Alta Definição

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Alta Definição episodes

  • Filipa Pinto: “Aos 24 anos tive mais um episódio depressivo, os médicos chegaram à conclusão que eu tinha perturbação obsessivo compulsiva”

    Filipa Pinto esteve em destaque no programa Alta Definição, numa conversa em que a atriz revelou, com transparência, o percurso de saúde mental que a acompanhou desde a adolescência. A intérprete, conhecida pelo papel da antagonista Sandra na novela Páginas da Vida, descreveu com detalhe o impacto do seu primeiro desgosto amoroso aos 15 anos, episódio que despoletou um processo de autoconhecimento e a levou a procurar apoio psicológico pela primeira vez. 

    Mais tarde, aos 24 anos, viria a ser diagnosticada com perturbação obsessivo-compulsiva, diagnóstico que, paradoxalmente, trouxe consigo um sentimento de alívio. “Ter o diagnóstico final, para mim, foi um grande alívio, porque foi um ‘ok, isto acontece, isto existe, aquilo que eu sinto tem uma associação, tem uma justificação, há sintomas, não sou única, não estou sozinha, há um tratamento, portanto há solução’”, afirmou a atriz, sublinhando a importância de nomear aquilo que se sente como primeiro passo para a recuperação.

    Ao longo da conversa, a atriz abordou também a resistência inicial à medicação e o caminho que percorreu até a aceitar como parte integrante do seu tratamento, reconhecendo que essa decisão lhe permitiu tornar-se uma versão mais funcional e presente de si mesma. A atriz defendeu com convicção a necessidade de quebrar o estigma em torno da saúde mental. “Eu nunca recusei ajuda; pelo contrário, sempre procurei. Primeiro aos meus amigos, depois à família, depois, se eu precisasse de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica, eu avançava. Eu só não queria estar sozinha”, confidenciou.

    Num momento de rara serenidade, Filipa Pinto encerrou a entrevista com uma mensagem dirigida à versão mais frágil de si própria: a certeza de que “o mal não dura para sempre” e de que existe “uma luz ao fundo do túnel”. Ouça aqui a entrevista no Alta Definição em podcast.

    Este programa foi emitido na SIC a 2 de maio. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.

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    46 min
  • Maria João Bastos: “Via a novela brasileira com o meu pai, mas parecia inatingível. Pensei nele na primeira vez em que pisei os estúdios da Globo: 'Estou aqui, pai'”

    A atriz Maria João Bastos é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. Conhecida por dar vida a personagens complexas e intensas, como Marta na novela “Páginas da Vida”, a atriz confessa que “as vilãs são sempre personagens muito desafiantes”. Crescida em Benavente, recorda com carinho as memórias de uma infância livre, onde organizava teatros com os vizinhos, formava bandas e invadia palcos aos quatro anos para cantar o “Sobe, Sobe, Balão Sobe”. “Não quero perder a menina destemida que me trouxe até aqui”, afirma a atriz. Maria João Bastos fala sobre a perda prematura do pai e de como esse momento marcou o início da sua vida adulta. Recorda o sonho partilhado com ele, enquanto viam juntos as novelas brasileiras à hora do almoço, e a emoção de um dia pisar os estúdios da Globo: “Fechei os olhos e pensei: 'Tinhas razão, aqui estou'.” A atriz reflete ainda sobre a escolha consciente de não ser mãe, a liberdade como palavra que define a sua vida, e a serenidade que encontrou aos 50 anos. “Estou a viver um dos momentos mais felizes da minha vida”, garante. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 25 de abril.

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    48 min
  • Nuno Ribeiro: “O meu pai diz-me muitas vezes ‘Tu começaste a cantar antes de falar’”

    No dia em que sobe ao palco do Coliseu dos Recreios lotado, Nuno Ribeiro é convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição, numa entrevista onde revela o seu percurso, desafios e o lado mais íntimo da sua vida. Nuno Ribeiro fala de um caminho feito entre o Norte e Lisboa, dividido entre o conforto das origens e a necessidade de arriscar para cumprir um sonho que nunca deixou de o inquietar. Assume-se em constante reinvenção, movido por uma ambição tranquila e por uma luta interior: fazer com que reconheçam o rosto por trás das canções. Recorda uma infância simples, onde a música e a família eram tudo, e onde a ingenuidade lhe dava leveza. Algo que sente ter perdido ao tornar-se mais pensativo e exigente consigo próprio. Neste Alta Definição de 18 de abril, na SIC, o cantor revela fragilidades que o moldaram, desde problemas de saúde a medos que ainda hoje carrega, como a dificuldade em estar sozinho. Fala de uma família que é alicerce absoluto, de pais que tudo deram e a quem tenta retribuir em gestos simples. O sonho construiu-se devagar: recusas, bares, rua, dúvidas e persistência. Nunca deu nada como garantido. Entre perdas marcantes e o amor que o transformou, o autor de êxitos como "Maria Joana" reconhece-se hoje mais leve, mais focado e mais grato. Vive com receio de que tudo possa acabar, mas é precisamente esse medo que o mantém fiel ao trabalho. No fim, sobra a certeza de quem continua a acreditar, com a mesma convicção do miúdo que começou tudo.

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    49 min
  • Filipe Vargas: “A demência é lixada. A Alzheimer é uma doença filha da mãe, é uma coisa horrível. E o meu pai decidiu não ir até ao fim“

    Nesta entrevista intimista conduzida por Daniel Oliveira, o ator Filipe Vargas, de 53 anos, confessa que o impacto de se ter tornado órfão foi devastador: “Foi um chão que de repente desapareceu. E isso achava que não ia acontecer”, revela. A ajuda veio sobre a forma de terapia, antidepressivos e uma rede de amigos que o ajudaram a percorrer aquela “travessia no deserto”.

    Apesar do luto, Filipe Vargas revela-se um homem que encontrou no autoconhecimento e na reinvenção os pilares da sua identidade. O ator recorda a sua decisão, aos 32 anos, de abandonar uma carreira na publicidade para estudar teatro em Madrid. Apesar da sua constante procura pelo melhor da vida, confessa a sua preocupação pelos extremismos que assolam a sociedade portuguesa: “Eu achava que estávamos num sitio bastante mais evoluído, mas acho que não”.

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    50 min
  • Nininho Vaz Maia em 2024: “Cresci a pensar que um dia ia para a prisão. Se aconteceu à minha volta, à minha família, sei que é o destino”

    O cantor Nininho Vaz Maia partilha a sua história de vida, refletindo sobre autoconfiança, sucesso e as memórias da sua infância num bairro desafiador, a Picheleira, chegando mesmo a descrever o seu dia-a-dia daqueles tempos sem rodeios. Nininho discute a importância da evolução pessoal e a luta contra a negatividade enquanto reflete o seu caminho até chegar onde está e o exemplo que quer dar aos seus filhos e aos jovens. A entrevista foi exibida na SIC a 4 de janeiro de 2024.

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    56 min
  • “Eu quero ser o sítio que a minha mãe vai quando precisa de chorar. Eu não quero que ela chore sozinha”

    Aos 31 anos, Mafalda Castro senta-se no estúdio que considera casa para um regresso às origens e uma viagem íntima pelas memórias, perdas, conquistas e fragilidades que a moldaram. “Ainda há muito da Mafalda miúda em mim”, confessa, entre sorrisos e recordações onde o baloiço do jardim e os domingos de família ganham ecos de eternidade. No olhar, traz a mãe – “era só mãe e pai, não havia espaço para fragilidades”, admite ao relembrar o impacto do diagnóstico de esclerose múltipla – e no colo cabe agora o filho, Manel: “A maternidade mudou tudo. A vida deixou de girar à minha volta para eu girar à volta dele, e isso fez-me ainda mais feliz”. Radialista, apresentadora, influenciadora, Mafalda revisita o engenho e a inocência, o nervo destemido de quem se apresentou à rádio de olhos postos nos ídolos e a vontade obstinada de “provar todos os dias que a autenticidade é o que fica”. Recusa fórmulas feitas ou rótulos: “Prefiro falhar sendo eu do que acertar sendo outra pessoa”. Nesta conversa sem rede, Mafalda revela a urgência de viver o presente e repete o conselho para si própria e para quem lê: “Não esperes que adivinhem o que queres. Passa tempo com as pessoas que amas”

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    48 min
  • Evandro Gomes: “Cheguei a não ter comida na mesa, partilhávamos pão e leite entre oito pessoas. Pedi 50 cêntimos à minha mãe e ela nem 10 tinha na conta”

    Evandro Gomes é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O ator interpreta Salvador na novela da SIC “Páginas da Vida”. Evandro recorda as dificuldades na infância e as muitas mudanças de escola e cidade. “Preferiria viver com dificuldades para o resto da vida, mas ter amor dentro de mim, do que ter uma mansão gigante e estar sempre chateado”, garante. Cresceu numa família numerosa e chegou a faltar “comida na mesa”. Hoje, um dos seus sonhos é criar uma associação que apoie este tipo de famílias. Quando era jovem tinha uma outra paixão, ainda assim já tinha curiosidade na arte de representar. “Cresci com o sonho de ser futebolista, estive muito perto. Quando era miúdo disse à minha mãe: ‘Acabo a carreira aos 30 anos e vou contracenar com o Denzel Washington”, recorda. Quando jogava futebol chegou a ser alvo de insultos racistas. O sonho de se profissionalizar acabou quando rasgou o tendão de Aquiles, semanas antes de ir assinar um contrato. O ator relembra ainda uma fase em que chegou a dormir na rua e realça a importância de Deus na sua vida, em particular num momento muito complicado em que queria desistir. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 21 de março.

     

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    51 min
  • Vasco Pereira Coutinho: “Não jogava à bola com os outros meninos, preferia brincar com as minhas amigas. Sabia que era diferente, mas não confessava a ninguém”

    Vasco Coutinho admite que sempre foi um miúdo “estranho” ou “diferente”, mas hoje confessa estar “tranquilo” com a pessoa que se tornou. Do silêncio e da introspeção vividos num seminário em Roma, quando era muito jovem, à infância inquieta em que se sentiu alvo de insultos de outros miúdos, até a um amor que “correu muito mal” e o deixou em depressão, o percurso foi longo e exigente.

    “Um dia, a caminho da casa dos meus pais, com a estrada vazia, pensei: ‘Agora dava uma guinada no volante e acabava tudo’”, recorda quando fala da depressão que teve de enfrentar.

    Neste episódio de Alta Definição, o humorista deixa de lado a personagem Tia Bli, muito popular entre os ouvintes da rádio, para falar abertamente sobre o caminho que percorreu até à afirmação pessoal e à reconciliação com a sua sexualidade.

    Na conversa conduzida por Daniel Oliveira, fala-se não só da superação das adversidades e da importância do apoio familiar, mas também do papel transformador da fé e da criatividade. Vasco revela como o teatro e a espiritualidade serviram de alicerces para ultrapassar momentos de profunda tristeza.

    No final do episódio, depois de partilhar toda a sua história de vida, deixa ainda um conselho aos espectadores e ouvintes: “Eu peço desculpa sempre, mesmo quando não tenho razão. Pedir perdão é construtivo. Nós temos sempre culpa de alguma coisa”.

    O programa foi emitido na SIC a 14 de março e pode ouvir aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.

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    48 min
  • Mário Zambujal (1936–2026): “As pessoas devem ter a noção de que chegar a velho já não é mau. A alternativa é pior. O mal é não chegar a velho”

    Mário Zambujal foi um jornalista, escritor e argumentista português, nascido em Moura, no distrito de Beja. Iniciou a carreira no jornalismo desportivo, passando por redações como A Bola, Diário de Lisboa e Record. Em 1970 integrou O Século, onde era chefe de redação quando ocorreu o 25 de Abril de 1974, momento que considerou um dos mais marcantes da sua vida profissional. Mais tarde assumiu também a direção do Mundo Desportivo. Paralelamente ao jornalismo, destacou-se na rádio e na televisão, tornando-se uma figura popular através de programas da RTP como Domingo Desportivo e o humorístico Pão com Manteiga. Na literatura revelou uma escrita marcada pelo humor, pela simplicidade e pela atenção às relações humanas. A sua obra inclui títulos como Crónica dos Bons Malandros (1980), que alcançou grande notoriedade, e Histórias do Fim da Rua (1983). Ao longo da vida publicou 19 livros, entre romances, contos e outras narrativas, frequentemente centradas em personagens próximas do quotidiano português. Em 2025 lançou o romance policial O Último a Sair. Mário Zambujal esteve em Alta Definição de Daniel Oliveira, em 2013, numa emissão que pode recordar aqui. O escritor faleceu ontem, 13 de março, aos 90 anos.

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    32 min
  • Marcelo Rebelo de Sousa em 2019: “Sou responsável como Presidente mesmo do que não depende diretamente de mim, sou um pouco responsável moral. Bate-me na consciência”

    Na última semana da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, e antes da tomada de posse de António José Seguro como novo presidente da República, o Alta Definição recorda a emissão de 2019 em que o “Professor Marcelo” esteve à conversa com Daniel Oliveira. Percorrendo o seu percurso pessoal e político, e refletindo sobre o estilo de presidência que procurou imprimir desde a tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa defende que todos os Presidentes da República tiveram, à sua maneira, uma dimensão de proximidade e afetividade com o país, mas explica que decidiu manter o seu modo de ser — espontâneo e próximo — mesmo depois de assumir o cargo, recusando alterar a personalidade por causa da função. Ao longo da conversa, o presidente da República recorda a infância marcada por uma família politicamente exposta, fala da influência do pai e da formação académica em Direito, que o levou à carreira universitária. O “Professor Marcelo” evoca também a longa presença no comentário político e na vida pública, descrevendo-a como uma escola de contacto permanente com a realidade do país. Marcelo aborda o exercício da Presidência como um equilíbrio entre proximidade humana e responsabilidade institucional, reflete sobre o peso das decisões, a solidão que por vezes acompanha o cargo e a necessidade de interpretar os sinais da sociedade portuguesa. Entre memórias, episódios e reflexões, traça um retrato de um percurso marcado pela política, pela comunicação e por uma relação direta com os cidadãos. Recorde aqui a conversa originalmente emitida em outubro de 2019.

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    50 min

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