África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle

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África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle episodes

  • ++ Minuto a Minuto: Contagem de votos em Moçambique ++
    Continua o apuramento eleitoral em Moçambique. Cerca de 13,1 milhões de eleitores foram chamados a votar na terça-feira (15.10) para as sextas eleições gerais do país. Dia ficou marcado por grande afluência às urnas.Todas as atualizações na hora de Maputo
    Os principais acontecimentos até agora:
    FRELIMO na frente na contagem de votos em Inhambane, Manica e Zambézia
    Plataforma "Sala da Paz" atribui vitória a Filipe Nyusi com 72% dos votos;
    Pelo menos dois mortos durante o processo de apuramento de resultados;
    Seis assembleias de voto queimadas por simpatizantes da RENAMO no Niassa;
    Apuramento eleitoral manchado por confrontos em algumas mesas de votação; Polícia da República de Moçambique deteve pelo menos 73 pessoas;
    CIP prevê abstenção superior a 50% em algumas províncias;
    Partidos da oposição e organizações da sociedade civil denunciam irregularidades;
    FRELIMO vence em Berlim;
    Consulte também os outros liveblogs sobre as eleições em Moçambique:
    Minuto a Minuto: Eleições em Moçambique
    Minuto a Minuto: os resultados das eleições em Moçambique
    22:00 Fica por aqui o acompanhamento ao minuto deste dia de contagem de votos em Moçambique, marcado por denúncias de irregularidades e violência e por números divergentes. Voltamos amanhã, quinta-feira, às 7h00, com todos os desenvolvimentos do apuramento eleitoral. Acompanhe-nos!
    21:31 A FRELIMO em Nampula promete pronunciar-se oportunamente em torno do processo de votação, que, segundo dados dos observadores, dão vantagem a esta formação política, escreve o correspondente da DW na província. Num breve comunicado enviado aos jornalistas, o secretário provincial de mobilização, Saíde Momade, agradeceu à comunicação social: "Muitíssimo obrigado pela cobertura da nossa campanha, em tempo oportuno havemos de comunicar quando o partido se vai pronunciar. Neste momento, aguardamos serenos pelos apuramentos em diferentes distritos".
    21:07 No Boletim sobre o Processo Político em Moçambique, o Centro de Integridade Pública escreve que a FRELIMO está "a caminho de uma vitória contaminada", citando "casos significativos de enchimentos de urnas" em Gaza, Cabo Delgado, Nampula e Tete. Lembrando que "restrições severas à observação e falha em publicar os resultados das assembleias de voto em locais onde se espera que a oposição vença" impossibilitam a previsão de percentagens, o boletim aponta para uma vitória "com uma grande margem" da FRELIMO, com base nos "relatórios parciais e iniciais". Em Nampula, Tete e na Zambézia, "três províncias-chave da oposição", diz o CIP, "os resultados não são suficientes para prever resultados finais".
    20:38 Na província de Sofala, o correspondente da DW fala em "muita confusão" no apuramento eleitoral. Nesta altura, ainda não é possível avançar dados, porque os partidos não aceitam assinar as atas, alegando que estão viciadas.
    20:33 A enviada da DW a Moçambique, Nádia Issufo, descreve um fluxo intenso de informações a marcar o processo pós-eleitoral, com destaque para os ilícitos eleitorais e as contagens paralelas. A partir de amanhã, acrescenta, as missões de observação deverão começar a apresentar as suas avaliações.
    20:17 Em Inhambane, a FRELIMO continua a liderar a contagem dos votos das eleições do Presidente da República, governador e Assembleia da República.
    O STAE acaba de atualizar o mapa de apuramento dos 14 distritos nas 512 mesas processadas, num total de 140.111 votos válidos: em primeiro lugar está Filipe Nyusi, da FRELIMO, com 112.533 votos, seguido de Ossufo Momade, da RENAMO, com 20.138 votos, Daviz Simango, do MDM, com 6.310 votos, e Mário Albino, do AMUSI, com 1.130 votos.
    Para a eleição dos deputados da Assembleia da República, foram apenas processadas 305 mesas, com a FRELIMO na frente, com 62.548 votos, RENAMO com 11.362 e MDM com 3.742.
    Até ao momento, os restantes partidos não atingiram os mil votos. Para a eleição dos membros da Assembleia Provincial, a FRELIMO está tmabém na dianteira, com 73.967 votos, seguida da RENAMO, com 13.993 e o MDM com 4.810. A abstenção continua acima dos 70%.
    19:58 A polícia moçambicana anunciou hoje ter abatido a tiro uma pessoa que tentou fugir com a arma de um agente no distrito de Angoche, norte do país, durante confrontos com uma multidão numa assembleia de voto, na terça-feira. "Tivemos uma situação de perturbação da ordem pública onde um grupo de populares se rebelou contra a PRM", referiu o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique na província de Nampula, Zacarias Nacute, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM). "A situação obrigou os colegas a alvejá-lo mortalmente quando se colocava em fuga", acrescentou, em conferência de imprensa.
    O anúncio de uma vítima mortal em Angoche segue-se à denúncia por duas organizações de observação moçambicanas de que uma pessoa foi morta e quatro ficaram feridas em confrontos com a polícia, na terça-feira, no distrito de Nacala-Porto, província na Província de Nampula - ocorrência que o porta-voz nacional da PRM disse hoje desconhecer.
    19:48 O líder da missão de observação da União Africana nas eleições moçambicanas, o ex-Presidente da Nigéria Goodluck Jonathan, afirma em entrevista à emissora pública sul-africana SABC que as assembleias de voto que não abriram portas em Cabo Delgado, no norte do país, não vão afetar os resultados das eleições presidenciais.
    19:25 A RENAMO apresentou uma queixa-crime contra um cidadão que divulgou numa rede social uma sondagem que dá vitória ao chefe de Estado Filipe Nyusi, nas presidenciais, e à FRELIMO, nas legislativas e provinciais. A queixa-crime, enviada à agência Lusa pelo mandatário da RENAMO, Venâncio Mondlane, que assina o documento, foi apresentada na Procuradoria-Geral da República (na segunda-feira, um dia antes das eleições gerais. A RENAMO acusa Julião Arnaldo de ter cometido um crime eleitoral, ao divulgar na sua conta do Facebook uma sondagem que uma entidade denominada International Anti-Crisis Center (IAC) realizou em setembro e que está disponível na própria página da organização. A conduta, diz o documento, viola a lei que proíbe a divulgação de resultados de sondagens eleitorais em Moçambique.
    19:15 Em alguns pontos do país, as longas distâncias entre as assembleias de voto e as sedes dos distritos atrasam o processo de contagem dos votos. Na Zambézia, por exemplo, o correspondente da DW Marcelino Mueia dava conta de material que a meio da tarde desta quarta-feira ainda não tinha chegado ao destino para o apuramento distrital em Namacurra.
    Em Manica, o diretor provincial do STAE, Luciano José, garantiu que até à próxima sexta-feira, 18 de outubro, todas as comissões distritais estarão em processo de divulgação dos resultados do apuramento distrital, seguindo-se a contagem ao nível das províncias. Para o processo de recolha de materiais em algumas zonas de difícil acesso em Manica, explica o diretor do STAE, serão usados meios aéreos.
    18:45 O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) aponta alguns problemas no processo de apuramento dos votos, com base nos relatos dos 450 observadores que tem em Nampula, Zambézia e Gaza. Destacam-se a intimidação de observadores e delegados durante a contagem, casos de violência e intimidação em Nampula e mesas forçadas a parar a contagem devido a sucessivos cortes de energia na Zambézia.
    18:36 Na província de Manica, a FRELIMO e o seu candidato, Filipe Nyusi, arrecadaram 74% dos votos validamente expressos, segundo as tendências do apuramento parcial das eleições. Seguem-se a RENAMO e Ossufo Momade, com 20%, o MDM e Daviz Simango, com 2% e o AMUSI com zero votos. O diretor provincial do STAE, Luciano José, afirma que estes resultados se referem à contagem de 846 assembleias de voto de um total de 1.333. A tendência é referente a 63% dos votos validamente expressos já contabilizados em Manica.
    18:32 Em Tete, Ussumane Cassamo, da Comissão Provincial de Eleições, diz não ter conhecimento da falta de afixação de editais em algumas mesas de voto, como foi denunciado pela organização Sala da Paz.
    18:23 Em entrevista à DW África, Gil Mulhovo, da Sala da Paz, faz um balanço positivo do dia das eleições em Moçambique, apesar dos dois óbitos e dos vários incidentes verificados. Duas pessoas morreram na província de Nampula. Uma das mortes, por baleamento, ocorreu em Nacala-Porto, enquanto a segunda aconteceu na cidade de Angoche.
    Gil Mulhovo lamenta o sucedido e considera que houve "alguns excessos" da polícia em Nampula e na Zambézia. Além dos casos de boletins de voto já preenchidos que foram detetados no dia da votação, a Sala da Paz relata que vários observadores eleitorais foram impedidos de trabalhar em algumas assembleias de voto.
    Em termos de abstenção, a plataforma calcula que, para já, esteja na casa dos 50%. A organização não-governamental (ONG) também promete continuar atenta ao período de apuramento de votos e a eventuais "constrangimentos".
    17:48 Numa declaração à imprensa, o secretário-geral da FRELIMO, Roque Silva, pediu a todos os moçambicanos a "serenidade necessária", numa altura em que "decorre o apuramento de resultados" e até que "os órgãos competentes façam a sua divulgação". Para Roque Silva, o escrutínio de terça-feira foi um "ganho para todos os moçambicanos", que tiveram, uma vez mais, a oportunidade de escolher os seus dirigentes, fortalecendo a democracia no país. Embora admita o registo de um ou outro caso ilícito, o secretário-geral do partido no poder em Moçambique faz um balanço positivo do processo, destacando o papel dos órgãos eleitorais, além dos observadores. "Aproveitamos para saudar aos mais de 41 mil observadores nacionais e internacionais que, através do trabalho que fizeram, dão mais legitimidade a este processo", acrescentou Roque Silva.
    17:41 Em entrevista à DW, Ângela Jorge, representante da Sala da Paz, afirma que muitas mulheres não foram votar por causa de intimidações e clima de violência no país. A responsável lembra ainda que "Moçambique não pertence a um só partido", mas "a todos os moçambicanos".
    17:21 Em declarações à agência de notícas France Presse, Egídio Guambe, diretor da Plataforma para a Transparência Eleitoral, e Hermenegildo Mulhovo, porta-voz da Sala da Paz, mostram-se preocupados com a decisão da CNE de publicar apenas os dados completos dentro do prazo legal de 15 dias, recusando anunciar os resultados progressivamente. "A publicação dos resultados leva muito tempo e isso abre caminho a irregularidades e violência", adverte Guambe. "Quanto mais tempo tardar a publicação, mais suspeita e risco de tensão se cria", afirma Mulhovo.
    16:50 A PRM diz não ter registo da morte de uma pessoa "baleada e espancada pela polícia" em Nacala-Porto, tal como anunciado pelo CIP e pela Sala da Paz. "A polícia não tem esse registo e, se tivéssemos, seria uma informação relevante", disse Orlando Mudumane, porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique, em conferência de imprensa, em Maputo, negando a ocorrência.
    O caso terá ocorrido na Escola Secundária São Vicente de Paulo, Bairro de Ontupaia, na sequência de distúrbios provocados pela aglomeração de pessoas na assembleia de voto montada no local, segundo o CIP. A Sala da Paz disse também ter sido informada sobre a morte a tiro de uma pessoa na mesma escola, na sequência de escaramuças envolvendo populares e a polícia.
    16:37 Os governadores das províncias de Cabo Delgado, Manica e Niassa, em Moçambique, vão reassumir os seus cargos depois de terem suspendido funções para se candidatarem pela FRELIMO, partido no poder, a outras províncias nas eleições gerais de terça-feira. "[Os três governadores] reassumem os cargos a partir de hoje, depois de expirada a dispensa de funções", anunciou a Presidência da República, esta quarta-feira.
    A dispensa tinha sido autorizada a 20 de agosto pelo chefe de Estado, Filipe Nyusi. Suspenderam funções para se apresentarem a sufrágio pela Frente de Libertação de Moçambique, o governador de Manica, Manuel Alberto (que concorreu ao mesmo cargo em Nampula), a governadora de Niassa, Francisca Tomás (candidata em Manica), e Júlio Parruque, governador de Cabo Delgado (por Maputo).
    16:25 Júlio Calengo, coordenador da organização Sala da Paz, denuncia que, na província de Tete, nos distritos de Mágoe, Moatize e Angónia, há mesas de voto cujos editais não foram afixados, alegadamente por falta de autorização dos diretores dos STAE distritais:
    16:15 O MDM na Zambézia diz que está longe de aceitar os resultados preliminares das eleições que, neste momento, ao nível da província, dão vantagem à FRELIMO e ao seu candidato, Pio Matos, com 63% dos votos, seguindo-se o candidato da RENAMO, Manuel de Araújo, com 24% e Luís Boa Vida, do MDM, na terceira posição, com 3%, segundo o STAE na Zambézia.
    O porta-voz do partido, Victorino Francisco, disse, em conferência de imprensa, que vai mover um processo crime contra o STAE, devido às inúmeras irregularidades cometidas no processo, nos vários postos de votação da província da Zambézia.
    16:10 Dados da Comissão Provincial de Eleições em Inhambane referentes aos 14 distritos da província, indicam que, para a Assembleia da República, nas 141 mesas já processadas, num total de 1.177 mesas e dos 37.271 votos que foram depositados nas urnas, a FRELIMO tem 26.946, o MDM 1.428, a RENAMO 3.962 e o AMUSI 108.
    Já para a Assembleia Provincial, a FRELIMO conseguiu 29.576 votos, o MDM 1.644, a RENAMO 4.481 e PARESO 392.
    Importa referir que a abstenção continua acima dos 80%.
    15:28 Do Niassa, chegam registos do cenário de destruição, após uma noite atribulada. Assembleias de voto, urnas, boletins e outros materiais de votação foram incendiados.
    15:18 Enquanto decorre o apuramento dos votos nas mais de 20 mil mesas em todo o país, destaque para uma revelação da CNE: este ano, a comissão deverá abandonar o hábito de outras eleições, em que todos os dias havia atualização dos resultados, à medida que os votos iam sendo contabilizados. "Nós, os órgãos de gestão eleitoral, não vamos fazer desta vez a contagem e divulgação progressiva naquilo que nós chamamos transmissão rápida dos resultados" porque "cria várias interpretações negativas", diz o presidente da Comissão Eleitoral, Abdul Carimo, em entrevista ao CanalMoz:
    14:50 A Plataforma Transparência Eleitoral, uma coligação de organizações da sociedade civil moçambicana, afirma que Nampula foi a província com registo de mais incidentes e que os casos em que eleitores foram impedidos de votar ficaram a dever-se, maioritariamente, a erros nos cadernos eleitorais.
    14:43 A Polícia da República de Moçambique anunciou hoje a detenção de nove membros da RENAMO que terão tentado retirar urnas num posto de votação no distrito Machanga, em Sofala, e vandalizado infraestruturas. De acordo o porta-voz do comando geral da PRM, que falava em conferência de imprensa em Maputo, as nove pessoas são indiciadas de ter liderado cerca de 300 simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana que terão tentado retirar urnas de votação durante o período de contagem de votos na Escola Primária de Inharingue. "Eles alegaram que queriam controlar os votos, apesar de todos os apelos que deixamos para que as pessoas fossem aguardar pelos resultados em casa", disse Orlando Mudumane.
    14:38 Continua o processo de apuramento em algumas mesas de votação na província de Nampula. De acordo com o presidente da Sala da Paz na província, António Mutoa, em vários postos de votação em Angoche o processo de contagem não foi feito ao nível local. Ainda segundo Mutoa, na manhã desta quarta-feira a Polícia lançou granadas de gás lacrimogéneo num dos mercados de Angoche, devido a dificuldades no transporte de material de votação de uma assembleia de voto para as instalações dos órgãos eleitorais. O CESC registou o momento e diz que a PRM atingiu os seus observadores:
    13:45 No Twitter, o CIP volta a dizer que a noite eleitoral foi marcada por violência generalizada e nalguns casos extrema. Na cidade de Quelimane, a polícia disparou várias vezes para o ar para expulsar eleitores que aguardavam pelos resultados. Os eleitores montaram barricadas e queimaram pneus.
    13:37 Em Tete, a Comissão Provincial de Eleições disse em conferência de imprensa esta quarta-feira (16.10) que o processo de votação decorreu de forma ordeira em toda a província. Ussumane Cassamo, presidente daquele órgão, afirmou aos jornalistas que houve três mesas de votação que abriram mais tarde em Moatize por motivos de ordem logística.
    No distrito de Mágoe, Moatize e Angónia há mesas de votação cujos editais não foram afixados alegadamente porque os presidentes das mesas carecem de autorização dos diretores do STAE ao nível distrital, denunciou a Sala da Paz em Tete.
    Segundo o correspondente naquela província, Amós Zacarias, Cassamo afirmou ainda ter tido conhecimento da detenção de quatro observadores da Sala da Paz na terça-feira (15.10), no distrito de Cahora Bassa, e defende que o incidente aconteceu devido à má interpretação da lei por parte dos elementos do STAE do distrito.
    13:26 Pelo menos duas pessoas morreram esta noite durante a contagem de votos em Moçambique. O correspondente em Nampula, Sitói Lutxeque, que cita fonte da plataforma "Sala da Paz", indica que os casos ocorreram no distrito de Nacala-Porto e na Ilha de Moçambique. De acordo com dados da polícia moçambicana em Nampula, pelo menos 22 pessoas foram detidas por desordem pública durante a contagem de votos naquela região.
    Para António Mutoa, observador e presidente da Sala da Paz em Nampula, estas foram "as piores eleições que Moçambique já teve". "O país regrediu muito em matéria eleitoral. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) são os principais causadores dos problemas destas eleições", criticou.
    13:18 O STAE diz que o processo de votação das eleições decorreu sem sobressaltos apesar do registo de alguns ilícitos. O diretor-geral daquele organismo público, Felisberto Naife, afirmou que a maioria das assembleias de voto cumpriu com o horário de abertura (7:00). Das 20.162 mesas instaladas ao nível nacional, 7 não abriram. São, na sua totalidade, mesas que montadas em zonas afetadas pelos ataques na província de Cabo Delgado.
    Felisberto Naife deixou recomendações aos membros das mesas de voto para garantir uma contagem harmoniosa dos votos.
    13:05 A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou 73 detenções durante a votação e contagem de votos nas eleições gerais de terça-feira, em Moçambique, num processo que classificou, no geral, como "ordeiro e pacífico".
    "Na sua maioria, estas pessoas foram detidas por perturbação das mesas de voto", disse Orlando Mudumane, porta-voz do comando geral da PRM, durante uma conferência de imprensa de balanço da operação eleitoral. De acordo com os registos da Polícia, as províncias de Gaza, sul do país, e Nampula, no norte, registaram maior número de pessoas detidas, com 24 e 23, respetivamente, sendo que os restantes casos ocorreram um pouco por todo o país.
    12:58 A "Sala da Paz" e a plataforma Monitor acabam de divulgar as suas primeiras projeções com base na leitura dos editais eleitorais. Os resultados preliminares das presidenciais indicam uma clara vitória de Filipe Nyusi (FRELIMO) com 72% dos votos, seguida de Ossufo Momade (21%) e Daviz Simango (5,8%).
    A "Sala da Paz" considera que as eleições decorreram num "ambiente de paz e tranquilidade" e recomenda aos partidos políticos, bem como aos cidadãos, que mantenham o "ambiente de calma e tranquilidade" até serem conhecidos os resultados finais oficiais.
    12:47 Em Inhambane, o STAE acaba de divulgar à comunicação social os dados de 139 mesas de voto já apuradas, de um total de 1.177 postos. Segundo aquele órgão, registou-se uma abstenção de 94.16%. Existem 657.142 eleitores inscritos naquela província.
    Filipi Nyusi (FRELIMO) segue na frente com 29.368 votos, seguido de Ossufo Momade (RENAMO) com 4.380 votos, Daviz Simango (MDM) com 1.571 e Mário Albino (AMUSI) com 271 votos.
    12:42 O CIP continuar a dar conta de irregularidades no processo eleitoral, nomeadamente a expulsão de um dos seus observadores durante a contagem de votos na Zambézia.
    12:30 Na Zambézia, escrutinadores denunciam agressões físicas e ameaças de morte protagonizadas por agentes da polícia durante esta madrugada, no posto de votação de Dualia, distrito de Namacurra. O caso ocorreu quando os escrutinadores tentavam alegadamente impedir a entrada de uma pasta cheia de votos, trazida por um agente da polícia e dois civis, relata o correspondente no local, Marcelino Mueia, que cita fontes locais.
    12:25 Numa nota de imprensa, o CIP confirma que houve assembleias de voto e urnas incendiadas no Niassa esta noite. Segunda aquela organização da sociedade civil, as horas seguintes ao encerramento da votação foram marcadas por "violência generalizada e nalguns casos extrema", no centro e norte do país.
    No distrito de Lago, posto administrativo de Maniamba (Niassa), seis assembleias de voto com 4605 eleitores inscritos foram queimadas por supostos simpatizantes da RENAMO "que estavam furiosos com a alegada fraude" eleitoral.
    12:16 Em Pemba, a FRELIMO segue com alguma vantagem no apuramento dos resultados, seguindo-se depois a RENAMO, o MDM e o AMUSI. Comando provincial da polícia em Cabo Delgado faz um balanço positivo do pleito.
    12:01 Dentro de instantes, a plataforma "Sala da Paz" deverá proceder à leitura do seu relatório final sobre a avaliação do processo de votação.
    11:57 Em Namacurra, Zambézia, os membros das mesas de voto, escrutinadores e fiscais continuam a apurar e compilar os resultados eleitorais. Segundo o correspondente na região, Marcelino Mueia, o pessoal administrativo que assegurou a votação está a acusar "um desgaste total" decorrente do sufrágio. Terão recebido 200 meticais (menos de três euros) de subsídio, um valor que consideram insuficiente para fazer face às despesas.
    11:34 O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) acaba de divulgar o seu terceiro relatório sobre o pleito. No documento, esta organização dá conta de ameaças de morte e intimidação dos observadores eleitorais durante o encerramento e contagem de votos, cortes de energia durante o apuramento de resultados e o desaparecimento de uma urna eleitoral na Zambézia. Há ainda registo de pessoas que não conseguiram votar devido a problemas com os cadernos eleitorais, frisa o relatório.
    O CESC lidera uma equipa de 450 observadores independentes em três províncias: Gaza, Nampula e Zambézia.
    11:28 O CIP continua a dar conta de irregularidades durante o exercício do direito de voto. Na mesa 3 do posto de votação de Gueriça, em Derre, na província da Zambézia, foram encontrados boletins diferentes para cada uma das três eleições, pressupondo que haja pessoas que entraram na mesa, votaram no Presidente da República mas não votaram nas Legislativas, nem nas Assembleias Provinciais.
    11:21 O processo de contagem de votos continua em Moçambique. Os primeiros resultados parciais são esperados nas próximas horas. Em Berlim, capital da Alemanha, o partido vencedor foi a FRELIMO. Veja o vídeo:
    10:58 O projeto da sociedade civil "Txeka-lá", uma plataforma online de partilha de informação, está a acompanhar a publicação dos editais um pouco por todo o país. Na sua página, é possível pesquisar pelo número da mesa de voto e consultar os resultados parciais da votação.
    10:46 Em Maxixe e Inhambane, o dia amanheceu calmo. A população retoma as suas atividades normais, sem qualquer indício de manifestações. Os membros dos partidos acompanham o apuramento dos resultados nas assembleias de voto, como constatou o correspondente na região Luciano da Conceição. O comando provincial da polícia em Inhambane deverá pronunciar-se às 12:00 sobre o pleito, devido ao registo de alguns ilícitos, que culminaram, por exemplo, com a detenção de um observador independente em Zavala.
    10:35 De Pemba chega a informação de que a contagem de votos dá larga vantagem ao candidato presidencial da FRELIMO, Filipe Nyusi. Segundo o correspondente Delfim Anacleto Uatanle, nos editais afixados na Escola Secundária daquela localidade, Ossufo Momade (RENAMO) surge em segundo lugar.
    10:18 Em Moçambique, as primeiras páginas dos jornais desta quarta-feira destacam o decurso do pleito e a aparente ausência de Armando Guebuza no exercício do direito de voto.
    10:10 Em Quelimane, a falta de viaturas está a atrasar o processo de contagem de votos. Segundo o jornalista Marcelino Mueia, os escrutinadores da Escola Eduardo Mondlane, naquela cidade, aguardavam a meio da manhã pelo material de votação e por outros membros da assembleia de voto para reiniciar o apuramento eleitoral.
    10:00 Em Gaza, os mandatários da RENAMO e do MDM queixam-se de várias irregularidades no processo de votação de terça-feira, nomeadamente por parte de membros do STAE e da polícia local. Segundo fontes ouvidas pelo correspondente na região, Carlos Matsinhe, houve mesmo observadores eleitorais não credenciados a testemunhar o sufrágio.
    09:45 Em Tete, as primeiras horas da ressaca eleitoral têm sido de calmia. Em algumas escolas onde estiveram a funcionar as mesas de votação no dia de ontem, a DW África constatou que os editais estão devidamente afixados. O nível de afluência rondou os 50%, segundo o correspondente naquela cidade, Amós Zacarias, que visitou três assembleias de votação na Escola Secundária de Tete (10 mesas), Escola Primária de Nhamabira (sete mesas) e Escola Primária Josina Machel (cinco mesas). Filipe Nyusi (FRELIMO) lidera a contagem, seguido de Ossufo Momade da RENAMO e Daviz Simango (MDM).
    09:27 Segundo escreve o jornal "A Verdade" no Twitter, o candidato da RENAMO a Presidente da República, Ossufo Momade, terá apresentado evidências de fraude no ato eleitoral e avisou ao "irmão Nyusi" que "isto não é democracia". "Foi isto que provocou hostilidades militares no passado", asseverou.
    09:21 Em Inhambane, já foi colocado em liberdade o deputado da RENAMO José Manteigas. Estava detido desde terça-feira (15.10) no comando distrital de Massinga. A detenção de José Manteigas aconteceu porque o militante do maior partido da oposição moçambicana possuia credencial como observador eleitoral. O documento terá sido emitido por falha do STAE. Manteigas foi detido meia hora depois do início da contagem dos votos em Massinga.
    Segundo o correspondente em Inhambane, Luciano da Conceição, a libertação de José Manteigas aconteceu já esta quarta-feira (16.10) de manhã graças à intervenção da Procuradoria-geral da República (PGR) que não encontrou nenhum ilícito eleitoral por parte do deputado, que goza de imunidade parlamentar.
    09:13 O CIP dá conta em comunicado de vários atos ilícitos e detenções nos postos de votação no dia das sextas eleições gerais de Moçambique. Pelo menos dois homens foram detidos por fazerem campanha eleitoral no dia do pleito.
    09:09 Em Pemba, o STAE prepara-se para dentro de instantes divulgar os primeiros resultados do apuramento parcial das eleições naquela cidade. Segundo o correspondente da DW África no local, Delfim Anacleto Uatanle, a polícia do comando provincial de Cabo Delgado fez um balanço positivo do processo eleitoral no dia de ontem.
    08:57 A Rádio Moçambique acaba de publicar no Facebook um apuramento parcial da votação, com base em 870 mesas de voto de todo o país.
    O candidato da FRELIMO, Filipe Nyusi, segue na frente (198.485 votos), seguido de Ossufo Momade da RENAMO (53.482) e Daviz Simango do MDM (14.659).
    08:55 De Beira, chega-nos o relato do jornalista Arcénio Sebastião. O correspondente da DW África em Sofala dá conta de alguns incidentes naquela região na terça-feira, como uma observadora que foi impedida de aceder à assembleia de voto ou a identificação de um homem que circulava com boletins de voto já votados.
    08:45 Em Inhambane, a contagem dos votos continua. Nos distritos de Inhassoro, Maxixe, Homoine, Massinga e Inharrime, o candidato à presidência pelo partido FRELIMO, Filipe Nyusi, está à frente, seguido de Ossufo Momade (RENAMO) e Daviz Simango (MDM). Espera-se que no final desta quarta-feira, as comissões distritais de eleições possam iniciar a contagem paralela com os mandatários dos partidos políticos, observadores e jornalistas.
    Cerca de metade dos eleitores não terão exercido o seu direito de voto nesta província do sul de Moçambique, segundo relata o correspondente na região, Luciano da Conceição.
    08:30 Em comunicado, o CIP revela que pelo menos uma pessoa morreu baleada e espancada pela polícia, no distrito de Nacala-Porto, em Nampula, durante a contagem de votos. O caso deu-se na Escola Secundária São Vicente de Paulo, no Bairro de Ontupaia. A polícia terá disparado vários tiros para dispersar a população que incendiava pneus.
    No mesmo posto, outras quatro pessoas foram baleadas nos membros inferiores quando as autoridades policiais tentavam dispersar a multidão.
    08:26 No Niassa, cinco mesas da assembleia de voto de Maniamba, distrito do Lago, ficaram reduzidas a cinzas na sequência de tumultos durante o processo de apuramento eleitoral. Segundo fonte local, os distúrbios terão sido causados por membros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Trata-se de um posto administrativo tido como basteão da oposição, a FRELIMO.
    08:20 Na província de Manica, dezenas de eleitores de três mesas eleitorais da Escola Primária 25 de Setembro, na cidade de Chimoio, podem não ter exercido o seu direito de voto, porque até as 18:00 do dia de ontem ainda havia longas filas.
    Segundo o correspondente da DW África naquela região, o jornalista Bernardo Jequete, um delegado partidário impediu-o de recolher imagens e declarações naquela assembleia de voto. O delegado chamou a polícia acusando o repórter de provocar agitação social, mas a polícia agiu de forma imparcial e não deteve o jornalista.
    08:07 Esta manhã, Moçambique amanheceu bem mais calmo, apesar dos confrontos de ontem ao final do dia em algumas regiões do interior. Em Quelimane, a enviada especial da DW África, a jornalista Nádia Issufo, explicou em linhas gerais as expectativas para o dia de hoje.
    08:05 Ao final do dia de terça-feira, o CIP citava o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) que dava conta do uso de granadas de gás lacrimogénio por parte das autoridades policiais. Segundo aquela organização da sociedade civil, em Mocuba, a Polícia da República de Moçambique (PRM) usou gás lacrimogéneo para dispersar os eleitores que reclamavam a ausência dos seus nomes nos cadernos de voto.
    07:57 A contagem de votos prossegue esta quarta-feira em Moçambique um pouco por todo o país. No Twitter somam-se algumas publicações sobre o apuramento eleitoral.
    07:50 O CIP conta que houve mesas de voto vazias em algumas regiões no dia das eleições. A afluência às urnas não foi a esperada em Gaza, Xai-Xai e Bilene.
    07:35 Do distrito do Lago, na província do Niassa, três pessoas foram detidas por desordem pública. De acordo com o porta-voz da polícia Alves Mathe, os três individuos detidos estavam a exigir a contagem de votos na sua presença. Perante esse cenário, a polícia foi chamada a intervir. Na ação, pelo menos um agente ficou ferido e uma viatura daquela força da autoridade foi danificada após o arremesso de pedras. Neste momento, ainda decorre a contagem de votos em toda a província.
    07:25 Também já há resultados eleitoriais da votação em Berlim, onde estavam inscritos 377 eleitores, mas apenas 138 votaram. Filipe Nyusi (FRELIMO) foi quem somou mais votos (77), seguido de Ossufo Momade da RENAMO (41) e Daviz Simango do MDM (19). Houve zero votos brancos e um nulo. Quando ao resultado da votação parlamentar, a FRELIMO surge à frente com 69 votos, seguida da RENAMO (45), MDM (17), MJRD (02), PVM (01), PASOMO (01). Registaram-se zero votos em branco e três nulos.
    07:20 O Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP) refere que foram intercetados "muitos cidadãos com boletins de votos pré-marcados a favor da FRELIMO e seu candidato presidencial, tentando introduzi-los nas urnas". Segundo aquela organização, o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) diz que o assunto é muito sério para ser comentado sem antes investigar e apurar a autenticidade dos boletins.
    07:15 Quatro observadores da Sala da Paz foram detidos na noite de terça-feira (15.10) no distrito de Cahora Bassa, na província central de Tete. Segundo o correspondente da DW África na região, Amós Zacarias, os observadores foram detidos alegadamente porque deveriam apresentar-se no STAE distrital, mas compareceram na comissão distrital de eleições. A informação é avançada por Júlio Calengo, coordenador da Sala da Paz em Tete. Já na Escola Secundária Heróis Moçambicanos, na vila de Moatize, os presidentes das mesas de votação recusaram-se a afixar os editais nas assembleias de voto.
    07:09 Em Portugal, Ivone Bila, candidata da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) venceu o apuramento de votos em Coimbra com 52 votos. Fonte próxima do grupo técnico que supervisiona o ato eleitoral em Portugal confirma também a vitória de Filipe Nyusi com 59 votos naquela cidade.
    Continua a contagem nas duas assembleias de voto instaladas na Embaixada de Moçambique em Lisboa. Os resultados parciais do total das dez mesas de votos em Portugal poderão ser conhecidos ao longo desta quarta-feira (16.10). Em Lisboa, a votação encerrou na terça-feira às 21:00.
    Faltava um minuto para essa hora quando o último eleitor depositou o seu boletim na urna. De acordo com as normas, a presidente da assembleia de voto na Embaixada de Moçambique decretou o fecho do ato de votação e lacrou as urnas, seguindo-se a destruição dos boletins que não foram utilizados. A votação decorreu com normalidade, sendo que votaram cerca de 80% dos inscritos nos cadernos eleitorais.
    07:01 O apuramento parcial dos votos arrancou ontem ao final do dia nas 20.162 mesas de voto das eleições gerais, um processo que pode levar até 15 dias para a divulgação oficial dos resultados. Foi assim nas anteriores eleições gerais, há cinco anos: a votação ocorreu em 15 de outubro e a divulgação de resultados oficiais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) no dia 30. No Twitter, todas as atenções estão agora na contagem de votos:
    07:00 Continua hoje o apuramento dos votos em Moçambique. Um total de 13,1 milhões de eleitores foram chamados às urnas na terça-feira (15.10) para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias. As sextas eleições gerais de Moçambique contaram com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (FRELIMO, RENAMO e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.
    2 min
  • Oposição angolana mostra cartão amarelo a João Lourenço
    No seu discurso sobre o estado da nação, o Presidente João Lourenço disse que "Angola está no caminho certo". UNITA repudiu a repressão policial contra jovens que pretendiam realizar protesto em frente ao Parlamento.O chefe de Estado angolano proferiu esta terça-feira (15.10), no Parlamento, em Luanda, o seu discurso sobre o estado da nação, na sessão solene de abertura do novo ano parlamentar. A longa mensagem de João Lourenço foi alvo de apupos por parte dos deputados da União para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição, que consideraram incorretos os dados avançados pelo Presidente.
    João Lourenço fez um balanço extensivo dos seus dois anos de governação e afirmou que o seu foco continua a ser a boa governação, a defesa do rigor e da transparência em todos os atos públicos.
    A luta contra a corrupção e a impunidade, a reanimação e diversificação da economia, bem como o resgate dos valores da cidadania e a moralização da sociedade, segundo o chefe de Estado, constituem fatores indispensáveis para se garantir o progresso social e o desenvolvimento sustentável de Angola.
    "Angola está no caminho certo"
    Sobre a crise económica e financeira que fustiga o país e o elevado nível de inflação, João Lourenço disse que o problema não poderá ser resolvido em pouco tempo.
    "A crise económica em Angola não é de hoje, não tem dois anos, ela começou realmente em 2014 e foi-se agudizando, não só por força da baixa constante do preço do petróleo no mercado internacional, mas sobretudo pelo facto de o país se ter endividado e estar a honrar o serviço da dívida acordada com os credores com colateral petróleo, modalidade penosa e desvantajosa para o devedor", destacou o chefe de Estado angolano.
    Apesar das constantes reclamações dos cidadãos que se queixam do custo de vida que está cada vez mais alto, e que esperam por soluções imediatas, o Presidente pediu calma, tendo acrescentado que o seu governo está a levar o país para o caminho certo.
    "Angola está no caminho certo, precisamos todos - governantes e governados - de trabalhar árdua e permanentemente, e não ter pressa de colher aquilo que não semeámos ou, se o fizemos, não está maduro para consumir. Não esquecer o velho ditado: O apressado come cru", sublinhou.
    Manifestação reprimida
    A abertura do ano parlamentar ficou também marcada por uma manifestação reprimida pelas autoridades, antes do discurso de João Lourenço. A polícia usou porrete e gás pimenta contra duas dezenas de jovens que pretendiam manifestar-se em frente à Assembleia Nacional.
    Há registo de vários feridos e detidos. Os manifestantes queriam, pela terceira vez, exigir a realização de eleições autárquicas em todos os municípios do país. "Como é possível, num dia como hoje, em que o Presidente vem falar para sociedade e diz que tem liberdade expressão no país, os jovens acabarem por ser presos por se manifestarem?", lamentou o deputado David Mendes, da bancada parlamentar da UNITA.
    "Por isso é que a UNITA fez do cartão amarelo uma advertência porque o país tem de ir para frente. Um país sério não pode prender cidadãos por se manifestarem", declarou David Mendes, afirmando ainda que não há liberdade de expressão em Angola.
    O deputado também considerou o discurso "dececionante". "O Presidente falou de mais de 100 mil empregos. Não vimos 100 mil empregos e os jovens sabem que não houve 100 mil empregos", destacou.
    Ouvido pela DW África nas ruas de Luanda, o jovem Honorato, que trabalha como motorista, entende que o Presidente angolano devia antes falar sobre a cesta básica. "Desde a entrada dele, o preço da cesta básica subiu e não está estabilizada. Ao dizer que o apressado come cru, o Presidente está a fugir das suas responsabilidades. Ele estava no partido quando desviaram os recursos", criticou.
    3 min
  • Oposição convoca novos protestos em Guiné-Conacri
    Anúncio ocorre um dia depois da morte de seis pessoas em confrontos entre as forças de segurança e manifestantes. Opositores protestam contra mudanças constitucionais que podem garantir um terceiro mandato a Alpha Condé.A oposição de Guiné-Conacri convocou esta terça-feira (15.10) uma nova série de manifestações contra o Governo, um dia depois de pelo menos cinco manifestantes e um agente da polícia terem morrido em confrontos entre as forças de segurança e opositores na capital Conacri.
    Os manifestantes protestaram na segunda-feira (15.10) contra um possível terceiro mandato do Presidente Alpha Condé. Segundo uma fonte hospitalar, cinco jovens manifestantes foram mortos a tiro pela polícia na capital. O Governo informou que um polícia foi morto também a tiro na cidade de Mamou, a leste de Conacri.
    A tensão cresceu após o apelo à manifestação lançado pela Frente Nacional para a Defesa da Constituição (FNDC), que reúne os partidos da oposição, os sindicatos e elementos da sociedade civil que se opõem a uma revisão da Constituição, defendida pelo Governo.
    O FNDC apelou ao público para continuar a protestar "até que o esquema para um terceiro mandato seja completamente abandonado e o disfarce eleitoral seja interrompido".
    Esta revisão vai permitir que Alpha Condé, de 81 anos, apresente-se para um terceiro mandato no final de 2020. A atual lei fundamental limita essa possibilidade a dois mandatos.
    Protestos violentos
    Em quase todas as regiões periféricas de Conacri, manifestantes montaram barricadas, queimaram pneus e lançaram pedras. Centenas de polícias destacados para a capital responderam com granadas, gás lacrimogéneo e balas reais. "É preciso impedir as reuniões, nenhuma multidão é autorizada", gritava um dos oficiais que dirigia a operação em Cosa, um reduto da oposição onde foram ouvidos sons de disparos.
    As lojas do centro da cidade foram fechadas devido à violência e edifícios oficiais no bairro administrativo de Kaloum, como a sede da Presidência, ministérios e embaixadas, foram colocados sob proteção.
    "Eu estou aqui em frente à minha loja para a proteger de eventuais pilhagens, seja da parte das forças da ordem, de bandos descontrolados ou jovens bandidos", disse o comerciante Alphadio Barry, no mercado de Koloma.
    Os confrontos seguidos de detenções de opositores foram reportados nos bairros de Cimenterie, Dar Es Salam e Wanindara, onde dois jovens foram feridos por balas.
    "Consultas"
    Alpha Condé é uma antiga figura da oposição que, em 2010, tornou-se o primeiro Presidente eleito democraticamente do país, mas o seu mandato foi marcado por forte repressão a protestos. Segundo a oposição, cerca de 100 pessoas foram mortas em atos de repressão desde que Condé chegou ao poder em 2010.
    Em setembro, o Presidente pediu ao Governo que realizasse "consultas" sobre possíveis mudanças na Constituição, um processo fortemente criticado pela oposição.
    Condé declarou que os cidadãos deveriam preparar-se para um referendo e eleições, provocando especulações de que planeia eliminar o limite presidencial de dois mandatos e participar das eleições previstas para o final de 2020.
    Na sexta-feira passada (11.10.), os 53 membros da oposição no Parlamento retiraram-se do local em protesto contra o que chamaram de medidas do Governo para "criar uma nova Constituição para permanecer no poder".
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  • RENAMO nega envolvimento em ataques no centro de Moçambique
    Polícia de Manica anunciou a detenção na semana passada de três indivíduos, acusados de realizarem ataques nas zonas de Gondola e Mossurize, no centro do país. RENAMO rejeita envolvimento.Segundo a polícia, os três indivíduos foram detidos na sexta-feira (11.10). Um dos detidos foi motorista do falecido líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Dhlakama, outro era major e o outro tenente.
    Os três homens são suspeitos de envolvimento no assassinato de um dirigente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder) em Mossurize, a 1 de outubro, e de atacar uma viatura protocolar do administrador de Gondola, que, segundo a polícia, ficou "completamente carbonizada".
    "Foi possível neutralizar três elementos integrantes dos homens armados da RENAMO", informou o chefe do departamento de relações públicas no comando provincial de Manica, Mário Arnaça.
    Mas a RENAMO nega o envolvimento de elementos do partido nos ataques.
    Segundo o candidato do partido a governador de Manica, Alfredo Magumisse, "aqueles que são comandados pelo general Ossufo Momade, nenhum dele fez isso. O resto já não sei", afirmou
    A polícia não permitiu que os três detidos fossem entrevistados.
    Na região continuam homens armados da autoproclamada "Junta Militar" da RENAMO, que contestam o presidente do partido, Ossufo Momade.
    3 min
  • ++ Minuto a Minuto: Eleições em Moçambique ++
    Cerca de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos são esta terça-feira (15.10) chamados a escolher o Presidente da República, 250 deputados do Parlamento e, pela primeira vez, dez governadores provinciais.Todas as atualizações na hora de Maputo
    Os principais acontecimentos até agora:
    Arrancou a contagem dos votos em dezenas de assembleias em todo o país
    Urnas encerraram oficialmente às 18h00, mas a votação continua em algumas assembleias de voto onde havia ainda muitos eleitores na fila;
    Partidos da oposição e organizações da sociedade civil denunciam irregularidades;
    CIP denuncia tentativas de enchimento de urnas; Pelo menos uma pessoa detida por posse ilegal de boletins de voto;
    CNE fala em "muita participação" no pleito; Missão de Observacão Eleitoral da União Europeia defende que "processo desenrola-se conforme o previsto";
    Tumultos paralisaram por minutos mesas de votação na Ilha de Moçambique;
    Presidente da República, Filipe Nyusi, pediu ao país para mostrar ao mundo que Moçambique "apoia a democracia";
    Candidato presidencial da RENAMO, Ossufo Momade, disse que "nunca" vai aceitar "resultados eleitorais manipulados";
    Candidato do MDM à Presidência pede eleições "transparentes, livres e justas";
    Urnas abriram às 7:00 em praticamente todo o país, com ligeiros atrasos apenas em algumas localidades;
    Consulte também os outros liveblogs sobre as eleições em Moçambique:
    Minuto a Minuto: a contagem dos votos em Moçambique
    Minuto a Minuto: Resultados das eleições em Moçambique
    22:00 Fica por aqui o acompanhamento ao minuto do dia das eleições gerais em Moçambique. Voltamos amanhã, às 7h00, com todas as informações sobre o apuramento dos votos. Até lá, fique com a síntese deste dia de votação.
    21:48 Em Nampula, um agente da polícia alvejou-se acidentalmente com três tiros no joelho, quando tentava disparar para o ar para dispersar amotinados, alegadamente para controlar o seu voto, na Escola Primária de Muegane, diz o correspondente da DW Sitói Lutxeque. O agente aguarda o transporte para ser socorrido no Hospital Central de Nampula.
    21:35 O apuramento parcial dos votos está a começar nas 20.162 mesas de voto, num primeiro passo no processo que pode levar até 15 dias para a divulgação oficial dos resultados. Foi assim nas anteriores eleições gerais, há cinco anos, lembra a agência Lusa: a votação ocorreu a 15 de outubro e a divulgação de resultados oficiais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) no dia 30.
    No entanto, cerca de uma semana antes, os dirigentes partidários já faziam declarações públicas sobre os resultados, ditos provisórios. É que, apesar de os resultados oficiais poderem demorar 15 dias a ser anunciados, a cada dia que passa depois das eleições vão sendo consolidados os resultados distritais e provinciais, pelo que bastará fazer as contas.
    O calendário eleitoral publicado no Boletim da República de 10 de julho de 2018 e referente a estas eleições gerais estabelece os prazos do processo. O anúncio dos "resultados da centralização nacional e do apuramento geral dos resultados" deve ser feito "num prazo máximo de 15 dias, contados a partir da data de votação".
    21:18 "Mesas especiais para eleitores fantasmas" em Gaza? É uma questão levantada pelo Centro de Integridade Pública, que diz que foram reportadas muitas assembleias de voto sem eleitores nas áreas onde o número de eleitores excede a população em idade eleitoral.
    21:05 Na Matola, já há quem cante vitória, diz A Verdade:
    20:50 José Manteigas, mandatário da RENAMO em Inhambane e porta-voz nacional do partido, foi detido pela Força de Intervenção Rápida ao final da tarde, quando acompanhava a contagem dos votos na Escola Primária de Madauca, em Massinga. Em declarações ao correspondente da DW, Luciano da Conceição, a partir do Comando Distrital de Massinga, Manteigas disse que tudo começou no período da manhã, quando a comissão distrital de eleições tentou retirar a sua credencial e o deputado recusou. Já ao início da noite, foi surpreendido pelas forças de segurança, que dizem aguardar a legalização da prisão pela procuradoria distrital. José Manteigas classifica a sua detenção como uma forma de intimidar a oposição num ato democrático e de pluralismo.
    20:36 A Sala da Paz refere que o ambiente "continua calmo", segundo um relatório de observação distribuído à comunicação social. O documento relata casos de eleitores "na posse de boletins de votos" já marcados, todos fora dos locais da votação, e alguns "favoráveis ao partido FRELIMO [no poder] e ao seu candidato", Filipe Nyusi. Os casos foram reportados em Angoche, província da Zambézia, e Molumbo, na província de Nampula, respetivamente Centro e Norte do país.
    Noutros pequenos incidentes, os dados recolhidos pela Sala da Paz apontam para casos de eleitores que não puderam votar porque o nome não constava do caderno eleitoral do local de recenseamento e queixas de propaganda em local indevido. Observou-se ainda "um caso de interrupção do processo de votação devido a pancadaria entre escrutinadores e delegados de candidaturas de partidos políticos", na Ilha de Moçambique.
    A Plataforma Transparência Eleitoral, uma coligação de organizações da sociedade civil moçambicana, testemunhou igualmente casos de divergências que provocaram algumas interrupções. O retrato é feito com base em dados recebidos de cerca de metade das 3.100 mesas de voto observadas pela organização. Apenas em redor de 5% daquelas mesas houve registo de agitação, provocada por desorganização da fila de votação e casos de intimidação e de violência das autoridades contra eleitores, especialmente em Gaza, Nampula e Manica, lê-se no relatório da plataforma.
    20:10 Como é que se procede ao encerramento das urnas e à contagem dos votos? O correspondente da DW em Tete acompanhou este processo na Escola Primária Josina Machel:
    19:58 Em Quelimane, o correspondente da DW Marcelino Mueia dá conta da apreensão de um veículo contendo boletins de voto. A viatura foi apreendida no bairro Coalane por populares que estranharam a presença do veículo junto ao posto de votação da Escola Primária de Coloane. O proprietário não conseguiu explicar o porquê de se encontrar na posse de uma caixa com votos. Um fiscal da RENAMO levou alguns dos boletins à polícia.
    19:18 O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, fez votos de que as eleições gerais em Moçambique sejam "pacíficas, participadas e um passo importante no sentido do futuro político, económico e social" do país. Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda esperar que estas eleições "possam ser a continuação de um processo, abrindo para um futuro", porque "um futuro melhor para Moçambique é um futuro melhor para Portugal". O chefe de Estado português manifestou o desejo de que o mesmo aconteça em novembro, nas eleições presidenciais da Guiné-Bissau.
    19:12 De acordo com a lei, onde ainda houver eleitores à espera para exercer o seu direito de voto, as assembleias permanecem abertas. Às 18h30, segundo a agência Lusa, eram os casos das mesas de voto instaladas nas escolas Eduardo Mondlane e 07 de Abril, em Chimoio, capital provincial de Manica, no centro de Moçambique. Na Escola Primária de Coalane, o correspondente da DW em Quelimane, Marcelino Mueia, dá conta de dezenas de eleitores ainda na fila. Os escrutinadores querem atender a todos, mas muitos cidadãos desistiram pelo cansaço.
    18:54 Também em Inhambane, dezenas de mesas já deram início à contagem dos votos. Na Escola Primária de Rumbana, em Maxixe, o correspondente da DW, Luciano da Conceição, constatou que os observadores da União Europeia estão acompanhar o processo. Os brigadistas ainda estão a contabilizar os votos nas urnas em relação ao número de eleitores.
    18:41 Em muitos pontos do país, a votação continuou além das 18h00. Foi o caso desta assembleia de voto na Matola, mostra o jornal A Verdade, parceiro da DW África:
    18:37 Na cidade de Tete, várias mesas encerraram pontualmente, às 18h00. Na Escola Primária Josina Machel, todas as cinco mesas de votação já estão encerradas, diz o nosso correspondente, Amós Zacarias. Neste momento, começa a contagem dos votos. O processo está a ser assistido por observadores da União Africana e União Europeia.
    18:27 Dez tentativas de fraude recorrendo a boletins de voto extra foram detetadas durante as eleições gerais em Moçambique, relata o Centro de Integridade Pública (CIP). Segundo o CIP, com base nos relatos da sua rede de observadores, desde o início da votação, "têm sido apanhadas pessoas com boletins em branco ou marcados a favor da FRELIMO e do seu candidato presidencial", Filipe Nyusi.
    O caso mais flagrante passou-se em Angoche, província de Nampula, norte do país, onde um homem foi apanhado com 27 boletins de voto, tendo sido denunciado às autoridades, relata o CIP. Registaram-se casos semelhantes em Milange, Mopeia, Mocuba, Inhassunge, Namarroi e Quelimane, na província da Zambézia, e na Beira e Cheringoma, província de Sofala.
    Citado pelo boletim de observação do CIP, Felisberto Naife, diretor do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), aponta para uma "investigação prévia" que permita apurar o que se passou em cada situação - e para determinar a autenticidade dos boletins de voto extra.
    18:19 Nas redes sociais, organizações da sociedade civil continuam a denunciar irregularidades registadas ao longo do dia. É o caso do CESC:
    18:06 Em várias assembleias de voto, as filas ainda eram longas a escassos minutos do final da votação, marcado para as 18h00. Na cidade de Lichinga, por exemplo, a DW constatou algumas "trocas de mimos" entre membros de mesas de voto e eleitores que deixaram a votação para a última hora. Em Nampula, viveram-se também momentos de agitação nos últimos minutos no Instituto Industrial e Comercial, com os eleitores a queixarem-se da lentidão do processo. Alguns cidadãos impacientes acabaram por desistir de votar e abandonaram as longas filas.
    17:51 A Sala da Paz fez o seu segundo informe deste dia de eleições, apontando irregularidades em vários pontos do país:
    17:32 A menos de meia hora para o encerramento das urnas, as sete mesas de voto que funcionam na escola primária de Nhamabira, arredores da cidade de Tete, continuam a registar uma afluência massiva de votantes. Os eleitores, na sua maioria, jovens, dizem que só sairão depois de votarem. O mesmo não se pode dizer das escolas primárias Josina Machel e Paulo Nkacomba, que tendem a registar um abrandamento no número de eleitores.
    17:28 A Comissão Provincial de Eleições em Tete avalia positivamente o decurso da votação na província. Cerca de 97% das mesas de votação instaladas abriram às 7h00. E, até às 15h00, ainda não havia registo de casos alarmantes de ilícitos eleitorais, com a exceção dos distritos de Marara, Chiúta e cidade de Tete, onde observadores foram impedidos de aceder às mesas de votação.
    17:24 A cidade de Nampula está a registar, esta tarde, maior afluência dos cidadãos, sobretudo na zona urbana, mas a tendência é contrária nas periferias. Por exemplo, na Escola Primária Acordos de Lusaka, a mais de dez quilómetros do centro da cidade, apenas funciona uma das seis mesas instaladas. Tudo por falta de eleitores.
    17:15 A enviada da DW África descreve um ambiente de calma na cidade de Quelimane, na província da Zambézia, a cerca de 45 minutos do encerramento das urnas:
    17:06 O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, deixa uma mensagem aos moçambicanos: "Desejo o melhor aos moçambicanos, numa altura em que realizam eleições pacíficas para escolher o Governo do seu país. Para nós, isto aprofunda a democracia, fortalece-a, e esperamos continuar com as nossas maravilhosas relações com Moçambique e o povo moçambicano".
    16:55 Muitos eleitores em Quelimane temem não conseguir votar. O receio aumenta porque o número de eleitores em algumas assembleias de voto, como no bairro Coalane, por exemplo, triplicou esta tarde, em relação ao período da manhã.
    16:50 Em Lisboa, duas mesas registam os votos dos eleitores moçambicanos na Embaixada de Moçambique. A votação começou às 10h00 e vai até às 21h00 locais. Membros de partidos políticos dizem não ter recebido credenciais para acompanhar a votação.
    16:45 O mandatário da RENAMO em Gaza, Arnaldo Zacarias, sublinha que o STAE excluiu deliberadamente os seus membros e delegados de candidaturas das assembleias de voto, justificando com uma medida de controlo que impede os eleitores de estarem a menos de 300 metros das assembleias de voto depois do encerramento das urnas, às 18h00. Em declarações à DW, o representante da RENAMO denuncia ainda o estacionamento de carros junto aos postos de votação na cidade de Xai-Xai, suspeitando tratar-se de transporte de urnas com votos. Já o delegado do MDM, Alberto Nhamuche, dá conta de um eleitor com boletins preenchidos numa assembleia de voto na Macia. O caso ja foi comunicado à polícia, afirma.
    16:33 Em Gaza, a RENAMO denuncia a exclusão dos seus representantes nas mesas de voto através de alegadas manobras como a emissão de credenciais com erros para evitar a fiscalização das eleições. Também o MDM se queixa da exclusão dos seus membros e mostra-se preocupado com o alegado envolvimento ilegal de pelo menos uma agente da Polícia da República de Moçambique na votação, "disfarçada com crachá de supervisor do STAE". Já a CNE em Gaza acusa os partidos da oposição e algumas organizações da sociedade civil de forçarem a observação eleitoral sem respeitar a lei, com "falsificação de credenciais e carimbos".
    16:26 Em algumas assembleias de voto da na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, é visível a presença de forças policiais à boca das urnas, contrariamente ao estabelecido pela pela lei. O correspondente da DW constatou esta situação nas escolas primárias de Ngonane, Alto Gincone, Natite e Cariacó.
    16:20 Em Quelimane, na província central da Zambézia, cidadãos de alguns bairros denunciam problemas com os cartões de eleitor. Entretanto, o STAE diz não ter recebido queixas, mas garante estar preparado para eventuais problemas com os cartões.
    16:15 Em Inhambane, a RENAMO prepara-se para se pronunciar sobre várias irregularidades que diz estarem a marcar o processo eleitoral. No distrito de Zavala, esta manhã, foram expulsos das assembleias de mesas de voto quatro membros do maior partido da oposição. Ouvido pelo correspondente da DW no local, o diretor da Comissão Distrital de Eleições em Zavala, Raimundo Mombe, disse que os representantes da RENAMO foram retirados porque "os verdadeiros donos dos lugares" já tinham chegado. Os quatro lugares foram preenchidos por professores que não tiveram nenhuma formação em matéria eleitoral.
    16:07 Há mais denúncias de irregularidades em vários pontos do país. Em Sofala, a Sala da Paz diz que os seus observadores foram impedidos de trabalhar. Em conferência de imprensa, esta tarde, a organização denunciou igualmente a tentativa de enchimento de urnas em vários pontos da província. Uma queixa ouvida também na conferência de imprensa do Comité de Resposta e Reconciliação da Plataforma "Monitor": a organização diz que o processo de votação está a decorrer com várias irregularidades, pelo menos em quatro distritos onde está a monitorizar a observação - Angoche, Monapo, Nacala-Porto e na cidade de Nampula. Além do enchimento de urnas, há registo de falta de nome e número dos cidadãos nos cadernos eleitorais.
    15:55 O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) partilha no Twitter a avaliação dos seus 450 observadores eleitorais nas primeiras horas de votação em Nampula, Gaza e Zambézia. Destaca forte afluência e tentativas de fraude em Nampula - com boletins de voto previamente preenchidos a favor da FRELIMO - a inibição, pelo STAE, da observação eleitoral da sociedade civil em Gaza, atrasos na abertura de mesas de voto, a baixa afluência nas urnas em Gaza e deseorganização e confusão no arranque da votação na Zambézia:
    15:41 Em Manica, o correspondente da DW, Bernardo Jequete, dá conta de uma votação sem sobressaltos nem registo de ilícitos eleitorais.
    O primeiro cabeça de lista a votar, esta manhã, foi Arone Mossualho, do MDM, na Escola Secundária Mazicuera. Seguiram-se o cabeça de lista pela RENAMO, Alfredo Magumisse, na Escola Secundária Eduardo Mondlane e Manuel Rodrigues, governador de Manica e cabeça de lista pela FRELIMO na província de Nampula. A cabeça de lista a governadora de Manica, Francisca Domingos Tomás, teve de votar no Niassa, local onde se recenseou.
    Apesar de, no geral, os partidos políticos darem nota positiva ao arranque do processo na província de Manica, continuando a apelar ao voto, o delegado provincial do MDM, Humberto Escova, lamentou a circulação de automóveis blindados, na zona de Pinanganga, no distrito de Gondola, e acusou o contingente policial de semear o medo entre os eleitores.
    15:30 Quando faltam cerca de 2h30 para o encerramento das urnas, a afluência de eleitores tende a baixar significativamente na Escola Secundária de Pemba e na Escola Primária de Ingonane, em Pemba, província de Cabo Delgado. Segundo o correspondente da DW, Delfim Anacleto, já há assembleias de voto completamente vazias.
    15:20 A meio da tarde, fazemos o ponto de situação das eleições em imagens, de norte a sul do país. A grande afluência de eleitores marcou as primeiras horas de votação:
    15:15 O secretário-geral da RENAMO, André Magibire, manifestou preocupação em relação a supostas irregularidades no processo de votação que afirma estarem a ocorrer nas regiões centro e norte do país. Falando aos jornalistas esta tarde, depois de votar na Escola Primária Filipe Samuel Magaia, na cidade de Maputo, Magibire citou como exemplos cidadãos com votos previamente marcados a favor da FRELIMO na Ilha de Moçambique e a interdição do acesso às mesas a quase todos os representantes da RENAMO e do MDM em Angoche. "Esse tipo de comportamento tem de acabar. Esperávamos ser um exemplo, mas, de novo, continuamos com essas manobras cíclicas com tendências de fraude", frisou o responsável da RENAMO.
    Já o secretário-geral da FRELIMO, Roque Silva, apelou a todas as lideranças para usarem um discurso de paz e de reconciliação, abandonando qualquer tipo de ameaça, porque não ajudam a consolidar a democracia: "Foram criados mecanismos de reclamação, até de recurso à justiça, para reclamar qualquer tipo de situação que seja desconfortável neste processo, então, deixemos as instituições exercerem o seu dever".
    15:08 2.479 eleitores estão inscritos para votar no exterior, segundo a CNE. 660 deles, na Alemanha - em Berlim, Hamburgo, Estugarda e Munique. Na assembleia de voto da capital alemã, a votação foi tranquila pela manhã.
    14:57 O ex-chefe de Estado moçambicano Armando Guebuza apelou a uma adesão massiva às assembleias de voto, considerando que é fundamental que os moçambicanos façam a sua escolha. "É fundamental que todos os moçambicanos que têm cartão de eleitor votem", disse Armando Guebuza, após votar na Escola 3 de Fevereiro, no centro da capital de Moçambique. "Este é o grande apelo e é importante que se faça isso. Os resultados [sobre o futuro de Moçambique] vão sair daqui", frisou.
    Durante os 43 dias de campanha eleitoral foi notória a ausência do ex-Presidente, que, quando questionado sobre o assunto, admitiu que não participou nas atividades do seu partido (FRELIMO), mas preferiu não avançar os motivos. "Este não é o momento para fazer outra campanha, seria contra a lei comentar isso", concluiu Armando Guebuza.
    14:50 A missão de observação do processo eleitoral da União Europeia (UE) classificou como "ordeiro" o processo de votação nas primeiras horas em Moçambique. "Por enquanto, registamos o que ocorreu na abertura e observamos que sucedeu num modo ordeiro. Há informação muito completa ao eleitor antes da votação, e isso é necessário para que o processo decorra como queremos que seja", disse o chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia, Nacho Sánchez. A União Europeia tem mais de 150 observadores eleitorais de curto prazo espalhados pelo país, e cerca de 32 de longo prazo que estão instalados desde setembro.
    14:45 O presidente da Comissão Provincial de Eleições em Nampula, Daniel Ramos, afirma que o processo e votação está a decorrer sem nenhum constrangimento: "Avaliamos de forma positiva. Há muita afluência dos cidadãos eleitores e não há problemas até aqui".
    Daniel Ramos lembra que, durante a formação, os membros das assembleias de voto nunca foram instruídos a proibir a entrada dos jornalistas e observadores nas assembleias de votação, estranhando, por isso, relatos que dão conta de um escrutinador que terá negado a entrada de jornalistas e observadores numa das assembleias de voto na Escola Primária Completa de Muatala, na cidade de Nampula.
    O correspondente da DW no local dá conta de pelo menos oito cidadãos impedidos de votar, esta tarde, no Posto de Votação de Mulila, localizado no populoso bairro de Namicopo, na cidade de Nampula, porque os seus nomes e números não constam dos cadernos eleitorais.
    14:40 Longas filas para votar em Tete ao início da tarde:
    14:36 Em Inhambane, regista-se uma diminuição no número de eleitores nas urnas desde o início da tarde. O correspondente da DW na província, Luciano da Conceição, diz que são mais de 20 as assembleias de voto sem eleitores nas últimas duas horas nas cidades de Maxixe e Massinga. Ainda assim, o presidente do STAE em Maxixe, Bernardo Pires, mostra-se confiante e diz acreditar que mais de 90 por cento dos eleitores vão votar nestas eleições. Segundo o responsável, é tradição muitas pessoas deixarem esta missão para a última hora.
    14:22 A plataforma da Sala da Paz, uma plataforma eleitoral da sociedade civil que congrega cerca de 70 organizações não-governamentais, considera que, de um modo geral, as mesas de votação no país abriram a horas e com muita afluência dos eleitores, na maioria, homens.
    Numa avaliação sobre a abertura do processo de votação, a Sala da Paz observou, no entanto, a ausência de alguns membros das assembleias de voto devido a várias razões, como a falta de assinatura de contratos. A plataforma apontou também que, em algumas províncias como Cabo Delgado e Inhambane, observadores devidamente identificados, mesmo apresentando crachás passados pela CNE, foram impedidos de fazer o seu trabalho, alegadamente por falta de credencial.
    Ainda segundo a Sala da Paz, algumas mesas abriram com insuficiência de material como urnas e selos e foram identificados casos de cidadãos com boletins de votos já preenchidos antes da abertura de urnas em alguns locais na Zambézia, Tete e Nampula. Foram reportados, igualmente, casos de repetição de voto, nomeadamente em Cabo Delgado, e de tumultos na Ilha de Moçambique, na província de Nampula.
    13:50 No Twitter, a FRELIMO acaba de divulgar os momentos da votação do cabeça de lista do partido em Sofala, Lourenço Bulha, que apelou ao voto e disse que esperava de forma serena pelos resultados.
    13:43 Enquanto eleitores moçambicanos acorrem às urnas, Presidente Filipe Nyusi apela à paz e partidos da oposição pedem uma votação livre, justa e transparente. Veja o vídeo:
    13:40 O candidato do partido extraparlamentar AMUSI à Presidência da República, Mário Albino, instou os órgãos eleitorais a garantirem que os resultados das eleições gerais reflitam o que vai acontecer nas "mesas de voto" e que não sejam desvirtuados. "Que os resultados sejam os desejados [pelo eleitorado], que sejam resultados que virão das mesas de voto", disse Mário Albino, em declarações aos jornalistas, após votar na cidade de Nampula, norte de Moçambique, esta manhã.
    13:31 O candidato da RENAMO em Nampula, Luís Mecupia, denunciou o "uso da polícia pelo partido no poder" nas eleições.
    13:30 Na Beira, o correspondente da DW África Arcénio Sebastião, dá conta de dificuldades no processo de votação na Escola Primária Completa de Vaz. Uma das assembleias de voto chegou mesmo a ser palco de tumultos protagonizados por eleitores que aguardavam na fila para votar. O facto obrigou à intervenção policial. Ao que tudo indica, a escaramuça terá sido causada pela espera prolongada.
    13:22 O ex-Presidente moçambicano Joaquim Chissano comentou que os moçambicanos devem fazer "sentir a sua voz" nas eleições, através de uma votação democrática e em consciência. "Estou satisfeito, porque contribui [através do voto] para que seja uma eleição democrática, que exprime a vontade do povo moçambicano, por isso, eu apelo para que todos venham votar, porque tem que se sentir a voz dos moçambicanos", declarou Joaquim Chissano, falando aos jornalistas, após votar, em Maputo.
    13:14 A Procuradora-Geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, prometeu rapidez no tratamento de crimes eleitorais, assinalando que os tribunais vão funcionar ininterruptamente durante o processo. "Capacitámos os nossos investigadores e magistrados, quer do Ministério Público, quer judiciais, para dar atendimento rápido a estes ilícitos eleitorais", disse Beatriz Buchili, em declarações aos jornalistas, após votar, em Maputo.
    13:10 No posto administrativo de Macuácua, o delegado de candidatura da RENAMO, Henrique Maria, refere que há eleitores que estão a ser induzidos a votar na FRELIMO. Segundo o correspondente da DW África Carlos Matsinhe, o responsável da RENAMO denuncia que tal está a acontecer com a conivência de um agente da polícia local.
    13:05 A Plataforma da "Sala da Paz", em Tete, faz um balanço positivo das primeiras horas de votação, apesar de alguns membros desta plataforma não terem sido credenciados pelos órgãos de administração eleitoral para a observação do pleito. Não obstante, Júlio Calengo, coordenador da "Sala da Paz" naquela região moçambicana, informa que a plataforma conseguiu credenciar 500 observadores que estão distribuídos por toda a província.
    13:00 O Centro de Integridade Pública (CIP) informou esta manhã que foram reportados casos de tentativas de enchimento de urnas nos dois maiores circulos eleitorais do país. Segundo o CIP os casos - todos a favor da FRELIMO - registaram-se nas assembleias de voto instaladas nas escolas primárias completas Eduardo Mondlane de Angoche, em Nampula, e 16 de Junho, em Mopeia, na Zambézia.
    12:56 Ricardo Tomás, cabeça de lista da RENAMO em Tete, apela à comunidade internacional que denuncie ilícitos eleitorais.
    12:51 O correspondente da DW África em Tete, Amós Zacarias, visitou há instantes algumas mesas de votação na cidade de Tete, onde ainda se verificam longas filas. Alguns cidadãos tecem reclamações contra a morosidade associada ao processo de voto. Na província de Tete, existem cerca de 1000 postos de votação, com mais de 1900 mesas. Nestas eleições, a província supracitada elege 21 deputados para a Assembleia da República e 82 membros para a Assembleia Provincial.
    12:20 A Missão de Observacão Eleitoral da União Europeia nas eleições em Moçambique considera que a abertura das mesas de voto decorreu de modo ordeiro. "É verdade que havia muitas filas, mas os procedimentos foram seguidos em grande parte", informou Sànchez Amor, chefe daquela unidade. O responsável asseverou ainda em conferência de imprensa em Maputo que "a observação está a realizar-se em boas condicões" e "por enquanto o processo desenrola-se conforme o previsto".
    "A única questão é que há muitas filas e se calhar isso poderá levar algumas pessoas a esperar mais para registar o seu voto", frisou.
    12:13 Daviz Simango, candidato à Presidência da República de Moçambique pelo MDM, fez um apelo às autoridades eleitorais, pedindo eleições "transparentes, livres e justas". Simango também pediu que não haja intimidação por parte das Forças de Defesa e Segurança.
    O cabeça de lista do segundo maior partido da oposição votou na Beira, província de Sofala.
    12:05 No posto de votação da Escola Secundária Eduardo Mondlane, em Chimoio, província de Manica, as assembleias de voto ainda registam grandes filas. O cabeça de lista da RENAMO, Alfredo Magumisse, chegou a este local de votação pouco tempo depois do abertura das urnas, mas teve de esperar para votar devido à ausência de membros da Comissão Provincial de Eleições. Já a cabeça de lista da FRELIMO, Francisca Domingos Tomás, exerceu o seu direito de voto na província do Niassa.
    12:01 José Avelino, cabeça-de-lista do MDM a governador de Cabo Delgado, votou na Escola Primária Completa de Igonane, na cidade de Pemba. O candidato está satisfeito por exercer o direito de voto e exorta os eleitores a fazerem o mesmo: "Aqueles que estão em casa não podem perder esta oportunidade ímpar, porque se perderem só daqui a cinco anos poderão exercer esse direito de novo".
    11:58 Na escola de Icidua, em Quelimane, há uma fila para mulheres e outra para homens. O objetivo é organizar a espera rumo às assembleias de voto.
    11:52 O candidato da RENAMO em Manica, Alfredo Magumisse, votou logo pela manhã. Em seguida, falou da importância do voto na defesa da democracia.
    11:49 Em Inhambane, os idosos estão a ter prioridade nas mesas das assembleias de votos. Por outro lado, algumas pessoas que perderam os cartões de eleitor não estão a ser impedidas de exercer o seu direito cívico. Segundo o correspondente Luciano da Conceição, a afluência às urnas diminuiu ao final da manhã. Espera-se que muitas pessoas possam aderir à votação durante a parte da tarde.
    11:45 A votação em Berlim decorre de forma tranquila. Existem 337 eleitores inscritos no círculo eleitoral da capital alemã. Houve algum movimento na assembleia de voto logo na abertura. Duas das pessoas que se encontram à direita na foto (em baixo) são observadores da RENAMO e da FRELIMO.
    11:39 O cabeça de lista da FRELIMO na província central da Zambézia, Pio Matos, votou no início da manhã no Instituto Industrial e Comercial 1 de Maio, na cidade de Quelimane. Pio Matos garantiu que está "tudo tranquilo".
    11:31 Em Nampula, a Sala da Paz, uma plataforma de observação eleitoral, lamenta e condena o que chama de falta de vontade dos órgãos eleitorais em credenciar observadores na província de Nampula, o que, segundo aquela organização, está a condicionar as suas atividades no pleito. "Os 300 observadores previstos pela Sala da Paz não foram até ao momento credenciados, o que nos preocupa bastante. Mas estamos à espera dos órgãos eleitorais porque sabemos que continua o processo de emissão de credenciais", informa aquela organização em comunicado.
    11:24 Ricardo Tomás, cabeça de lista da RENAMO ao cargo de governador de Tete, votou pôr volta das 9:40, na Escola Primária Ngungunhana, arredores da cidade de Tete. Depois de votar, Tomás apelou às forças de defesa a agirem em conformidade com a lei, para garantir que o dia da votação seja um momento de festa. Já os cabeças de lista da FRELIMO e MDM votaram nos distritos de Dôa e Moatize respetivamente.
    11:17 Em Tete, as filas para votar continuam a crescer.
    11:05 Cornélio Tivela, candidato a governador provincial de Cabo Delgado pelo Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), votou na Escola Secundária de Pemba. O político mostrou-se confiante na vitória e diz que não tem qualquer tipo de queixas relativamente ao decurso do sufrágio. Cornélio Tivela espera que o clima de tranquilidade prevaleça em todo o processo. "O PAHUMO é quem ganha porque o nosso manifesto teve muita aceitação", acrescentou, segundo o correspondente em Pemba, Delfim Anacleto Uatanle.
    11:00 As assembleias de votação em Quelimane, na província central da Zambézia, continuam a registar grande afluência de eleitores.
    10:58 Um cidadão, cuja identidade não foi revelada, foi detido em Nampula depois de ter sido intercetado pela política com pelo menos cinco boletins de voto. Segundo apurou o correspondente no local, Sitói Lutxeque, o mesmo cidadão é membro do partido FRELIMO.
    10:55 Em Chimoio, regista-se fraca adesão às assembleias de voto. Na Escola Secundária Samora Machel, a primeira secretária da FRELIMO na província de Manica, Ana Armando Chapo, apelou aos eleitores que exerçam o seu direito cívico.
    10:47 Em Tete, na escola primária Ngungunhana, registam-se longas filas para votar, com dezenas de pessoas - algumas idosas ou mulheres grávidas - a sentarem-se no chão enquanto aguardam vez.
    10:40 A enviada especial da DW em Quelimane, Nádia Issufo, relatou há momentos o ambiente que se vive naquela cidade no dia das eleições gerais em Moçambique. A jornalista dá conta de casos de eleitores que não conseguiram votar por problemas com o cartão de eleitor.
    10:30 O correspondente da DW África em Inhambane, Luciano da Conceição, informa que as mesas de voto abriram pontualmente à hora prevista com milhares de eleitores nas filas para exercerem o seu direito cívico. O candidato da FRELIMO para governador, Daniel Chapo, junto com a mulher, votaram na Escola Primária III Congresso, em Inhambane. Já o candidato do Movimento Democrático de Moçambique, Marcelino Marrengula, votou na Escola Industrial Eduardo Mondlane, também em Inhambane.
    O cabeça de lista do maior partido da oposição, a RENAMO, Daniel Machamale, foi exercer o seu direito na Escola Secundária de Mudauka, no distrito de Massinga, a mais de 130 km da capital provincial. Todos os concorrentes ao cargo de governador mostraram-se confiantes na vitória e aguardam os resultados das suas residências sob fortes medidas de segurança.
    10:24 O embaixador de Moçambique na Alemanha, Sérgio Nathú Cabá, foi o primeiro a votar esta terça-feira em Berlim, pouco passava das 09:00. De acordo com a CNE, existem 2479 eleitores inscritos para votar no estrangeiro, 660 dos quais na Alemanha. Durante o dia do pleito, a embaixada moçambicana na capital alemã permanece aberta ao público apenas para a votação. Em Berlim há uma assembleia de voto. Na Alemanha, o pleito decorre ainda em Hamburgo, Estugarda e Munique.
    10:13 Em Pemba, Cabo Delgado, alguns idosos queixam-se da longa espera para votar e lamentam que não lhes seja concedida prioridade, tal como preconiza a lei. Na Escola Primária de Cariacó, Albertina Navaia, por exemplo, diz que ainda não conseguiu exercer o seu direito, embora tenha chegado à assembleia de voto bem cedo. "Há lutas na fila e como nós somos mais velhas não conseguimos ficar paradas, por isso ficamos sentadas", disse a idosa ao correspondente da DW África no local, Delfim Anacleto Uatanle.
    10:10 Maria Angela Eduardo, candidata da RENAMO em Cabo Delgado, pede que a votação decorra de forma pacífica e disse sentir-se lisonjeada por ser a única mulher a concorrer nestas eleições naquela província.
    10:02 Os eleitores improvisam estratégias para marcar lugar na fila para votar na escola primária de Icidua, em Quelimane.
    09:56 O Governador de Tete, Paulo Auade, votou cedo e apelou à afluência massiva da população às urnas.
    09:48 O candidato presidencial da RENAMO, Ossufo Momade, disse que "nunca" vai aceitar "resultados eleitorais manipulados", assinalando que a negação da vontade popular levou o país a hostilidades militares no passado. "Se são resultados manipulados, nunca podemos aceitar e estamos determinados em fazer qualquer coisa que o povo nos indicar", declarou Ossufo Momade.
    O candidato falava após votar na sua terra natal, na Ilha de Moçambique, província de Nampula. Momade mostrou aos jornalistas dois boletins de voto supostamente "apanhados" na posse de um membro da FRELIMO, partido no poder, como alegada prova de que o escrutínio já está a ser adulterado.
    09:39 Luís Boavida, cabeça de lista do MDM na Zambézia, falou aos jornalistas após exercer o seu direito de voto e pediu a todos os zambezianos para não ficarem em casa e irem às urnas escolher os destinos da província.
    09:33 Manuel de Araújo, candidato da RENAMO na Zambézia, depois de votar em Quelimane, desejou que todos os moçambicanos exerçam o seu direito de voto.
    09:31 O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, Abdul Carimo, referiu que a primeira hora de votação nas eleições gerais de hoje registou "muita participação", sem "grandes problemas". "A primeira impressão é de muita satisfação. Como estamos a testemunhar, as filas são enormes, significa que há muita participação e esperamos que assim seja até ao final do dia", disse Abdul Carimo, em declarações aos jornalistas em Maputo, citado pela agência de notícias Lusa.
    "Se os níveis de votação das primeiras horas se mantiverem, o índice de participação dos eleitores poderá ser "muito maior" que em eleições anteriores, antecipou.
    09:23 O candidato presidencial do partido AMUSI, Mário Albino, votou no Instituto Industrial e Comercial de Nampula. Depois do processo, mostrou-se confiante na vitória, mas denunciou a alegada proibição dos seus observadores na fiscalização dos votos em várias mesas na zona de Mureveya, na cidade de Nampula. Entretanto, Daniel Ramos, presidente da Comissão Provincial de Eleições de Nampula, desmentiu Mário Albino e disse que o AMUSI quer que o processo seja fiscalizado por mais de duas pessoas, o que contraria a lei.
    No entanto, o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) denuncia no Twitter que o STAE está bloquear a observação das eleições através da não credenciação dos observadores.
    09:15 O trabalho nas mesas onde vai votar o candidato presidencial moçambicano da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade, na Ilha de Moçambique, esteve paralisado durante alguns momentos devido a pancadaria entre os respetivos membros, noticiou a imprensa local citada pela agência de notícias Lusa. Imagens de canais de televisão moçambicanos, em direto do local, mostraram membros das mesas de voto a esmurrarem-se no interior do local de votação e eleitores apinhados à entrada. A informação é confirmada no Twitter por Zenaida Machado, antiga jornalista e membro da Human Rights Watch.
    09:09 Alguns eleitores no posto de votação da escola de Cariocó, em Pemba, estão com dificuldades em localizar as suas mesas e assembleias de voto, relata o correspondente no local, Delfim Anacleto Uatanle. O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) montou um gabinete técnico no local para ajudar os eleitores.
    08:52 Em Maputo, o correspondente Leonel Matias informa que várias personalidades e individualidades da vida política moçambicana votaram na primeira hora e meia do escrutinío, nomeadamente a Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, o antigo Presidente da República Armando Guebuza, a presidente do Conselho Constitucional Lúcia Ribeiro e a Procuradora-Geral da República Beatriz Buchili.
    08:45 Em Quelimane, uma cidadã que votou na escola de Coloane denuncia problemas com o cartão do eleitor de outros eleitores.
    08:29 O correspondente na Beira, Arcénio Sebastião, diz que Daviz Mbepo Simango, candidato à Presidência pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), depositou o seu voto no bairro de Macuti, pouco depois das 07:30. Daviz Simango chegou acompanhado da família. "Nós precisamos que todos votem e aproveito esta oportunidade para lembrar a todos os moçambicanos que não votarem que vão ter a oportunidade de ser dirigidos por aqueles que não escolheram", advertiu. Daviz Simango pediu ainda às autoridades e órgãos eleitorais para "criarem condições para que estas eleições sejam transparentes livres e justas".
    08:20 O cabeça-de-lista da RENAMO a governador da província de Nampula, Luís Mecupia, exerceu o seu direito de voto na Escola Primária Completa Parque Popular. Depois de depositar o seu voto, Mecupia denuciou aos jornalistas a alegada intimidação dos cidadãos por parte da polícia. O atual governador da província, Victor Borges, votou minutos depois no mesmo local. Borges diz-se confiante na vitória do seu partido e apelou à afluência ao pleito.
    07:50 Filipe Nyusi, Presidente da República que concorre a um segundo mandato pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), votou acompanhado pela mulher, na Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, e em direto na televisão pública. Nyusi fez votos para que o país "possa mostrar, mais uma vez, ao mundo e região que apoia a democracia". "Vamos acreditar e vamos confiar", sublinhou, com apelos à paz e a um dia sereno. "Que ganhe o melhor, aquele que vendeu o melhor manifesto e melhor programa ao eleitorado", concluiu o Presidente da República e candidato da Frelimo.
    07:45 Em Quelimane, o candidato da RENAMO na Zambézia, Manuel Araújo, preparava-se para votar esta manhã. Foi captado pela lente da DW África.
    07:29 Em Nampula, a maior parte das mesas de votação abriram à hora marcada. Regista-se já alguma afluência dos eleitores às urnas. O retrato é semelhante em vários pontos do país.
    07:15 Há instantes, a enviada especial da DW África em Quelimane, Nádia Issufo, traçou o retrato do início do dia eleitoral em Moçambique.
    07:00 As urnas já abriram em Moçambique. Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos são chamados esta terça-feira (15.10) a escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento e, pela primeira vez, dez governadores provinciais e respetivas assembleias. A cidade de Maputo goza de um estatuto especial, pelo que não vai eleger um governador provincial, terá sim um Secretário de Estado.
    2 min
  • Zambézia: Tensão e blindados nas ruas na véspera das eleições
    A poucas horas das eleições, circulam em alguns distritos da província da Zambézia viaturas blindadas e membros das unidades de intervenção rápida. MDM receia atos de violência e RENAMO apela à calma dos eleitores.A poucas horas do início do pleito eleitoral em Moçambique, a situação nos vários distritos da província da Zambézia é calma, embora permaneça alguma incerteza sobre como será o dia da votação, quando forem abertas as assembleias de voto.
    Em várias regiões da província, tem havido relatos da circulação em algumas estradas de blindados pertencentes às unidades de intervenção rápida. "Os blindados são instrumentos de trabalho para os fazedores da paz", explicou António Paulo, do comando provincial da PRM na Zambézia.
    Segundo o comandante, os blindados e as unidades de intervenção rápida que estão a circular na região não são para amedrontar nem para afugentar os eleitores, mas apenas para manter a ordem.
    "Não há problema nenhum, estamos a fazer o trabalho normal para que as eleições ocorram num ambiente de paz e tranquilidade. Para eleições justas e transparentes, os votantes precisam de paz. Estamos a educar a população sobre aquilo que vai ser o seu comportamento", esclareceu.
    MDM receia violência e RENAMO pede calma
    Na véspera da ida às urnas, membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) recusam-se a trabalhar em algumas assembleias de voto por temerem atos violência.
    "Os MMVs [membros de mesas de assembleias de voto] estão a negar estar em Quelimane por causa da violência que tem acontecido. Quando chega o momento da contagem dos votos, o número de polícias aumenta nos postos de votação e também aumenta a intimidação", explicou à DW África o mandatário provincial do MDM, Celestino Martins.
    O mandatário da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana), Ezequiel Gusse, pede à população para se manter calma: "Queremos apelar a calma aos nossos apoiantes, aos membros da RENAMO e ao público em geral. Como partido comprometido com a paz estamos a fazer o nosso apelo por todos meios disponíveis no sentido de evitarmos o pior."
    "Processo já começou viciado"Tanto o MDM como a RENAMO, os dois principais partidos da oposição, preveem muitas fraudes nessas eleições. "O processo já começou viciado, sublinha Celestino Martins, do MDM. "Remetemos as nossas listas de delegados em alguns distitos até às 12 horas de hoje, mas os presidentes das comissoes distritais andavam em sítios incertos e incontactáveis. É de propósito que os próprios órgãos eleitorais estão a fazer isso. Só os partidos da oposição não receberam as credenciais", conta.
    Por seu turno, Ezequiel Gusse, da RENAMO, diz que "a comissão provincial e as respetivas comissões distritais na Zambézia não estão a desponibilizar as credenciais para os delegados de candidatura da RENAMO no distrito de Nicoadala". Segundo o mandatário, "as comissões distritais encontram-se encerradas e os respetivos presidentes não atendem as chamadas telefónicas."
    Por outro lado, relata ainda Ezequiel Gusse, "as viaturas alugadas pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) com fundos do Estado estão a ser usadas apenas para transportar os membros das mesas de voto provenientes do concurso público e do partido FRELIMO, deixando de fora os de outros partidos com assento parlamentar, como é o caso da RENAMO e do MDM."
    3 min
  • Eleições em Moçambique: Falhas no credenciamento de observadores
    Moçambique vai a votos nesta terça-feira (15.10.) mas alguns observadores ainda não foram credenciados. As autoridades de administração eleitoral (STAE) garantem que todas as mesas de votação abrirão às sete horas.É já nesta terça-feira (15.10.) que os moçambicanos vão escolher pela sexta vez, o Presidente da República e os 250 deputados do Parlamento, 794 membros das assembleias provinciais e pela primeira vez 10 governadores provinciais.
    A menos de 24 horas da votação, na província central de Tete mais de 500 observadores eleitorais, indicados pela Igreja Católica de Tete, ainda não estão credenciados.
    O presidente da Comissão Provincial de Eleições de Tete, Ussumane Cassamo, diz que a demora na acreditação se deve à falta de capacidade de emissão das credencias pelos órgãos eleitorais na província.
    O STAE ainda não deu resposta
    Em declarações à DW África, Elton Laissone, que é presidente da Comissão Diocesana da Justiça e Paz em Tete, uma organização da sociedade civil pertencente à Igreja Católica, afirma que "recebemos 115 credenciais dos 698 que solicitamos e já havíamos pressionado [o STAE] neste sentido, mas sem resposta positiva”, queixa-se Laissone.
    Elton Laissone acrescentou que a sua agremiação corre contra o tempo e destaca que a esperança vai se complicando tendo em conta o tempo que falta para a realização das eleições.
    "Das credenciais que ainda nos faltam por receber temos aquelas que terão de ir aos distritos de Zumbo [cerca de 500 km da cidade de Tete], Marara, Chifunde e Mutarara, e nós sabemos o quanto Tete é complicado em termos de distâncias”, frisou Laissone.
    Credenciamento fora do tempoO presidente da Comissão Provincial de Eleições de Tete, Ussumane Cassamo, diz que a demora de credenciamento se deve à falta de capacidade de emissão dos documentos.
    Mas não só, acusa alguns observadores de terem "submetido tarde os seus pedidos de credenciamento, facto que está a complicar os órgãos eleitorais, que estão a ter muitas dificuldades de dar vazão às solicitações”, disse Cassamo.
    A CNE em Tete lamenta ainda que desde a última sexta-feira (11.10.) até esta segunda-feira, (14.10.), "existe uma grande preocupação das organizações de observadores e isso naturalmente pode complicar”.
    Para já, Elton Laissone nega que o pedido da sua agremiação tenha dado entrada tarde aos órgãos eleitorais. "Não atrasamos a submeter os pedidos das credenciais, mas tivemos situações de atrasos dos órgãos eleitorais", observa Laissone.
    Queixas do MDM O Movimento Democrático de Moçambique, MDM, acusa os órgãos eleitorais de Moatize de estarem a impedir a substituição dos MMVs, (Membros das Mesas de Assembleias de Voto), pelos partidos políticos, segundo o cabeça de lista do partido, Carlos Monteiro. "Nós como partido político estamos muito frustrados por esta posição, porque são eles MMVs que nos representam nas mesas de assembleia de voto”, lamenta.
    A DW tentou obter uma reação do STAE distrital de Moatize, mas sem sucesso. Para as eleições desta terça-feira, estão inscritos cerca de 1.1 milhão de eleitores em toda a província de Tete, onde serão instalados mais de mil postos de votação, onde funcionarão cerca de 1900 mesas de voto.
    As autoridades de administração eleitoral em Tete garantem que todas as mesas de votação abrirão as sete horas. Três foram mobilizados para a alocação dos membros das mesas de votação e os respectivos kits, nas regiões de difícil acesso.
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  • Cabo Delgado: Polícia recomenda que eleitores não andem sozinhos
    Eleições acontecem numa altura em que Cabo Delgado é alvo de ataques armados de insurgentes, situação que poderá excluir mais de cinco mil eleitores inscritos nessas zonas. Polícia garante reforço da segurança.Em Cabo Delgado, a Polícia da República de Moçambique (PRM) diz ter reforçado as medidas de segurança nas regiões onde desde 2017 têm ocorrido, com alguma frequência, ataques armados de insurgentes, com vista a proteger os eleitores de qualquer tentativa de distúrbios.
    Ainda assim, Vicente Dino Chicote, comandante provincial da PRM em Cabo Delgado, exorta os eleitores das aldeias com potencial de ocorrência de ataques a adotarem algumas medidas de segurança, como por exemplo evitar dirigir-se aos postos de votação individualmente.
    "Nas zonas afetadas por malfeitores, gostaríamos que [as populações], ao saírem das suas aldeias, aquelas que estão um pouco distantes das mesas de votação, andem em conjunto, não podem andar isoladamente. Gostaríamos que andassem em grupos maiores ou acima de cinco pessoas, isso para a sua própria segurança", recomenda.
    A Comissão Provincial de Eleições em Cabo Delgado diz que estão criadas todas as condições para a ida às urnas, embora permaneçam dúvidas sobre o funcionamento de algumas mesas de votação em distritos assolados pela instabilidade, nomeadamente Quitarajo, Mwangaza e Maculo, em Mocímboa da Praia. "Neste momento não se pode dizer que sítio x ou y não haverá votação, porque dependerá de como vai ser amanhã", disse Albino Pariela, presidente da Comissão Provincial de Eleições."
    O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) em Cabo Delgado também fala em reforço da segurança policial. "É de lei: um polícia por cada mesa de votação, mas em algumas zonas há um incremento, em colaboração com os comandos distritais, tendo em conta o nível de segurança que é necessário para esse loca", anunciou Cassamo Camal, diretor do STAE na província.
    Vigilância redobrada
    Alguns partidos políticos apelaram aos seus apoiantes, durante a campanha eleitoral, para redobrarem a vigilância através da permanência nos locais de votação mesmo depois de exercer o seu direito de voto.
    Mas a polícia em Cabo Delgado já deixou claro não vai tolerar essa prática. "Não queremos que alguém que tenha exercido o seu direito de voto permaneça nos arredores das mesas de votação. Alguém que votou é para regressar a casa ou, se quiser esperar os resultados em comunidade, vá para as sedes dos partidos", disse o comandante Vicente Dino Chicote.
    Mais de 12 milhões de eleitores moçambicanos são chamados às urnas esta terça-feira (15.10), para escolher pela sexta vez o Presidente da República, o Parlamento e, pela primeira vez, os governadores provinciais. Em Cabo Delgado, os órgãos eleitorais inscreveram um milhão, 180 mil eleitores, que serão distribuídos por 1860 mesas de votação.
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  • Guiné-Bissau: Presidenciáveis fazem campanha em Lisboa
    José Mário Vaz, Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló dirigiram-se à comunidade guineense na capital portuguesa em busca de votos. O Presidente da Guiné-Bissau assinalou que os golpes de Estado no país acabaram.A comunidade guineense radicada em Portugal, sobretudo na área da Grande Lisboa, dividiu-se em três grupos de apoiantes esta segunda-feira (14.10) para marcar presença quase na mesma hora na ação de campanha de três dos principais candidatos às eleições presidenciais de 24 de novembro na Guiné-Bissau.
    José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira partilharam salas diferentes na Universidade de Lisboa, enquanto que Umaro Sissoco Embaló reuniu-se com os guineenses na Amadora, um dos concelhos com maior concentração de cidadãos africanos, entre os quais oriundos da Guiné-Bissau.
    Jomav desafiou os guineenses na diáspora a regressarem ao país natal e contribuírem com o seu trabalho, saber e experiência para o esforço do desenvolvimento nacional. Abordado antes pelos jornalistas, o candidato, que ainda acumula o cargo de Presidente da República, recusou-se a falar para a imprensa estrangeira, preferindo comunicar primeiro com a comunidade, à qual se dirigiu em crioulo.
    "Vim cá para desafiar a nossa comunidade e pedir-vos para nos ajudarem a compor a terra. Ninguém é mais que ninguém naquela terra. Nós todos somos filhos da Guiné-Bissau. Não temos guineenses de primeira nem temos guineenses de segunda", afirmou.
    "Mãos limpas"Numa sala quase repleta da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, José Mário Vaz tratou de desmentir aqueles que diziam que o Presidente não tem apoiantes em Portugal. "Dizem que Portugal está completamente dominado e que José Mário Vaz não tem ninguém cá. Levantem-se e mostrem que afinal tenho cá apoiantes. Nós contamos convosco", acrescentou.
    O candidato, que esteve antes em Espanha, disse que durante cinco anos exerceu uma magistratura de influência. Apresentou-se perante à comunidade como um homem de paz, de mãos limpas e sem sangue, "porque não mandou espancar nem matar ninguém". É um homem, insistiu, que não está envolvido no tráfico de droga nem em atos de corrupção lesivos aos cofres de Estado da Guiné-Bissau.
    Jomav fez questão de dizer que nenhum país vai desenvolver-se se não tiver paz, tranquilidade, estabilidade e liberdade, que são os lemas da sua campanha. O Presidente guineense lembrou que entra para a corrida, porque não se sente confortável em estar à frente dos destinos de um país em que os valores da dignidade humana não têm nenhum significado.
    É neste ambiente que desvendou ter havido gente que não quis que ele saísse de Bissau, receando um golpe de Estado. "Havia gente preocupada dizendo que eu não devia sair do país, porque está previsto um golpe de Estado na Guiné-Bissau. Nunca! Nós acabamos com golpes de Estado na Guiné-Bissau", sublinhou.
    "Virar a página"Na mesma tarde, Domingos Simões Pereira se reunia na Universidade de Lisboa com outro grosso de guineenses, numa sala pequena para o número de apoiantes. O candidato, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) disse antes à imprensa que chegou a hora de os guineenses virarem a página.
    "Muita coisa mudará. Primeiro, o respeito escrupuloso pelo Estado de direito democrático. A lei tem que estar por cima de nós todos. Depois, o Presidente da República tem que ser o símbolo da unidade nacional e não pode ter comportamentos que se associam a grupos, etnias e religiões", disse.
    "O Presidente da República tem que congregar esta moldura e convocar os guineenses para a manifestação e celebração daquilo que nos une, não daquilo que nos desune e nos separa", declarou Domingos Simões Pereira.
    Nova esperança
    Umaro Sissoco Embaló, que esteve antes na Inglaterra, também explanou sobre o papel do Presidente da República e sublinhou que é preciso dar uma nova esperança aos guineenses. O candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) quer refundar o Estado.
    "Enquanto primeiro-ministro, viram o que eu fiz. Enquanto Presidente da República, [defendo] o refundamento do Estado, a dignidade do Estado, encorajar o homem guineense para fazer fé à Guiné-Bissau. É isso que eu vim transmitir aqui aos meus irmãos da Guiné-Bissau", afirmou.
    O ex-primeiro-ministro sustentou que, se for eleito, vai respeitar e fazer respeitar a Constituição. Essa mensagem foi passada à comunidade guineense em Lisboa, no meio de um forte calor humano, e será enfatizada quando lançar a sua candidatura em Bissau.
    Umaro Sissoco Embaló reconheceu, por outro lado, que a diáspora deve participar no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau, com o impulso do Presidente da República.
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  • Manuel de Araújo: "É horrível a atuação da polícia na Zambézia"
    O candidato da RENAMO na província da Zambézia, Manuel de Araújo, classifica a atuação das forças policiais durante o processo eleitoral de "horrível" e acusa-as de partidarismo.Na província da Zambézia, no centro de Moçambique, pairam receios de violência no dia das eleições, terça-feira (15.10), tal como rumores sobre a existência de homens armados da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) de prontidão e a presença de militares disfarçados de polícia, prontos para intervir.
    Manuel de Araújo, candidato a governador da Zambézia pela RENAMO, voltou a apelar ao seu eleitorado que permaneça nas assembleias de voto a vigiar as urnas, para evitar fraudes. Em entrevista exclusiva à DW África, em Quelimane, Araújo acusa o ministro do Interior, Basílio Monteiro, de não despir as vestes do partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), enquanto dá ordens à polícia.
    DW África: A FRELIMO e a Polícia da República de Moçambique entendem o apelo a vigiar as urnas como um incitamento à perturbação da ordem pública. Preocupam-lhe as possíveis consequências para o seu eleitorado?
    Manuel de Araújo (MA): [Existe uma] coincidência entre o pensar e o agir da FRELIMO e o pensar e agir das autoridades, nomeadamente da polícia. Este é um assunto que temos vindo a levantar: o facto de termos, neste jogo, e em especial na província da Zambézia, jogadores que, ao mesmo tempo, são jogadores e árbitros. É o caso do ministro [do Interior] Basílio Monteiro. Nós soubemos que, na semana passada, o sr. Basílio reuniu-se com todos os comandantes distritais na sua qualidade de ministro, para, no dia seguinte, fazer um pronunciamento sobre a posição do seu partido em relação ao que deve acontecer depois da votação. E, um dia depois, temos o comandante provincial a repetir textualmente aquilo que o seu ministro disse. Portanto, nós ficamos sem saber se estamos a lidar com uma polícia republicana ou se estamos a lidar com uma polícia do partido FRELIMO.
    Quando um camponês produz o seu milho e sabe que, na vizinhança, há macacos, ele tem que colocar espantalhos. Ele tem que proteger o seu milho. E o que nós estamos a fazer não é nada mais ou nada menos do que proteger o nosso milho. O nosso voto é a nossa colheita. Nós plantamos e esperamos colher no dia 15 de outubro.
    DW África: Há quem insinue que tenha mandado incendiar a casa da sua própria mãe em nome de objetivos eleitoralistas. Seria capaz de tal perversão?
    Manuel de Araújo (MA): Bom, primeiro, eu deixo de falar com qualquer pessoa que coloque essa hipótese, porque acho que está a faltar ao respeito à minha pessoa, à minha inteligência, e está a desrespeitar a minha mãe. São coisas que não admito.
    DW África: Correm aqui em Quelimane várias informações, não confirmadas, de que, por exemplo, os guerrilheiros da RENAMO chegaram à cidade discretamente e estariam acomodados em casas de membros do partido para controlar postos de votação e intervir em caso de irregularidades eleitorais. Confirma essa informação?
    MA: Em primeiro lugar, como sabe, não faço parte da ala militar e não comento assuntos militares. Não tenho essa informação. Portanto, diria que, se eu não tenho conhecimento e sou cabeça de lista, o mais provável é que seja mais uma "inventona" daqueles que têm medo de perder as eleições. Mas, de facto, se eu tivesse capacidade militar não hesitaria... mas não tendo, não posso comentar mais, porque não tenho essa informação.
    DW África: Mesmo que isso representasse uma violação à Lei?
    MA: Por exemplo, hoje, às 13:00, vi o jornal da tarde da STV, onde o chefe da ordem provincial dizia que teremos blindados na cidade. Quelimane é uma cidade de paz, porque precisamos de blindados e para ameaçar a quem? Se a polícia tem blindados a mais, que mande para a Palma, onde é preciso. Onde os nossos militares, os nossos jovens, estão a morrer por falta de equipamento. Não percebo porque é que uma cidade tão pacífica como Quelimane vai ter blindados num dia de eleições! As eleições são uma festa.
    DW África: Em relação à atuação da polícia, qual é avaliação que faz no âmbito do processo eleitoral aqui na provincial da Zambézia?
    MA: Horrível. Nós temos sinais mais do que evidentes do que a nossa polícia não é uma polícia republicana, mas sim, uma polícia partidária. Daí aquela reivindicação da RENAMO, da necessidade da integração nas forças ou dos homens da RENAMO, quer na polícia, quer no Exército, mas fundamentalmente no Serviço de Segurança do Estado [SISE]. Porque é lá de onde, por exemplo, saem os comandos para os esquadrões da morte. É na polícia, comandada pelo sr. Basílio Monteiro, que [se] dá orientações [sobre] quem deve ser abatido e quem deve ser ferido. Primeiro, precisamos de ter uma integração dos homens da RENAMO, para em seguida passarmos a ter uma polícia republicana, um Serviço de Segurança do Estado, que se preocupa com os assuntos de Estado e não com assuntos mesquinhos ou com perseguições aos partidos da oposição.
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