3 min
  • Fórum de Monitoria do Orçamento quer ver Manuel Chang extraditado para os EUA
    Enquanto a PGR moçambicana defende a extradição do ex-ministro das Finanças Manuel Chang para Moçambique, Fórum de Monitoria do Orçamento diz que vai continuar a advogar pela sua extradição para os EUA.Os advogados de defesa do ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, estão convictos de que não haverá alternativa razoável para as autoridades sul-africanas não extraditarem Chang para Moçambique. Isso se deve ao fato de a imunidade parlamentar de Chang ter sido extinta com sua renúncia à posição de deputado da bancada da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e de haver um novo Parlamento já empossado no país.
    Em Moçambique, há quem lamente a possibilidade de extradição do ex-ministro para Moçambique. O diretor do Centro para Democracia e Desenvolvimento, Adriano Nuvunga - que assumiu nesta terça-feira (11.02) a liderança do Fórum de Monitoria ao Orçamento (FMO) - acha que Chang poderia ser mais útil à justiça se não fosse extraditado ao seu país.
    "Por ter estado no centro desta megafraude, ele vai permitir termos mais informação. Não só, é lá [na África do Sul] onde ele vai encontrar um julgamento adequado. Porque cá não existe um processo transparente contra ele. Todo o "indulho” político em torno do qual ele se encontra não nos dá confiabilidade nesse sentido”, acredita Nuvunga.
    Transcorridos 14 meses da detenção de Chang pela Interpol, autoridades norte-americanas aguardam uma resposta ao pedido de extradição do ex-ministro para os EUA, mas as autoridades sul-africanas ainda não decidiram se atenderão à solicitação porque há um pedido de extradição posterior feito por Moçambique.
    Washington já julgou um processo referente às dívidas ocultas e absolveu o principal suspeito, o empresário franco-libanês Jean Boustani. Ele foi julgado inocente dos crimes de fraude e lavagem de dinheiro, por falta de jurisdição dos tribunais norte-americanos.
    Perante a decisão da justiça norte-americana, autoridades moçambicanas acreditam ter ficado demonstrado que a jurisdição adequada para julgar Chang é mesmo Moçambique. A Procuradoria-Geral da República de Moçambique (PGR) divulgou em comunicado que face aos caminhos jurisdicionais conduzidos pelos EUA no julgamento de Jean Boustani, que acabou absolvido, está em melhor posição de responsabilizar o ex-ministro das Finanças.
    Celeridade dos processos
    Chang é acusado de ter avalizado ilegalmente dívidas ocultas do Estado moçambicano de 2,2 mil milhões de dólares [2,016 milhões de euros] contraídas em 2013 e 2014 - em forma de crédito junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB - pelas empresas estatais moçambicanas Proindicus, Ematum e MAM.
    O FMO disse que irá continuar a advogar pela extradição do ex-ministro moçambicano para os Estados Unidos. A aliança de 20 organizações da sociedade civil moçambicana faz campanha de advocacia ampla para o não pagamento dos credores do que chama de "dívidas odiosas". O FMO exige a punição dos responsáveis pela contração das dívidas em Moçambique, na África do Sul, no Reino Unido e na Suiça.
    Adriano Nuvunga disse que o FMO trabalha pela celeridade dos julgamentos das pessoas detidas em Moçambique por suposta ligação com as dividas ocultas e cujos processos estão em fase de acusação. Uma das campanhas previstas nos próximos tempos é a pressão para os órgãos competentes atuarem para a recuperação dos bens obtidos ilicitamente pelos arguidos, para além de todo um esforço previsto para a aprovação de uma lei de recuperação de activos.
    "O trabalho do FMO nesse sentido é garantir que se possa dissuadir aqueles que, estando na governação hoje, queiram enveredar pelo caminho da corrupção”, adiantou.
    Entre as organizações integrantes do FMO estão Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), N´Weti, Fundação para Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, entre outras.
    3 min
  • Arresto de contas de Isabel dos Santos em Portugal: “Excelente notícia contra a corrupção”
    Organizações pela transparência em Portugal elogiaram o congelamento das contas de Isabel dos Santos e de pessoas ligadas à empresária angolana: "Medida necessária, mas já devia ter sido tomada”.Organizações da sociedade civil saudaram o congelamento dos bens de mais de 30 contas de Isabel dos Santos em bancos do país. O marido da empresária angolana, Sindika Dokolo, sua sócia, Paula Oliveria, e seus advogados, Mário Leite da Silva e Jorge Brito Pereira, também tiveram contas arrestadas. O montante em causa mantem-se em segredo de justiça.
    A Transparência e Integridade – Associação Cívica (TIAC Portugal) considera que esta é "uma excelente notícia para Angola” e "uma boa notícia para a luta contra a corrupção em Portugal”. A diretora executiva da organização, Karina Carvalho, considera que a decisão indica que os "acordos de cooperação” entre Portugal e Angola "estão a dar frutos”.
    Para Carvalho, são "sinais que essa cooperação está ativa e a funcionar, mas é importante que ela se estenda para além de Isabel dos Santos”. A integrante da TIAC Portugal acha que se trata de um "bom sinal”, a circunstância das contas estarem congeladas, mas é importante garantir que o proveito da venda das participações de Isabel dos Santos em Portugal não reverta para ela própria, que retorne a Angola e aos angolanos.
    "Eu acho que é importante igualmente garantir que situações como esta não aconteçam no futuro, e que o Banco de Portugal - enquanto entidade de supervisão - consiga de uma forma definitiva estabilizar os mecanismos de controlo e de supervisão de forma a que pessoas politicamente expostas não possam continuar a roubar ilicitamente os fundos dos seus países”, disse.
    Procedimentos imorais
    Os prejuízos causados por Isabel dos Santos aos cofres do Estado angolano rondam 2 mil milhões de euros, segundo o Supremo Tribunal de Angola. O integrante da Plataforma de Reflexão Angola, Manuel Dias dos Santos, considera que se trata de uma decisão que deveria ter sido tomada há muito tempo.
    Dias dos Santos acredita que é uma forma de prevenir que ativos sejam transferidos para fora do território português. "Um dos grandes dramas deste tipo de circunstâncias é a forma como os capitais podem facilmente fluir de um espaço geográfico para outro. Acho que esta medida é para todos os efeitos uma medida necessária e que, no meu ponto de vista e do ponto de vista da Plataforma de Reflexão, já devia ter sido tomada”, considera o ativista.
    Dias dos Santos questiona os meios usados pelo Estado angolano para a recuperação dos capitais que, segundo ele, estariam a ser transferidos para o exterior de forma "imoral".
    "Será a forma como institucionalmente o Estado angolano vai procurar chegar a esses recursos saídos do país que vai determinar aquilo que serão ações futuras ou não”, disse.
    Questões pendentes
    Karina Carvalho acha que outras questões devem ser respondidas, por exemplo, quando faz alusão a um relatório do Banco de Portugal sobre o Eurobic retido na gaveta desde 2015. Carvalho adverte que é preciso perceber o que falhou na ação da supervisão relativamente à aplicação das medidas de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
    "Europa e Portugal têm responsabilidades massivas em termos de branqueamentos de capitais e financiamento do terrorismo, mas também em termos de direitos humanos. É importante garantir que o dinheiro essencial para o desenvolvimento sustentável das nações mais pobres do mundo não cheguem à Europa desta forma”, disse.
    A Transparência e Integridade Portugal, a Plataforma de Reflexão Angola e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa promovem uma mesa redonda, nesta quarta-feira (12.02), para debater precisamente a dimensão do Luanda Leaks e o alcance da corrupção em Angola e Portugal.
    O arresto ordenado pela justiça portuguesa envolve contas nos bancos EuroBic, BPI, Millennium BCP e Caixa Geral de Depósitos. A decisão judicial desta terça-feira surge três semanas após o encontro entre o Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós, e sua homóloga portuguesa, Lucília Gago, em Lisboa.
    3 min
  • Nyusi pede ajuda para encontrar autores dos ataques em Cabo Delgado
    O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pede o apoio da população para encontrar os autores dos ataques, que já fizeram mais de 350 mortos. Governo reuniu-se esta terça-feira na província de Cabo Delgado.O Governo moçambicano admite que tem sido difícil identificar os autores dos ataques armados no norte do país, mas pede apoio à população. Durante um comício popular em Pemba, esta terça-feira (11.02), o Presidente Filipe Nyusi solicitou aos cidadãos que denunciem quem está por trás dos ataques.
    "Fomos instruídos para ficarmos atentos, para apanharmos essas pessoas. Esses jovens que estão a ser recrutados, se quiserem viver bem neste país, é questão de nos dizerem [quem] é aquele ali que mandou e disse que vai dar isto e isto", afirmou o chefe de Estado.
    Nyusi voltou a atribuir a violência a entidades estrangeiras, embora não exclua a participação de moçambicanos: "É uma guerra movida por pessoas de fora, pessoas que têm dinheiro", afirmou o chefe de Estado. "Não sabemos de onde é que levam esse dinheiro para matar os moçambicanos. Se calhar até é dinheiro dos próprios moçambicanos que mata os moçambicanos."
    Que soluções?
    A situação de insegurança em alguns distritos da província de Cabo Delgado foi um dos temas que marcou a reunião do Conselho de Ministros em Pemba, esta terça-feira.
    No final dos trabalhos, a porta-voz do encontro, Helena Mateus Kida, prometeu que o Governo vai "continuar a trabalhar na identificação dos insurgentes".
    Contudo, em declarações aos jornalistas no final do Conselho de Ministros, a também ministra da Justiça e Assuntos Constitucionais e Religiosos não entrou em detalhes sobre possíveis soluções.
    "Sobre a situação de segurança na província de Cabo Delgado, principalmente na zona norte, o que foi feito na sessão foi auscultar a população, as pessoas influentes, o governo distrital e o próprio governo provincial para que o Governo possa responder com ações para trazer soluções para esta situação de instabilidade na província de Cabo Delgado", disse Kida.
    "Depois da auscultação, o Governo estará em condições de deliberar as melhores estratégias e encontrar soluções efetivas para essa situação de intranquilidade", assegurou.
    Os ataques em Cabo Delgado ocorrem desde 2017. Segundo dados do Governo, cerca de 32 mil famílias foram obrigadas a fugir das suas casas por causa da violência e precisam de ajuda.
    Problemas na educação e reconstrução
    Outro dos temas em debate no Conselho de Ministros foram os efeitos da época chuvosa no país, em particular na província de Cabo Delgado.
    Várias infraestruturas ficaram destruídas, incluindo pontes e estradas. Mas, segundo o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, algumas obras de reconstrução estão comprometidas por causa dos ataques.
    "Na ponte sobre o rio Messalo, [as obras] tiveram interrupções devido à situação dos insurgentes e daí já um trabalho que está sendo feito para convencer aos nossos parceiros a retomarem com a construção dessas três pontes", disse Machatine. "Enquanto isso não acontece, nós iremos já [fazer] o lançamento de uma ponte metálica provisória para se poder aceder à zona norte da província."
    Os ataques no norte de Moçambique também têm impedido muitas crianças de ir à escola. Ao todo, mais de 30 mil alunos e 700 professores precisam de abrigo, segundo a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua.
    "Por causa da ação dos malfeitores, as nossas crianças têm sido ciclicamente instrumentalizadas", sublinhou Namashulua.
    3 min
  • Alemanha: Qual o futuro da CDU de Angela Merkel?
    Com a renúncia de Annegret Kramp-Karrenbauer à liderança da CDU, ala conservadora do partido de Angela Merkel pode ganhar força, temendo-se a aproximação ao partido de extrema-direita AfD.Esta segunda-feira (10.02), na mesma altura em que a tempestade "Sabine" assolava a Alemanha, um "relâmpago político" caiu na capital Berlim: Annegret Kramp-Karrenbauer anunciou a demissão da liderança da União Democrata-Cristã (CDU). Foi numa reunião interna do partido que AKK, como é conhecida, fez saber também que não vai concorrer às eleições legislativas de 2021.
    O anúncio está a fazer correr muita tinta nos jornais nacionais, pois deixa várias questões em aberto - a primeira, quem irá suceder a AKK? E a segunda - será que o Governo de coligação da chanceler Angela Merkel está em perigo?
    Annegret Kramp-Karrenbauer garante que não: "Se depender de mim, [a minha renúncia] não terá qualquer efeito sobre a estabilidade da grande coligação. Continuarei a ser a líder do partido no futuro próximo", disse.
    Melanie Amann, jornalista de política da revista alemã "Der Spiegel", não concorda. Considerando que a renúncia de AKK foi "uma bomba absoluta e um choque para a CDU", Amann antevê que o afastamento da líder da CDU "provocará uma situação de instabilidade" no partido "e possivelmente também no Governo federal".
    CDU dividida
    O partido de Angela Merkel está dividido entre uma ala moderada e uma ala mais à direita, que não exclui trabalhar com os populistas de extrema-direita da AfD. Merkel e Kramp-Karrenbauer disseram estar totalmente contra uma colaboração com o partido.
    Agora, na lista dos sucessores de AKK destacam-se dois nomes, dos quais um é já bastante conhecido na Alemanha pela sua rivalidade com Merkel. Trata-se de Friedrich Merz, ex-líder do grupo parlamentar da CDU/CSU. Advogado de formação, Merz esteve durante mais de uma década afastado da política, tendo regressado em 2018 para fazer frente a Kramp-Karrenbauer na corrida à liderança da CDU - uma batalha que acabou por perder, mas por poucos votos.
    Outro dos nomes apontados para a liderança do partido é o do primeiro-ministro do estado da Renânia do Norte-Vestfália, Armin Laschet. Próximo de Angela Merkel, Laschet enquadra-se na ala moderada do partido.
    Katja Kipping, líder do partido "A Esquerda" é também da opinião de que "vai existir uma luta dentro da CDU para a direção do partido". Para a deputada, "se Merz vencer a eleição, a ameaça de vir a haver um maior e mais profundo entrosamento da CDU com a AfD é maior".
    Foi aliás esta aproximação entre a CDU e o partido de extrema-direita que levou ao afastamento de AKK. O anúncio da sua renúncia surge poucos dias depois de, no estado da Turíngia, no leste da Alemanha,o candidato do FDP, Thomas Kemmerich, ter sido eleito chefe do governo com os votos consertados dos partidos CDU, FDP e AfD.
    4 min
  • Guineenses pedem mais ações do Governo contra o coronavírus
    O coronavírus continua a preocupar os guineenses, que pedem mais ações de prevenção no país. Cidadãos ouvidos pela DW exigem um espaço próprio para monitorizar casos suspeitos.O Governo da Guiné-Bissau implementou várias medidas de contenção contra o novo coronavírus: há, por exemplo, controlos nas fronteiras, com recurso a termómetros, e quem tiver febre ou sintomas de gripe é sujeito a um inquérito.
    Na semana passada, o Ministério da Saúde pediu a mais de 40 estudantes guineenses regressados da China para ficarem em quarentena, em suas casas. No entanto, vários cidadãos pedem ao Executivo um espaço próprio para monitorizar casos suspeitos.
    "As pessoas, quando descem do avião, [deveriam ir] diretamente para este espaço, ao invés das famílias irem ao aeroporto recebê-las e levá-las a casa", diz um estudante de medicina. Em entrevista à DW, uma vendedora afirmou também que o Governo deveria "assumir as suas responsabilidades"
    "Eu vi as pessoas que vieram da China: em menos de três dias estiveram em festas e aniversários. Acho que isso não é justo".
    Outro estudante lembra que é preciso muita precaução: "Se a pessoa está infetada pode transmitir o vírus a outras em causa e isso pode ser uma contaminação que pode atingir todas as pessoas".
    Projetos afetados
    O país não registou qualquer caso de coronavírus até agora. Entretanto, por causa da prevenção à doença, vários projetos chineses estão a ser afetados.
    "Estamos temporariamente a adiar as deslocações das equipas técnicas e o projeto do porto de pesca de Alto Bandim, que estava a precisar de reforço de técnicos", anunciou na segunda-feira (10.02) o embaixador chinês Jin Hong Jun, em entrevista à Rádio Nacional da Guiné-Bissau.
    O dipomata afirmou, no entanto, que está convencido "que esta epidemia vai ficar controlada".
    O novo coronavírus já provocou mais de mil mortos e infetou mais de 43 mil pessoas na China, segundo o último balanço divulgado pelas autoridades chinesas esta terça-feira (11.02). No país, vivem mais de 200 estudantes guineenses. Em Bissau, além das medidas de contenção, o Governo instituiu um espaço semanal de divulgação das informações às populações sobre o coronavírus.
    3 min
  • Morreu Marcelino dos Santos, líder histórico da FRELIMO
    Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), faleceu esta terça-feira aos 90 anos, anunciou Filipe Nyusi. Líder histórico foi também um dos símbolos do nacionalismo africano."Perdemos o nosso ícone, o camarada Marcelino dos Santos", disse esta terça-feira (11.02) o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no final de um comício em Pemba, província de Cabo Delgado, remetendo detalhes para mais tarde.
    "Iremos nos organizar, como Governo, porque ele já foi proclamado herói nacional. Não esperámos que acontecesse o que hoje aconteceu para o declararmos nosso herói", concluiu.
    Marcelino dos Santos, um dos símbolos do nacionalismo africano, também foi uma destacada figura na política de Moçambique - um "líder na sombra" dentro da FRELIMO. Um dos seus maiores contributos no pós-independência foi o seu papel preponderante na construção do Estado. Mas também não escapou a questionamentos em alguns momentos da história do país.
    Símbolo do nacionalismo africano
    O protagonismo que teve na construção do nacionalismo em África e na subsequente edificação dos movimentos de libertação fez com que o seu nome ultrapassasse fronteiras e conquistasse respeito. Marcelino dos Santos não pertence apenas a Moçambique. O destino apenas se encarregou de fazer com que nascesse nesse país a 20 de maio de 1929, no Lumbo, província de Nampula.
    Foi um dos fundadores da FRELIMO, na altura a organização que combateu o colonialismo português em Moçambique. No pós-independência continuou a assumir posições de relevo quando a FRELIMO passou a partido e assumiu o Governo.
    "E também imprimiu algo muito importante dentro da FRELIMO, que era o respeito pelas coisas públicas, o respeito por aquilo que era da organização, a disciplina, etc.", destaca o historiador Yussuf Adam.
    O líder anti-líder
    "Como dizia Aquino de Bragança", recorda o historiador, "Marcelino nunca foi presidente da FRELIMO, tinha as funções que lhe eram dadas e executava-as. Mas tinha uma grande característica: era o líder anti-líder, era aquele que conseguia dirigir sem ser chefe formal e isso é algo que realmente devemos a Marcelino dos Santos."
    Escreveu os primeiros estatutos da FRELIMO, em consequência da união dos três movimentos nacionalistas: UDENAMO, MANU e UNAMO. Logo após a independência, Marcelino dos Santos foi o primeiro-ministro da Planificação e Desenvolvimento e foi igualmente presidente da primeira Assembleia Popular até 1994, ano em que Moçambique realizou as primeiras eleições da sua história.
    Mas nem tudo correu sempre bem. Há episódios não devidamente esclarecidos na história do partido e do país que causaram suspeitas aos seus correligionários. "Marcelino foi o responsável pelo Plano Perspetivo Económico Indicativo, o grande plano de transformar Moçambique numa economia socialista. Mas é preciso ter cuidado com o que chamo de discurso público e o privado, porque a FRELIMO, de uma forma ou de outra, durante muitos anos teve uma gestão coletiva e as decisões eram coletivamente tomadas. No fórum privado poderá haver algumas coisas que poderiam ser menos abonatórias", lembra Yussuf Adam.
    "O meu problema nunca foi o de ser Presidente"
    Como no caso do nacionalista pesam mais os feitos do que os falhanços, na sua terra natal muitas pessoas se perguntaram por que motivo uma figura de peso como Marcelino dos Santos nunca chegou a Presidente. Sem nada que o comprove, especulava-se que por ser mestiço não podia, uma vez que seria rapidamente associado as colonialismo.
    Numa entrevista à Rádio Nacional de Angola, em 2006, Marcelino dos Santos respondeu: "O meu problema nunca foi o de ser Presidente. Aliás, na FRELIMO nós temos uma maneira de ser que hoje ainda impera: a gente nunca decide o que quer. Eu sei que se falou muito [da possibilidade de suceder Samora Machel a quando da sua morte em 1986], mas o facto é que não fui. Eu sei lá [porque não fui eleito], vai perguntar aqueles que não me elegeram. Um dia vou explicar bem [estou a preparar as minhas memórias e vou fazer referência a isso], mas que fique bem claro que o que aconteceu, aconteceu corretamente, o facto de não ter sido presidente [da FRELIMO] quando Mondlane morreu e o facto de não ter sido Presidente [da República] quando Samora morreu]."
    Nessa entrevista, Marcelino dos Santos mencionou ainda a frase do dramaturgo alemão Bertolt Brecht: "Felizes são os povos que não têm necessidade de heróis", que interpretou com um tempo futuro em que não seria preciso vanguarda, mas considerando que hoje ainda é preciso vanguarda.
    Pelo contributo que deu ao seu país, a África e ao mundo não terá sido ele próprio um herói para povos infelizes? "Eu tenho um grande problema com este conceito de herói. Havia um grande poeta moçambicano que dizia que dizia que o herói serve-se morto, não quereria falar nisso, mas acho que ele é um exemplo a ser imolado em muitas coisas e provavelmente deve ser um elemento a não ser imolado noutras, mas é alguém que fez uma trajetória política de tantos anos, aguentou a FRELIMO nas piores das crises e sempre assumiu papeis importantes com outras pessoas e várias equipas da FRELIMO que fizeram as grandes transições", respondeu o histórico da FRELIMO.
    Marcelino dos Santos, o poeta
    O seu combate não se cingiu ao campo político, a escrita também foi um instrumento que usou para combater, vestindo a pele de Lilinho Micaia e Kalungano. "Canto do Amor Natural" foi o único livro publicado com o seu nome Marcelino dos Santos.
    Na época em que a poesia de combate era a onda em que os independentistas navegavam, publicou poemas no jornal Brado Africano em Moçambique e em duas antologias publicadas pela Casa dos Estudantes do Império, em Portugal.
    5 min
  • Quem é o novo diretor-geral da CPLP?
    Mobilidade, livre circulação dos cidadãos lusófonos e incremento da cooperação económica estão entre as prioridades do novo diretor-geral da CPLP, Armindo de Brito Fernandes, que tomou posse na segunda-feira, em Lisboa.Armindo de Brito Fernandes é o novo diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Natural de São Tomé e Príncipe, assumiu o cargo esta segunda-feira (10.02) numa cerimónia que contou com a presença do secretário executivo, Francisco Ribeiro Telles, e dos representantes permanentes da organização internacional.
    Em entrevista à DW, o novo diretor-geral da CPLP explica que, entre outras matérias, vai trabalhar com os Estados-membros para a regularização das dívidas em atraso.
    "Todos os países atravessam, nesta altura, uma conjuntura muito difícil e acho que, havendo vontade política, nós poderemos sempre ultrapassar as nossas dificuldades. Uma coisa é certa, é necessário que o Secretariado Executivo disponha de meios e condições para que possa cumprir com as suas atribuições. Portanto, eu estou seguro disso, haverá engajamentos dos Estados-membros para que essa situação se possa resolver", disse.
    O embaixador são-tomense integra os quadros de carreira diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, onde assumiu até ao ano passado o cargo de coordenador do Gabinete de Apoio ao Ordenador Nacional do Fundo Europeu do Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, acumulando também experiências como gestor orçamental.
    Entre 2011 e 2012, Armindo de Brito Fernandes coordenou o Gabinete Jurídico e de Tratados do referido Ministério e antes, de 2010 a 2011, foi também secretário-geral. Entre 2009 e 2010, foi diretor dos Assuntos Políticos e Económicos Internacionais.
    "CPLP dos povos"
    Atento à dimensão económica da CPLP, o diplomata reconhece que os desafios são enormes e exige o envolvimento dos Estados-membros.
    No seu mandato de três anos, assume as prioridades definidas pela organização, nomeadamente no que toca à mobilidade e à definição do espaço a ocupar pelos observadores associados, cujo número continua a crescer.
    "A mobilidade/circulação está num quadro bastante avançado. Acredito que, ainda este ano, na cimeira de Luanda, poderemos ter resultados mais palpáveis" nesta área, explica Armindo Fernandes, que frisa a importância da cooperação empresarial e económica. "Teremos todos que nos engajar neste exercício, porque acho que além da 'CPLP dos países', temos também que construir uma CPLP dos povos, dos empresários, das pessoas ligadas à cultura. Portanto, acredito que haverá dificuldades, mas o nosso empenho vai ajudar-nos a superar essas mesmas dificuldades".
    O também exembaixador de São Tomé e Príncipe em Angola promete "trabalho árduo", "muita dedicação" e "compromisso firme com as causas, valores, princípios e objetivos da organização", com 24 anos de existência. Armindo Brito Fernandes admite que "é possível fazer mais e melhor, estabelecendo metas muito mais ambiciosas".
    Entre outros cargos, Armindo Fernandes foi 1º Secretário e Encarregado de Negócios da Embaixada de São Tomé e Príncipe no Reino da Bélgica e chefe da Missão Diplomática do seu país junto à União Europeia e aos organismos do Sistema das Nações Unidas na Europa (1998-2003).
    O embaixador são-tomense substitui a cabo-verdiana Georgina Benrós de Mello, que iniciou funções em fevereiro de 2014.
    O Secretário Executivo da CPLP é auxiliado nas suas funções pelo diretor-geral, recrutado entre os cidadãos nacionais dos Estados-membros, mediante concurso público, pelo prazo de três anos, renovável por igual período.
    3 min
  • Velejadoras moçambicanas qualificadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio
    Moçambique é um dos cinco países africanos qualificados para disputar competições de Vela nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Três atletas representarão o país nas classes 470 e Laser Radial nas competições de julho e agosto.Deyse Nhaquile, Denise Parruque e Maria Machava, velejadores de 19, 17 e 15 anos, respectivamente, estão entre os qualificados para os Jogos Olímpicos do Japão, na modalidade de Vela. Deyse Nhaquile é a atleta com mais anos de competição e acumula medalhas de ouro no continente. Em 2012 conquistou uma medalha de ouro na classe Optmist na Tanzania, na África do Sul em 2013, em Marrocos em 2014, na Argélia em 2015 e em Moçambique no ano 2016.
    Em outubro de 2019, Deyse Nhaquile foi a primeira atleta moçambicana a garantir o apuramento para os Jogos Olímpicos na modalidade a Vela, ao conquistar o campeonato africano na classe Laser Radial, competição organizada em Argel, capital da Argélia.
    "Eu queria o primeiro lugar a qualquer custo. No último dia eu consegui qualificar-me para os Jogos Olímpicos e consegui o meu título de volta. Sagrei-me hexacampeã africana e qualifiquei-me para os Jogos Olímpicos, o que me deixou muito feliz. É o melhor sentimento da minha vida, porque foi um sonho concretizado", disse a medalhista.
    Para a Federação Moçambicana de Vela e Canoagem, é um orgulho ter formado uma hexacampeã num desporto com muito menos anos de existência em relação às outras modalidades.
    Um sonho realizado
    "Este é o sexto título africano de Deisy Nhaquile. Em 2019, na Canoagem, [os atletas ] estiveram a participar nos jogos africanos onde tivemos uma medalha de ouro em C2 200 metros e uma medalha de prata em C1, também 200 metros.
    Moçambique não ganhava uma medalha de ouro há sensivelmente 12 anos em Jogos Africanos", afirmou Hélio da Rosa Alberto, presidente da federação.
    Para além de Deyse, Denise e Maria, que fazem uma equipa na classe 470 qualificaram-se para as Olimpíadas do Japão. Todas iniciaram, entre sete e nove anos de idade, os treinos no desporto a Vela ou Iatismo, uma modalidade desportiva que usa barcos movidos por propulsão à vela, com recurso a força do vento para movimentar as embarcações. Moçambique e Angola são os únicos países africanos entre 16 países qualificados no mundo.
    Estávamos a treinar para isso, então juntamos aquilo que a gente já havia aprendido, a nossa força, esforço, (dedicação) e conseguimos nos qualificar", afirmou Denise. Já Maria Machava diz que " é um sonho de quase todos os atletas" e a notícia deixou a sua mãe emocionada.
    Para a classe laser radial, Deyse junta-se a atletas das Seicheles e Egito em África, que constam dos 22 qualificados no mundo.
    Atletas olímpicas vêm de famílias humildes
    A Federação Moçambicana de Vela e Canoagem surgiu em 2009 no âmbito da recepção dos décimos jogos africanos de 2010 no país. Moçambique teve de criar o organismo para assegurar a competição de Vela e Canoagem.
    A Federação gere um programa social de inclusão, mobilizando para os treinos crianças de bairros suburbanos, para praticarem modalidades como a Vela e a Canoagem, consideradas de elites. É deste programa que vêm as três atletas qualificadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
    Deyse frequenta o segundo ano do curso de Ciências do Desporto na Universidade Eduardo Mondlane, enquanto que Denise e Maria frequentam ainda o ensino secundário. Para os clubes onde as atletas treinam, os estudos são tão importantes quanto o desempenho.
    3 min

About África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle

From the publisher's feed

Os temas africanos em destaque da DW – Voz da Alemanha. Entrevistas, reportagens e matérias sobre o que se passa no continente africano: de Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau a Cabo…